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18/01/2019 - Diretor de futebol do Guarani de Venâncio Aires é morto a tiros durante assalto

O diretor de futebol do Guarani de Venâncio Aires foi morto a tiros na noite desta quinta-feira (17), em Mato Leitão, no Vale do Rio Pardo (17). Éder Silva foi morto quando chegou em casa, na localidade de Santo Antônio.

 

O delegado Felipe Staub Cano afirma que a principal hipótese é de que se trata de um latrocínio (roubo com morte). Segundo o delegado, a casa de Éder estava revirada e alguns objetos de valor desapareceram. Eletrodomésticos também estavam embalados para serem levados.

 

—Ele chegou em casa e logo depois houve os disparos. Pela bagunça toda que tinha dentro de casa, não era uma coisa que se faz em pouco em tempo. Então provavelmente eles entraram mais cedo e estavam lá quando ele chegou — afirmou Cano.

 

O dirigente havia passado o dia fora de casa e estava retornando com o filho, que presenciou a ação.

 

Através de relatos de testemunhas, a Polícia Civil acredita que ao menos dois criminosos participaram da ação. Até o momento, ninguém foi preso. 

 

Atualmente diretor de futebol, Silva ingressou na categoria de base do Guarani em 1996 e teve uma passagem pelo futebol profissional. Por meio de nota, o clube lamentou o acontecimento.

 

"É com uma tristeza infinita no coração que comunicamos o falecimento de nosso ex Atleta e atual Diretor de Futebol Éder Silva.

 

Éder iniciou sua trajetória no EC Guarani nas categorias de Base em 96, teve passagem no futebol profissional, atualmente Éder atuava como Diretor de Futebol no Novo Projeto do EC Guarani.

 

Um torcedor apaixonado pelo clube, que voluntariamente dedicava parte dos seus dias ao Clube. Ficaram as recordações de um homem dedicado que deu e ensinou muito a todos nós.

 

Não temos palavras para expressar os nossos sentimentos. Pedimos a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos neste momento de dor."

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/01/2019 - Equipe econômica do governo estuda reforma com benefício menor que o salário mínimo

O governo de Jair Bolsonaro estuda incluir na proposta de reforma da Previdência mecanismo de concessão de aposentadoria rural e Benefício de Prestação Continuada (BPC) — concedido a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda – que permitiria pagar menos de um salário mínimo, atualmente em R$ 998.

 

A ideia é adotar o modelo conhecido como “fásico” (em fases), no qual o segurado poderia solicitar mais cedo a ajuda da União, desde que aceite receber valor abaixo do mínimo. Para abrir caminho à mudança, o Palácio do Planalto avalia transformar a aposentadoria rural em benefício assistencial, resgatando seu status anterior à Constituição de 1988.

 

A discussão sobre enquadrar o pagamento aos aposentados do campo como Previdência ou assistência ocorre porque hoje o benefício é concedido sem comprovação de contribuição. Aliados do governo dizem que a modalidade facilita fraudes.

 

— Tem trabalhador rural aposentado que tem a mão mais lisa que a minha – critica Paulo Tafner, um dos autores de uma das propostas que estão sendo analisadas pela equipe do ministro de Economia, Paulo Guedes.

 

De acordo com Tafner, há muitas brechas na lei que permitem fraudes, como a verificação de que um segurado é trabalhador rural apenas com declaração de entidade sindical:

 

— Todos os sindicatos estão perdendo filiados, menos os de trabalhadores rurais. A população rural está diminuindo no Brasil e os sindicatos só fazem crescer.

 

Ideia surgiu em 2017 com apoiadores do presidente

A proposta do modelo fásico foi levantada na comissão especial da reforma da Previdência em 2017 pelos irmãos Arthur e Abraham Weintraub, professores da Unifesp e integrantes do governo Bolsonaro. Eles foram apresentados à campanha do então candidato pelo hoje ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

 

Na época, o modelo previa a possibilidade de pedir o benefício assistencial a partir de 55 anos, com valor de 25% do salário mínimo. A partir dos 60 anos, seria 50%, subindo para 75% aos 65 anos. A integralidade só seria concedida acima de 70 anos. 

 

 O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, reafirmou nessa quinta-feira (17) que o governo trabalha para enviar a proposta ao Congresso o mais rápido possível, tendo vista que as chances de aprovação são maiores no período inicial do mandato de Bolsonaro.

 

 Governo também quer limite à soma de pensão e aposentadoria

 Além da possibilidade de criar benefício com valor abaixo do salário mínimo, a proposta de reforma da Previdência da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, quer impor limite ao acúmulo de aposentadoria e pensão. Um terço dos pensionistas (ou 2,4 milhões de pessoas) também recebe aposentadoria. O custo é de R$ 64 bilhões por ano.

 

 A ideia que deve ser apresentada ao presidente Jair Bolsonaro é criar mecanismo redutor desses benefícios quanto maior for o valor da soma dos dois. A medida só valeria para as concessões posteriores à reforma, de forma a não afetar pagamentos já em vigor para evitar judicialização do tema.

 

 Hoje, não existe restrição ao acúmulo. Segundo o governo, há casos de pessoas que recebem seis benefícios ao mesmo tempo. Todos dentro da lei. Na proposta do ex-presidente Michel Temer, que deve ser aproveitada em parte por Bolsonaro, a soma de aposentadoria e pensões estaria limitada a dois mínimos (R$ 1.996)

 

 Um dos formatos avaliados no momento prevê que, se a soma dos benefícios ficar acima do mínimo e chegar a até três salários, o corte seria de 20%. Entre três e cinco mínimos, de 40%. No intervalo entre cinco e oito salários, somente a metade seria paga. Para quem ganha acima de oito mínimos, a tesourada chegaria a 60%

 

 – Está crescendo o número de pessoas que acumulam pensão e aposentadoria. E no caso de pessoas jovens, há exemplos de quem acumula pensão, aposentadoria e renda do trabalho. É um absurdo. Não são as pessoas, as regras que estão erradas. Precisamos arrumar – diz o economista Paulo Tafner, que integra equipe de Guedes.

 

Fim do valor integral para pensão com morte

 O texto em elaboração também deve incluir o fim do pagamento integral de pensão por morte. A ideia é que as regras no Brasil se aproximem das de países europeus, onde o valor do benefício é dividido em cotas e leva em conta o número de dependentes deixados pelo falecido. Entre as hipóteses avaliadas, está a de manter o benefício integral apenas para viúvas com três ou mais filhos menores.

 

 Segundo cálculos do Planalto, as pensões por morte respondem por cerca de 25% dos gastos do INSS com benefícios. Em novembro de 2018, custaram R$ 14 bilhões de um total de R$ 59,4 bilhões.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/01/2019 - RS é o Estado com mais áreas em estudo de demarcação de terras indígenas

Fortemente identificado com o setor rural, o presidente Jair Bolsonaro começou seu mandato mexendo em temas sensíveis ao agronegócio, como identificação, delimitação, demarcação e registro de territórios indígenas – competências que passaram a ser do Ministério da Agricultura e não mais da Fundação Nacional do Índio (Funai). O próprio órgão indigenista deixou a pasta da Justiça no início do mês para ser incorporado à dos Direitos Humanos. Com 19 territórios em estudo pelo governo para possível demarcação, o maior número entre todos os Estados, o Rio Grande do Sul será afetado pelo cenário de mudanças.

 

Segundo a Funai, essas áreas são tradicionalmente ocupadas por caingangues ou guaranis e distribuídas por 23 municípios. Bolsonaro já declarou que, se depender dele, "não tem mais demarcação", posicionamento apoiado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Para a entidade, a população indígena tem "terras suficientes" para seu desenvolvimento econômico e social e avalia como "naturais" as alterações feitas por decreto.

 

— Independentemente a qual ministério esteja vinculada, o importante é que a Funai perca seu viés ideológico e político. Isso vinha causando enorme tensão nessas áreas — sublinha o presidente da comissão de Assuntos Fundiários da Farsul, Paulo Ricardo Dias.

 

Já a direção da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contesta a mudança por avaliar que o governo acata "reivindicação da classe ruralista" e coloca os "interesses privados acima dos coletivos".

 

— Envio dos processos administrativos de demarcação para o Ministério da Agricultura atende a interesses contrários aos direitos dos povos indígenas — sustenta a coordenadora-executiva da organização, Sônia Guajajara.

 

A população indígena que mora em áreas próprias no Brasil soma 517.383 pessoas. Dessas, 18.266 (3,53%) estão no Rio Grande do Sul, Estado com 29 áreas demarcadas em 41 municípios e ocupadas por caingangues, guaranis e guaranis mbya. Na avaliação de Dias, também vice-presidente da comissão de Assuntos Fundiários da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a demarcação das 19 áreas ainda em estudo levaria a mais conflitos, principalmente no raio de aproximadamente 150 quilômetros ao redor de Passo Fundo, onde encontram-se inúmeras reservas, como a do Carreteiro, em Água Santa.

 

— Esperamos que, com a nova orientação do governo, essas áreas em estudo não sejam demarcadas. Causaria mais tensão. Além de novos territórios, os índios buscam ampliar as que já são suas — complementa Dias.

 

O território Carreteiro, demarcado em 1911, é uma reserva distante dois quilômetros do centro do município. Os moradores da aldeia, de origem caingangue e vizinha de lavoura de soja, reivindicam expansão da área, hoje de 602,98 hectares. A população da reserva era de 245 indígenas em 2010, conforme dados mais atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, há 17 processos em tramitação na Justiça envolvendo disputa de terras com índios no RS, conforme a Advocacia-Geral da União (AGU).

 

Procuradoria-Geral da República é acionada

Tão logo o presidente Bolsonaro anunciou a retirada da demarcação de terras indígenas da Funai, em 1º de janeiro, a Apib protocolou representação pedindo que a Procuradoria-Geral da República ingresse com ação judicial para devolver ao órgão a atribuição de identificar essas áreas.

 

A organização que representa os índios solicitou, ainda, a instauração de inquérito civil para investigar e monitorar os atos e processos administrativos de demarcação que irão tramitar na pasta. Para a coordenadora-executiva da Apib, o presidente deixou claro, com as alterações, que seu compromisso é "com o que há de mais atrasado no Brasil":

 

— Essas ações e as falas de Bolsonaro geram vulnerabilidade e dão respaldo para a intolerância indígena — pontua Sônia.

 

A Funai não quis se manifestar e o Ministério da Agricultura informou que criará um conselho "para que as demarcações sejam feitas através dele".

 

No radar do presidente, estão também outras pautas de interesse do setor agropecuário, como reforma agrária, anistia de produtores em débito com o Funrural e flexibilização da posse de arma, anunciada na quarta-feira (16).

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/01/2019 - Caminhão carregado de madeiras tomba na RS-020, em Gravataí

Um caminhão que carregava madeiras tombou, por volta das 5h30min desta sexta-feira (18), na altura do quilômetro 17 da RS-020, em Gravataí. O trânsito está em meia pista e é monitorado pelos policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

 

A madeira está espalhada no acostamento e o bloqueio ocorre no sentido Gravataí/Taquara.

 

Houve apenas danos materiais e o local do acidente é próximo à parada 96, no distrito de Morungava. Até as 7h30min, o trânsito no local não apresenta congestionamento. Não há previsão de liberação do trecho.

 

O primeiro objetivo será retirar o caminhão da via e, depois, será providenciado a retirada da madeira. O CRBM ainda apura as causas do acidente. No entanto, como o veículo teve a carga virada em um trecho de reta, não se descarta excesso de peso ou mal acondicionamento das madeiras.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/01/2019 - Chuva ganha força e calor perde intensidade no RS; confira a previsão

A sexta-feira (18) tem predomínio de tempo instável em todo o Rio Grande do Sul, com chuva volumosa especialmente na metade sul. Nestas áreas, as temperaturas caem em relação aos últimos dias, aliviando a sensação de calor.

 

Permanece o risco para temporais com trovoadas, descargas elétricas, além de rajadas de ventos superiores a 80 km/h da faixa norte ao litoral do Estado. Tudo isso ocorre por conta do deslocamento de uma área de baixa pressão atmosférica no sul do Paraguai para a costa do Rio Grande do Sul até o final do dia.

 

Chuva perde força no sábado

 

O sábado (19) começa com chuva mais isolada pelo Estado, e com instabilidades menos intensas que nos dias anteriores. De acordo com a Somar Meteorologia, o risco de precipitações volumosas e temporais diminuem sobre praticamente todo o RS. Na faixa leste, o dia permanece nublado e pode chover a qualquer hora. Já na metade oeste, as condições são apenas para pancadas rápidas e isoladas. As temperaturas amenas na região contrastam com o calorão observado nos últimos dias.

 

Temperaturas amenas predominam no domingo

 

As instabilidades continuam perdendo intensidade no domingo (20), inclusive no Litoral. Nestas áreas, o céu permanece com bastante nebulosidade. Já no interior do Estado, as temperaturas seguem amenas, com condições apenas para chuvas rápidas e isoladas, sem volumes significativos.

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 28°C

Pelotas: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 19°C e máxima de 22°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 18°C e máxima de 27°C

Santa Maria: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 20°C e máxima de 26°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 28°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 32°C

Uruguaiana: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 19°C e máxima de 23°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 26°C

Tramandaí: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 23°C e máxima de 27°C

Capão da Canoa: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 23°C e máxima de 27°C

Xangri-Lá: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 23°C e máxima de 27°C

Rio Grande: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 20°C e máxima de 22°C

Mostardas: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 21°C e máxima de 25°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 29°C

Bagé: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 17°C e máxima de 18°C

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/01/2019 - Defesa Civil envia mais de duas toneladas de alimentos para atingidos pela chuva na Fronteira Oeste

Os municípios de Fronteira Oeste recebem, nesta sexta-feira (18), alimentos, roupas, calçados, produtos de higiene e limpeza e móveis vindos de doações reunidas pela Defesa Civil do Estado. Segundo o subchefe da corporação, coronel Rodrigo Dutra, São Gabriel vai receber todos os colchões disponíveis.

 

— São 42 colchões para São Gabriel, onde seguimos em alerta pela velocidade com que o Rio Vacacaí tem subido com as chuvas de ontem (quinta-feira) – informou.

 

O município de Quaraí também receberá mantimentos. São 2,1 quilos de alimentos, 105 cestas básicas, 60 litros de leite, 3 mil peças de roupas, 200 pares de calçados, além de itens de cama, mesa e banho, travesseiros e materiais para limpeza das casas atingidas pela enxurrada.

 

A cidade segue em alerta e a Defesa Civil monitora a subida das águas. Nesta quinta-feira, choveu 80 milímetros no município – o que equivale a mais de 20% de toda a chuva que atingiu a Fronteira Oeste na última semana.

 

As famílias que passaram até cinco dias em casas de amigos e parentes voltaram para suas residências entre quarta-feira e quinta-feira, mas há preocupação de novas remoções devido à previsão de mais temporais.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/01/2019 - Sobe para 21 o número de mortos após explosão de carro-bomba em Bogotá

Subiu para 21 o número de mortos no ataque com carro-bomba ocorrido na quinta-feira (17) em uma academia de polícia no sul de Bogotá, capital da Colômbia. Outras 65 pessoas ficaram feridas no que o governo local classificou como "ato terrorista insano".

 

O autor do ataque foi identificado pelo Ministério Público local como José Aldemar Rojas Rodríguez, que entrou às 9h30min (12h30min de Brasília) em uma caminhonete cinza Nissan Patrol de 1993 na Escola de Oficiais General Francisco de Paula Santander.

 

Rojas Rodríguez também morreu no ataque, revelou um membro do MP, acrescentando que ainda não há informação sobre possíveis ligações do autor com grupos armados que operam no país.

 

— (Este) Ato terrorista insano não ficará impune, os colombianos jamais se submetem ao terrorismo, sempre o derrotamos, esta não será a exceção — disse o presidente Iván Duque em declaração à imprensa ao lado do procurador-geral, Néstor Humberto Martínez.

 

O veículo de Rodríguez, que, segundo o MP, tinha passado por uma revisão em julho de 2018 em Arauca (fronteira com a Venezuela), explodiu durante uma cerimônia de promoção de oficiais e cadetes.

 

— Ouvi como se o céu tivesse caído na minha cabeça. Foi uma explosão muito grande e, quando saí, havia muita fumaça — disse Rocío Vargas, vizinha do local.

 

Segundo relatos da polícia, um cão farejador detectou os explosivos no automóvel. Quando foi descoberto, Rodríguez acelerou o carro e atropelou um policial. Três militares foram atrás do veículo que, segundos depois, explodiu.

 

Esse é o pior ato de terror na capital colombiana desde fevereiro de 2003, quando os rebeldes do atual partido Farc detonaram um carro-bomba no clube El Nogal. Trinta e seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/01/2019 - Venezuelanos terão que deixar abrigos em Canoas até 31 de março, diz prefeitura

A prefeitura de Canoas informou que o convênio com o governo federal para o acolhimento de venezuelanos no município não será renovado. Com isso, as famílias que estão morando em Canoas terão de deixar os abrigos até o dia 31 de março.

 

Segundo o Executivo de Canoas, a decisão pela não continuidade do acordo de cooperação é da União e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur/ONU). O contrato tinha duração prevista e poderia ser renovado. Ao todo, 305 venezuelanos foram encaminhados para Canoas durante o processo, que foi nomeado como interiorização.

 

A secretária de Desenvolvimento Social de Canoas, Luísa Camargo, afirmou que o município já vinha trabalhando com a possibilidade do fim do programa.

 

— A gente já vem trabalhando na perspectiva do desligamento deles dos centros, porque isso não é o ideal e um programa de imigração. É uma formatação emergencial. O ideal é que eles tenham suas próprias casas e comecem a se inserir na vida da comunidade e trabalhando. Isso já estava previsto desde setembro.

 

Luísa destacou que a prefeitura está trabalhando junto aos venezuelanos na busca por moradias:

 

— A equipe técnica está buscando com eles imóveis com preços mais acessíveis. Vamos organizar campanha de doações de imóveis e utensílios domésticos para eles conseguires se organizar dentro de suas residências.

 

A prefeitura de Canoas informou que conseguirá manter por mais nove meses alguns serviços, como auxílio com documentação, orientação jurídica, inserção de adultos no mercado de trabalho e de crianças na rede municipal de educação. A continuidade dessas ações nesse período ocorre em razão de recursos do governo federal e de parceria com a Fundação La Salle.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/01/2019 - Mandarim e francês: as outras línguas do comércio no Litoral Norte do RS

No verão, o Litoral Norte do Rio Grande do Sul não fala apenas português e o eventual castelhano. Um ouvido atento ao comércio local identifica também mandarim e francês – idiomas dos imigrantes que vendem roupas e acessórios e, inclusive, chegam a contratar mão de obra brasileira.

 

Pela barreira de idiomas, nomes brasileiros costumam ser adotados e a comunicação, por vezes, depende mais de expressões e simpatia do que da gramática. Os chineses de Capão da Canoa moram em São Paulo e vêm para o Estado no verão. Os de Tramandaí ficam na cidade o ano inteiro. Senegaleses, por sua vez, mudam-se apenas durante o veraneio e focam sua atuação como ambulantes à beira-mar, atendendo os banhistas. Neste caso, os francófonos saem de São Paulo ou do interior do Rio Grande do Sul em busca do agito nas férias dos gaúchos. Venezuelanos, apesar do aumento do fluxo migratório nos últimos meses no Estado, não foram identificados em peso nas praias gaúchas.

 

Roupas e acessórios são os principais artigos de venda dos comerciantes estrangeiros. Há réplicas de marcas famosas, como Adidas, Nike e Louis Vuitton, e de camisas de clubes de futebol do Brasil e do mundo. Há também produtos legítimos, como blusas africanas, roupas artesanais, colares e pulseiras.

 12 horas ao sol sem garantia de retorno

Há seis anos, o senegalês Davi, como gosta de ser chamado, trabalha como vendedor de roupas em Passo Fundo, mas, na alta temporada, circula pelas areias de Capão. As vendas são instáveis, mas ainda é melhor do que a situação no país natal. Há três anos, Davi não vê a esposa e os três filhos.

 

— Várias vezes, andei 12 horas no dia e não vendi um centavo. Mas tem dias que vendo R$ 500. No Senegal, não tem trabalho. Aqui, posso trabalhar e mandar dinheiro para minha família. Meu sonho é visitar eles — afirma o vendedor, que veste camisa da Seleção Brasileira e fala francês, inglês, português e espanhol.

 

Longe das areias, Awa Faed aluga um espaço em um shopping de Tramandaí durante o verão. Ela veio de Mbour, município de 230 mil habitantes na costa do Senegal, e mora no Brasil há nove anos – já viveu em Caxias do Sul e hoje reside em Passo Fundo. Em Tramandaí, ela é famosa: vários lojistas orientaram a reportagem a procurar uma “mulher negra, alta e sorridente, muito bonita”. Em sua banca, ela vende roupas comuns ou com estampas africanas, além de acessórios. No verão, mal vê a areia da praia.

 

— Só passeio no inverno. No verão, trabalho o tempo todo — diz, abrindo um sorriso no rosto, Awa, que emprega duas brasileiras: uma costureira e sua filha, vendedora.

Vendas ocorrem de dezembro ao Carnaval

O senegalês Bathie Gueye, 50 anos, residente em Passo Fundo há nove anos, foi abordado por GaúchaZH nas ruas de Tramandaí ao fim da tarde, quando já dera o expediente por encerrado. Ele arrastava um carrinho com centenas de roupas, colares, pulseiras e bolas, uma rotina repetida de dezembro ao Carnaval. No alto do veículo de madeira, tremulavam as bandeiras do Senegal e do Rio Grande do Sul. Ele conhecia a comerciante Awa e o marido. Com português fluente, revela de forma bem-humorada a influência do tempo sobre os negócios:

 

— A gente reza para não chover. Quando chove, não tem trabalho e eu descanso. Mas, para a Awa, ela trabalha em dobro, porque as pessoas vão para o shopping. Os senegaleses vivem que nem irmãos. Se é do Senegal, é irmão.

 

Fechados, chineses optam por lojas em shoppings

Em Tramandaí, Capão da Canoa e Torres, é fácil encontrar uma loja gerida por um chinês dentro de um shopping. Em geral, eles vêm de Qing Tian, condado do sul da China. Há vários familiares e conhecidos da região nas praias gaúchas, mas a comunidade é extremamente fechada. Até algumas semanas atrás, uma loja administrada por chineses em Tramandaí, anunciava: "Precise-se de trabalhador, mora perto de loja". Com a reportagem, muitos fingem não falar português.

 

Sem se identificar, um jovem chinês resume sua relação com a beira-mar:

 

— Não gosto de ir para o mar. É muito quente — revela.

 

Em Capão da Canoa, Alex, de 30 anos, aluga um espaço em um dos shoppings para vender artigos até cerca de 23h, em uma jornada de pelo menos 12 horas. Ele não estava satisfeito com as vendas neste ano.

 

— Esse ano está ruim. Acho que as pessoas estão com menos dinheiro — opina o chinês, já querendo encerrar a conversa.

 

Lucas, 35 anos, tem uma loja repleta de tênis, camisetas, camisas e bolsas no Centro de Capão da Canoa. A maioria réplica de marcas famosas. Camisas polo da marca Lacoste, por exemplo, são vendidas a R$ 65. Modelos semelhantes não saem por menos de R$ 280 no site oficial da marca.

 

—  Tá fraca a venda. Esse ano está pior do que o ano passado — reclamava, com as poucas palavras que sabia de português.

 

Muitos chineses empregam brasileiros em suas lojas. Larissa Conti, 19 anos, trabalhou em 2016 como vendedora e conta que as lojas de orientais são as que mais faturam, muito pela compra em atacado em grande quantidade, o que reduz o preço final.

 

— Eles acordam e trabalham, acordam e trabalham. Minha chefe estudava português pelo celular. Colocava a palavra no tradutor do Google, ouvia a pronúncia e me perguntava o que significava — diz a jovem.

 

Comerciantes locais reclamam do que chamam de "concorrência desleal". O secretário-executivo da Associação Comercial e Industrial de Capão da Canoa, Mário Santos da Cruz, diz que muitos brasileiros perdem vendas pela oferta de produtos ilegais dos estrangeiros e que a entidade já tentou dificultar a entrada de gringos no veraneio, sem sucesso.

 

— Tentamos legalizar eles com alvarás, mas não foi bem aceito por alguns. Perdemos cerca de 7% dos clientes para eles. São produtos de marcas falsificadas e atraem a população — conta Cruz.

 

Em Tramandaí, o secretário da Indústria e Comércio, Gilberto de Matos da Rosa, diz que os chineses têm alvará e comercializam de forma legal. Os senegaleses ambulantes, no entanto, promovem venda de produtos falsificados e sem nota fiscal – podem, portanto, ter a mercadoria apreendida em fiscalização.

 

— A gente acredita, inclusive, que os senegaleses daqui se abastecem com produtos falsificados de chineses que vivem em São Paulo — afirma o secretário, resumindo uma conexão inusitada entre as duas nacionalidades.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/01/2019 - Após facilitar posse de arma, Bolsonaro prevê viabilizar porte a passos lentos

Após dar aval ao decreto que facilita a posse de armas no país, o governo de Jair Bolsonaro quer mais tempo para aprovar mecanismos que flexibilizem o porte de armamentos.

A possibilidade de moradores de todos os Estados requisitarem a posse de armas sem ter que comprovar necessidade efetiva era uma promessa de campanha de Bolsonaro, mas o porte não entrou no decreto assinado nesta terça-feira (15), porque isso poderia gerar questionamentos judiciais.

 

Auxiliares próximos do presidente acreditam que a discussão sobre o direito de carregar armas na rua -o porte- é mais delicada e deve ser feita em parceria com o Congresso.

Além disso, ponderam, é preciso focar as articulações com os parlamentares para a aprovação da reforma da Previdência, hoje principal bandeira da equipe econômica comandada por Paulo Guedes (Economia).

 

O temor desses assessores é que duas propostas controversas -o porte de armas e as mudanças nas regras para aposentadoria- sejam debatidas ao mesmo tempo no Legislativo, prejudicando suas tramitações.

 

A ideia do governo é que Bolsonaro e sua tropa de choque mantenham o discurso público favorável ao porte de armas, que tem aderência em parte de seu eleitorado, e monitorem o clima sobre sua aceitação no Congresso. Caso seja positivo, podem tentar construir acordo para o projeto.

 

Na terça-feira (15), por exemplo, o presidente prometeu avançar nas discussões sobre porte e redução da idade mínima para a compra de armas, hoje em 25 anos. Segundo Bolsonaro, esse e outros temas vão ser debatidos com sua equipe quando ele retornar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

 

"Após voltarmos de Davos, continuaremos conversando com os ministros, para que juntos, evoluamos nos anseios dos CACs (colecionador, atirador, desportista ou caçador), porte, monopólio e variações sobre o assunto, além de modificações pertinentes ao Congresso, como redução da idade mínima", escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter.

 

O discurso de auxiliares do Planalto é de que a medida que facilitou a posse já foi um "grande avanço" do governo e agora é preciso ter cautela para debater o porte. O ministro Sergio Moro (Justiça) foi um dos que vocalizaram a ideia. Em entrevista à GloboNews nesta terça, Moro afirmou que "não há nenhum movimento" em sua pasta para debater o porte de armas e que, se houver qualquer proposta nesse sentido, é preciso "ser muito bem estudada", porque o tema é "delicado".

 

Moro trabalha, inclusive, para que seu pacote de segurança avance no Congresso antes dessa discussão. As medidas defendidas por ele envolvem combate à corrupção, à violência e ao crime organizado.

 

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, por sua vez, falou abertamente sobre o porte de armas em área rural ser "rapidamente resolvido", mas não explicitou nada sobre o porte em áreas urbanas. Segundo ele, há um projeto sobre porte em área rural já aprovado na Câmara e haverá um esforço para acelerá-lo no Senado. "É uma demanda de anos", afirmou.

 

Bancada da bala

Integrantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública, a chamada bancada da bala, querem aproveitar o discurso do governo como oportunidade para tentar acelerar a tramitação de proposta que libera o porte. Atualmente esse grupo, que apoiou a eleição de Bolsonaro, conta com 299 dos 513 deputados.

 

Na nova Legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro, a bancada deve manter número semelhante de congressistas. A ideia desses parlamentares é fazer ajustes num projeto de lei já existente sobre o tema, aprovado em comissão especial no ano passado, e levá-lo para votação em plenário o quanto antes, ainda no primeiro semestre, mesmo se a reforma da Previdência estiver em pauta.

 

O coordenador da frente, deputado Capitão Augusto (PR-SP), quer apresentar uma nova versão do texto já no mês que vem.

 

— Vamos começar a trabalhar assim que tiver a posse [dos deputados eleitos]. O norte, agora, já temos, que é a flexibilização do porte de armas. Vamos ouvir os deputados, a gente quer um consenso na questão da idade, dos critérios para a concessão. Para não perder tempo, dá para encaminhar o próprio relatório que já foi aprovado em comissão e, no plenário, apresentar emendas, para adequá-lo ao perfil e à vontade do novo Congresso.

 

Embora a reforma da Previdência seja a prioridade do governo, o deputado diz que não há obstáculo para que a discussão sobre o porte seja feita simultaneamente, em busca de um acordo com os líderes partidários.

 

O debate principal, diz, será sobre a idade mínima e as situações em que será permitido carregar armas, bem como o curso e o tipo de exame psicológico necessários. "São coisas muito distintas. Previdência é questão econômica e Previdência é questão de bandeira. Então, você pode, em paralelo, estar trabalhando isso aí para levar quase que pronta (a proposta) para votar e evitar resistência".

 

Representação

A Defensoria Pública de São Paulo entrou com representação para que procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entre no STF (Superior Tribunal Federal) com pedido de liminar para suspender os efeitos do decreto que flexibiliza a posse de armas no país.

 

O defensor Rafael Lessa, que encabeça a representação, afirmou que o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) é inconstitucional porque afronta uma lei em vigor, o Estatuto do Desarmamento.

 

No texto promulgado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, há a obrigação de comprovar a efetiva necessidade de obter uma arma de fogo por parte de quem tem interesse na posse do armamento. "O decreto banaliza essa necessidade e a estende para o país inteiro", diz o defensor.

 

Para embasar o texto do decreto, Bolsonaro usou números do Atlas da Violência e determinou que as regras para a posse de armas seriam afrouxadas em estados com mais de 10 homicídios para cada 100.000 habitantes. Atualmente, não há um só estado no Brasil que apresente índice de criminalidade abaixo disso.

 

— Ele foi além de seu papel como presidente da República. Para aprovar uma lei que afronte outra em vigor é preciso seguir os trâmites no Congresso — disse o defensor.  — Há um risco para as pessoas diante da possibilidade de maior acesso a armas — completou.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/01/2019 - RS já soma R$ 385,9 milhões em prejuízos provocados pelo mau tempo

As primeiras estimativas do estrago deixado pelo excesso de chuva no Rio Grande do Sul apontam perdas de pelo menos R$ 385,9 milhões em áreas como lavoura, pecuária, infraestrutura pública e residências.

 

Esse é um cálculo inicial que leva em consideração um levantamento prévio da Emater em 102 municípios com lavouras de arroz afetadas pelo mau tempo no Estado e danos informados à Defesa Civil pelas três prefeituras que tiveram decretos de situação de emergência homologados e publicados no Diário Oficial até esta quarta-feira (16) — São Gabriel, Alegrete e Uruguaiana.

 

A cifra poderá se multiplicar de forma significativa à medida que as águas baixarem e mais municípios contabilizarem as consequências do aguaceiro.

 

Do valor inicialmente apurado, R$ 327 milhões correspondem a uma primeira análise de prejuízos feita pela Emater. A entidade não detectou perdas com impacto significativo em outras culturas até o momento, embora possa haver casos pontuais. O diretor técnico da Emater, Lino Moura, afirma que o montante poderá aumentar ou se reduzir nos próximos dias.

 

— Precisamos aguardar que a água baixe para verificar de fato o tamanho do estrago. Pode subir, mas também pode ser possível recuperar parte. Por enquanto, é apenas uma estimativa.

 

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) chegou a avaliar que os danos poderiam ser ainda mais abrangentes, chegando a cerca de R$ 720 milhões, mas a Emater não contabilizou prejuízos nesse patamar até o momento. A entidade pretende divulgar um relatório mais preciso amanhã.

 

Outras perdas já foram comunicadas formalmente à Defesa Civil estadual pelas prefeituras das três cidades mais afetadas pelo mau tempo. Excluída a agricultura dessa conta (para evitar que um mesmo número seja contado duas vezes, já que a Emater realizou um levantamento à parte), sobram outros R$ 58,9 milhões de prejuízo relatados em estradas, infraestrutura urbana, pecuária, comércio, serviços e em residências. 

 

Prefeituras ainda contabilizam estragos

Esse valor também poderá ser alterado substancialmente, já que outros 10 municípios encaminharam decretos de emergência para a Defesa Civil até esta quarta-feira (16). Esses documentos precisam ser reconhecidos, mediante a análise de dados enviados de cada cidade retratando os problemas, para permitir o acesso a auxílio e recursos dos outros níveis de governo. Além do trio de municípios mais atingidos, que já obteve esse reconhecimento, hoje deverão ser homologados novos decretos.

 

 — Muitas prefeituras ainda estão contabilizando os estragos. Muitas vezes encaminham informações básicas apenas para homologarmos a situação de emergência, mas há um prazo de 15 dias para o envio da documentação completa – afirma o tenente Rodrigo Lopes Duarte, analista de processo de homologação da Defesa Civil.

 

Quando se consideram todos os estragos comunicados pelas prefeituras ao órgão estadual, incluindo a destruição nas lavouras, a maior parte do prejuízo estimado inicialmente se concentra mesmo na agricultura. São Gabriel apresentou a fatura mais alta até agora, com perdas calculadas em R$ 172 milhões. Alegrete relatou impactos pesados também em suas estradas municipais, com levantamento prévio de R$ 30,8 milhões em estragos provocados pela inclemência da chuva.

 

Números iniciais

 Dados preliminares informados pelos municípios mais atingidos pela enchente à Defesa Civil:

 

São Gabriel

Agricultura: R$ 172,389 milhões

Pecuária: R$ 9,271 milhões

Estradas: R$ 4 milhões

Residências: R$ 180 mil

 

Uruguaiana

Agricultura: R$ 60 milhões

Comércio: R$ 5,3 milhões

Infraestrutura pública: R$ 3,5 milhões

Residências: R$ 2,4 milhões

Serviços: R$ 1,5 milhão

Pecuária: R$ 113 mil

 

Alegrete

Agricultura: R$ 37,3 milhões

Estradas: R$ 30,8 milhões

Residências: R$ 1,84 milhão

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/01/2019 - Leite decide vetar projeto que libera venda de bebidas alcoólicas dentro de estádios

 

O governador Eduardo Leite anunciou, nesta quarta-feira (16), que vai vetar o projeto de lei que libera a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol no Rio Grande do Sul. O texto, aprovado na Assembleia Legislativa no fim do ano passado, prevê que a comercialização fica liberada até o intervalo dos jogos e depois das partidas.

 

Leite tomou a decisão após reunião com representantes do Ministério Público (MP-RS) e com a cúpula da segurança pública do Estado, nesta quarta. A venda e consumo desse tipo de bebida são proibidos nesses locais desde 1º de abril de 2008. Um dos principais argumentos usados para o veto é o de que a medida visa reduzir a violência em jogos de futebol.

 

“Os argumentos trazidos hoje, além de outros que já haviam chegado, me ajudaram a tomar a decisão, que tem como base a questão da segurança e implica diretamente na crise fiscal do Estado. Uma eventual liberação de bebidas demandaria um aumento de efetivo nos jogos, algo que o governo não tem condições de arcar neste momento”, disse Leite, por meio de nota.

 

Leite destacou que dados repassados pelas secretarias de Segurança Pública (SSP) e da Saúde sustentam o veto. A Saúde informou que estudos comprovam que a "ingestão de bebidas alcoólicas potencializa o comportamento agressivo das pessoas e pode resultar em atos de violência", segundo o Piratini.

 

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Mário Ikeda, defendeu que houve significativa redução nas ocorrências durante os jogos após a proibição das bebidas alcoólicas em estádios. O MP citou lei federal que proíbe esse tipo de venda e de consumo nesses locais.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/01/2019 - RS tem alerta de chuva intensa e vento forte nesta quinta

Assim como nos últimos dias, a quinta-feira (17) será de tempo instável sobre todo o Rio Grande do Sul. A boa notícia fica por conta da diminuição do calor intenso sobre o Estado, ainda que a sensação continue sendo de abafamento em alguns momentos do dia. Os maiores acumulados ficam concentrados no Norte, mas com volumes bem inferiores aos da última semana.

 

Segundo a Somar Meteorologia, a expectativa é que as pancadas, além de mais volumosas, venham acompanhadas por trovoadas, descargas elétricas e até queda de granizo. Na Fronteira Oeste, o céu será mais nublado e a chuva ocorre a qualquer momento do dia.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de acumulados entre 50 e 100 mm/dia, rajadas de vento intensas, de 60 a 100 Km/h, e queda de granizo. Devido ao solo encharcado, causado pelo volume dos últimos dias, há um risco maior de alagamentos e deslizamentos na Fronteira Oeste e na Campanha.

 

Na sexta-feira (18), a formação de uma nova área de baixa pressão atmosférica aumenta as instabilidades sobre o Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, a expectativa é de tempo instável e chuva volumosa especialmente na metade sul do Estado. Há chances de temporais com trovoadas, descargas elétricas, além de rajadas de ventos superiores a 80 km/h no Litoral.

 

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 29°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 27°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 28°C

Santa Maria: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 28°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 36°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 33°C

Uruguaiana: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 27°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 28°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 26°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 27°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 31°C

Bagé: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 20°C e máxima de 24°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 28°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 28°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 28°C

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/01/2019 - Preso escondia nove celulares, isqueiro, drogas e cabo USB no próprio estômago em SC

Um apenado da Colônia Penal Agrícola de Palhoça, na grande Florianópolis, Santa Catarina, foi flagrado com nove celulares, isqueiro, cabo USB e drogas introduzidos no próprio estômago. A descoberta ocorreu na terça-feira (15), quando o detento retornou à unidade após uma saída temporária de sete dias.

 

Agentes desconfiaram do comportamento do preso, que é pessoa com deficiência física  e usa muletas, e o submeteram à revista no detector de metais. Como o equipamento apontou a presença de algo metálico, o apenado foi levado até o Complexo de São Pedro de Alcântara para observação no scanner corporal, que confirmou as suspeitas.

 

Além dos celulares, os demais objetos estavam distribuídos em 52 invólucros separados. O preso passou por um procedimento cirúrgico para a remoção do material e continua internado. O caso repercutiu com surpresa até mesmo entre servidores mais experientes do sistema prisional.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/01/2019 - Governo reajusta aposentadoria em 3,43% e teto chega a R$ 5.839,45

Os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 3,43% no benefício em 2019. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na manhã desta quarta-feira e assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto também fixa o valor máximo da aposentadoria (teto) em R$ 5.839,45. Até 2018, era de R$ 5.645,80. As pessoas que recebiam um salário mínimo em 2018, de R$ 954, passam a receber o valor sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, de R$ 998.

       

• Região Sul tem menor número de inadimplentes em 2018

 

A portaria informa que a Secretaria da Receita Federal do Brasil, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) vão adotar as medidas necessárias nos casos de descumprimento dos valores determinados pela nova regra.

 

O aumento da aposentadoria geralmente é calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, índice do IBGE divulgado na última sexta-feira. O reajuste é menor do que o do salário mínimo, que subiu 4,61%, de R$ 954 para R$ 998 em 2019.

 

Contribuições ao INSS

 

A portaria também reajustou o valor de contribuição dos segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. A partir de 2019, quem tem salário de contribuição de até R$ 1.751,81 pagará 8% de imposto. O percentual será de 9% para quem recebe entre R$ 1.751,82 até R$ 2.919,72 e de 11% para salários de contribuição entre R$ 2.919,73 até R$ 5.839,45.

Os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo terão reajuste de 3,43% no benefício em 2019. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na manhã desta quarta-feira e assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto também fixa o valor máximo da aposentadoria (teto) em R$ 5.839,45. Até 2018, era de R$ 5.645,80. As pessoas que recebiam um salário mínimo em 2018, de R$ 954, passam a receber o valor sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, de R$ 998.

       

• Região Sul tem menor número de inadimplentes em 2018

 

A portaria informa que a Secretaria da Receita Federal do Brasil, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) vão adotar as medidas necessárias nos casos de descumprimento dos valores determinados pela nova regra.

 

O aumento da aposentadoria geralmente é calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, índice do IBGE divulgado na última sexta-feira. O reajuste é menor do que o do salário mínimo, que subiu 4,61%, de R$ 954 para R$ 998 em 2019.

 

Contribuições ao INSS

 

A portaria também reajustou o valor de contribuição dos segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. A partir de 2019, quem tem salário de contribuição de até R$ 1.751,81 pagará 8% de imposto. O percentual será de 9% para quem recebe entre R$ 1.751,82 até R$ 2.919,72 e de 11% para salários de contribuição entre R$ 2.919,73 até R$ 5.839,45.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

16/01/2019 - Facilitação da posse de arma de fogo é "apenas primeiro passo", diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse pelo Twitter, na tarde desta terça-feira que a mudança promovida visando a facilitação da posse de arma de fogo é "apenas o primeiro passo". Decreto assinado pelo presidente simplificou o caminho para o cidadão obter autorização da Polícia Federal para a posse da arma, licença que prevê que o equipamento poderá ser mantido dentro da residência ou no local de trabalho.

 

"Por muito tempo, coube ao Estado determinar quem tinha ou não direito de defender a si mesmo, à sua família e à sua propriedade. Hoje, respeitando a vontade popular manifestada no referendo de 2005, devolvemos aos cidadãos brasileiros a liberdade de decidir", escreveu o presidente.

 

Em outra mensagem, ressaltou que o decreto também prevê o aumento do prazo de renovação da arma, de três para dez anos, além de ter acabado "com a subjetividade para a compra, que sempre foi dificultada ou impossibilitada". O presidente já indicou que, além do decreto, deverá dialogar com o Congresso para realizar outras mudanças no Estatuto do Desarmamento.

 

• Governo estuda redução de imposto para comprador de armas de fogo, diz Onyx

 

A maior parte das propostas vem da Câmara, onde foram apresentados 324 dos 362 projetos, e onde ainda tramitam 180 deles. O foco dos legisladores tem sido atacar restrições à concessão de porte de arma de fogo, a autorização para se andar armado na rua, visando facilitar a permissão para várias categorias profissionais, de pilotos de aeronaves comerciais a caminhoneiros.

 

Os projetos envolvem ainda ideias como a criação de um porte rural de arma de fogo, o aumento de penas para quem for flagrado cometendo crimes com uso de armas e até mesmo a revogação de competência da Polícia Federal no assunto, devolvendo as atribuições às polícias estaduais, como era antes de 2003. A proposta considerada mais avançada é o PL 3722/2012, do deputado Rogério Peninha (MDB-SC), que tramitou em comissão especial, mas não foi votada em plenário.

 

Quando tratar o assunto no Congresso, Bolsonaro estará entre amigos. Aliados próximos, e ele mesmo, figuram entre os que mais propuseram projetos sobre o tema. O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) está no topo, com 17 projetos, entre eles o que quer conceder porte de arma a deputados e senadores. Completam a lista, o agora ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, além do senador eleito Major Olímpio (PSL-SP) e o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

 

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

16/01/2019 - PRF amplia fiscalização no RS com o uso de drones

A cada hora de operação com drone, nos dias de movimento nas rodovias federais, é possível flagrar mais de 150 ocorrências de imprudência ou infração de trânsito no RS. Esse é o dado da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que começou no fim do ano passado a utilização dos equipamentos.

 

De acordo com o chefe de Comunicação Social da instituição, Cássio Garcez, o drone pode chegar a 120 metros de altura, atinge sete quilômetros de autonomia de voo e consegue fazer um monitoramento de 14 quilômetros de rodovia. “Só no período de teste, entre Natal e Ano-Novo, pelo menos 150 multas foram feitas. Entre as mais comuns, estão transitar pelo acostamento, má condução, veículos disputando corrida na rodovia, ultrapassando pela direita e até no acostamento”, detalha.

 

• Brigada Militar e PRF realizam operação para coibir roubos de cargas na BR 386

 

O drone possibilita uma visão geral da estrada, o que facilita a ação, caso seja necessária a abordagem. “Temos profissionais treinados para pilotar a ferramenta. É possível operar com a tela do computador ou por meio dos óculos, quando o operador consegue ver a imagem do trânsito e nos repassar”, expressa.

 

Segundo Garcez, o policial rodoviário federal pode estar em um ponto fixo – na BR ou em algum viaduto – ou no interior da viatura durante uma ronda. “É importante para nossas ações, porque é uma ferramenta que permite monitorar um trecho maior de rodovia tanto para infrações de trânsito quanto para situações de crime. A gente pode acompanhar veículos que estejam traficando armas ou drogas”, explica.

 

Atualmente, a PRF possui cinco drones. Na Região Metropolitana, são quatro em ação. Em Caxias do Sul, na Serra, é utilizado para monitorar as estradas de competência federal.

 

“É uma novidade, a instituição está investindo em equipamentos e em novas tecnologias. A partir de agora usaremos com mais frequência. A ideia é aproveitar o momento de verão já que as estradas têm maior fluxo. Durante o ano, o foco será no combate à criminalidade”, explica.

 

Drone pode salvar vidas

 

O drone também permite monitorar acidentes que ocorrem nas rodovias federais. “Isso permite que as viaturas cheguem antes e os policiais rodoviários federais consigam saber o tipo de solução que vão ter que empregar, se é preciso acionar a ambulância para prestar socorro às vítimas. É uma ferramenta que propicia a chegada antecipada do socorro médico, em situações mais graves”, destaca Garcez.

 

De acordo com ele, esse acionamento ágil é fator chave na sobrevivência da vítima. Na Região Metropolitana, por exemplo, vários acidentes foram atendidos e a situação solucionada com mais agilidade. Garcez diz que alguns deles fecharam completamente a BR 116 e, através do equipamento, foi possível verificar o melhor caminho para chegar até o local da ocorrência. “Nosso helicóptero também está com um equipamento de geração de imagens novo, que possui uma lente mais poderosa que consegue identificar placas e suspeitos.”

 

O novo aparelho possibilita identificar os alvos em uma distância maior. “Ele foi utilizado para testes na freeway e flagrou vários automóveis trafegando pelo local de forma irregular. Esse mesmo tipo de operação pode ser feita com custo praticamente zero, com o drone.”

 

Na freeway, o trânsito pelo acostamento tem sido o alvo das ações neste início de ano, principalmente nos dias de retorno do Litoral, quando há movimento intenso ou quando ocorre um acidente, momento em que a estrada para e é quase automático o aumento do número de condutores que partem para manobras proibidas.

 

“Existe um risco grande, porque estão no acostamento veículos em pane, bicicletas, então é extremamente arriscado. Ele não pode ser usado de forma alguma. Não existe trânsito pelo acostamento em lugar nenhum. É uma infração de trânsito”, frisa.

 

No RS, excepcionalmente havia a permissão de tráfego, por uma questão da antiga administradora. “Ainda assim era em um trecho bem curto. Isso não existe mais. Transitar pelo acostamento gera multa de R$ 880,00 e ultrapassar outros veículos pelo acostamento é R$ 1.400,00. É uma multa bem cara, mais sete pontos na carteira, em qualquer uma delas”, alerta.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

16/01/2019 - Brigada Militar e PRF realizam operação para coibir roubos de cargas na BR 386

A Polícia Rodoviária Federal e a Brigada Militar deflagraram entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira uma operação para coibir os recorrentes roubos de cargas na região entre os municípios de Taquari e Paverama. Na BR 386, os criminosos armados atacaram um caminhão baú Volkswagen carregado de aparelhos de ar-condicionado e alguns televisores.

 

A PRF e a BM mobilizaram-se rapidamente então para a área. Em um matagal ao lado da estrada, em Taquari, o efetivo do 4ºBPM descobriu o local onde as mercadorias estavam transferidas para outro veículo de mesmo porte. No entanto, quatro bandidos atiraram contra os policiais militares e ocorreu um confronto. Os assaltantes desapareceram no interior dos mato em meio à escuridão e à chuva. O motorista do caminhão foi resgatado ileso. Um caminhão Volvo, usado pelos ladrões para a baldeação da carga, foi recolhido junto.

 

Em seguida, o efetivo da PRF localizou um Ford Focus, de cor prata, abandonado no km 376 da BR 386, cerca de dois quilômetros distante do local do caminhão. No interior do veículo, com placas clonadas, foram encontradas duas máscaras; duas toucas ninjas; sete potes e dois baldes com uma grande quantidade de miguelitos; dois aparelhos bloqueadores de sinal; quatro radiocomunicadores com três carregadores; mais de 60 cartuchos de munição de calibres 9mm, 357 e 380; alicate de corte; um giroflash; três alavancas metálicas; um carregador de bateria; sete pares de luvas; três jaquetas; duas mochilas com pertences pessoais; um carrinho de transporte; entre outros objetos.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

16/01/2019 - Eduardo Leite apresenta prioridades do 1º ano: privatizações e carreira do funcionalismo

 

O governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou privatizações e revisão sobre as carreiras do funcionalismo como prioridades para o primeiro ano de sua gestão aos deputados estaduais que farão parte da Legislatura a qual se inicia em fevereiro. Revelou que pretende eliminar a exigência de plebiscito para vender estatais e realizar mudanças profundas em questões envolvendo o funcionalismo e até mesmo novas alterações na Previdência dos servidores.

 

Foram oito reuniões durante a tarde, no Palácio Piratini, com parlamentares de siglas diversas. Segundo o governador, os encontros ocorrerão com todos os que aceitarem o convite e desejarem identificar convergências entre os mandatos e os planos da Administração.

 

“Nós temos a nossa agenda para o Estado, que foi legitimada pelas urnas. Mas é importante reconhecermos que a agenda de cada um dos deputados também está validada. Por isso, é importante identificarmos convergências para que possamos acelerar processos de projetos que vão para a Assembleia Legislativa”, apontou Leite.

 

• Bolsonaro sanciona Orçamento 2019 de mais de R$ 3,3 trilhões

 

Na terça-feira, o governador recebeu parlamentares eleitos pelas siglas MDB, PSB, PSD, PSL, PDT e PSDB. As conversas ocorreram no gabinete e foram abertas apenas para os assessores mais próximos dos convidados. Ao lado de Leite, esteve presente apenas o secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian (PP), a quem foi confiada a missão de dar redação aos projetos e propiciar trânsito para as matérias do Executivo entre os gabinetes e as bancadas do Legislativo.

 

A determinação do governador é de que as convergências sejam valorizadas para assegurar apoio em plenário para o conjunto de pautas polêmicas as quais deverão ser apresentadas ainda no primeiro semestre.

 

“A pauta do governador Leite se assemelha em muito com os temas que encaminhamos e defendemos juntamente com o governador Sartori. A busca pelo equilíbrio financeiro, privatizações, redução do tamanho do Estado, revisão das carreiras públicas são pautas sobre as quais temos disposição de conversar”, apontou o ex-secretário de Governo, Carlos Búrigo (MDB), braço direito de Sartori na administração passada. Búrigo é suplente, mas será conduzido ao mandato com a participação de Juvir Costella (MDB) como secretário na gestão de Leite.

 

Partido que não integra a base do governo, o PSL teve duas audiências, com os deputados eleitos Capitão Macedo e Vilmar Lourenço. “É inteligente, da parte do governador, identificar as bandeiras e regiões de representação de cada parlamentar. Importante é saber o momento certo de buscar os possíveis apoios. Não temos divergências significativas. Acredito na redução do Estado, nas privatizações e na necessidade de negociar com os servidores e sensibilizar as corporações. Vi em Eduardo Leite muita determinação para realizar reformas profundas, que ele precisa fazer logo. Temos só um ponto para atacar. É mirar e atirar”, disparou Lourenço (PSL), que irá ao primeiro mandato.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

16/01/2019 - "Petrobras foi saqueada num volume sem paralelo no governo Lula", afirma Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou, na terça-feira (15), em entrevista à GloboNews, que a Petrobras foi "saqueada em um volume sem paralelo" durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita em resposta à pergunta sobre argumentos da defesa do petista à Justiça de que Moro foi um juiz parcial e o perseguiu durante processos judiciais.

 

O ministro afirmou que Lula não "faz parte" de seu "presente", nem do "futuro".

 

— O fato é que a decisão que eu proferi foi confirmada por três desembargadores que permanecem em suas posições — disse Moro. — O que existe é um álibi falso de perseguição política. O fato é que a Petrobras durante o governo do ex-presidente foi saqueada num volume às vezes sem paralelo no mundo — acrescentou.

 

Moro ressaltou ainda que "a própria Petrobras reconheceu R$ 6 bilhões em desvios".

 

— Pra onde foi esse dinheiro? Esse dinheiro foi para enriquecer ilicitamente diversos agentes públicos daquele governo e parcelas beneficiaram o ex-presidente. Esse álibi parte do pressuposto de que esse escândalo de corrupção não aconteceu — concluiu o ministro.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/01/2019 - Fotógrafo é morto durante assalto a produtora de eventos em Cachoeirinha

Um homem foi morto na tarde desta terça-feira (15), durante um assalto a uma produtora de eventos na Avenida Amazonas, na Vila Vista Alegre, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. O crime aconteceu por volta das 17h.

 

Carlos Douglas Rodrigues, 31 anos, trabalhava como fotógrafo para a produtora Charms Eventos.

 

— Era meu irmão mais velho, sempre cuidou de mim. Sempre foi uma relação boa, sempre fomos companheiros um do outro — disse a irmã Joice Morgana Rodrigues, de 24 anos.

 

Conforme informações da Polícia Civil, o criminoso teria entrado no local e pedido para fazer uma fotografia 3x4. Em seguida, anunciou o assalto. Segundo os policiais, o criminoso teria obrigado Rodrigues a ficar de joelhos. Depois, atirou contra a cabeça da vítima. O fotógrafo morreu no local.

 

Segundo os familiares, nada foi levado da produtora. Inclusive o veículo de Rodrigues ficou estacionado em frente à loja. O celular do fotógrafo também não foi levado. A polícia suspeita que a vítima tenha reagido ao assalto, hipótese contestada pelos familiares.

 

— Era brincalhão, não era o tipo dele reagir — afirmou Joice.

 

O proprietário da produtora, Olímpio Fagundes, 66 anos, relatou que Rodrigues não ia ao local diariamente, já que prestava serviços eventuais de fotografias para a empresa. Ele estaria editando algumas imagens dentro da produtora, quando o assaltante teria chegado ao local.

 

— Não costumávamos deixar a porta aberta, sempre trabalhamos com a grade fechada e por meio de campainha. Casualmente estava aberta e ele entrou pedindo para fazer essa foto — relatou o empresário.

 

Um funcionário que presenciou o crime foi levado para Delegacia de Polícia para prestar depoimento.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/01/2019 - RS pode ter chuva intensa e vento forte nesta quarta

Diversas regiões do Rio Grande do Sul registraram chuva nas primeiras horas desta quarta-feira (16). De acordo com a Somar Meteorologia, entre a noite de terça-feira (15) e a madrugada de quarta, os maiores acumulados foram verificados em Porto Alegre, com cerca de 52mm, o que é praticamente a metade do acumulado esperado para janeiro na cidade (110,1mm).

 

Ao longo do dia, o Estado deve ter pancadas moderadas e fortes de chuva. Embora os maiores volumes abarquem do centro ao leste do RS — incluindo a fronteira sul com o Uruguai, litoral sul e Capital — os maiores riscos de transtornos como alagamentos e deslizamentos ocorrem na Fronteira Oeste.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um alerta para precipitação de até 50 mm/dia, vento intenso, entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo.

 

Segundo a Somar, as rajadas de vento podem ser superiores a 80 km/h na metade sul e passar dos 70 km/h na Região Metropolitana de Porto Alegre. As temperaturas diminuem um pouco no Estado, por conta do aumento de nebulosidade e chuva, especialmente na metade sul.

 

 

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 33°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 28°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 27°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 32°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 33°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 32°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 31°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 34°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 33°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 35°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 34°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 28°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 29°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 32°C

Bagé: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 30°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/01/2019 - Enchentes comprometem lavouras e dão prejuízos a produtores rurais

A chuva que castiga a metade sul do Estado, especialmente a Fronteira Oeste e Região da Campanha, já começa a trazer prejuízos significativos também para o setor agrícola, em especial para as lavouras de arroz.

 

De acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (15) pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), a produção gaúcha do cereal, que representa 70% do que é colhido no país, deve encolher de 8,2 milhões de toneladas, em 2018, para 7,3 milhões de toneladas. Uma reunião de entidades do setor nesta quarta, em Alegrete, deve anunciar o balanço das perdas.

 

O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, explica que os números previstos para este ano são próximos da safra 2015/2016, quando enchentes também atingiram o Rio Grande do Sul. Em confirmada essa redução na colheita, a projeção é de que o faturamento caia 11%, o que representa R$ 720 milhões a menos do que na safra anterior. A situação preocupa o secretário de Agricultura e Pecuária de Alegrete, Daniel Gindri:

 

— Somos o quarto maior produtor de arroz do Estado, e mais de 60% do PIB do município está relacionado à produção agropecuária, e por isso estamos muito apreensivos.

 

Impactos na produção de leite e na soja

Além das lavouras de arroz, Gindri explica que uma análise preliminar realizada pela secretaria aponta também para um impacto em outros setores, como o leite, cujo prejuízo está próximo aos R$ 150 mil (o que equivalente a 150 mil litros de leite) e a produção de soja, que teve pelo menos dois mil hectares, ou cerca de 5% de sua área, afetada diretamente com as enchentes e enxurradas.

 

— Esta área deve ser ainda maior se contabilizarmos o excesso de umidade e a pouca radiação solar que atingem também a produtividade em outras localidades, principalmente nas partes altas — explica.

 

De acordo com levantamento da Emater, a região de Santa Maria contabiliza 2,5 mil hectares de plantação de soja afetados, o que representa perda de pelo menos 2% na produção. A entidade afirma, entretanto, que é preciso esperar os níveis da água baixarem para que tenha estimativas mais precisas sobre os prejuízos em todos os setores.

 

Enquanto o governo e entidades calculam os prejuízos, produtores têm buscado alternativas para contornar as dificuldades que o excesso de chuva traz para o Estado. Paulo Rodrigues, um dos líderes no assentamento fundiário Unidos pela Terra, em Alegrete, afirma que desde início da enchente, há seis dias, ele e seus cinco vizinhos já descartaram 2,4 mil litros de leite.

 

Foram dois problemas: primeiro, faltou luz e não havia como refrigerar o produto, para conservá-lo. Depois, o acesso: com estradas alagadas e enlameadas, os caminhões de recolhimento não chegam. Para evitar que as vacas fiquem doentes por falta de ordenha, ele retira o leite delas e depois, o que não é destinado ao gado e às galinhas, é despejado fora.

 

Já o veterinário e pecuarista Renan Roggia, há seis dias, repete uma busca. Pega o cavalo baio e percorre pacientemente cada canto dos seus 180 hectares de campo em Alegrete, nas proximidades do rio Caverá. É que ele perdeu para as águas um rebanho inteiro, em dois dias da tempestade que assolou o município, semana passada.

 

— O rio, que não é muito grande e nem profundo, virou leão com a chuvarada e arrastou 60 reses, sendo 40 adultas e o resto, terneiros – descreve Renan.

 

Os animais eram das raças Brafford, Angus, Zebu e Hereford. Todos os animais têm brincos e marcação. A cena foi vista por empregados da fazenda, situada a 45 quilômetros do centro de Alegrete. Renan guarda as últimas fotos do rebanho, feitas no mesmo dia da enxurrada. Na busca, encontrou apenas duas vacas vivas. Acredita que todas as outras morreram. Prejuízo de, no mínimo, R$ 130 mil.

 

“Estou apavorado”, desabafa produtor

 

O sonho de uma bela colheita de arroz, acalentado há meses pelo produtor rural Artur Pacheco, também foi literalmente por água abaixo. A plantação de 78 hectares que ele mantém próxima ao rio Caverá, em Alegrete, foi atingida por chuvarada entre quarta e quinta-feira da semana passada. Onde existia a lavoura, agora se formou um gigantesco açude, com quilômetros de extensão. Nem é possível ver mais a maior parte dos pés de arroz. Está tudo submerso.

 

— Perdi 95% do que foi plantado. E tenho outros 350 hectares próximos ao rio Ibicuí, que também está com nível crescente. Estou apavorado — desabafa Pacheco.

 

Tão ruim quanto isso é que as estradas que levam à lavoura, dentro da granja, foram destruídas. As taipas foram erodidas e os bueiros agora estão a céu aberto, despejando água por canos que deveriam estar enterrados.

 

— Já perdi para a seca, para o granizo, mas essa foi a pior peça que a natureza me pregou — lamenta.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

15/01/2019 - Bolsonaro se reúne com ministros pela 3ª vez em duas semanas

Em duas semanas de governo, o presidente Jair Bolsonaro faz nesta terça-feira a terceira reunião ministerial. Será a primeira após a confirmação dos nomes para a liderança do governo na Câmara, o deputado federal Major Victor Hugo (PSL-GO), e do porta-voz, general Otávio Santana do Rêgo Barros.

 

A reunião do Conselho de Ministros ocorre horas antes da cerimônia de assinatura do decreto que flexibiliza a posse de armas, segundo a Casa Civil. O texto regulamentará a posse de armas de fogo no país, uma das principais promessas de campanha do presidente da República.

 

O decreto refere-se exclusivamente à posse de armas. O porte de arma de fogo, ou seja, o direito de andar com a arma na rua ou no carro, não será incluído no texto. A previsão é que seja facilitada a obtenção de licença para manter armas em casa.

 

Os detalhes do decreto, entretanto, não foram divulgados pela Casa Civil. A expectativa é que conceda 10 anos de prazo para renovação do registro de arma de fogo.

 

Fraudes

 

É aguardada para esta semana a edição da medida provisória (MP) que pretende reduzir de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões as perdas na seguridade social até dezembro. Após reuniões no Palácio do Planalto, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que há mais de 2 milhões de benefícios que devem ser auditados pela Receita Federal.

 

Segundo Marinho, são benefícios que têm indícios de ilicitude e devem passar por um mutirão de investigação. “Há relatórios de ações anteriores, inclusive convalidados pelo TCU [Tribunal de Contas da União], que demonstram uma incidência de 16% a 30% de fraudes nesse tipo de benefício”.

 

 

Liderança

 

Na segunda, Bolsonaro confirmou, por meio de sua conta no Twitter, a escolha do deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), de 41 anos, para ocupar a liderança do governo na Câmara.

 

É o primeiro mandato do parlamentar, que tem dito aos mais próximos que seu ingresso na vida política foi incentivado pelo presidente da República.

 

Porta-voz

 

O general Otávio Santana do Rêgo Barros será o porta-voz da Presidência da República, segundo a Secretaria de Governo. O militar era o chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, cargo que ocupava desde 2014.

 

Como chefe do centro, Rêgo Barros foi um dos principais assessores do então comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, que deixou o posto na semana passada e vai integrar a equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a convite do presidente.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

15/01/2019 - Em três anos, 2,5 mil precatórios foram negociados por Câmara de Conciliação

Criada para acelerar o pagamento da dívida do Estado com precatoristas — que passa de R$ 15 bilhões e precisa, por lei, ser zerada até 2024 —, a Câmara de Conciliação de Precatórios encerrou 2018 com 2,5 mil acordos fechados em três anos de atividade, uma média de 65 por mês. Embora o volume de transações venha crescendo, o valor abatido ainda é pequeno diante do tamanho do problema.

 

Por meio das negociações, o órgão coordenado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) conseguiu reduzir o passivo em R$ 348,1 milhões, equivalente a 2,3% do total. A cifra sobe para R$ 389,8 milhões quando considerados casos que já haviam sido quitados, mas permaneciam no sistema e receberam baixa. Ainda assim, o montante não passa de 2,6% do estoque devido.

 

O impacto limitado explica-se, em parte, por dificuldades iniciais de operação, que se refletiram nas estatísticas. Até o fim de 2017, foram 793 acordos. Em 2018, após a simplificação de processos, cresceu 214,5%.

 

— Ainda temos ajustes a fazer, mas, pelo avanço que registramos em 2018, acredito que estamos no caminho certo. Nossa meta, em 2019, é utilizar a integralidade dos valores destinados às conciliações, o que já ocorreu em dezembro — diz a procuradora Patrícia Ribas Leal Messa, supervisora do órgão.

 

Como funciona a conciliação

Todo mês, a Secretaria Estadual da Fazenda repassa cerca de R$ 50 milhões para bancar precatórios. Metade da soma é destinada ao pagamento regular e a outra à Câmara, responsável pela mesa de negociações.

 

Funciona assim: os credores chamados podem optar por receber o valor do título com desconto de 40% (o índice é o mesmo para todos) ou permanecer na fila à espera da quantia integral.

 

Em média, de acordo com a PGE, a cada 10 precatoristas, apenas quatro demonstram interesse em ouvir a proposta. Desses, menos da metade dá continuidade ao processo. Muita gente desiste por falhas na documentação ou por discordar do desconto. 

 

Embora reconheça o esforço da PGE, o vice-presidente da Comissão Especial de Precatórios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), Ricardo Bertelli, defende a necessidade de ampliação da equipe. Hoje, há cinco procuradoras e 18 servidores no órgão, frente a um universo de 56,9 mil precatórios.

 

— Sei que o grupo é empenhado, mas tenho certeza de que, com mais gente designada para a tarefa, o resultado será melhor. A dívida pode ser reduzida em 40% — sustenta Bertelli.

 

Alternativas em análise para ampliar pagamentos

Para a juíza Alessandra Bertoluci, da Central de Conciliação e Pagamento de Precatórios do Tribunal de Justiça, as chances de êxito aumentariam se a PGE abrisse o leque de convocados, ampliando a lista até incluir títulos mais recentes.

 

Por enquanto, entraram nos atos convocatórios somente os expedidos até 2004.

 

— Creio que as pessoas que recém ingressaram na fila têm maior disposição em negociar e resolver logo a questão — opina a magistrada.

 

A hipótese sugerida pela juíza é considerada de difícil execução pela PGE. Como é preciso respeitar a ordem cronológica dos títulos (dos mais antigos para os mais novos), seria necessário chamar muitos credores de uma vez, correndo o risco de não ter verba para todos os acordos.

 

— De qualquer maneira, estão sendo estudadas alternativas — garante a supervisora.

 

Quanto à possibilidade de reforço na equipe, no momento, não há previsão. A procuradora-geral adjunta para Assuntos Institucionais, Diana Paula Sana, argumenta que a PGE tem atuação em diferentes áreas e mudanças no quadro funcional precisam ser avaliadas com cautela. 

 

— É evidente que a alocação de pessoal alavanca resultados, mas precisamos avaliar estrategicamente o deslocamento da nossa força de trabalho, considerando a necessidade de atendimento de todas as unidades e frentes de atuação da casa — pondera Diana.

 

O que são precatórios?

 

São dívidas do poder público resultantes de ações judiciais superiores a 10 salários mínimos (R$ 9,98 mil). No caso do Rio Grande do Sul, decorrem principalmente de questões salariais (envolvendo servidores ativos, inativos e pensionistas), desapropriações e cobranças indevidas de impostos.

 

A fila:

56,9 mil é o número de precatórios que aguardam pagamento pelo governo do Estado.

 

A dívida:

R$ 15,1 bilhões incluindo precatórios inscritos para pagamento até o fim de 2019.

 

Como funciona o pagamento:

O valor repassado mensalmente pelo Estado (cerca de R$ 50 milhões) é dividido da seguinte forma:

 

Por ordem cronológica: A quitação é feita pela ordem de apresentação do título, isto é, do mais antigo ao mais novo. Os credores idosos, com doenças graves ou deficiência podem pedir o pagamento de parcela preferencial, no caso de precatórios de natureza alimentar (situações envolvendo pensões e salários). Em novembro, o Tribunal de Justiça conseguiu colocar em dia a quitação das "superpreferências", destinadas a credores com mais de 80 anos e enfermidades severas.

Por meio da conciliação: O pagamento se dá via acordo, com redução de 40% no valor atualizado dos títulos. Essa modalidade começou com a criação da Câmara de Conciliação de Precatórios, em outubro de 2015. Desde então, os titulares são chamados na ordem cronológica para negociar com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Podem aceitar ou permanecer na fila, à espera do valor integral.

Os acordos

Até o fim de 2018, a Câmara de Conciliação fez seis convocações para negociar acertos, com precatórios ordenados por Tribunal de Justiça e Tribunal Regional do Trabalho.

 

Precatórios convocados para negociação: 6.703 (alguns mais de uma vez)

Acordos fechados: 2.494

Valor abatido da dívida: R$ 348,1 milhões (2,3% do total)

Baixas no estoque

A Câmara detectou a existência de R$ 41,6 milhões em precatórios que já haviam sido pagos no passado, mas permaneciam no sistema. Esses títulos receberam baixa, e o valor deixou de ser contabilizado no montante da dívida. Com isso, o percentual abatido chega a 2,6%.

 

Quando vale a pena fazer acordo?

Como o acordo implica deságio de 40% no valor do título, o interessado deve conversar com o seu advogado para avaliar sua situação específica. A decisão depende, basicamente, de sua posição na fila e da disposição para esperar. Conforme o caso, o pagamento integral pode demorar anos, a ponto de o precatorista não receber o dinheiro em vida.

 

Sou precatorista e quero fazer acordo. Como devo proceder?

Para fazer acerto, você deve esperar a convocação da Câmara de Conciliação. Em dezembro de 2018, o órgão lançou a sexta rodada, com títulos expedidos até 2004. As listas são publicadas no site da PGE (basta clicar em "publicações" para ver os atos convocatórios). Se o seu título estiver lá, clique em "quero conciliar", preencha o formulário online e aguarde contato. Para tirar dúvidas, os números de contato da Câmara são: (51) 98416-7274 ou (51) 98445-6372.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

15/01/2019 - Decreto com regras que facilitam posse de armas será assinado nesta terça-feira

O decreto com regras que facilitam a compra e a posse de armas no país será apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro às 11h desta terça-feira (15), em cerimônia no Palácio do Planalto, segundo a assessoria da Casa Civil. Entre as principais mudanças, está a adoção de critérios mais claros para a aquisição e manutenção do equipamento em casa ou no local de trabalho. O decreto será publicado em edição extra do Diário Oficial da União após o término da agenda.

 

O ato será o primeiro do novo governo que contará com um evento formal. São aguardados pronunciamentos do presidente e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O assunto foi um dos mais abordados durante a campanha de Bolsonaro.

 

Uma das principais críticas à atual legislação é a subjetividade da avaliação dos pedidos que chegam à Polícia Federal para posse de armas. Hoje, interessados precisam informar ao órgão o motivo para a compra. Após análise, a solicitação pode ser aceita, caso haja o entendimento de “necessidade específica” , ou negada.

 

Apesar da flexibilização, o comprador ainda terá de comprovar que não tem antecedentes criminais, que possui curso em clube de tiro, exame psicológico e idade superior a 25 anos, como ocorre atualmente. A expectativa é de que cada cidadão possa comprar até duas armas que, em casas onde vivam crianças e adolescentes, deverão ficar em um cofre. Além disso, há a previsão de ampliar de cinco para 10 anos o prazo para renovação das autorizações.

 

A posse de armas simplificada será destinada a regiões urbanas com índice de homicídios superior a 10 casos por 100 mil habitantes. Moradores de áreas rurais terão o benefício independentemente dos níveis criminais. A regra poderia barrar a flexibilização em cidades menos violentas, como São Paulo. Ainda assim, a expectativa é de que a facilidade de compra seja ampliada mesmo em locais que não se enquadrem nos requisitos.

 

O decreto só valerá para posse de armas, isto é, a manutenção dentro de casa ou no local de trabalho, caso o estabelecimento esteja no nome do titular do registro.

 

O porte, que autoriza o cidadão a andar armado na rua, está no horizonte de Bolsonaro, mas ainda não há prazo para ser discutido. A mudança neste ponto precisa passar pelo Congresso, onde o assunto deve ganhar prioridade a partir de 1º de fevereiro, com a posse dos deputados e senadores eleitos em outubro passado.

 

Entenda o impacto do decreto

O que é exigido pela legislação hoje

Ter 25 anos ou mais.

Trabalhar e ter residência fixa.

Não ter antecedentes criminais.

Comprovar capacidade técnica e psicológica para o uso da arma.

Demonstrar a efetiva necessidade para a aquisição, com análise da Polícia Federal.

Renovação do registro da arma a cada cinco anos.

 Pontos a serem modificados ou incluídos pela medida

A análise da Polícia Federal sobre a “efetiva necessidade” de quem quer comprar uma arma deverá ganhar critérios mais claros. Atualmente, há críticas sobre a subjetividade da avaliação.

Renovação da licença a cada 10 anos.

A liberação da posse de armas será simplificada para regiões urbanas com índices de homicídio superiores a 10 casos por 100 mil habitantes e para moradores de áreas rurais.

Em regiões menos violentas, a análise mais detalhada será mantida, com expectativa de menor rigor.

Guardar as armas em cofres em casas com crianças e adolescentes.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

15/01/2019 - Homem é morto com tiro na cabeça na zona norte de Porto Alegre

 

Um homem foi morto com um tiro na cabeça no beco Eliseu João Fontana, próximo à Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, no bairro Passo das Pedras, zona norte de Porto Alegre, no final da madrugada desta terça-feira (15). O crime foi registrado pouco depois das 4h.

 

Quando a polícia chegou ao local, encontrou o homem já sem vida. Ao lado do corpo, havia uma lata utilizada para fumar crack. A vítima – que ainda não foi identificada – aparentava ter cerca de 20 anos.

 

A perícia e a Polícia Civil estiveram no local. A 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa vai investigar o caso, e a suspeita é de um acerto de contas relativo ao tráfico de drogas.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

15/01/2019 - Suposto esquema de propina no Presídio Regional de Passo Fundo é investigado

A Polícia Civil e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) do Rio Grande do Sul apuram suposto esquema de propinas comandados por agentes penitenciários no Presídio Regional de Passo Fundo, no Norte.

 

Na madrugada de sábado (12), 17 presos escaparam da casa prisional após uma S-10 derrubar o portão de entrada do local. Em áudios obtidos pela reportagem do RBS Notícias, presos detalham tabela de pagamentos para facilitar diversos trâmites, como troca de acomodações. O material chegou até a Susepe no fim de 2018.

 

Segundo relatos repassados à Susepe, uma vaga no alojamento A — o melhor do estabelecimento — custaria de R$ 2 mil R$ 5 mil.

 

O preso que pretendia sair do setor da triagem – considerado o pior do presídio – também teria de pagar para ser realocado para uma área melhor:

 

– Os caras ganham R$ 5 mil, R$ 10 mil para trazer um cara, tirar da triagem e largar no alojamento lá — diz o trecho de um dos áudios.

 

Dentro do presídio, também haveria esquema de pagamentos para evitar processos administrativos por irregularidades e para facilitar a entrada de drogas na casa prisional.

 

O corregedor da Susepe, José Hermilio Ribeiro Serpa, disse que vai pedir o afastamento dos agentes penitenciários citados nas gravações. Também está sendo apurado se a fuga do último sábado foi facilitada. Foi verificado que os presos estavam fora das celas e a presença de buracos na parede da estrutura.

 

— Tudo é possível, é muito surpreendente que esses fatos tenham sido aportados na corregedoria e agora se proceda um resgate. Abertura de buracos para sair das galerias não poderia passar despercebido se houvesse uma segurança uma vigilância perfeita daqueles que são encarregados da segurança do presidio.

 

Fonte: Gaúcha/ZH

15/01/2019 - Foragidos do Presídio Regional de Passo Fundo têm 467 anos de penas para cumprir

Vinte e sete segundos: esse foi o tempo para criminosos arrebentarem o portão do Presídio Regional de Passo Fundo e 17 presos escaparem correndo durante o fim de semana. Condenados por crimes como assalto, homicídio e latrocínio (roubo com morte), cruzaram a saída da cadeia às 4h12min de sábado (12). Até a noite desta segunda-feira (14), nenhum havia sido recapturado.

 

Junto, o grupo que escapou soma, pelo menos, 467 anos, sete meses e 11 dias de condenação, segundo o Tribunal de Justiça (TJ). Fora o período no qual ficaram encarcerados, os homens deveriam permanecer pelo menos 345 anos na prisão.

 

Um deles, Eliseu Benites, tem condenação por latrocínio. O gerente de um supermercado foi morto com dois tiros durante assalto em junho de 2012, em Ijuí. Entre os foragidos, Cesar Morais da Silva acumula a maior pena, com 79 anos e 11 meses a cumprir, e na sequência está Rafael Lopes dos Santos, com 72 anos em condenações.

 

— A grande maioria é formada por assaltantes de alta periculosidade. Alguns têm mais de 70 anos de prisão de cumprir. Uma boa parte também tem homicídio. Foi escolhido a dedo cela para a fuga — afirma o delegado Diogo Ferreira.

 

A polícia apura se os foragidos foram autores dos roubos de dois carros na madrugada de domingo. Os veículos foram levados em um parque, a oito quilômetros do presídio. O proprietário da S10, usada para derrubar o portão, teria sido vítima de um golpe, em dezembro, após colocar o veículo para venda na internet.

 

— Essa caminhonete havia desaparecido e apareceu agora. Estamos investigando essa circunstâncias também — explica o delegado.

 

A sindicância aberta pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para apurar as circunstâncias da fuga tem 60 dias para ser concluída. No domingo, o administrador do presídio Renato Garlet disse que os agentes efetuaram disparos de calibre 12 para tentar evitar a fuga.

 

— Quando chegaram no portão, foram recebidos a tiros — afirmou.

 

Um vídeo captado por uma câmera de segurança que gravou a fuga, no entanto, não mostra troca de tiros. Nesta segunda-feira, procurado pela reportagem, Garlet informou que não estava autorizado a se manifestar sobre a fuga. A assessoria de imprensa da Susepe negou tiroteio. A Polícia Civil apura as circunstâncias da fuga e solicitou ao presídio as imagens do circuito interno:

 

— É um presídio superlotado, com fragilidades. Vamos investigar quem organizou a fuga, quem são os responsáveis do lado de fora, além dos que fugiram. Também vamos verificar como se deu a fuga, se teve alguma falha. No vídeo divulgado não vi tiro nenhum — afirma o delegado Diogo Ferreira.

 

OS FORAGIDOS

Cela 4

Rafael Lopes dos Santos

Crimes: assaltos, homicídios, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo

Pena a cumprir: 72 anos, quatro meses e 22 dias de prisão

 

Cléderson dos Santos Ramos

Crimes: antecedentes por assalto e homicídios.

Pena a cumprir: ainda não foi condenado, está em prisão preventiva.

 

Cesar Morais da Silva

Crimes: antecedentes por assaltos, homicídios e formação de quadrilha.

Pena a cumprir: 79 anos, 11 meses e 23 dias de prisão.

 

Maurício da Silva dos Santos

Crimes: antecedentes por homicídios, assaltos e formação de quadrilha.

Pena a cumprir: 17 anos, nove meses e dois dias de prisão.

 

Gabriel dos Santos Della Méa

Crimes: antecedentes por assaltos, homicídios, tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: ainda não foi condenado, está em prisão preventiva.

 

Raimundo Natalício dos Santos Camargo

Crimes: antecedentes por assaltos.

Pena a cumprir: 31 anos, cinco meses e quatro dias de prisão.

 

André Tiago Teixeira

Crimes: antecedentes por assaltos, homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: 21 anos, três meses e 11 dias de prisão.

 

Leandro Dutra

Crimes: antecedentes por assaltos, porte ilegal de arma de fogo e homicídios.

Pena a cumprir: 10 anos, 10 meses e 13 dias de prisão.

 

Cela 6

 

Mateus Mariano Soares

Crimes: antecedentes por assaltos, tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: 23 anos, três meses e cinco dias de prisão.

 

João Vitor Lenhardt Miri

Crimes: antecedentes por tráfico, assalto e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: três anos, seis meses e oito dias de prisão.

 

Eliseu Benites

Crimes: antecedentes por assaltos.

Pena a cumprir: 22 anos, dois meses e 15 dias de prisão.

 

Alex Britto Sereta

Crimes: antecedente por homicídio.

Pena a cumprir: ainda não foi condenado, está em prisão preventiva.

 

Tiago Cardoso Lopes

Crimes: antecedentes por homicídios, assaltos e formação de quadrilha.

Pena a cumprir: 49 anos, oito meses e 10 dias de prisão.

 

Vinícius Luan Silva

Crimes: antecedentes por assaltos, homicídio, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: ainda não foi condenado, está em prisão preventiva.

 

Vilmar Jorge da Silveira

Crimes: antecedentes por assaltos, homicídios e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: ainda não foi condenado, está em prisão preventiva.

 

Gilson da Silva Anes

Crimes: antecedentes por assaltos e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: três anos, cinco meses e oito dias de prisão.

 

Anderson Luis Fernandes

Crimes: antecedentes por assalto, tráfico e porte ilegal de arma de fogo.

Pena a cumprir: nove anos, seis meses e 25 dias de prisão.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

15/01/2019 - RS tem alerta de chuva forte e granizo nesta terça; confira a previsão

A terça-feira (15) iniciou com tempo instável e céu encoberto no Rio Grande do Sul. A madrugada teve registro de chuva em diversos municípios, principalmente na Serra. Na fronteira sul e oeste do Estado, localidades com municípios em estado crítico devido a acumulados elevados na última semana, a chuva deu uma trégua nas primeiras horas do dia.   A exceção foi Alegrete, que registrou chuva de 27mm.

 

De acordo com a Somar Meteorologia, as pancadas de chuva ganham intensidade sobre todo Estado com o passar das horas. Um sistema de baixa pressão se forma no sul do RS e a chuva é mais volumosa em áreas do litoral sul e da Campanha. As temperaturas se elevam, propiciando mais um dia de calor.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para precipitação de até 50 mm/dia, vento intenso, com rajadas entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo. Até o momento, pelo menos 11 municípios do Rio Grande do Sul já decretaram situação de emergência por conta dos alagamentos e enchentes provocados pelos acumulados de chuva.

 

Segundo a Somar, uma frente fria começa a se formar no fim do dia entre o Uruguai e o Estado, o que aumenta a instabilidade e cria condição para temporais, vendavais, com risco de alagamentos e elevação dos níveis dos rios.

 

 

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 36°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 32°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 31°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 34°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 34°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 33°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 35°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 32°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 32°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 33°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 33°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 29°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 31°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 31°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/01/2019 - Nova concessionária começa obras de reparo em praças de pedágio na freeway

Horas após a assinatura, na sexta-feira (11), do contrato que concedeu ao Grupo CCR a gestão da agora chamada Rodovia de Integração Sul (RIS), a empresa começou a realizar reformas nas praças de pedágio  da freeway em Gravataí e Santo Antônio da Patrulha. A RIS compreende as BRs 101, 290 (somente no trecho da freeway, da Capital a Osório), 386 (entre Canoas a Carazinho) e 448 (Rodovia do Parque).

 

Cerca de 150 funcionários promoveram, ao longo do fim de semana, limpeza e reformas estruturais na parte elétrica e de infraestrutura nas praças de pedágio. Também houve trabalhados em cinco bases operacionais do Grupo CCR ao longo da rodovia, onde ficarão alocados veículos para atendimento ao usuário, como guinchos ou veículos para resgate hospitalar.

 

O Grupo CCR começará oficialmente a atuar na Rodovia de Integração Sul apenas a partir de 14 de fevereiro. A contar da data, o pedágio passará a ser cobrado na freeway, em Santo Antônio da Patrulha e em Gravataí, e a empresa deverá promover reformas na rodovia e nas BRs 101, 386 e 448 – como duplicação de via, corte de grama, cobertura de buracos ou instalação de placas para melhorar a sinalização.

 

Passado um ano e meio de concessão, as sete praças, em ambos os sentidos, começarão a funcionar. A cedência dos trechos à iniciativa privada será por 30 anos. Como contrapartida, a empresa vencedora terá de promover melhorias na infraestrutura — a principal será a duplicação da BR-386, entre Carazinho e Lajeado.

 

O Grupo CCR venceu o leilão de concessão, em novembro, propondo a menor tarifa de pedágio – R$ 4,30.  Conforme adiantou na sexta-feira (11) o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o preço pode subir caso a concessionária adiante a entrega das obras – a justificativa é compensar o deslocamento de verbas para mais cedo.

 

Calendário previsto das obras

Como contrapartida pela arrecadação nas sete praças de pedágio por 30 anos, além de socorro médico e mecânico, videomonitoramento e operação do vão móvel da ponte do Guaíba, a nova concessionária terá de promover melhorias na infraestrutura nas quatro rodovias. A principal obra será a duplicação da BR-386, de Lajeado a Carazinho.

 

2019: trabalhos iniciais, com intervenções emergenciais, como tapa-buracos e reparos no acostamento, melhorias na sinalização vertical (placas) e horizontal (pinturas na pista) e colocação de taxas refletivas em 100% do trecho concedido.

 

2020 a 2023: recuperação de todas as rodovias, incluindo recapeamento de trechos e reforma estrutural de passarelas e viadutos.

 

2021 a 2030: duplicação de Lajeado a Carazinho (BR-386).

 

2031 a 2036: adequação da duplicação de Canoas a Tabaí (BR-386) e alargamento da freeway, de Gravataí a Osório.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/01/2019 - Avião com Cesare Battisti chega a Roma

Cesare Battisti chegou a Roma, na Itália, por volta das 8h45min desta segunda-feira (14). Condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos nos anos 1970, ele foi capturado no sábado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

 

Battisti – que será levado à prisão de Rebibbia, na capital italiana – estava foragido desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro emitiu, em 13 de dezembro, uma ordem de captura contra ele. Um dia depois, o então presidente Michel Temer assinou a ordem de extradição, solicitada há anos pela Itália.

 

Battisti, 64 anos, desceu do avião sorrindo e sem usar algemas, cercado por cerca de dez policiais que imediatamente o levaram, em meio a um importante dispositivo de segurança, para a prisão de Rebibbia. Os ministros do Interior, Matteo Salvini, e o ministro da Justiça, Alfonso Bonafede, o esperavam junto a uma centena de jornalistas.

 

— Esse bandido, que passou anos nas praias do Brasil ou tomando champanhe em Paris, matou (entre 1978 e 1979) um marechal de 54 anos, um açougueiro, um joalheiro e um jovem policial. Ele tem que ir para a cadeia pelo resto de sua vida — disse Salvini aos repórteres no domingo.

 

— Agora as vítimas podem descansar em paz — acrescentou Alberto Torregiani, filho do joalheiro assassinado diante de seus olhos quando ele tinha 15 anos, quando ficou tetraplégico depois de ser ferido na tragédia.

 

Ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) durante os "anos de chumbo" na Itália - marcados por atentados de organizações de direita e esquerda, entre elas as Brigadas Vermelhas -, Battisti foi julgado à revelia em 1993 e condenado à prisão perpétua por quatro homicídios e cumplicidade em outros assassinatos no fim dos anos 1970.

 

Ele viveu 15 anos exilado na França, protegido pelo governo socialista de François Mitterrand, onde se tornou um bem sucedido autor de romances policiais. Após uma estadia no México, voltou para a França, mas em 2004 foi obrigado a partir daquele país e se refugiu clandestinamente no Brasil, antes de ser detido no Rio de Janeiro em 2007.

 

Em 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou sua extradição para a Itália, após um longo processo judicial. No último dia de seu mandato, Lula concedeu o estatuto de refugiado político a Battisti.

 

Em 2017, é detido em Corumbá (MS), na fronteira da Bolívia, acusado de querer fugir, e foi mantido monitorado com tornozeleira eletrônica por quatro meses.

 

Após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, que prometeu extraditá-lo, Battisti voltou à clandestinidade após 40 anos de fuga até o último sábado (12), quando sua prisão foi anunciada em Santa Cruz de la Sierra, região central da Bolívia.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/01/2019 - Como cidades uruguaias viraram paraíso para carros roubados ou em situação irregular no Brasil

 

Carros, carcaças e peças de veículos espalhados em pátios de residências e depósitos irregulares tomam conta de pelo menos duas quadras na região central de Aceguá, município distante 430 quilômetros de Porto Alegre, na fronteira com o Uruguai. A cidade, de pouco mais de 4 mil habitantes, é destino de centenas de veículos que desaparecem no Estado e até em outras regiões do país. Uma quadrilha gaúcha  movimenta o comércio clandestino de carros brasileiros no país vizinho, como mostrou a reportagem do Grupo de Investigação (GDI) da RBS veiculada no Fantástico.

 

Na mira da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas de Bagé, uma quadrilha foi desarticulada em operação na terça-feira (8). O grupo comprava os carros ilegais para desmanchá-los em ferros-velhos clandestinos ou levá-los para o Uruguai.

 

Em páginas no Facebook ou em grupos no WhatsApp, os criminosos ofereciam dinheiro por veículos com multas e impostos atrasados, problemas judiciais e com busca e apreensão. Ou seja, automóveis que não podem transitar no Brasil sem resolver as pendências. O problema é que o custo para regularizar as situações chega a superar o real preço dos veículos que, na maioria dos casos, têm mais de 10 anos de uso. Por isso, eram comprados pela quadrilha por quantias abaixo do valor de mercado. Segundo apuração, o bando também adquiria carros roubados. Nestes casos, o contato era feito com grupos da Região Metropolitana.

 

— Parte da quadrilha negocia os carros, outros vendem. Alguns são responsáveis por desmanchar os veículos e comercializar peças. Mas o forte realmente é o envio de veículos com problemas aqui no Brasil para o Uruguai. São quase todos irmãos e primos — explica o delegado Cristiano Ritta, que comandou a investigação. 

 

Durante a apuração da delegacia de Bagé, que começou em setembro de 2017, a quadrilha teria levado para a fronteira com o Uruguai cerca de 500 carros e movimentado mais de R$ 5 milhões. Os veículos, comprados por cerca de R$ 3 mil na Região Metropolitana, eram revendidos no país vizinho por valores que variavam de R$ 5 mil a R$ 20 mil. Em Porto Alegre e Canoas, a polícia investigou motoristas de guinchos responsáveis por pagar os vendedores dos automóveis e levá-los para Aceguá.

 

Parte dos carros comprados pela quadrilha vai para cidades uruguaias próximas da fronteira. Uma delas é dividida por uma rua e recebe o mesmo nome do município brasileiro, Aceguá. Mas o principal destino é Melo, a cerca de 60 quilômetros do Brasil. O GDI esteve no local em três oportunidades e anotou placas de 200 veículos brasileiros. Vários são carros com busca e apreensão, alienação fiduciária, licenciamentos vencidos, roubados e clonados.

 

Um deles, um Logan, 2008, foi furtado em outubro de 2018, em Canoas. O proprietário Robson Dubiel Vieira estacionou o veículo em frente de casa. Quando voltou, havia desaparecido.  Ao ser avisado pela reportagem sobre a situação, demonstrou surpresa:

 

—Até então, eu não tinha mais esperança de localizar esse veículo.

 

Vieira está em contato com a polícia para recuperar o carro.

 

Esperança para evitar situações como essa são as placas do Mercosul, que já começaram a ser implantadas no país, inclusive no Rio Grande do Sul. Em nota, o Departamento Nacional de Trânsito diz que um dos objetivos da adoção do novo modelo é coibir furtos e roubos de veículos.

 

Há expectativa da diminuição da circulação de carros em situações irregulares entre os países, já que deve haver compartilhamento de dados.

Negociação

A reportagem negociou com a quadrilha a venda de três veículos populares. Sem saber que falava com um repórter, o homem, que o seria líder do grupo, Samir Izzat, diz que paga à vista pelos carros. Oferece R$ 8 mil por um Corsa, ano 2004, um Palio 2008 e uma Saveiro 1998, além do transporte para levá-los de Porto Alegre para a fronteira.

 

Repórter – Esses carros estão enrolados! Não vai ter problema pra mim?

 

Izzat – Depois que eu pego os carros, nenhum anda no Brasil. Só circulam no lado uruguaio, entendeste? Não tem mais problema. Tu pode ficar tranquilo. Não vai entrar multa, não vai entrar nada. É um carro que vai lá pra dentro do Uruguai  e nunca mais anda no Brasil.

 

Repórter – Os carros não estão no meu nome, tu compra igual?

 

Izzat – Não tem problema, só tem que ter o papel. E não te incomoda mais. Meu guincheiro vai aí (Porto Alegre), olha as condições e se tiver tudo certinho, te paga na hora.

 

Depois, a reportagem encontrou  um dono de caminhão investigado por fazer parte do esquema, Rafael Prestes dos Santos.

 

Repórter – São três carros. Mas estão enrolados. Estão com busca e apreensão da Justiça e impostos atrasados, tudo enrolado. Não estão no meu nome.

 

Santos – Só trabalho com carro enrolado. Estou quase toda a semana na fronteira, tem os caras que compram carro enrolado. Dá pra fazer R$ 550 cada um (preço do transporte).

 

Repórter - Mas a polícia não pega?

 

Santos – Busca e apreensão a polícia não pega. Só com IPVA atrasado mandam baixar do caminhão. Mas é difícil, só lá em Bagé mesmo, às vezes. Mas passo de madrugada.

 

 

Operação Los Hermanos

A operação que desarticulou a quadrilha de Aceguá contou com 50 policiais. Sete mandados de buscas nas casas dos suspeitos e nos desmanches clandestinos foram cumpridos. Cinco pessoas, identificadas como Sadam Mohamed Izzat Rops, Yussef Izzat Yussef, Marufi Izzat Yussef, Mustafá Ali Mohamed Ali e Rafael Thums Bandeira, foram presas em flagrante. Samir Izzat, apontado como líder do esquema, não foi encontrado. Ele foi indiciado pela Polícia Civil. Donos de guinchos da Região Metropolitana, Diego Presser e Rafael Prestes dos Santos, também foram indiciados por organização criminosa, receptação qualificada e adulteração de veículos.

 

Contrapontos

O que diz  a polícia uruguaia

 

Segundo o chefe de polícia de Cerro Largo, comissário-geral Wilfredo Rodriguez, há falta de fiscalização nas fronteiras. Ele diz que não há acesso aos dados dos veículos no Brasil para saber se são roubados ou clonados.

 

O que diz  a defesa dos indiciados

 

O advogado Alex Barreto Vaz, que representa os investigados, diz que aguarda ter acesso ao inquérito para se manifestar.

 

A respeito dos crimes de receptação e adulteração de veículos, ressalta que dos cinco presos em flagrante, dois já foram liberados – Rafael Thums Bandeira e Yussef Izzat Yussef. Sobre a venda dos carros alienados, com busca e apreensão, multas ou restrições, disse que, apesar de não ser correto, é uma prática comum na fronteira.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/01/2019 - Exército usa 250 militares na ajuda a flagelados na Fronteira Oeste

Com armas deixadas de lado, soldados do Exército estão há cinco dias dedicados a outra tarefa: resgatar flagelados pelas enchentes na Fronteira Oeste. Mais de 250 militares do Comando Militar do Sul (CMS, que reúne tropas dos três Estados do Sul) atuam em Alegrete, Uruguaiana, Quaraí, Dom Pedrito e Rosário do Sul.

 

As fortes chuvas caem na região desde a semana passada e causaram o aumento do nível dos rios Uruguai, Ibirapuitã, Santa Maria e Vacacaí.

 

Alegrete é a cidade que recebe o maior número de soldados. São 80 militares do 6º Regimento de Cavalaria Blindada, do 12º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, do 10º Batalhão Logístico, da 2ª Cia de Engenharia de Combate Mecanizada e 12ª Cia de Comunicações. Eles desencadearam a Operação Sanga Cheia, em apoio aos 4,3 mil flagelados pela enchente do Rio Ibicuí.

 

Mais de 130 famílias (cerca de 700 pessoas) precisaram ser removidas de lares alagados. Os atingidos foram transportados para o Ginásio Oswaldo Aranha, CTG Honório Lemes, Escola Neyta Ramos e para residências de parentes e amigos. Para auxiliar no serviço, são usados caminhões com tração em seis rodas, com capacidade para circular com até um metro de água em alagamentos.

 

Os militares também fazem montagem de barracas, o abastecimento de água nos abrigos, o transporte de funcionários da Corsan pelo Rio Ibirapuitã (para manutenção das bombas de captação de água) e o transporte de equipes da concessionária de energia elétrica RGE para acessar transformadores em áreas alagadas.

 

É no 6º RCB do Exército, aliás, que está montado o Centro de Operações de apoio à Defesa Civil.

 

— As atividades vão desde a retirada de galhos e troncos nas ruas da cidade, passando pela evacuação de bens e pessoas de áreas de risco ou já tomadas pelas águas, retirada de entulhos e fornecimento de água potável até o recolhimento e distribuição de donativos da comunidade aos atingidos. Ficaremos 24 horas por dia, 7 dias por semana nestas ações, de forma ininterrupta, até que a calamidade esteja sob controle — promete o general Antônio Miotto, Comandante Militar do Sul.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/01/2019 - Sobe para 353 número de presos por suspeita de ataques criminosos no Ceará

 

Subiu para 353 o número de suspeitos presos ou apreendidos por participação nos atos criminosos no Ceará. De acordo com a Secretaria Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o balanço corresponde às capturas realizadas até as 17h de domingo (13).

 

"As prisões e apreensões registradas na capital, região metropolitana e cidades do interior são oriundas de ações das forças de segurança cearenses, e entidades parceiras, que atuam incessantemente para garantir tranquilidade a todos os cidadãos cearenses e a normalidade no funcionamento dos serviços públicos", diz nota da SSPDS.

 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, pelo menos um terço dos capturados é adolescente. O levantamento, da Defensoria Pública Estadual, foi confirmado pelo governo do Estado.

 

Há denúncias de que facções criminosas estão ameaçando de morte adolescentes e familiares, além de cooptar os jovens e adultos com pagamento de R$ 1 mil pela queima de veículos e até R$ 5 mil pela explosão de viadutos.

 

Já foram transferidos 39 chefes de grupos criminosos para presídios federais. A polícia localizou e apreendeu cinco toneladas de explosivos em um depósito clandestino.

 

Leis sancionadas

Na noite de domingo, foi registrado mais um ataque criminoso, em Fortaleza. O alvo foi uma ponte na Rua São João, no bairro Bonsucesso. Homens que estavam em um carro lançaram uma bomba contra a estrutura de concreto. O local chegou a ser isolado para polícia.

 

Também no domingo, o governador do Ceará, Camilo Santana, sancionou as novas leis contra o crime organizado. As medidas foram aprovadas pela Assembleia Legislativa, em sessão extraordinária realizada no sábado (12).

 

De acordo com o governo do Estado, as leis já foram publicadas e visam reforçar o combate ao ataques organizados por facções criminosas desde o dia 2 de janeiro.

 

 O governo listou as medidas que passam a valer imediatamente:

convocação de policiais militares e bombeiros militares da reserva;

aumento da quantidade de horas extras para policiais, bombeiros e agentes penitenciários de 48h para 84h mensais;

pagamento em dinheiro para quem fornecer informações à polícia que resultem na prisão de criminosos ou evitem ataques;

criação do Fundo de Segurança Pública e Defesa Social

criação do Banco de informações sobre veículos desmontados;

regras de restrição ao uso do entorno dos presídios do estado para prevenir fugas e garantir mais segurança;

autorização de convênios e parceria com União e estados para a cessão de policiais ao Ceará.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/01/2019 - Quatro pessoas morrem em acidente na BR-386

 

Um acidente de trânsito com quatro mortos ocorreu na tarde deste domingo (13), em torno das 16h, no quilômetro 315 da BR-386. O fato ocorreu no município de Marques de Souza, próximo do local de acesso à cidade de Progresso. Entre as vítimas, estão três homens e uma mulher — ela chegou a ser levada ao hospital, mas acabou falecendo mais tarde.

 

Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), chovia forte na região quando uma caminhonete S10, com placas de Santiago, derrapou na pista. Sem controle, o veículo acabou colidindo lateralmente contra a parte frontal de uma carreta com placas de Lajeado.

 

Após o impacto, a S10 acabou sendo lançada para fora da pista, caindo em uma vala depois do acostamento. As quatro mortes foram confirmados pela PRF, que adota a política de não divulgar a identificação das vítimas — todas elas ocupantes da caminhonete.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/01/2019 - Plano de recuperação do RS terá foco no funcionalismo

Alvo de longa – e malsucedida – negociação na gestão de José Ivo Sartori (MDB), o plano de recuperação fiscal do Rio Grande do Sul está sendo redesenhado. Por decisão do governador Eduardo Leite, a proposta a ser apresentada à União para reequilibrar as contas incluirá novas medidas, entre elas um conjunto de ações focado na contenção de gastos com pessoal.

 

Para refrear a principal despesa do Estado, que cresce ano a ano, estão em estudo alterações no regime de Previdência dos servidores, nos estatutos e planos de carreira e em benefícios e vantagens do funcionalismo. Com potencial explosivo, as propostas serão submetidas ao crivo da Assembleia nos próximos meses. A intenção de Leite é assinar o acordo com a União o mais breve possível.

 

As tentativas de adesão ao programa de ajuste do governo federal começaram em 2017. Para aderir, é obrigatório apresentar planilhas elencando todas as iniciativas que serão adotadas para sanar as finanças, com a projeção de valores – envolvendo cortes de custos, providências para alavancar a arrecadação e privatizações.

 

A lista precisa ser cumprida à risca e, ao final do contrato (com prazo de três a seis anos), a contabilidade deve estar em dia. Em troca, a União suspende a cobrança de dívidas durante a vigência do regime e autoriza o Estado a fazer novos financiamentos, que podem ser usados para quitar passivos. 

 

No caso do Rio Grande do Sul, as parcelas devidas à União estão sem pagamento desde julho de 2017, com base em liminar obtida na Justiça. Se o acordo não vingar, a decisão pode cair a qualquer momento, arruinando de vez o fluxo de caixa.

 

Por conta disso, Sartori passou dois anos tentando convencer a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) a aceitar sua proposta. Não deu certo. Um dos motivos do fracasso foi burocrático: o Palácio Piratini não conseguiu provar que compromete acima de 70% da receita com pessoal e com juros e amortização da dívida, um dos pré-requisitos para se credenciar ao programa. Na prática, o percentual destinado à folha de ativos e inativos é maior, mas não aparece nos relatórios oficiais devido à metodologia de cálculo utilizada pelo Tribunal de Contas – que exclui, por exemplo, dispêndios com pensões.

 

Para solucionar o problema, Leite planeja agir para modificar esses critérios, tornando a matemática fiscal mais realista. O desafio será convencer os demais poderes, já que todos terão de se adaptar. Sartori ensaiou movimento semelhante, mas acabou ficando no caminho.

 

O outro entrave às tratativas envolveu o Banrisul. Na avaliação do Ministério da Fazenda, o dinheiro da venda de CEEE, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás, sugerida por Sartori, seria insuficiente para cobrir o rombo projetado nos primeiros anos do acordo. Para compensar os déficits (quando as despesas superam as receitas), a equipe econômica impôs a inclusão do banco no negócio, o que foi negado. Com as relações estremecidas, os contatos pararam.

 

Agora, a saída para o impasse, na avaliação da atual administração, é propor medidas mais duras de contenção de despesas, com o objetivo de diminuir os resultados negativos até que o Estado atinja o equilíbrio. Para Leite e sua equipe, o momento é propício para “transformações profundas”, ainda que isso signifique bater de frente com corporações e sindicatos.

 

Responsável por coordenar o redesenho do plano, o secretário estadual da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, reconhece que haverá resistências, mas aposta no capital político do governador. Leite conseguiu formar ampla base no Parlamento, tem a chancela das urnas e vem buscando diálogo com a oposição.

 

– Reverter essa tendência (de sucessivos déficits) significa mexer nos contratos sociais. E mexer com despesas de pessoal não é simplesmente dar canetaço, nem poderia ser. Envolve uma gama de corporações e de interesses. É preciso ter firmeza e ter muito claro o objetivo final, que é promover o maior bem público possível – argumenta Cardoso .

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Beto Carrero World tem primeira ninhada de filhotes de tigre branco do Brasil

Veterinários e biólogos do zoo do Beto Carrero World, em Penha, em Santa Catarina, comemoram o nascimento da primeira ninhada de tigres brancos reproduzidos em cativeiro no Brasil. Radesh, Indra e Indira – dois machos e uma fêmea – estão prestes a completar três meses, e já podem ser vistos pelo público.

 

A chegada dos filhotes foi mantida em sigilo enquanto a mãe, Amal, adaptava-se à nova função. As primeiras semanas foram observadas de perto pelos técnicos, em regime de plantão, para garantir o entrosamento entre a tigresa e os bebês.

 

A adaptação não é simples. A bióloga Kátia Cassaro, coordenadora do zoo, diz que, no mundo animal, mães de “primeira viagem” abandonam os filhotes com facilidade. Por isso, em nascimentos raros como este, é necessário estar atento para intervir se for necessário.

 

Amal deu sinais de inexperiência. Vez ou outra derrubava ou tropeçava nos tigrinhos — tudo observado de perto pela equipe do zoo. Mas, aos poucos, encaixou-se no papel de mãe.

 

— Criamos os filhotes na mamadeira quando as mães rejeitam e não querem. Se ela resolve tomar conta, ninguém cria melhor do que ela — diz Kátia.

 

Reproduzir tigres brancos em cativeiro foi um desafio. O animal era o favorito de Alexandre Murad, o Beto Carrero, por isso ter exemplares no zoo era algo importante para a equipe. Kátia pesquisou durante dois anos, em todo o mundo, um macho e duas fêmeas que tivessem a mesma idade e o menor grau de parentesco possível, para que pudessem procriar.

 

Ravi, o pai dos filhotes, veio de um zoo na Alemanha e chegou em dezembro de 2016. Três meses depois, chegaram as fêmeas, Amal e Rahny, vindas de um zoo da Argentina. Tigres são animais solitários e territorialistas, por isso foi necessário um período de quatro meses de adaptação para que os três pudessem viver juntos.

 

Havia outro empecilho: desde 2008, uma normativa do Ibama determina que todos os felinos que estão em zoos no Brasil passem por vasectomia, para evitar a distribuição de animais em circos. Para conseguir reproduzir, o parque precisou de uma autorização especial do órgão ambiental, depois de ter apresentado um plano de manejo.

 

Separados dos adultos

Desde o início, os técnicos perceberam que Amal era a favorita de Ravi. Os dois brincavam e dormiam juntos, então não foi surpresa que ela tenha sido a primeira a ficar prenhe. Mas, quando a gestação se confirmou, foi necessário separar Amal para que os filhotes não corressem riscos.

 

— Na natureza, a fêmea se separa do macho e cria os filhotes sozinha — explica a bióloga.

 

Por enquanto, mamãe e filhotes seguirão isolados dos outros dois tigres adultos. Amal deve voltar ao recinto quando os bebês completarem um ano, e não dependerem mais tanto dela. Quando isso acontecer, os tigrinhos também terão de ser separados. O recinto que fica ao lado do atual será adaptado para receber os novos moradores.

 

Este não é o primeiro nascimento raro de felinos no Beto Carrero World. Em 2015, Clara, o primeiro filhote de leão-branco nascido em cativeiro no país, virou a principal atração do zoo.

 

Curiosidades

Os filhotes de tigre branco já estão desmamando e experimentam novos sabores. A alimentação diária são porções de carne ou frango, enriquecidas com suplementos como cálcio e taurina

Tigres brancos são da espécie tigre-real-de-bengala, natural da Índia. Eles não são albinos, mas a cor dificulta a vida na selva

Apenas uma reserva no mundo, que fica na Índia, tem alguns tigres brancos vivendo na natureza

O Beto Carrero World foi o primeiro zoo do país a ter tigres brancos. São Paulo e Brasília também importaram espécimes, mas ainda não tiveram êxito na reprodução.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Menina de cinco anos escapou de chacina ao ser escondida em máquina de lavar

 

A chacina que fez quatro vítimas em Triunfo, na Região Metropolitana, na manhã de quarta-feira (9) poderia ter sido ainda mais trágica. Uma menina de cinco anos estava na casa quando o autor das facadas chegou. Às pressas, foi escondida pelos tios dentro de uma máquina de lavar. Depois de sair ilesa, viu os parentes sem vida. Para evitar um trauma maior, o pai dela, o pedreiro Tarcísio Ribeiro da Silva, 34 anos, preferiu não levá-la ao velório da mãe, da avó e dos tios. Deixou-a com parentes em Guaíba. 

 

A despedida, que ocorreu no salão paroquial Santa Terezinha, em Triunfo, nesta quinta-feira (10), foi marcada por comoção e incredulidade. Ainda com dificuldades de acreditar na tragédia, viam, um a um, os caixões chegarem no local.

 

As vítimas — todas da mesma família — foram mortas a facadas. O principal suspeito de ter cometido o crime é um vizinho de 45 anos. Na chacina, Silva perdeu a mulher Valéria Pereira Borges, 28 anos, com quem era casado há 11 anos. A mãe dela, Mirian Ribeiro Pereira, 52 anos, e dois irmãos, Valquiria Pereira Borges, 30, e João Paulo Pereira Borges, 21, também foram atingidos pelos golpes.

 

Um dos filhos de Mirian, Vitor Manoel Pereira, chegou à casa minutos após a chacina e deparou-se com a cena.  Silva, cunhado dele, estava trabalhando em uma obra em Arroio do Sal, no Litoral Norte, quando recebeu ligação de um familiar, que contou, sem detalhes, o que aconteceu. Era perto do meio-dia quando atendeu ao telefonema. No entanto, só soube da chacina ao chegar na residência, por volta das 15h. Os corpos ainda estavam no local.

 

Em meio a tragédia, descobriu que uma das vítimas ajudou a conter o autor das facadas, poupando a vida da filha de cinco anos. O cunhado dele, João Paulo, segurou a porta de um cômodo ao lado do irmão Luís Gabriel Pereira Borges, 19 anos. As facadas conseguiram atravessar o revestimento e acertaram o jovem de 21 anos, que morreu no local.

 

Homem avisou que iria "fazer limpa" na rua

 

Antes de esfaquear a família, o vizinho teria provocado. Segundo Luís Gabriel, o homem parou em frente à casa e abaixou as calças, mostrando os órgãos sexuais. Havia crianças na residência e o gesto do homem irritou os moradores, que passaram a discutir com ele. Momentos depois, o suspeito teria voltado para sua casa. Em seguida, teria saído com uma faca de açougue. As mulheres foram as primeiras a serem esfaqueadas, ainda do lado de fora da moradia. Luís Gabriel e João Paulo correram para tirar as duas crianças do pátio e trancaram a porta.

 

— Quando eu virei as costas ele estava esfaqueando todo mundo — conta Luís Gabriel.

 

O homem só parou quando outros vizinhos começaram a sair para a rua, assustados com a gritaria. Ao passar por uma mulher de 48 anos, que foi socorrer a família, apontou a faca e disse que ela seria a próxima vítima. Com medo de o homem voltar, ela, que pediu para não ser identificada, trancou-se em casa. O marido dela nem foi ao trabalho nesta quinta-feira. Há um ano, eles registraram ocorrência contra o vizinho devido a ameaças feitas por ele. Religioso, o suspeito costumava  fazer a pregação com som alto, colocando as caixas de som na janela de casa. A cena se repetia todo o sábado.

 

— Ele não podia ver criança na rua ou carro estacionado na frente da casa dele que já começava a discutir — contou.

 

Segundo a vizinha, dias antes de cometer a chacina, ele ameaçava "fazer limpa" na rua, matando desafetos. A mulher conta que o suposto autor do crime teria forçado a família a  sair de casa e  ir para residência de parentes, em Cachoeirinha, também na Região Metropolitana.

 

Para o delegado Lúcio Melo, responsável pela investigação, a retirada de familiares do local indica que a possibilidade do crime ter sido premeditado. No final da manhã desta quinta, a polícia pediu a prisão do homem, mas ainda não há retorno da Justiça.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Sexta-feira começa com céu nublado e chuva em Tramandaí

A sexta-feira (11) está pouco convidativa para quem pretende curtir o dia na praia. Em Tramandaí, o dia começou com céu fechado, chuva fina e 25º C.

 

Pouca gente se aventurou a ir para a beira da praia nesta manhã de mar limpo e agitado. Apenas alguns pescadores aproveitaram a praia vazia para pescar.

 

Nos próximos dias, a previsão de chuva se mantém, conforme a Somar. A passagem de uma nova frente fria pelo Estado deve deixar o tempo instável. Há expectativa de que o sol apareça intercalado com pancadas de chuva.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Instabilidade segue no RS nesta sexta; confira a previsão

 

Após duas madrugadas de muita chuva, descargas elétricas e transtornos, a sexta-feira (11) começa mais tranquila, porém ainda com tempo instável e bastante nebulosidade no Rio Grande do Sul.

 

De acordo com a Somar Meteorologia, mesmo com alguns períodos de melhoria, a chuva retorna ao Estado no período da tarde em forma de pancadas pontuais, acompanhada de descargas elétricas. Desta vez, a área preferencial para chuva volumosa fica na metade norte do Rio Grande do Sul.

 

Na Fronteira Oeste, as precipitações perdem intensidade. Mesmo assim, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de acumulados na região, com risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

 

O sábado (12) pode ter a volta dos temporais em todo o oeste gaúcho. Na Fronteira Oeste, o tempo fica mais fechado e com chuva a qualquer hora do dia. Nas demais áreas, o sol aparece com pancadas de chuva, podendo ser mais intensas em algumas cidades do Norte.

 

No domingo (13), os temporais se espalham por grande parte do Rio Grande do Sul, em especial para a Fronteira Oeste. Há risco de elevados volumes de água e mais transtornos, como alagamentos e deslizamentos. Também há possibilidade de pancadas de chuva nas regiões Central e na Serra.

 

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 29°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 26°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 27°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 27°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 26°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 30°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 24°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 31°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 30°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 31°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 30°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 25°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 24°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 31°C

Bagé: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 24°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Jovens mortos na zona sul de Porto Alegre em confronto com a BM tinham antecedentes criminais

Os dois jovens mortos e um que acabou preso durante confronto com a Brigada Militar, na quarta-feira (9), na zona sul de Porto Alegre, tinham antecedentes criminais. Conforme a BM, os policiais foram até o local para evitar um confronto entre facções rivais e acabaram recebidos a tiros. Moradores da região chegaram a protestar após o fato, bloqueando a Rua Orfanotrófio, na Vila Cruzeiro.

 

Conforme a delegada Elisa Souza, titular da 6ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (6ªDHPP), Gabriel Silva dos Santos, 21 anos, havia respondido por ameaça.

 

O outro morto era adolescente, tinha 17 anos, e já havia respondido por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, porte de arma de uso restrito e roubo. Os dois foram mortos em troca de tiros. Já Eric Ronaldo Furtado Cardoso, 19 anos, que acabou preso em flagrante, tinha passagem por receptação. A Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva de Cardoso.

 

Sobre a atuação dos PMs, a delegada informa que foram ouvidos:

 

— Eles prestaram depoimento na DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento) de Homicídios e disseram que exerceram legítima defesa. Os suspeitos se separaram em dois grupos. Três fugiram. Temos 10 dias para concluir o inquérito.

 

Na fuga, segundo a policial, a dupla que acabou morta entrou no pátio de uma residência atirando contra os policiais. Três armas foram apreendidas, sendo dois revólveres e uma pistola.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Maior enchente em 20 anos deixa 140 famílias fora de casa em São Gabriel

Quase 600 pessoas, de 140 famílias, estão fora de casa em São Gabriel, na Fronteira Oeste, nesta que é considerada a maior enchente dos últimos 20 anos no município. A cidade – que vai decretar situação de emergência nesta sexta-feira (11) – também está sem água potável.

 

Nas últimas 30 horas, choveu 300 milímetros no município, sendo que o acumulado do mês de janeiro é de 400 milímetros.

 

O Rio Vacacaí está sete metros acima do normal e não para de avançar. Segundo os bombeiros, não chove forte no município desde a quinta-feira, mas o problema segue porque a água continua descendo da barragem da cidade. Na manhã desta sexta, conforme a Defesa Civil, o rio começou a baixar lentamente.

 

A água invadiu a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do município, impedindo a passagem dos moradores para o bairro Bom Fim. O caminho alternativo é pela BR-290.

 

Pelo menos cinco bairros foram atingidos em São Gabriel. Os moradores estão sem água potável desde as 16h30min de quinta-feira, e não há previsão de normalização do serviço.

 

A prefeitura e a Defesa Civil do município montaram um abrigo no ginásio da Escola Menino Jesus, para onde são encaminhados os moradores que precisam deixar suas casas. Também foi montado um esquema para arrecadação de doações, para auxiliar as famílias que perderam seus pertences para a água. As principais necessidades são alimentos, água potável, roupas e colchões.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Quase 900 pessoas estão fora de casa em Alegrete após enxurrada

A cidade de Alegrete, na Fronteira Oeste, tem 858 pessoas fora de casa devido aos temporais registrados no começo desta semana na região. São 346 pessoas desabrigadas, que perderam suas casas, e 512 desalojadas, que estão em residências de parentes e amigos.

 

Os mais de 300 desabrigados estão em locais disponibilizados pela Prefeitura. Os números foram atualizados na manhã desta sexta-feira (11) pelo coordenador da Defesa Civil da Fronteira Oeste, major Rinaldo Castro.

 

O nível do Rio Ibirapuitã estava 13 metros acima do normal na medição das 5h45min. O nível subiu cinco centímetros entre quinta e sexta-feira – menos do que nos dias anteriores. A Ponte Borges de Medeiros segue interditada e só será liberada após a água baixar. A ponte é a principal ligação entre a zona leste e o restante do município. Com isso, quem precisa atravessar de um ponto para o outro precisa utilizar a BR-290, em um desvio de oito quilômetros.

 

Já são mais de 400 milímetros de chuva nestes primeiros dias de janeiro em Alegrete. De acordo com a Defesa Civil, ainda está descendo água do Ibirapuitã de Santana do Livramento para Alegrete, mas a chuva parou em Livramento. A previsão é que o nível do rio se estabilize até o próximo domingo (13).

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Sargento do Exército é detido após fugir de abordagem em Porto Alegre

O motorista de um Hyundai Veloster foi detido após fugir de abordagem da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e da Brigada Militar (BM) no final da madrugada desta sexta-feira (11), em Porto Alegre. Conforme a Polícia Civil, o condutor é um sargento do Exército, de 28 anos, cujo nome não está sendo divulgado.

 

A ocorrência começou por volta das 4h30min, na Rua Auxiliadora, próximo à Rua 24 de Outubro, quando o veículo entrou na contramão e parou ao perceber a presença dos agentes de trânsito. O motorista e o carona desceram do carro, que estava com o licenciamento vencido.

 

A BM foi acionada e o guincho, chamado. Quando a polícia se afastou, o motorista teria retornado ao carro e ameaçado os agentes da EPTC, colocando a mão na cintura como se fosse sacar a arma que carregava. Em seguida, ele e o passageiro entraram no Veloster e fugiram pela contramão. A polícia foi novamente acionada e iniciou o acompanhamento da ocorrência.

 

O carro fugiu pelas vias Auxiliadora, Marquês do Pombal – pela contramão –, Mariland, 24 de Outubro, Princesa Isabel, Bento Gonçalves, Vicente da Fontoura e Plácido de Castro, onde os ocupantes foram detidos pouco antes das 6h. No trajeto, o automóvel foi atingido no vidro traseiro por dois tiros, disparados pela BM. Ninguém se feriu.

 

A arma do motorista foi apreendida. Segundo a polícia, ela era particular e estava com o registro de porte vencido. Conforme o delegado João Cesar Nazário, da Delegacia de Homicídios de Trânsito, a arma será analisada para saber se houve disparos por parte do militar.

 

Os dois homens foram levados ao Departamento Médico Legal (DML) para exames, que não atestaram embriaguez do condutor. Ele será autuado por direção perigosa, desacato e desobediência.

 

A Polícia do Exército também foi acionada. O motorista do Veloster será liberado após assinar termo circunstanciado.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

11/01/2019 - Gasolina atinge menor preço em 33 semanas no RS

O preço do litro da gasolina engatou marcha a ré e atingiu o menor nível em 33 semanas no Rio Grande do Sul. Entre 30 de dezembro e 5 de janeiro, o valor médio cobrado nas bombas foi de R$ 4,482. Com o resultado, retornou ao patamar anterior à greve dos caminhoneiros. De 13 a 19 de maio, às vésperas da paralisação dos motoristas, o combustível era vendido por R$ 4,439 no Estado, apontam dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

Mesmo com o recuo nos postos, o preço gaúcho ainda é o mais elevado da Região Sul e segue em nível superior à média nacional. Segundo a ANP, o valor registrado no país, entre 30 de dezembro e 5 de janeiro, caiu para R$ 4,330. Assim como no Rio Grande do Sul, a marca brasileira também é a menor em 33 semanas.

 

Para analistas, a redução nas bombas espelha a recente baixa no mercado internacional do preço do petróleo, calculado em dólar, que também passou a cair após as eleições presidenciais. Conforme política adotada pela Petrobras em 2017, a cotação da commodity serve de referência para a estatal fixar os valores dos combustíveis. 

 

– Nos últimos meses, a gasolina, de alguma forma, vem acompanhando a flutuação do petróleo – afirma o diretor da consultoria ES Petro, Edson Silva.

 

No Rio Grande do Sul, a redução também teve influência de uma questão tributária. No início deste mês, o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) caiu R$ 0,27, para R$ 4,55 por litro. É sobre esse valor médio, determinado após pesquisa feita pela Receita Estadual junto aos postos, que incide a cobrança do ICMS da gasolina. Ou seja, quanto menor for o preço de pauta, menor o impacto do tributo sobre o combustível.

 

– O corte no preço de pauta traz movimento positivo para o setor. Além disso, o mecanismo de hedge (proteção financeira), que a Petrobras adotou em setembro para conter a oscilação da gasolina, ajudou os postos. Trouxe maior previsão sobre os preços – afirma João Carlos Dal'Aqua, presidente do Sulpetro, que representa os postos gaúchos.

 

Segundo analistas, o preço mais salgado da gasolina no Rio Grande do Sul frente a outros Estados guarda relação, em parte, com o ICMS mais elevado. A alíquota gaúcha sobre o combustível é de 30%. Em Santa Catarina, por exemplo, de 25%. Além disso, a gasolina que chega às bombas tem o acréscimo de 27% de etanol anidro, não produzido no Rio Grande do Sul. A necessidade de trazê-lo de Estados como o Paraná também encarece o preço final cobrado dos gaúchos.

 

Possibilidade de novos cortes nos próximos dias

Apesar desses obstáculos, a tendência para o Rio Grande do Sul, nas próximas semanas, é de que o valor nos postos tenha novos cortes, diz Dal’Aqua. O dirigente evita projetar a qual nível as eventuais reduções poderiam chegar.

 

– A tendência é de baixa, mas com o preço ainda em patamar elevado – observa Dal'Aqua.

 

Silva também avalia que o preço tende a apresentar novas reduções. O analista lembra que, após cair em 2018, o valor do petróleo no mercado internacional tem subido nas últimas semanas, mas pondera que o dólar segue "estabilizado", com a simpatia inicial do mercado financeiro ao governo Jair Bolsonaro.

 

– Se esse cenário for confirmado, é possível esperar aumento no consumo de combustíveis e na rentabilidade dos postos. Durante a greve dos caminhoneiros, houve queda nas margens do setor, que já estão se recuperando – menciona Silva.

 

Em 2018, alta nas bombas, queda nas refinarias

Mesmo com a redução nas últimas semanas, o preço da gasolina no Rio Grande do Sul fechou 2018 com alta de 2,9% em relação a 2017. Ao final de dezembro, o valor médio nos postos gaúchos chegou a R$ 4,500, indicam dados da ANP.

 

No país, também houve avanço na mesma comparação. A média nacional encerrou a última semana do ano passado em R$ 4,344, aumento de 5,9% frente a 2017.

 

Nas refinarias, o comportamento da gasolina foi inverso. Entre janeiro – o primeiro dado mensal disponível – e dezembro de 2018, o preço do combustível na Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, passou de R$ 1,6294 para R$ 1,5598, redução de 4,3%. Divulgados pela Petrobras, os valores não incluem o peso de tributos. Além disso, a gasolina vendida nas refinarias para as distribuidoras não contempla o acréscimo de etanol anidro, que também tende a encarecer os preços finais.

 

Presidente do Sulpetro, João Carlos Dal'Aqua afirma que o descompasso em relação às refinarias pode ser atribuído, em parte, à retomada nas margens de lucro:

 

– A queda nas refinarias reflete a baixa global no valor do petróleo. No mercado interno, houve retomada nas margens, que estavam dilaceradas em todo o segmento. Historicamente, permaneciam em torno de 12% nos postos. Com os reajustes quase diários da Petrobras, haviam ficado abaixo de 10%. Mas os grandes ganhos foram os das distribuidoras.

 

Dal'Aqua diz "não ser contra" a política de preços da Petrobras, desde que existam mecanismos de proteção – como o hedge em vigor desde setembro – para conter as oscilações. Segundo o dirigente, cerca de cem postos fecharam as portas no Estado desde julho de 2017, quando a estatal mudou sua política de reajustes.

 

GaúchaZH buscou contato com o Sindisul, que representa as distribuidoras, mas não teve retorno.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

10/01/2019 - Criminosos atacam banco e disparam contra prédio da BM no Vale do Rio Pardo

Uma agência do Sicredi foi atacada por criminosos na madrugada desta quinta-feira (10) em Lagoão, no Vale do Rio Pardo. Segundo informações preliminares da Brigada Militar (BM), cinco homens armados com fuzis e roupas camufladas realizaram o ataque, por volta das 2h.

 

O grupo danificou uma parede da agência, disparando o alarme e o mecanismo de segurança que espalha fumaça pelo local. Um caixa eletrônico chegou a ser violado, mas eles fugiram sem levar dinheiro.

 

Na fuga, a quadrilha espalhou miguelitos (ferros retorcidos) para dificultar o trabalho da polícia. Conforme a BM, houve disparos de fuzil contra o prédio da corporação.

 

Guarnições de Santa Cruz do Sul e Lagoão fazem cerco na região em busca dos criminosos. Ninguém foi preso até o momento.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

 

10/01/2019 - Motorista morre após carro trafegar na contramão e bater em caminhão na BR-116

Um acidente envolvendo um carro e um caminhão provocou uma morte na BR-116, em Sapucaia do Sul, na manhã desta quinta-feira (10). A vítima é o motorista de um Corsa que, conforme relatos de testemunhas à Polícia Rodoviária Federal (PRF), trafegava pela contramão na rodovia.

 

Por volta das 9h40min, a perícia finalizou o serviço e os dois veículos foram removidos da pista. A via está liberada.

 

O veículo, com placas de Alvorada, teria saído da BR-448 e trafegado em direção ao Interior pela faixa que vai para Porto Alegre. Próximo ao zoológico de Sapucaia, no km 253, o carro colidiu frontalmente no caminhão, rodou na pista e bateu na mureta da rodovia.

 

A vítima foi identificada como Otávio Eduardo Florence Martins, 26 anos. Os dois ocupantes do caminhão, Nelson Darci de Oliveira Melo, 43 anos, e Wilian Ladwig, 30 anos, ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

10/01/2019 - Toffoli decide que votação para presidência do Senado será secreta

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu nesta quarta-feira (9) que a votação para a eleição da nova Mesa Diretora do Senado, prevista para 1º de fevereiro, deverá ser secreta. A decisão foi tomada pelo ministro em função do período de recesso no Judiciário.

 

Na decisão, o presidente aceitou o recurso protocolado pelo SD e MDB, além da advocacia do Senado, para derrubar a decisão proferida pelo ministro Marco Aurélio Mello, que, no dia 19 de dezembro, antes do início do recesso, aceitou um mandado de segurança do senador Lasier Martins (PSD-RS) para determinar que a votação seja feita de forma aberta.

 

A votação secreta está prevista no Regimento Interno do Senado, no entanto, Marco Aurélio entendeu que a regra é inconstitucional.

 

"O princípio da publicidade das deliberações do Senado é a regra, correndo as exceções à conta de situações excepcionais, taxativamente especificadas no texto constitucional", escreveu o ministro.

 

Mais cedo, em outra decisão, Toffoli decidiu manter votação secreta para a eleição da presidência da Câmara, também prevista para 1º de fevereiro.  O ministro rejeitou mandado de segurança protocolado deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM-SP), que defendeu que a votação dos parlamentares para eleger novo presidente da Casa fosse aberta.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

10/01/2019 - Confira os trechos de estradas que o Piratini pretende conceder à iniciativa privada

Prometidas na campanha de Eduardo Leite, as concessões e parcerias público-privadas (PPPs) serão ampliadas e deverão ganhar um novo ritmo no primeiro semestre deste ano. Nos  próximos 60 dias, a Secretaria de Governança e Gestão Estratégica, comandada por Claudio Gastal, fará um levantamento de ativos que poderão ser repassados à iniciativa privada e ao terceiro setor.

 

— Vamos agilizar as parcerias no Rio Grande do Sul. Nosso conceito é de que o serviço público deve ter qualidade. Indiferente de quem o realiza, se é o próprio governo, empresa privada ou terceiro setor. O cidadão, que é o sentido de tudo, tem de estar satisfeito e bem atendido — disse Gastal ao anunciar a decisão.

 

O governo anterior deixou encaminhadas quatro propostas de parceria ou concessão à iniciativa privada.

 

A PPP da Corsan, que permitirá a ampliação do saneamento básico na Região Metropolitana, ainda necessita da aprovação da Câmara Municipal de Canoas para posterior publicação do edital. O edital do Zoológico de Sapucaia do Sul está em avaliação na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Central de Licitações.

 

As concessões de estradas contemplam três trechos que somam 437 quilômetros: são 115,3 km da ERS-324/BR-470 (Passo Fundo-Marau-Casca-Nova Prata), 204,5 km da RSC-287 (Tabaí- Santa Maria), incluindo o trecho hoje operado pela EGR, e 117,7 km da ERS-020/ERS-035 (Cachoeirinha-Taquara-São Francisco de Paula-Canela).

 

 A transferência dessas rodovias para a iniciativa privada, assim como a concessão da Estação Rodoviária de Porto Alegre, estão em fase final de estudos pela KPMG, consultoria contratada no governo anterior. O trabalho deve ser concluído até o final de fevereiro.

 

O programa do governo anterior é considerado muito tímido. Leite estuda fazer concessões e PPPs nas áreas de infraestrutura, saúde, cultura e segurança.

 

Em recente entrevista, o governador disse à Rádio Gaúcha que as rodovias com maior fluxo de veículos devem ser operadas pela iniciativa privada, mediante cobrança de pedágio. Por essa lógica, a ERS-122 deve ser concedida, com compromisso de duplicação do trecho entre São Vendelino e Caxias do Sul.

 

Duração da concessão:

 

PPP da Corsan = 35 anos

Zoológico de Sapucaia do Sul = 30 anos

Rodovias = 30 anos

Rodoviária de Porto Alegre = 25 anos.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

10/01/2019 - Homem é morto com um tiro no centro de Porto Alegre

Um homem foi morto com um tiro no peito, no começo da manhã desta quinta-feira (10), no centro de Porto Alegre. O crime ocorreu na Rua Marechal Floriano Peixoto, próximo à Rua Fernando Machado, por volta das 7h30min.

 

Segundo policiais militares que atenderam a ocorrência, informações iniciais são de que o homem seria um morador de rua. Ele foi reconhecido por moradores e trabalhadores da região. A identidade dele, no entanto, ainda não foi confirmada. 

 

— Ouvi uns dois tiros e, depois, vim aqui ver se conhecia a pessoa. A gente se assusta, porque podia ser um colega — disse um homem que trabalha no Centro e que preferiu não se identificar.

 

Um motorista de ônibus que passava pelo local informou aos PMs que havia presenciado o crime:

 

 — Eu vi. A gente estava encostando ali e tinha dois caras do outro lado da rua. Um deles atravessou e atirou, e depois eles fugiram — disse o homem, que também preferiu não se identificar.

 

A Brigada Militar aguarda a chegada da Polícia Civil e da perícia, que fará a identificação.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

10/01/2019 - Alegrete tem mais de cem famílias desabrigadas devido a temporais

 

Mais de cem famílias já foram retiradas de casa em Alegrete, na Fronteira Oeste, em função da chuva que atinge a região. De acordo com o secretário municipal da Segurança Pública, Mobilidade e Cidadania, Luciano Pereira, a expectativa é que esse número dobre ainda nesta quinta-feira (10) conforme transcorram os trabalhos do dia. As famílias foram levadas a cinco abrigos municipais.

 

— Essa será uma das maiores cheias da história do Alegrete. Isso porque ainda existe grande quantidade pluviométrica para cair na nossa região. Há uma previsão de 66 milímetros em Alegrete e 60 milímetros em Uruguaiana somente hoje. Até domingo, a previsão é de 150 a 200 milímetros de chuva em Santana do Livramento, que é onde fica a cabeceira do rio — afirmou.

 

Uma das maiores preocupações se refere ao Rio Ibirapuitã, que estava 11,6 metros acima do nível normal às 6h30min desta quinta. Como choveu forte durante a noite, o secretário acredita que esse número chegará a 13 metros até o fim do dia. Se isso acontecer, será necessário fechar a Ponte Borges de Medeiros.

 

A prefeitura de Alegrete e o Exército seguem realizando trabalho de prevenção, para retirar famílias de casa antes que a água chegue, e de emergência, quando a água já invadiu as residências. O trabalho de prevenção é feito pelo Exército e o de emergência por integrantes do Executivo e da Defesa Civil.

 

Conforme a Somar Meteorologia, choveu 358mm em Alegrete nos últimos quatro dias— mais do que o triplo da média histórica para o mês (114,9mm). Na quarta-feira, a prefeitura decretou situação de emergência na cidade devido aos estragos.

Morte em Alegrete

A chuva também causou a morte de um homem no interior do município. Luis Antonio Pereira Duarte, 43 anos, morreu após uma árvore cair sobre a casa onde ele morava, na localidade de Inhanduí.

 

Em Paso de Los Libres, na província argentina de Corrientes, que faz  fronteira com Uruguaiana, houve ao menos mais duas mortes em razão da  chuva. Conforme o site do jornal Clarín, uma mãe, de idade não  informada, e sua filha, de sete anos, se afogaram ao ter o carro em que  viajam arrastado pelas águas enquanto tentavam cruzar uma ponte  inundada. 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/01/2019 - Governo enviará proposta de reforma da Previdência "mais robusta" e com capitalização

O governo deve enviar ao Congresso uma proposta de reforma da Previdência com alterações sobre o atual regime das aposentadorias e com a criação de um novo modelo, de capitalização, para os trabalhadores que ainda vão ingressar no mercado formal. As ideias, contidas em uma proposta de reforma "mais robusta", foram antecipadas pelo ministro da Economia Paulo Guedes, que reuniu-se na tarde desta terça-feira (8) com o ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni em Brasília.

 

O encontro durou quase duas horas e meia. Onyx e Guedes sinalizaram que a visão da equipe econômica de uma reforma mais duradoura deve prevalecer na versão que será apresentada a Jair Bolsonaro na próxima semana.

 

Bolsonaro ainda vai bater o martelo sobre o desenho final, e a equipe econômica ainda terá de convencê-lo de que o Congresso Nacional é capaz de digerir a proposta de uma reforma mais dura e de longo prazo. Na semana passada, o presidente havia acenado com uma proposta mais "light", apenas para seu mandato. A proposta gerou apreensão entre economistas, uma vez que não representaria uma solução definitiva para as contas públicas. O déficit previsto no Orçamento de 2019 é de R$ 139 bilhões.

 

— O nosso objetivo é que não seja necessário falar sobre reforma da Previdência pelos próximos 20 anos — disse Onyx ao deixar o Ministério da Economia.

 

Paulo Guedes, por sua vez, chegou a falar em um novo regime trabalhista e previdenciário. Os ministros, no entanto, não entraram em detalhes sobre as regras para idade mínima e para o período de transição para quem já está mais próximo de se aposentar. Questionado se a regra de transição será mais dura que a proposta do governo de Michel Temer, o ministro disse apenas que terá a "mesma profundidade".

 

— Estamos fazendo simulações sobre a idade mínima e simulando a regra de transição. É mais difícil, mas estamos tentando salvar o regime de Previdência que está aí e criar um novo regime para as novas gerações — acrescentou.

 

Guedes afirmou ainda que a criação do regime de capitalização constará no mesmo texto que será enviado em fevereiro. Segundo ele, não haverá "fatiamento", no sentido de encaminhar mais de uma proposição ao Congresso Nacional. A ideia poderia aumentar o  custo político de negociar várias votações com os parlamentares. O ministro Onyx também disse que tudo será tratado "no mesmo texto".

 

Na semana passada, em entrevista ao SBT, Bolsonaro defendeu uma proposta de reforma que prevê idade mínima de 62 anos para os homens e 57 anos para as mulheres, com aumento gradativo.

 

— Sempre uma fala do presidente tem muita força. E o presidente Bolsonaro é uma pessoa que tem um capacidade muito grande de sinalizar caminhos. Quando ele falou, a gente comentou isso na última sexta-feira, ele queria, na verdade, era mostrar o que a gente vem dizendo a ele, que nós vamos construir uma proposta muito humana, respeitando o direito das pessoas, mas dando condição de o Brasil buscar o equilíbrio fiscal — acrescentou Onyx.

 

De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, é possível incluir a criação do regime de capitalização na proposta já em tramitação no Congresso porque existem emendas à reforma de Temer que podem ser aproveitadas, o que pouparia tempo de tramitação. Segundo Onyx, a ideia é propor uma reforma que tenha "bom trânsito" junto ao Parlamento.

 

Os ministros consideraram produtivas as reuniões técnicas realizadas ao longo do dia e afirmaram que pretendem levar a proposta de reforma para o aval de Bolsonaro na próxima semana.

 

— A proposta de reforma só será conhecida após o término das simulações do ministro Guedes e só será revelada após a aprovação do presidente. Pedimos paciência, vamos falar mais sobre a proposta na próxima semana — completou.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/01/2019 - Bolsonaro determina que PF garanta segurança de Moro e familiares

 

O presidente Jair Bolsonaro determinou na terça-feira (8) que a Polícia Federal tome providências para "garantir, diretamente ou por meio de articulação" com outros órgãos, a segurança do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de seus familiares.

 

De acordo com despacho publicado em edição extra do Diário Oficial da União, a decisão foi tomada "diante de informações sobre situações de risco decorrentes do exercício do cargo".

 

Ex-juiz da Lava-Jato, Moro tinha segurança especial quando atuava como magistrado em Curitiba. No início da operação, em 2014, ele resistiu à escolta armada, mas aos poucos teve que readaptar sua rotina.

 

Em 2016, a PF chegou a investigar ameaças feitas na internet que pregavam atos de violência contra Moro. Nos últimos anos, o então juiz vinha evitando restaurantes cheios e idas a shoppings, por exemplo.

 

Procurado na noite desta terça-feira, o Ministério da Justiça informou que não poderia dar informações por questões de segurança. A PF disse que não comentaria.

 

Confira a íntegra do despacho de Bolsonaro:

"Diante de informações sobre situações de risco decorrentes do exercício do cargo de titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, determino à Polícia Federal providências no sentido de garantir, diretamente ou por meio de articulação com os órgãos de segurança pública dos entes federativos, a segurança pessoal do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública e de seus familiares. Em 8 de janeiro de 2019."

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/01/2019 - Bolsonaro recebe nesta quarta-feira proposta para combater fraudes no INSS

No esforço de reduzir os prejuízos na Previdência Social, o governo vai agir em duas frentes. Em uma delas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresenta nesta quinta-feira (9) ao presidente Jair Bolsonaro o texto de uma medida provisória (MP) antifraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

 

Segundo o ministro, a MP será implementada neste ano e visa diminuir de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões as perdas até dezembro. Guedes esclareceu ainda que "são dois movimentos" que o governo decidiu tomar: a adoção da MP e as negociações para acelerar a reforma da Previdência.

 

A equipe econômica ainda faz simulações para definir a proposta de emenda à Constituição (PEC) para a reforma da Previdência, a ser encaminhada para o Congresso a partir de fevereiro. As simulações envolvem idade mínima para aposentadoria e prazo de transição para os trabalhadores que já contribuem para o atual modelo previdenciário.

 

Guedes se reuniu na tarde de terça-feira com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, no Ministério da Economia, para discutir os dois assuntos – a MP antifraudes e a reforma da Previdência.

 

— O nosso objetivo é que, nos próximos 20 anos, a gente não tenha mais de falar de reforma da Previdência no Brasil. Além disso, será uma proposta humana, como o presidente deseja que a gente faça, respeitando as pessoas e dando uma boa condição para que seja aprovada no Congresso Nacional — afirmou Onyx.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/01/2019 - Alerta para temporais e calor; confira a previsão para o RS

Na quarta-feira (9), pode haver chuva a qualquer momento e acumulados bastante expressivos nas áreas de fronteira com Uruguai e Argentina. Nessas áreas, a chuva é bastante volumosa, com acumulados expressivos e deve vir acompanhada por trovoadas, descargas elétricas e queda de granizo. Já foram registrados estragos devido à chuva durante a madrugada.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para rajadas de ventos intensos, entre 60 e 100 km/h, com risco de estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e corte de energia elétrica no Oeste. Os Campos de Cima da Serra, o Litoral, as Missões e o Alto Uruguai também poderão ser atingidos.

 

De acordo com a Somar Meteorologia, na maior parte do Estado a chuva ocorre em forma de pancadas rápidas, mas com trovoadas. Os ventos ainda sopram com intensidade superior a 70km/h no RS.

 

Para a quinta-feira (10), a passagem ligeira de uma frente fria mantém o tempo instável em todo o Estado. No Oeste, os acumulados são ainda mais expressivos e há risco para deslizamento e movimento de massas devido aos elevados volumes. A chuva vem acompanhada de descargas elétricas e rajadas de até 70km/h em todo o Estado. Na metade norte, incluindo a Capital, o sol aparece intercalado com períodos de chuva e condições para temporais. Temperaturas continuam elevadas, e a sensação de calor predomina.

 

Confira a previsão do tempo para algumas cidades:

Porto Alegre: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 36°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 27°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 30°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 32°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 33°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 31°C

Uruguaiana: chuvas intercaladas com períodos de tempo nublado. Mínima de 21°C e máxima de 27°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 26°C e máxima de 33°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 30°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 31°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 31°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 27°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 25°C e máxima de 28°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 30°C

Bagé: chuvas intercaladas com períodos de tempo nublado. Mínima de 21°C e máxima de 26°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/01/2019 - Temporal causa estragos na Fronteira Oeste

O temporal registrado entre a noite de terça (8) e madrugada desta quarta-feira (9) causou estragos e prejuízos em municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

 

Em Alegrete, a ventania derrubou um eucalipto sobre a RS-377, na região da Vila Palma, por volta das 4h, provocando a interrupção no tráfego na rodovia. O trânsito foi liberado pouco antes das 7h.

 

Ainda na cidade, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) precisou fechar as portas devido ao acúmulo de água no prédio. Falta energia elétrica em parte do município.

 

Já em Uruguaiana, o temporal se intensificou entre 1h e 3h e atingiu principalmente a zona sul do município. O cenário na cidade é de postes e árvores caídas em vias públicas, e há registros de destelhamentos de residências.

 

Estragos em Bagé

Em Bagé, onde o acumulado de chuva chegou a 70 milímetros durante a madrugada, são registrados diversos pontos de alagamento na manhã desta quarta. Na cidade, a chuva mais forte foi por volta da meia-noite e os bairros mais atingidos foram Getulio Vargas, Arvorezinha e Popular.

 

Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não é possível confirmar o número de pessoas afetadas e não há informação de feridos. Uma família precisou ser resgatada de uma casa, no bairro Popular, devido à alta da água.

 

A empresa Rio Grande Energia (RGE) informa que as equipes estão nas cidades avaliando os estragos e iniciando a recomposição da rede. A companhia alerta para que os moradores não encostem em fios energizados por questões de segurança.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - Justiça pode decidir hoje sobre habeas corpus de João de Deus

 

A Justiça de Goiás pode decidir nesta terça-feira o pedido da defesa do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, de 76 anos, que entrou com habeas corpus para transformar a decisão judicial de prisão preventiva em prisão domiciliar com tornozeleira. O argumento utilizado se baseia na idade avançada e no estado de saúde de João de Deus. A decisão ocorre no momento em que a força-tarefa, criada pelo Ministério Público de Goiás para apurar as acusações de abuso, recebeu 506 relatos de mulheres que denunciam crimes sexuais.

 

• Futuro do centro espiritual onde João de Deus atendia é incerto

 

Há uma semana, desde que o grupo foi criado, o número de denúncias aumenta. Pela segunda noite consecutiva, João de Deus dormiu em uma cela de 16 metros quadrados com pia e vaso sanitário, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, denominado Núcleo de Custódia. O pedido de prisão preventiva se sustentou em 15 denúncias já formalizadas em Goiânia - todas por crimes sexuais.

 

• Defesa de João de Deus usa "passado" das vítimas para questionar depoimentos

 

No domingo à tarde, João de Deus se entregou em uma estrada de terra na região de Abadiânia, em Goiás. De acordo com os advogados, o lugar foi escolhido para preservar o médium. Porém, policiais confirmaram que houve uma longa negociação para ele se entregar. Os advogados reiteram a inocência do médium e levantam dúvidas sobre o comportamento das possíveis vítimas e o conteúdo de seus depoimentos. A polícia também investiga a a movimentação de cerca de R$ 35 milhões nas contas de João de Deus.

 

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

18/12/2018 - Bombeiros de Rolante removem árvores caídas durante temporal

O trabalho para conter os danos causados em Rolante pelo temporal do final da tarde de ontem seguirá nesta terça-feira. Ainda na noite de segunda-feira, o Corpo de Bombeiros Voluntários realizou a remoção de várias árvores caídas ao longo da ERS 239, bem como o atendimento a casas destelhadas nos bairros Centro, Contestado, Alto Rolantinho e Linha Reichert. A Escola Estadual Souza Cruz sofreu destelhamentos, mas as aulas devem ocorrer normalmente hoje.

 

Já em Igrejinha, parte da marquise de uma loja na rua João Corrêa, na área central, cedeu logo após o início do temporal. Ninguém se feriu, conforme a Defesa Civil do município. Também foram registradas quedas postes e árvores.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

18/12/2018 - Gabriel Medina é bicampeão mundial de surfe

Não foi fácil, mas Gabriel Medina fez praticamente o impossível para sair de Pipeline com mais um título mundial de surfe na bagagem. Em uma disputa apertada com o australiano Julian Wilson durante toda esta segunda-feira (17), o paulista de 24 anos mostrou todo seu repertório de manobras para levantar pela segunda vez na carreira o troféu de campeão da temporada no Havaí.

 

A vitória foi concretizada somente na semifinal do evento. O brasileiro venceu o sul-africano Jordy Smith, foi à final da etapa e não pode mais ser alcançado por Wilson – que ainda segue vivo na competição, já que Pipeline fecha a temporada 2018 do Circuito Mundial de Surfe.

 

– Foi um ano muito intenso, estou muito feliz agora. Eu não consigo encontrar palavras, só tenho que agradecer aos meus fãs e à minha família. Sempre venho aqui para fazer o meu melhor, acredito nos planos de Deus, tenho fé nisso, e eu tive um bom dia. Estou muito feliz de ter feito isso novamente. Isso é para o Brasil – comemorou o surfista natural de Maresias após vencer sua bateria na semifinal.

 

 

Adversário do brasileiro na disputa pelo título, Julian Wilson ainda enfrenta Kelly Slater na outra semifinal. Porém, mesmo que seja campeão do evento, o australiano não tem mais possibilidades de ultrapassar Medina na classificação final do ranking mundial.

 

Esse é o terceiro título do Brasil na elite do surfe mundial. Além de Medina em 2014, Adriano de Souza conquistou a temporada de 2015. Com o troféu de 2018, Gabriel se iguala a Tom Carroll (Austrália), Damien Hardman (Austrália) e John John Florence (Havaí), todos bicampeões mundiais.

 

Confira as baterias desta segunda-feira:

Round 4

1. Conner Coffin (EUA) 9.43 x Jordy Smith (AFS) 11.50 x Ryan Callinan (AUS) 7.93

2. Michel Bourez (TAH) 6.57 x Sebastian Zietz (HAV) 11.93 x Gabriel Medina (BRA) 16.90

3. Yago Dora (BRA) 15.97 x Julian Wilson (AUS) 12.44 x Joel Parkinson (AUS) 7.77

4. Jesse Mendes (BRA) 7.00 x Joan Duru (FRA) 10.80 x Kelly Slater (EUA) 9.20

 

Quartas de final

1. Jordy Smith (AFS) 13.16 x Sebastian Zietz (HAV) 6.93

2. Gabriel Medina (BRA) 19.43 x Conner Coffin (EUA) 14.26

3. Yago Dora (BRA) 10.17 x Kelly Slater (EUA) 15.53

4. Julian Wilson (BRA) 13.50 x Joan Duru (FRA) 10.07

 

Semifinal

1. Jordy Smith (AFS) 15.83 x Gabriel Medina (BRA) 16.27

2. Kelly Slater (EUA) x Julian Wilson (AUS)

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - Incêndio atinge mais de 600 casas em Manaus

Um incêndio de grandes proporções atingiu pelo menos 600 casas no bairro de Educandos, na zona sul de Manaus, na noite de segunda-feira (17). Segundo o portal G1, até o início da madrugada desta terça-feira (18), quatro pessoas tiveram de ser encaminhadas a hospitais da cidade.  O fogo já foi controlado pelos bombeiros.

 

As chamas começaram em uma área com dezenas de casas de madeira, por volta das 20h, e se propagou para residências de alvenaria. A quantidade de veículos estacionados nas vias, o vento constante e a interrupção na distribuição de energia elétrica agravaram a situação.

 

Pelo Twitter, o prefeito da cidade, Arthur Virgílio Neto, lamentou o ocorrido e informou que as secretarias municipais estão “cadastrando os desabrigados, prontas para limpar os locais atingidos e buscar normalizar a vida das vítimas”. Ele afirmou ainda que vai declarar Estado de Emergência “para agilizar as providências”.

 

 

Segundo o Corpo de Bombeiros, um rescaldo será feito nesta terça-feira para analisar os estragos. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - RS tem novo alerta de temporais e ventos fortes nesta terça

Após mais um dia de recordes em Porto Alegre — que teve sensação térmica de 47,4°C na segunda-feira (a maior entre as capitais brasileiras)—, a terça-feira (18) será mais um dia de calor e abafamento desde as primeiras horas do dia no Rio Grande do Sul. No extremo sul gaúcho, as temperaturas ficam amenas devido ao tempo mais fechado. De acordo com a Somar Meteorologia, há formação de chuva no período da tarde e, assim como registrado nos últimos dias, risco para temporais. No norte, os ventos podem chegar a 60 km/h durante a chuva, que pode ter queda de granizo.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso alertando sobre a possibilidade de tempestade entre a 1h de terça e a 0h59min de quarta-feira (19) em todo o Estado. Segundo o Inmet, há possibilidade de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos de até 100 Km/h e queda de granizo. Há também risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

 

Na quarta, as condições de tempo mudam pouco, visto que os ventos sopram de norte e transportam calor e umidade para o Estado. Por conta disso, a sensação é de abafamento na metade norte gaúcha e as condições são favoráveis para pancadas de chuva forte, com potencial para transtornos e queda de granizo. Os maiores volumes devem ser observados no centro e sul do RS, onde novamente há condições para alagamentos nos centros urbanos.

 

 

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 29°C

Pelotas: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 20°C e máxima de 26°C

Caxias do Sul: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 22°C e máxima de 28°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 24°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 29°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 34°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 25°C

Torres: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 22°C e máxima de 28°C

Tramandaí: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 27°C

Capão da Canoa: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 29°C

Xangri-Lá: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 28°C

Rio Grande: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 20°C e máxima de 24°C

Mostardas: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 21°C e máxima de 24°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 27°C

Bagé: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 21°C e máxima de 23°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - Advogada fica presa em terminal bancário da Cidade Baixa ao sacar dinheiro às 22h

O badalar das 22h bagunçou o churrasco de sábado (15) de Cledia Maria Padilha Nunes. O destino da noite era a Churrascaria Giovanaz, na Avenida Venâncio Aires, conhecida na região por só aceitar pagamentos em dinheiro ou cheque. Por isso, a advogada de 50 anos estacionou e caminhou cem metros até os terminais eletrônicos do Bradesco, na mesma via do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.

 

Enquanto efetuava o saque de R$ 70, as luzes se apagaram, o ar-condicionado desligou e as portas se trancaram.

 

— Havia um botão do lado de dentro para que a porta abrisse, mas talvez o mecanismo também se desligue automaticamente às 22h. Fiquei presa ali, naquele forno, sem saber o que fazer.

 

De acordo com o Inmet, fazia aproximadamente 25°C naquele momento do lado de fora da agência. Do lado de dentro, conforme a cliente, estava um bocado mais quente. Para piorar, ela havia deixado o telefone dentro do carro. Também não havia ninguém ainda esperando por ela na churrascaria. Precisaria chamar a atenção de um estranho para tomar alguma providência.

 

Se foi azar estar no terminal bem naquele horário, por outro era o horário exato de encerramento da Company Galetos, do outro lado da rua. O proprietário, Sandro Ferreira, por sorte estava escorado em frente ao estabelecimento, tomando uma cerveja.

 

— Estava olhando para o Bradesco quando vi as luzes se apagarem com uma mulher dentro. Achei estranho. Daí vi que ela não saía e, logo depois, veio acenar na porta para chamar a atenção.

 

Sandro caminhou até lá para socorrê-la. A primeira ideia foi chamar o gerente da agência, de quem Cledia tinha o telefone na agenda do celular, mas a chave do carro não passava pelas frestas da porta para que Sandro o abrisse. Chamaram a polícia e, aconselhados por esta, os bombeiros, que atendiam a uma ocorrência na Ilha da Pintada. Eles chegariam ao local 45 minutos depois. Ao todo, a advogada ficou cerca de uma hora presa no terminal de autoatendimento.

 

Cledia é só elogios à equipe do sargento Lúcio Munhoz, que não teve alternativas senão arrombar a porta. E crítica ao atendimento do banco.

 

— Poxa vida, não havia um botão de pânico, um canal de atendimento para emergências, nada... Nem mesmo um aviso de que isso poderia acontecer naquele horário. E se tivesse acontecido com a minha mãe, com uma pessoa de idade qualquer?

 

GaúchaZH entrou em contato com o Bradesco. Conforme a gerência da agência, a comunicação do banco preferiu não se manifestar à imprensa antes de averiguar detalhes do acontecimento. Cledia declarou que pretende processar o banco por danos morais e como "medida pedagógica".

 

Ao menos o episódio não estragou de todo a noite. Passado o susto e com aproximadamente uma hora de atraso, o churrasco foi degustado.

 

— Eu estava só com o almoço — justifica a advogada.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - Placas padrão Mercosul começam a ser implantadas em veículos nesta terça no RS

Após vários adiamentos, o novo sistema de placas de veículos começa a ser implementado no Rio Grande do Sul. A nova identificação passa a ser obrigatória a partir de hoje em veículos zero-quilômetro, quando for necessária a confecção da placa, seja por roubo, furto, perda ou avaria e em casos de transferência de município ou dono. Na segunda-feira (17), como teste, o Detran emplacou um veículo HB20 que trocou de posse. Outros 115 ganharam as novas placas nesta segunda. Os demais não têm data-limite para adaptação.

 

Presidente da Associação Gaúcha de Fabricantes e Estampadores de Placas Veiculares, Eduardo Horst diz que adquirir o novo equipamento irá pesar no bolso. O preço praticado antes ficava entre R$ 120 e R$ 180. Agora, deverá variar de R$ 190 a R$ 250, estima.

 

Conforme o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), das 314 estampadores no Rio Grande do Sul, 287 pediram autorização para atuar com o novo sistema, sendo que 140 deles foram atendidos. Outros 33 estão em fase final de credenciamento e 114 em análise da documentação. Estampadores são profissionais que colocam os caracteres e demais elementos na placa.

 

Horst explica que a quantidade de licenciados é reflexo da burocracia impostas pelo Denatran e que isso trará consequências.

 

— A população terá de esperar dias ou se deslocar entre regiões para conseguir um estampador licenciado. Falta pessoal para conferir os documentos, falta critério para conceder as licenças. Temos pedidos parados há três meses — reclama.

 

O Denatran informou, por nota, que “a maioria das empresas estampadoras do Rio Grande do Sul pediu o credenciamento recentemente” e que, “além disso, em parte considerável dos pedidos não consta toda documentação exigida”. Por fim, o órgão federal diz não concordar com o posicionamento da associação quanto ao deslocamento das pessoas para outras localidades, “haja vista que todo o processo de credenciamento das empresas do Rio Grande do Sul está sendo feito a contento”.

 

O procedimento de emplacamento

Proprietário procura um CRVA para o serviço que deseja.

Se envolver mudança de placa, será fornecida autorização para confecção.

Com o documento, o dono do veículo deve procurar uma das empresas estampadoras credenciadas e solicitar a placa. A listagem de empresas está disponível no site www.detran.rs.gov.br.

Com a placa em mãos, volta ao CRVA para fazer a colocação no veículo.

Observações

O preço da placa é regulado pelo mercado. Há profissionais que fazem este serviço, inclusive contratados por concessionárias. O tempo de entrega do produto depende da empresa estampadora.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - Comando Ambiental da BM sofre saída em massa e tem menor efetivo em 10 anos

A principal organização responsável por evitar o desmatamento, preservar espécies de animais em extinção e barrar a poluição de rios no Rio Grande do Sul sofre com o menor número de efetivo dos últimos 10 anos.

 

Em 2018, quando se completam 20 anos da lei que tornou mais rígidas as penas a crimes ambientais, dados obtidos por GaúchaZH via Lei de Acesso à Informação mostram que o Comando Ambiental da Brigada Militar (CABM) tem 275 policiais. O número representa apenas 38% da tropa prevista, de 720 agentes, tendo como base as necessidades do ano de 2005 — estimativa oficial mais recente disponível.

 

O efetivo atual não chega nem perto do considerado ideal por autoridades da área e ex-comandantes do próprio batalhão, que projetam que seriam necessários para o pleno funcionamento do CABM pelo menos 1,2 mil agentes.

 

Em apenas cinco anos, 168 policiais deixaram o Comando Ambiental da Brigada Militar, uma baixa que faz a defasagem chegar aos 62%. A média de saída de agentes no período é de 34 a cada ano, quase três por mês.

 

O motivo encontrado para a baixa histórica no Comando, que é dividido em três batalhões com 38 quartéis espalhados por todas as regiões do Rio Grande do Sul, é a aposentadoria em massa de policiais. A incerteza sobre possíveis alterações previdenciárias para servidores públicos durante a gestão de José Ivo Sartori (MDB) impulsionou PMs a largarem a farda.

 

Além disso, em crise financeira, o governo do Estado preferiu investir os poucos recursos para focar no combate a latrocínios (roubos com morte), crime que em 2016 teve o maior registro dos últimos 15 anos e, desde então, vem apresentando redução.

 

O comandante do policiamento ambiental, coronel Vitor Hugo Cordeiro Konarzewski, reconhece que o número de policiais é tão baixo que sequer funções de rotina são superadas. Ele admite que "há locais do Estado em que se faz força-tarefa até para atender as demandas (cotidianas)".

 

— O problema do Comando Ambiental hoje é o problema da Brigada. A Brigada ao longo da história nunca esteve com um efetivo tão baixo. Então, é um lugar comum. E o governo sempre tem que escolher prioridades, se é combater homicídio e latrocínio, ou outras ações — afirma Konarzewski.

 

Com o número menor de policiais, menos patrulhas fiscalizam as áreas rurais e, por consequência, é reduzida a produtividade do batalhão em prisões e apreensões. Em 2011, quando mais de 400 agentes trabalhavam exclusivamente na fiscalização do meio ambiente, 537 pessoas foram presas pelo CABM. No ano passado, foram 354. A queda é de 34%.

 

 

Outros números do batalhão também demonstram que o menor efetivo está diretamente ligado a um menor índice de resultados de fiscalizações. Tendo como base os mesmos anos, 2011 e 2017, a apreensão de armas brancas pelo CABM diminuiu 60%, o de armas de fogo, 30%, e o número de termos circunstanciados assinados caiu 6%.

 

Konarzewski defende, no entanto, que o batalhão voltou suas forças a fiscalizar propriedades rurais. Somente até novembro de 2018, 5.150 sítios e fazendas foram vistoriados por policiais, mais do que que o dobro do fiscalizado em 2015. O comandante também afirma que desde que assumiu a unidade melhoraram os resultados deste índice, mas "curva já está na descendente por causa da perda de policiais".

 

Sem reforço

O problema é ainda pior para o combate aos crimes ambientais porque desde 2015 nenhum policial foi destacado para o CABM. O oficial responsável pelo comando tinha a esperança, em novembro, de receber efetivo com os 2 mil novos PMs formados no último concurso da BM. No entanto, o presidente da Associação de Praças da Brigada Militar (Abamf), Aparício Santelanno, revela que foi cancelada a destinação de policiais:

 

— Estava previsto duas turmas irem lá pro CABM, inclusive eles têm estrutura operacional e de formação, sala de aula, campo de futebol. Não sei por que motivo, se eleitoreiro ou por questão de critério, não se destinou nenhuma turma dos soldados novos para lá — afirma.

 

O próprio CABM já foi informado de que não serão enviados novos agentes para a tropa. A definição, agora, ficará para o governo de Eduardo Leite (PSDB), já que os novos PMs se formarão em maio de 2019.

 

Um dos motivos para que não fosse confirmado o envio de novos policiais foi informado pelo próprio secretário Cezar Schirmer. O responsável pela segurança no Estado entende que não há como focar no combate aos crimes ambientais com a atual situação financeira.

 

— Na hierarquia das atividades da SSP, primeiro vida, depois patrimônio. Nessa hierarquia de prioridades, os crimes ambientais são importantes, mas não estão nas primeiras ações pelas quais existem a Brigada Militar. O novo efetivo distribuímos para cidades com grandes (índices de) homicídios e em pequenas cidades onde há muitos crimes contra patrimônio — pondera Schirmer.

 

Baixo efetivo preocupa

O Ministério Público (MP) vê com preocupação a queda de efetivo do Comando Ambiental. O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, promotor Daniel Martini, afirma que a BM tem um papel "histórico e fundamental na defesa do meio ambiente".

 

De acordo com Martini, a defasagem do Comando Ambiental é amplamente percebida pelo MP, que trabalha em parceria com o órgão. O promotor diz que vem recebendo com frequência pedidos de promotores do Interior para impedir a extinção de quartéis do CABM. Segundo ele, ainda assim, o principal órgão a realizar a fiscalização de áreas rurais, rios e matas é a Brigada Militar.

 

— É claro que nós percebemos esse déficit, essa deficiência, mas ainda assim eu posso te afirmar com toda a segurança: hoje a principal instituição que exerce a fiscalização no dia a dia, em campo, a fiscalização ambiental, é o Comando Ambiental da Brigada Militar. O órgão ambiental estadual, a Fepam, tem todas as suas limitações porque não tem condições de exercer poder de polícia em todo o Estado, não tem a mínima condição — declara.

 

Os demais órgãos de fiscalização em nível estadual também apresentam números baixos de servidores. A Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Fepam) conta com apenas nove servidores para a fiscalização. O Departamento de Biodiversidade (DBio), órgão ligado ao governo do Estado, tem três.

 

Já o Ibama no Rio Grande do Sul tem 31 funcionários exclusivos para a função. De acordo com a superintendente do Ibama no RS, Claudia Pereira da Costa, é comum os servidores do Estado serem chamados para atuar contra o desmatamento na Amazônia, diminuindo ainda mais seu efetivo.

 

 

Com equipamento, mas sem PMs

O responsável pelo Comando Ambiental da Brigada Militar diz que o órgão foi equipado nos últimos anos com tecnologia de ponta. Segundo Konarzewski, foram adquiridas recentemente 25 caminhonetes com tração nas quatro rodas, além de drones e fuzis. O material de ponta foi comprado a partir da destinação do fundo de recursos hídricos à Brigada Militar, que somou R$ 3,6 milhões somente em 2018.

 

O MP também costuma repassar as verbas arrecadadas com multas ambientais para o CABM. Com esse montante, já foram comprados barcos e decibelímetros — equipamentos utilizados para medir a poluição sonora, também de responsabilidade do Comando Ambiental.

 

— É muito comum promotores de Justiça destinarem recursos de termos de ajustamento de conduta, aquelas multas ambientais, indenizações, em parte para suprir a enorme deficiência da Brigada Militar. Só o Ministério Público não consegue suprir, infelizmente, a deficiência de pessoal. Esse é um problema grave, um problema crucial — critica Martini.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - Quadrilha do Vale do Sinos que trocava carros por drogas no Paraguai é desarticulada pela polícia

Uma quadrilha do Vale do Sinos, com integrantes gaúchos e paranaenses, é alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (18). O grupo trocava carros por drogas em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, e distribuía os entorpecentes no Rio Grande do Sul e no Uruguai, onde as drogas eram trocadas também por armas. Segundo a Polícia Civil, por mês, o grupo movimentava R$ 1 milhão.

 

Cerca de 180 policiais do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) cumprem 30 mandados de busca a apreensão em 12 cidades do Rio Grande do Sul na chamada Operação Capote. Até as 8h, três homens haviam sido presos em flagrante no  Vale do Sinos.

 

As os ordens judiciais são cumpridas em Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Campo Bom, Taquara, Gravataí, Charqueadas, Cachoeira do Sul, Três Passos e Jaguarão.

 

O Diretor de Investigações do Denarc, delegado Mario Souza, destaca a investigação busca desarticular completamente a organização criminosa.

 

— A suspeita é de que houve uma espécie de consórcio criminoso entre traficantes gaúchos e paranaenses, com objetivo de aumentar a capacidade de abastecimento de drogas no Rio Grande do Sul — explicou o delegado.

 

O líder da quadrilha comandava o esquema criminoso de dentro de um presídio paranaense. Durante os seis meses de investigação, foram apreendidos mais de 150 quilos de maconha.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

18/12/2018 - Rio Grande do Sul ainda tem 174 mil clientes sem luz após temporais

Caiu o número de clientes sem energia elétrica no Rio Grande do Sul após o temporal da tarde de segunda-feira (17). Na manhã desta terça (18), são 174,5 mil pontos desabastecidos no Estado – os maiores problemas são registrados na região metropolitana de Porto Alegre.

 

Conforme o balanço mais recente, são 29 mil clientes atingidos na área da RGE. Já na área da RGE Sul são 90 mil pontos sem luz, nos vales do Rio Pardo, Taquari e na Região Metropolitana.

 

Os números foram divulgados às 7h, e a próxima atualização deve ocorrer somente após o meio-dia.

 

Na área da CEEE, conforme números divulgados às 5h, são 55,5 mil clientes afetados – 30 mil na região metropolitana da Capital e 15 mil nas regiões Sul e Centro-Sul. A próxima atualização ocorre às 10h30min.

 

Conforme as concessionárias, as equipes estão nas ruas trabalhando, mas ainda não há previsão para normalização do serviço. No balanço anterior, eram 251,5 mil clientes afetados no Estado.

 

Chuva no RS

Alguns municípios do RS registraram ventos acima dos 70 km/h nesta segunda-feira. De acordo com a Somar Meteorologia, as rajadas mais fortes no Estado foram registradas, até as 18h desta segunda, em Santana do Livramento (93 km/h), Pelotas (81,5 km/h), no Sul, Bagé (75 km/h) e Santa Maria (54 km/h), no Centro.

 

Municípios da Fronteira Oeste, da Campanha e do Sul estão entre os mais afetados pelo aguaceiro que retornou com força ao Estado.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/12/2018 - RS tem alerta de temporais e granizo nesta segunda-feira

A segunda-feira (17) será marcada por temporais em todo o Rio Grande do Sul. A primeira região atingida é a metade Sul, onde a nebulosidade aumenta durante a manhã e já pode chover antes das 12h. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso alertando sobre a possibilidade de tempestade entre 16h e 23h59min desta segunda nas áreas da Campanha, Encosta Do Sudeste, Serra Do Sudeste, Depressão Central e Litoral.

 

Segundo o Inmet, há possibilidade de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos de até 100 Km/h e queda de granizo. Há também risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

 

Já nas áreas central e norte do Estado a chuva ocorre à tarde, na forma de pancadas rápidas. Por conta da nebulosidade na metade sul, as temperaturas não sobem tanto quanto nas áreas a norte, onde a sensação é de abafamento.

 

O calor segue na terça-feira (18) em todo o Estado. Com a temperatura alta e a umidade disponível na atmosfera, há formação de chuva no período da tarde, com risco para temporais. De acordo com a Somar Meteorologia, os ventos podem chegar a 70 km/h durante a chuva, que pode ter queda de granizo no leste do RS.

 

Confira a previsão para alguns municípios:

 

Porto Alegre: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 34°C

Bagé: Chuvas a qualquer hora do dia. Mínima de 25°C e máxima de 30°C

Capão da Canoa: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 31°C

Caxias do Sul: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 28°C

Erechim: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 30°C

Mostardas: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 30°C

Passo Fundo: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 29°C

Pelotas: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 30°C

Rio Grande: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 26°C

Santa Maria: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 32°C

Santa Rosa: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 34°C

Torres: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 31°C

Tramandaí: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 30°C

Uruguaiana: Chuvas a qualquer hora do dia. Mínima de 24°C e máxima de 31°C

Xangri-Lá: Pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 31°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/12/2018 - Médium João de Deus se entrega às autoridades

 

Dois dias depois de ter a prisão preventiva determinada pela Justiça, o médium João de Deus se entregou neste domingo (16) às autoridades. A informação foi confirmadas pelo criminalista Alberto Toron, que representa o médium, à Agência Estado. João de Deus se entregou aos policiais em encontro combinado pelo seu advogado em uma estrada de terra de Abadiânia (GO), às margens da BR-060. O advogado declarou que irá impetrar um hábeas corpus na segunda-feira (17) questionando o uso de prisão preventiva para o caso.

 

Em um vídeo publicado pela colunista do jornal Folha de S.Paulo Mônica Bergamo, João de Deus aparece ao lado do advogado Ronivan Peixoto de Moraes Júnior e é questionado "por que não se entregou antes". João diz apenas "na hora em que fiquei sabendo, me entrego à justiça divina e à Justiça da terra", antes de caminhar em direção a uma caminhonete.

 

Após prestar depoimento sobre as denúncias de abuso sexual na Delegacia Estadual de Investigação Criminal (DEIC), o médium deixou o Instituto Médico Legal de Goiânia no fim da noite de domingo. João de Deus foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiâna, onde passou a primeira noite de sua prisão preventiva.

 

A prisão foi decretada na sexta-feira (14) pelo juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende, atualmente respondendo pela vara de Abadiânia (GO), onde o médico fez fama realizando atendimentos espirituais. Ele era considerado foragido desde às 14h de sábado (15) e chegou a ter seu incluído na lista da Interpol.

 

Após o depoimento de mulheres ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, relatando múltiplos casos de abuso sexual com características semelhantes, uma força tarefa foi montada pelo Ministério Público dos Estados. Mais de 330 relatos foram reunidos em diferentes estados do país.   Cinco mulheres ouvidas por GaúchaZH contaram episódios ocorridos entre 2008 e 2012, no Rio Grande do Sul e em Abadiânia (GO). Mulheres que se dizem vítimas também se apresentaram em seis países.

 

Mulheres que se dizem vítimas também se apresentaram em seis países. João de Deus atende cerca de 10 mil pessoas por mês, das quais 40% são estrangeiras. Os abusos teriam sido cometidos depois do atendimento espiritual feito pelo médium. As mulheres relatam que, depois do atendimento em grupo, eram convidadas para uma consulta individual, onde os abusos seriam cometidos. O Ministério Público afirma ainda que quatro funcionários são suspeitos de ter envolvimento nos crimes.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/12/2018 - Médico gaúcho doa o próprio carro para ajudar funcionários de hospital

A crise da Santa Casa de Uruguaiana levou o ortopedista José Carlos Barbosa Zaccaro a um gesto que emocionou a cidade. Ele doou a sua caminhonete Touareg 2008 para os funcionários do hospital realizarem uma rifa. Tudo aconteceu no final da semana passada, quando ele foi à Santa Casa realizar uma cirurgia e deparou com uma paralisação dos servidores, que protestavam contra salários atrasados e falta de condições de trabalho.

 

A repercussão do gesto foi gigantesca. “Já recebi manifestações de Uganda, da Holanda e da Suíça”, revela o médico, que foi aplaudido ao entrar em um supermercado no sábado.

 

O médico já pagou cerca de 70% do carro. Os outros 30% serão quitados pelos servidores e o restante da arrecadação servirá para amenizar a crise no Natal. 

 

—Eu estou com oito meses de salário atrasado, mas consigo me virar— afirmou Zaccaro, que garante ter recebido total apoio da esposa e dos amigos.

 

O sorteio acontecerá dia 29 de dezembro e cada número custa R$ 100. Até domingo, mais de 200 já tinham sido vendidos.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/12/2018 - Colisão frontal mata duas pessoas em rodovia de Saldanha Marinho

 

Uma colisão violenta no quilômetro 377 da BR-285, em Saldanha Marinho, região do Alto Jacuí, matou duas pessoas por volta das 15h deste domingo (16).

 

Conforme a Polícia Rodoviária Federal de Cruz Alta, que participou da ocorrência, o acidente foi entre duas caminhonetes: uma Ranger com placas de Panambi e uma Pajero com placas de Ponta Grossa (PR).

 

Os dois mortos eram do veículo paranaense e foram identificados como Getúlio Jacques Ourique Neto e Leila Medianeira Garcia Ourique. Duas crianças, supostamente parentes do casal, ficaram feridas. Eles teriam familiares em Santo Antônio das Missões.

 

 

As duas crianças foram encaminhadas primeiramente para atendimento em Santa Bárbara do Sul e, depois, para o Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, onde permaneciam em observação até as 23h de domingo (16).

 

O acidente ocorreu a seis quilômetros de onde morreram três pessoas em uma colisão em 21 de outubro, entre um carro e uma moto.

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/12/2018 - Governo Leite: quem são os secretários já confirmados

O governador eleito Eduardo Leite (PSDB) pretende contar com 22 secretários no seu mandato, que começará em 1º de janeiro de 2019.

 

Os primeiros nomes anunciados foram Marco Aurelio Santos Cardoso, na Fazenda, e Otomar Vivian, na Casa Civil.

 

 — Sempre que me perguntam se o governo será técnico ou político, eu digo que não há oposição entre uma coisa e outra. Tem que reconhecer as forças políticas que estão estabelecidas. Tem uma Assembleia Legislativa, 55 deputados, é natural que identifiquemos, nos partidos que têm disposição, as figuras que podem nos ajudar — disse Leite.

 

Confira quais são os nomes já anunciados:

Fazenda

Marco Aurelio Santos Cardoso

 

Funcionário de carreira do BNDES e superintendente de crédito do banco de fomento. Na prefeitura do Rio, durante a gestão de Eduardo Paes, foi secretário da Fazenda de 2012 a 2016. Antes disso, ocupou a subsecretaria do Tesouro Municipal de 2009 a 2012.  Em 2016, assumiu a área de crédito do BNDES a convite de Maria Silvia Bastos Marques. Confira a entrevista com o secretário.

 

Casa Civil

Otomar Vivian

 

Filiado ao PP, tem mais de 30 anos de vida pública. De 2009 a 2010, foi chefe da Casa Civil do governo de Yeda Crusius (PSDB). Entre 1996 e 1998, comandou a Secretaria de Administração e dos Recursos Humanos na gestão de Antônio Britto (PMDB). Foi prefeito de Caçapava do Sul, deputado estadual  e teve três passagens pela presidência do IPE, cargo que deixou em fevereiro de 2018. Confira a entrevista com o secretário.

 

 

Planejamento

Leany Lemos

 

Formada em Letras pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado em Ciência Política pelas universidades de Oxford e Princeton e é servidora de carreira do Senado. Foi secretária do Planejamento do Distrito Federal até julho de 2018, quando deixou o cargo para disputar o Senado, mas concorreu como suplente da senadora eleita Leila do Vôlei. A escolha de Leany nasceu de uma consulta do economista Aod Cunha, feita a pedido de Leite.

 

Comunicação

Tânia Moreira

 

Jornalista com larga experiência em campanhas eleitorais, foi secretária de Comunicação de Nelson Marchezan na prefeitura de Porto Alegre. Fez a campanha de televisão de Eduardo Leite na corrida pelo Piratini e está trabalhando na transição desde o primeiro dia. Vai comandar a Secretaria da Comunicação do Estado.

 

Procuradoria-Geral do Estado

Eduardo Cunha da Costa

 

Trabalha na PGE desde maio de 2007. Entre 2011 e 2014, atuou no Tribunal de Contas do Estado como Agente Setorial e representante dos interesses da administração pública estadual. Em dezembro de 2016, assumiu como procurador-geral Adjunto para Assuntos Jurídicos. É doutorando em Direito pela Universidade de Roma, foi professor convidado da Columbia de Nova York e da Universidade Paris II.

 

Meio Ambiente e Infraestrutura

Artur Lemos

 

Advogado de formação, Lemos tem 38 anos, coordenou a bancada do partido na Assembleia e assessorou o deputado Lucas Redecker (PSDB). Atuou no governo de José Ivo Sartori como adjunto de Redecker na pasta de Minas e Energia e, em 2017, como titular da pasta. Deixou o governo quando o PSDB saiu da base de Sartori, para preparar a campanha de Leite ao Piratini.

 

Cultura

 Beatriz Araújo

 

Beatriz Araújo foi secretária da Cultura de Pelotas durante a gestão de Eduardo Leite. Atualmente, está na empresa Ato Produção Cultural, que trabalha com viabilização de projetos por editais e leis de incentivo, e coordenou projetos como a restauração do Museu Histórico Farroupilha de Piratini, o Natal Luz de Gramado e a Bienal do Mercosul. Também foi diretora da Fundação Theatro Sete de Abril, coordenou o restauro integral do prédio da Bibliotheca Pública Pelotense.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/12/2018 - Chega a 19 o número de criminosos mortos em confrontos com a Brigada Militar em dezembro

Com a morte de cinco criminosos neste domingo (16), em Trindade do Sul, no norte do Estado, o mês de dezembro registra 19 mortos em confrontos com a Brigada Militar. O número é quase o dobro da média mensal do ano.

 

Os números da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de 2017 mostram o registro de 92 mortes em confrontos, o  que significa 7,6 casos mensais. Já os dados de 2018 estão disponíveis até junho. Neste período, ocorreram 63 registros  - uma média de 10,5 mortes por mês.

 

As cincos mortes deste domingo ocorreram em uma mata no interior do município. Segundo o comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Passo Fundo, Rogério Schmidt Navarro, havia informação de que os criminosos, que vestiam roupas camufladas do Exército, teriam ido à região para dar apoio ao grupo que assaltou simultaneamente dois bancos em Trindade do Sul, na última quarta-feira (12).

 

Na noite anterior ao confronto, um morador da localidade Linha Campina de Pedra teve a casa invadida por cinco homens camuflados. Segundo Navarro, ele foi obrigado a levá-los da zona rural da cidade até a entrada do município, um percurso de 10 quilômetros.

 

Além dos cinco mortos, outros quatro homens foram presos por suspeita de terem sido contratados para resgatar a quadrilha. Dois deles foram detidos no final da noite de sábado (15) e outros dois neste domingo.

 

Dos 19 mortos em dezembro, seis são assaltantes que atacaram dois bancos em Ibiraiaras, no norte do Estado. Segundo a corporação, houve troca de tiros em um matagal e os ladrões foram baleados, sem tempo para socorro. No cálculo, não foi contabilizada a morte de um refém, o subgerente do Banco do Brasil Rodrigo Mocelin da Silva, 37 anos, uma vez que ainda não se sabe de que arma partiu o disparo que o matou.

 

 

 

Cronologia

— 3 de dezembro: sete pessoas foram mortas, em duas situações diferentes. O primeiro caso ocorreu às 18h30min em Gravataí, na Região Metropolitana. Neste caso, três homens foram presos e um homem foi morto  em uma perseguição policial. Segundo a BM, os quatro participaram de um assalto a uma loja de equipamentos eletrônicos.

Mais tarde, seis criminosos que atuaram nos assaltos a dois bancos foram mortos em Ibiraiaras.

 

— 5 de dezembro: quatro suspeitos foram mortos na frentre de uma agência bancária, em Arroio dos Ratos, na Região Carbonífera. Os quatro – que tinham entre 15 e 19 anos – chegaram a ser levados para o hospital, mas não resistiram.  De acordo com a BM, uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOE) estava na região e recebeu informações de que um grupo iria atacar um banco na cidade.

 

— 12 de dezembro:  três assaltantes envolvidos em roubos a residências na localidade de Mato Perso, no limite entre Caxias do Sul e Floresda Cunha, na Serra, morreram em confronto com a Brigada Militar na final da noite de quarta-feira (12), na BR-116, em Nova Petrópolis. Eles estavam escondidos em um matagal desde terça-feira (11).  Um dos mortos era policial do próprio batalhão dos agentes que o mataram. Segundo a BM, ele estava envolvido com a quadrilha. Dos quatro presos, um também era soldado da corporação.

 

— 16 de dezembro: cinco criminosos foram mortos em um cerco da Brigada Militar em Trindade do Sul, onde, na última semana, dois bancos foram assaltados ao mesmo tempo.  Foram apreendidos com os assaltantes espingardas calibre 12 e fuzis. Uma bolsa com dinheiro também foi encontrada — o valor não foi divulgado.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

17/12/2018 - Operação combate quadrilha que roubava, em média, um veículo por dia em Porto Alegre

Após investigação de quase oito meses, operação da Polícia Civil foi deflagrada nesta segunda-feira (17) contra um esquema que seria responsável pelo roubo de, em média, um carro por dia em Porto Alegre. A maioria dos veículos era clonada e encaminhada ao Paraguai.

 

Segundo a investigação, a encomenda dos crimes era feita por integrantes do Primeiro Comando da Capital paulista (PCC).

 

Cerca de 180 agentes cumpriram 15 mandados de prisão, 10 conduções coercitivas e 22 de busca e apreensão nas cidades de Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. De acordo com o delegado Juliano Ferreira, titular da 19ª Delegacia da Capital e responsável pela apuração, os alvos são os locais onde os 22 integrantes da quadrilha gaúcha já identificados residiam.

 

Até as 9h, 10 pessoas haviam sido presas, além de outras sete durante a investigação.

 

Troca por drogas

Conforme a polícia, a maior parte dos roubos e furtos de veículos ocorria na zona leste da Capital, em vias nas proximidades de grandes avenidas – como Protásio Alves, Antônio de Carvalho, Bento Gonçalves e Ipiranga. Ainda segundo a investigação, os criminosos tinham um grupo para os assaltos, outro para adulteração dos automóveis e um terceiro para encaminha-los ao Paraguai.

 

Em troca, levando em conta que os carros tinham preços abaixo do valor de mercado por serem roubados, os investigados receberiam drogas, principalmente cocaína e maconha. Os entorpecentes eram revendidos no Vale do Sinos, onde a facção gaúcha tem base.

 

Ferreira destaca que outra parte do grupo mantinha contato com integrantes do PCC. Os carros roubados no Rio Grande do Sul também seriam usados por integrantes da facção paulista refugiados no Paraguai, mas a maioria era revendida ilegalmente no país vizinho.

 

— Eles usavam rotas terrestres, principalmente a BR-386 — ressalta Ferreira.

 

A investigação começou a partir da prisão de Vinicius Machado da Silva, no 27 de abril deste ano. Depois disso, a polícia descobriu como funcionava o esquema e identificou os suspeitos. Áudios comprovariam os roubos de carros e os contatos com o PCC, bem como a remessa pro Paraguai.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/12/2018 - Morador de rua é o maior serial killer da história dos EUA, dizem promotores

Investigadores do condado do Texas acreditam que Samuel Little, 78 anos, seja o maior assassino em série da história dos Estados Unidos. Ele confessou mais de 90 assassinatos entre 1970 e 2005, de acordo com o FBI. Das mortes admitidas, pelo menos 40 foram confirmadas pelas autoridades.

 

— Ele está contando coisas, casos que ocorreram há 50 anos, e dando detalhes sobre todos estes assassinatos diferentes. Nenhuma das declarações que fez era falsa — afirmou à AFP o promotor Bobby Bland, do condado do Texas, onde Little está detido.

 

As principais vítimas de Little, que viveu na rua por mais de 20 anos, eram dependentes de drogas e prostitutas. Ele foi preso pela primeira vez em 2012, acusado de três mortes que aconteceram no final dos anos 80, no entorno da cidade de Los Angeles.

 

Depois da prisão, Little foi convocado para depor sobre o assassinato de Denise Christie Brothers, na cidade de Odessa, oeste do Texas. Denise foi morta no estacionamento de um motel em 1994, e seu caso era considerado um mistério até então.

 

No depoimento, que aconteceu nesta quinta-feira (13), Little confessou que matou Denise e começou a dar detalhes de outros crimes semelhantes. Ao todo, foram noventa casos reabertos depois das confissões.

 

Little foi condenado à morte em 2014, mas exigiu que a pena capital fosse cancelada em troca do detalhamento dos outros crimes. A concessão foi feita "para ganhar sua confiança", de acordo com o promotor Bobby Bland.

 

Como o caso que o condenou à morte está na Justiça da Califórnia, terá que acontecer um novo julgamento da pena naquele Estado.

 

Até agora, a pessoa que cometeu o maior número de assassinatos comprovados foi Charles Cullen, que matou pelo menos 40 pessoas deliberadamente durante sua carreira de enfermeiro. Em 2006, Cullen foi condenado à morte, e está preso em Nova Jersey.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/12/2018 - RS terá calor e abafamento nesta sexta; há possibilidade de temporais

Nesta sexta-feira (14), o Rio Grande do Sul segue com risco de temporais acompanhados de granizo e descargas elétricas nas áreas de fronteira com Uruguai e na porção central do Estado, onde pode chover a qualquer hora do dia. Será mais um dia de calor e abafamento.

 

De acordo com a Somar Meteorologia, a chuva será forte e volumosa, com rajadas de vento de 80 km/h, na metade sul do RS.

 

No sábado (15), a frente fria segue avançando pela costa gaúcha. Os ventos úmidos e quentes que sopram do interior do continente ajudam a manter as condições para temporais, acompanhados de granizo e descargas elétricas em toda a porção central do Estado. No extremo sul gaúcho, as pancadas só acontecem durante a madrugada e haverá períodos de melhoria a partir da manhã. O tempo fechado e com muitas nuvens também irá persistir entre o centro e o sul do RS. No restante do Estado o dia segue quente e abafado.

 

A chuva persiste em todo o Rio Grande do Sul no domingo (16). Fortes ventos no alto da atmosfera alimentam as instabilidades e as precipitações  seguem intensas. O calorão diminui na metade sul, mas no norte do Estado o tempo segue abafado.

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 35°C

Pelotas: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 22°C e máxima de 28°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 28°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 30°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 24°C e máxima de 35°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 35°C

Uruguaiana: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 18°C e máxima de 30°C

Torres: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 22°C e máxima de 25°C

Tramandaí: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 24°C

Capão da Canoa: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 26°C

Xangri-Lá: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 23°C e máxima de 26°C

Rio Grande: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 22°C e máxima de 27°C

Mostardas: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 21°C e máxima de 25°C

Passo Fundo: chuva intercalada com períodos de tempo nublado. Mínima de 21°C e máxima de 35°C

Bagé: Chuvas a qualquer hora do dia. Mínima de 22°C e máxima de 27°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/12/2018 - Tire suas dúvidas sobre o 13º de servidores via empréstimo no Banrisul

O Banrisul abrirá, nesta sexta-feira (14), a linha de crédito de antecipação do 13º salário de 2018 para os servidores do Poder Executivo do Estado. Quem contratar a operação terá os valores depositados no dia 20 de dezembro, prazo legal para o pagamento do benefício.

 

Quem pode solicitar o empréstimo bancário para antecipar o 13°?

Conforme a Secretaria Estadual da Fazenda, todos os servidores do Poder Executivo, incluindo ativos, inativos, pensionistas e aqueles vinculados a estatutos próprios, sem distinção entre quem possui ou não ação judicial ou cadastro de inadimplência.

 

Como o empréstimo pode ser solicitado?

Os clientes podem contratar as operações nas agências do Banrisul, independentemente de sua unidade de relacionamento, e nos canais de autoatendimento (caixas eletrônicos, home banking e aplicativo Banrisul Digital).

 

O empréstimo é facultativo?

Sim. Quem optar por não receber o 13º de 2018 por meio de empréstimo bancário terá os valores quitados, parceladamente, em 2019. A indenização pelo atraso será de 1,5% ao mês.

 

Quem está negativado no Banrisul terá essa possibilidade também?

O governador José Ivo Sartori sancionou, nesta semana, lei que permite a servidores inadimplentes ou com ação judicial solicitar o adiantamento do benefício.

 

Em quanto tempo os recursos do empréstimo entram na conta dos servidores?

A partir desta sexta-feira, o Banrisul coloca a linha de crédito à disposição do funcionalismo, e os valores devem ser depositados em 20 de dezembro. O banco também informa que, entre essa data e 15 de janeiro, o empréstimo poderá ser contratado e liberado no mesmo dia.

 

Quem fez a portabilidade, recebendo por outro banco, poderá solicitar a antecipação?

Questionado por GaúchaZH, o Banrisul afirmou que "tem solução financeira para todos os clientes, inclusive com empréstimo para os que portaram a folha de pagamento para o mercado".

 

Como o custo da operação será cobrado?

O Estado promete pagar, com cada parcela do 13º salário, uma indenização de 1,5% ao mês sobre o saldo devedor para todos os servidores vinculados ao Poder Executivo, independente de quem buscou ou não a antecipação via rede bancária. Aos servidores que procurarem o empréstimo, a indenização deverá cobrir os custos da operação, garantindo que não haverá prejuízo a eles, diz a Secretaria Estadual da Fazenda.

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/12/2018 - Conheça o novo radar que será usado para fiscalizar veículos no RS neste verão

Aquela sensação de estar sendo observado vai inquietar ainda mais os motoristas que trafegarem por rodovias estaduais neste verão. As câmeras de monitoramento e os radares móveis em forma de pistola ganharão reforço de um novo equipamento de fiscalização, o TruSpeed. Apelidado pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) de monóculo, o equipamento portátil tem alcance de 1,2 quilômetro, 400 metros a mais do que as pistolas TruCam.

 

O TruSpeed é posicionado como um binóculo apontado para a rodovia. Na parte frontal, além da câmera, há uma lente pela qual o policial observa a movimentação. O visor interno mostra informações como distância e velocidade dos veículos, mas não fotografa. Constatada a irregularidade, é preciso abordar o condutor.

 

A estreia do radar será neste sábado (15), quando começa a Operação Golfinho. O comandante do CRBM, coronel José Henrique Gomes Botelho, diz que o aparelho é mais leve do que as pistolas. Ambos aferem apenas velocidade, mas, por ter maior alcance, o monóculo é mais eficiente na identificação de infrações, inclusive ultrapassagem em local proibido e uso do celular ao volante.

 

— Quando o infrator enxergar o policial, já terá sido flagrado por excesso de velocidade. O alcance do monóculo facilita a abordagem caso constatadas outras infrações a longa distância. Aí, o motorista será autuado por meio do Talonário Eletrônico de Multas, um tablet que permite a impressão do auto de infração na hora — disse o comandante, reforçando que esse tipo de autuação é mais uma novidade implementada neste ano.

 

O Estado recebeu 20 TruSpeeds e outro lote em igual quantidade chegará durante a Operação Golfinho, acompanhados de 20 pistolas, 22 picapes e 120 Talonários Eletrônicos de Multas.

 

Para reforçar o policiamento ostensivo, será feito remanejamento de efetivo durante o verão no litoral gaúcho. No total, serão 200 policiais mobilizados. Pela quantidade de rodovias sob responsabilidade do CRBM, o Litoral Norte (150) receberá mais atenção do que as praias do Sul (50).

 

Além disso, duas turmas de 30 PMs cada estão em formação em Porto Alegre e Passo Fundo. Segundo o coronel, os alunos da Capital terão condições de iniciar estágios supervisionados em fevereiro e poderão trabalhar em rodovias próximas à Região Metropolitana, como a RS-040. Na Estrada do Mar (RS-389), na Rota do Sol (RS-453) e na RS-734 (acesso à praia do Cassino) terá reforço.

 

PRF terá drones para fiscalização na praia

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também levará novidade para as estradas. O superintendente no Estado, João Francisco Ribeiro de Oliveira, vai remanejar parte da equipe para dias, locais e horários específicos, conforme a necessidade. Ao todo, são cerca de 700 agentes que contarão, nesta temporada, com auxílio de drones. O aparelho vem sendo aproveitado durante o ano, mas será empregado pela primeira vez na praia.

 

— São equipamentos que aumentam nosso grau de atuação, permitem flagrar infrações e até direcionar fiscalização para locais críticos —  explicou o inspetor.

 

Operação integrada nas estradas

Pelo oitavo ano consecutivo, forças federais, estaduais e municipais vão atuar juntas na tentativa de evitar acidentes de trânsito.

 

— Todos que viajarem por rodovias federais vão observar aumento no policiamento

rodoviário – disse o diretor-geral da PRF, Renato Dias.

 

A operação será dividida em dois períodos, abrangendo as festas de Natal e Ano-Novo,

férias escolares e Carnaval – feriados marcados pelo aumento no fluxo de veículos. O primeiro período irá de 14 de dezembro a 31 de janeiro. O segundo ocorrerá entre 22 de fevereiro e 9 de março.

 

Conforme Dias, além de garantir segurança e conforto aos usuários das rodovias federais, a iniciativa visa cumprir o compromisso que o Estado brasileiro assumiu com a Organização das Nações Unidas (ONU) de diminuir em 50% o número de mortos e feridos no trânsito:

 

— O Brasil é signatário da Década Mundial de Segurança Viária 2011/2020 e tem de fazer um esforço operacional para cumprir a meta. Somente nas rodovias federais, desde 2011, já conseguimos reduzir em 30% o número de mortos e em 32% a quantidade de acidentes graves em todo o país.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/12/2018 - Policiais são recebidos a tiros durante operação contra tráfico de drogas em Alvorada

Policiais civis foram recebidos a tiros no bairro Aparecida, em Alvorada, na manhã desta sexta-feira (14), durante operação contra o tráfico de drogas. O objetivo da ação – deflagrada em quatro cidades da Região Metropolitana e em Guaporé – é desarticular pontos de vendas de entorpecentes de integrantes de uma facção que, em setembro, atiraram contra viatura da Polícia Civil na Vila Farrapos, zona norte de Porto Alegre.

 

Nesta sexta, um grupo de sete policiais civis foi cumprir mandado de busca e apreensão em Alvorada e foi surpreendido por um dos integrantes da organização criminosa. O homem, que ainda não teve o nome divulgado, estava em uma casa e descarregou um revólver calibre 38 contra os agentes, que revidaram.

 

O tiroteio durou cerca de um minuto, mas ninguém ficou ferido. O criminoso não se rendeu e se escondeu atrás de dois filhos que também estavam na residência, usando as crianças como escudo. Os policiais entraram no local e tiveram de imobilizar o homem, que foi preso em flagrante.

 

Operação policial

A operação contou com 150 agentes, que cumpriram 25 mandados de busca e apreensão em Alvorada – onde houve a troca de tiros –, em Porto Alegre, Canoas, Viamão e em Guaporé. O alvo da investigação do Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc) é uma facção criminosa que tem base no Vale do Sinos, mas que também atua nos bairros Humaitá e Navegantes, além da Vila Farrapos, todos na zona norte da Capital.

 

O grupo também é suspeito da prática de lavagem de dinheiro ao investir no comércio local. O diretor de investigações do Denarc, delegado Mario Souza, diz que a apuração durou nove meses e que foram feitas dezenas de denúncias contra os traficantes.

 

— Estamos desarticulando pouco a pouco os pontos de vendas de drogas deste grupo. Sobre o tiroteio, felizmente ninguém ficou ferido e o risco foi grande, principalmente porque havia familiares do criminoso na residência. Parabéns aos policiais que prenderam o investigado — ressaltou.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Acidente com trem de alta velocidade deixa nove mortos e 47 feridos na Turquia

Ao menos nove pessoas morreram e 47 ficaram feridas, três delas em estado grave, nesta quinta-feira (13), quando um trem-bala colidiu com uma locomotiva em Ancara, capital da Turquia.

 

O ministro dos Transportes do país, Cahit Turhan, afirmou que entre os mortos estão três operários de ferrovias. Ele explicou que uma das vítimas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

 

O trem, que seguia de Ancara para Konya (centro do país), colidiu com uma locomotiva que passava por uma avaliação de rotina na mesma via, informou o governador de Ancara, Vasip Sahin. Turhan indicou que o acidente aconteceu seis minutos após a entrada da composição na estação de Marsandiz, a menos de 10 quilômetros da estação central de Ancara.

 

O governador afirmou que os trabalhos de busca e resgate de vítimas prosseguem e que uma "investigação técnica" foi iniciada para esclarecer as causas da tragédia.

 

De acordo com o jornal Hurriyet, 206 pessoas estavam a bordo do trem. As imagens exigidas por canais locais mostram alguns vagões descarrilados e parte do trem sobre a ferrovia, coberta de neve. Uma passarela de pedestres desabou em consequência do acidente.

 

A linha de trem-bala Ancara-Konya foi inaugurada em 2011. Três anos depois foi inaugurada a linha Ancara-Istambul.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Acidente com trem de alta velocidade deixa nove mortos e 47 feridos na Turquia

Ao menos nove pessoas morreram e 47 ficaram feridas, três delas em estado grave, nesta quinta-feira (13), quando um trem-bala colidiu com uma locomotiva em Ancara, capital da Turquia.

 

O ministro dos Transportes do país, Cahit Turhan, afirmou que entre os mortos estão três operários de ferrovias. Ele explicou que uma das vítimas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

 

O trem, que seguia de Ancara para Konya (centro do país), colidiu com uma locomotiva que passava por uma avaliação de rotina na mesma via, informou o governador de Ancara, Vasip Sahin. Turhan indicou que o acidente aconteceu seis minutos após a entrada da composição na estação de Marsandiz, a menos de 10 quilômetros da estação central de Ancara.

 

O governador afirmou que os trabalhos de busca e resgate de vítimas prosseguem e que uma "investigação técnica" foi iniciada para esclarecer as causas da tragédia.

 

De acordo com o jornal Hurriyet, 206 pessoas estavam a bordo do trem. As imagens exigidas por canais locais mostram alguns vagões descarrilados e parte do trem sobre a ferrovia, coberta de neve. Uma passarela de pedestres desabou em consequência do acidente.

 

A linha de trem-bala Ancara-Konya foi inaugurada em 2011. Três anos depois foi inaugurada a linha Ancara-Istambul.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Quinta-feira deve ter calorão, chuva e granizo em parte do RS

As instabilidades no Rio Grande do Sul seguem nesta quinta-feira (13). De acordo com a Somar Meteorologia, há potencial para transtornos devido a temporais e possibilidade para queda de granizo.

 

As áreas mais afetadas devem ser as que fazem fronteira com o Uruguai, a região central do Estado e a  região metropolitana de Porto Alegre. As temperaturas ainda seguem elevadas.

 

Apenas no sul e extremo leste do RS o tempo mais fechado e os ventos que sopram diminuem ainda mais as temperaturas da tarde, garantindo um dia com declínio acentuado. Há riscos de rajadas de até 70 km/h entre as faixas litorânea e sul.

 

Chuvas se intensificam na sexta-feira

Na sexta-feira (14), uma nova frente fria se forma próxima ao Rio Grande do Sul e ainda segue o risco de temporais acompanhados de granizo e descargas elétricas nas áreas de fronteira com Uruguai e sobre a porção central do Estado. A chuva será forte e volumosa, com rajadas de vento de 70km/h, e o tempo ficará fechado, com bastante nebulosidade na maioria do RS. De acordo com a Somar, nas áreas que fazem fronteira com o Uruguai, chove a qualquer hora do dia e os acumulados devem alcançar os 60mm, o suficiente para causar transtornos.

 

Confira a previsão do tempo para algumas cidades:

 

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 32°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 25°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 27°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 32°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 23°C e máxima de 34°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 30°C

Uruguaiana: chuva a qualquer hora do dia. Mínima de 22°C e máxima de 29°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 28°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 28°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 30°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 29°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 25°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 24°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 29°C

Bagé: chuva a qualquer hora do dia. Mínima de 20°C e máxima de 28°C

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Homem que matou brasileira na Nicarágua é condenado a 15 anos

A Justiça da Nicarágua condenou a 15 anos de prisão, por homicídio, porte de arma e posse ilegal de arma, além de pagamento de multas, o ex-militar e vigilante particular Pierson Adam Gutierrez Solis. Ele assumiu ter atirado e matado a estudante de medicina brasileira Rayneia Gabrielle da Costa Lima Rocha, 30 anos, em julho.

 

A jovem foi atingida enquanto dirigia perto da universidade onde estudava em Manágua, capital nicaraguense. O país enfrenta clima de tensão devido aos conflitos políticos intensos, que geram protestos diários.

 

As informações estão na imprensa da Nicarágua. O jornal El Diario Nuevo detalha o julgamento conduzido pelo juiz Alvir Ramos. Segundo as investigações, o vigilante disparou na brasileira com uma Colt M4 Carbine 5,56 mm cor preta e sem série visível.

 

Julgamento

O vigilante argumentou que atirou por prevenção, pois ela dirigia em alta velocidade. Segundo os amigos, a brasileira retornava do hospital no qual fazia residência médica, era tarde da noite e seguia para casa.

 

Mesmo após ter o carro atingido, a brasileira seguiu dirigindo por uma distância de 104 metros, parando no lado direito da estrada. Ela saiu do carro e sentou-se na calçada, sangrando. Ela morreu no hospital e seu corpo foi enviado para o Instituto de Medicina-Legal. A conclusão é que ela morreu de hemorragia interna.

 

Recomendações

Desde o início da crise no país, o Ministério das Relações Exteriores orienta brasileiros a não viajar à Nicarágua.

 

Se a viagem for inevitável, o Itamaraty faz algumas recomendações:

 

- Evitar participar e aproximar-se de manifestações;

 

- Evitar deslocamentos desnecessários. Caso seja necessário, estar acompanhado ou passar por vias com policiamento;

 

- Manter em dia e válido o passaporte para uma eventual saída emergencial do país;

 

- Carregar sempre uma cópia do passaporte ou de um documento de identificação válido. Manter uma cópia também no correio eletrônico;

 

- Avisar pessoas próximas (parentes e amigos) da localização;

 

- Evitar viajar para o interior do país e se deslocar por estradas para fora da capital.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - "Ela estava tentando recomeçar", diz tio de bancária morta a tiros por ex em condomínio de Porto Alegre

Uma mulher batalhadora. É assim que os familiares definem o perfil de Michele Pires, 35 anos. A bancária foi morta a tiros na noite de terça-feira (11) no condomínio onde vivia na zona sul de Porto Alegre. Mãe de um adolescente de 12 anos, havia se mudado recentemente para o local. O ex-companheiro, Alisson Frizon, 31 anos, policial militar que já estava afastado das funções, foi preso em flagrante no local.

 

A bancária havia se separado há cerca de seis meses de Frizon, após ele ser preso em operação da Corregedoria e do Ministério Público. Segundo o tio, Marcos Pires, 53 anos, Michele morava com o companheiro em um apartamento na Vila Nova, mas após a prisão dele, em junho, teria decidido se mudar.

 

— Ela sempre foi muito batalhadora. Conquistou as coisas na vida cedo. Comprou o apartamento dela, vivia em função do filho. Toda aquela situação deixou ela muito abalada. Estava envergonhada, não queria mais continuar morando ali. Colocou o apartamento para alugar e se mudou para este condomínio. Ela passou por tudo isso e caiu na real. Foi tentando sair desta relação. Estava tentando recomeçar — conta o guarda municipal, que é irmão da mãe de Michele.

 

Natural de Porto Alegre, com experiência na venda de seguros, trabalhava em uma agência bancária na Zona Sul. Michele era mãe de um adolescente, que vivia com ela no apartamento onde aconteceu o crime.

 

— O filho era tudo que ela mais amava. Sempre cuidou dele sozinha. E agora ele praticamente presenciou a mãe ser morta — diz Pires.

 

Recentemente, Michele tinha voltado a cursar Administração. Há um mês, a bancária havia viajado para Santa Catarina para cuidar da mãe, que reside no Estado vizinho. Segundo a delegada Tatiana Bastos, da Delegacia da Mulher, a polícia foi alertada justamente pela mãe de Michele sobre as ameaças que a filha vinha sofrendo de Frizon. A informação levou os policiais a intimarem a bancária, que chegou a ir até a delegacia nesta terça-feira, horas antes de ser morta.

 

— Esclarecemos e orientamos ela sobre as possibilidades, a importância da medida protetiva. Mas ela preferiu não representar contra ele neste momento, mesmo com as ameaças, infelizmente — disse Tatiana.

 

Para o tio, o fato de Michele ter perfil independente teria influenciado na forma como encarou as ameaças do ex-companheiro. Na noite de terça-feira, Michele realizava confraternização com três amigos no condomínio, quando Frizon teria invadido o local, após pular um muro. A bancária foi morta a tiros no corredor do prédio, enquanto tentava escapar correndo. A pistola .380 usada no crime foi apreendida e o policial militar foi preso em flagrante.

 

— Em muitos casos, as pessoas não abandonam a relação por dependência financeira, mas não era o caso dela. Era independente. Acho que pensou que também conseguiria passar por isso — lamenta Pires.

 

O velório de Michele teve início por volta das 16h no Cemitério São Miguel e Almas e o sepultamento está previsto para as 19h, no mesmo local. A mãe da bancária só foi informada da morte da filha quando chegou à Capital nesta quarta-feira.

 

— Estão todos chocados. A mãe dela precisou ser dopada de remédios. É uma coisa muito triste. Era uma pessoa alegre, com vontade de viver. Só queria ser feliz e cuidar do filho dela _ diz o tio.

 

Em entrevista à Rádio Gaúcha, a delegada Tatiana reforçou a importância de que as vítimas procurem a polícia:

 

— Ela tinha medo que denunciando podia agravar o grau de violência e, ao mesmo tempo, ela não acreditava e não imaginava que ele fosse capaz. Ela estava ajudando ele a resolver a vida dele, inclusive ajudando a pagar psicólogo. É muito comum as vítimas, amarradas nesse ciclo, não enxergarem todo esse perfil do agressor. Fizemos todos os alertas, mas não conseguimos evitar esse crime mais grave. Acho que isso serve de alerta para toda população.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Parentes de agentes públicos de Canoas estavam na folha de pagamento do Gamp

Afastado pela Justiça de Canoas por suspeita de desviar R$ 40 milhões que deveriam ser investidos em dois hospitais e seis postos de saúde, o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) empregou familiares de agentes públicos do município. Foram pelo menos oito contratações, entre elas a de Zeneide Tanara Manea, ex-cunhada do prefeito Luiz Carlos Busato (PTB). Conforme o Ministério Público (MP), as admissões não obedeceram a critérios técnicos, mas sim indicações políticas.

 

Entre junho de 2017 e julho de 2018, Zeneide, irmã da ex-mulher de Busato, atuou como coordenadora administrativa no Gamp com salário de R$ 10,7 mil. Foi desligada após a reportagem “Farra das Terceirizadas”, de Giovani Grizotti, que foi ao ar no programa Fantástico, da TV Globo. A reportagem revelou que o Gamp estava contratando indicados por políticos em cidades onde atua.

 

A saída de Zeneide ocorreu quase que simultaneamente com a de Murilo Groenwald dos Santos. Ele começou a trabalhar para a entidade em outubro de 2017, mas perdeu o emprego dias após a exibição da reportagem pelo Fantástico. Murilo, que recebia R$ 4,8 mil mensais, é sobrinho da secretária da Saúde de Canoas, Rosa Maria Groenwald, afastada da função por 120 dias por ordem judicial após a operação do MP que apura desvios no município.

 

Cassius Francisco Alves da Fonseca, admitido em maio de 2018 com salário de R$ 8 mil, seguia no Gamp até o mês passado. Ele é irmão da mulher do secretário adjunto da Saúde de Canoas, Marcos Juliano Ferreira, também afastado do cargo pelo Judiciário.

 

De junho de 2017 a fevereiro de 2018, Bruna Leindecker fez parte da secretaria-executiva no Gamp, com vencimento de R$ 3,2 mil.

 

A mãe dela, Rubia Leindecker, integrou a coordenadoria administrativa a partir de abril de 2018 pelo salário de R$ 6,4 mil. Elas são filha e mulher do sargento da reserva da Brigada Militar (BM) Gerson Luís Fraga Leindecker, responsável pela Diretoria de Mobilização Social, cargo em comissão vinculado ao gabinete do prefeito.

 

MP avalia caso a caso possíveis denúncias

Nathalia Bittencourt, filha do secretário de Direitos Humanos de Canoas, Alexandre de Rodrigo Bittencourt, prestou serviços administrativos ao Gamp por quatro meses em 2017 e recebeu R$ 40 mil. Cadastro da Receita Federal mostra que a empresa de Nathalia foi aberta em junho (em meio à execução do trabalho).

 

A mãe dela, Marcia Simone Freitas Machado, mulher de Bittencourt, foi gerente de faturamento da entidade pelo salário de R$ 10,2 mil. Fernanda Garcia Fortes foi contratada em junho de 2017, com vencimento mensal de R$ 3,1 mil, como assistente de secretária pelo Gamp.  Ela tem um filho com Robson Tiago Borges, titular da subprefeitura Noroeste de Canoas.

 

Para o promotor João Afonso Beltrame, a contratação de parentes de políticos soa como troca de favores. O texto da denúncia apresentada pelo MP à 4ª Vara Criminal de Canoas diz: “o Gamp contratou para trabalhar em seus quadros diversas pessoas que possuem relação familiar ou de parentesco com agentes públicos integrantes da administração municipal de Canoas, tratando-se, à toda evidência, de contratações por direta interferência política, configuradoras de benefícios indevidos tanto aos contratados como aos agentes públicos envolvidos”.

 

O MP diz que estuda caso a caso. Conforme Beltrame, há possibilidade de apresentar denúncia contra agentes públicos por crimes de prevaricação, peculato e organização criminosa.

 

CONTRAPONTOS

O que diz a prefeitura de Canoas

Informou, por meio da assessoria de  imprensa, que não se manifestaria.

 

O que diz o Gamp

A empresa que fazia assessoria de imprensa do grupo deixou de atendê-lo após a operação do Ministério Público. GZH não localizou representante para falar sobre o assunto.

 

O que diz Cassius Francisco Alves da Fonseca

“Trabalho no setor privado do Gamp. Sou coordenador de convênios. Há 11 anos trabalho na saúde. Passei por processo seletivo, tenho formação superior e MBA. Estou muito chateado, tenho dificuldade de entender o que (você) está fazendo comigo.”

 

O que dizem Murilo Groenwald dos Santos, Fernanda Garcia Fortes, Nathalia Bittencourt, Marcia Simone Freitas Machado e Rúbia Leindecker

GZH telefonou para todos, mas ninguém atendeu ou retornou recado.

 

O que diz Bruna Leindecker

Atendeu ao primeiro chamado e, após saber do que se tratava, desligou. Depois, não atendeu mais. Não retornou recado deixado por GZH.

 

O que diz Zeneide Tanara Manea

GZH ligou para o telefone dela. Outra pessoa atendeu e negou conhecê-la.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Ministro do TSE vira de costas em diplomação de Bolsonaro e é criticado nas redes sociais

A posição do ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante a diplomação de Jair Bolsonaro (PSL), causou polêmica entre apoiadores do presidente eleito nas redes sociais.

 

Um vídeo que teve mais de 2 mil retweets no Twitter chama o magistrado de "lixo comunista" por ter virado de costas para a plateia e para  Bolsonaro durante a execução do hino nacional.

 

A postura do ministro, entretanto, está de acordo com a lei 5.700, de 1971, que dispõe sobre como os brasileiros devem se comportar ao ouvir o Hino Nacional em cerimônias oficiais.

 

No artigo 30, está descrito que  "todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, o civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações". O artigo 25 afirma que o Hino deverá ser executado "Em continência à Bandeira Nacional e ao Presidente da República". Na ocasião, o ministro estava voltado para a bandeira nacional, de pé e em silêncio, como prevê o regramento.

 

Durante esta quarta-feira (12), o TSE, no seu perfil oficial no Twitter, respondeu às críticas e às dúvidas dos usuários sobre a postura do ministro.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Ministério Público de Goiás pede prisão do médium João de Deus

 

O Ministério Público de Goiás pediu, na tarde desta quarta-feira (12), a prisão preventiva do médium João de Deus. Até a tarde desta terça, os promotores receberam 206 mulheres que afirmaram ser vítimas do religioso. A medida foi tomada cinco dias depois de virem à tona denúncias de abusos sexuais. O pedido ainda precisa ser aceito pela Justiça.

 

Ele visitou, por volta das 9h30min, a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde realiza consultas e aconselhamentos espirituais, além das chamadas cirurgias espirituais há 42 anos.

 

— Irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui. Quero cumprir a lei brasileira. Estou nas mãos da Justiça. O João de Deus ainda está vivo — declarou o médium.

 

 Foi a primeira aparição pública de João de Deus desde que vieram a público as denúncias de que ele teria abusado sexualmente de frequentadoras do centro espírita.

 

A chegada de João de Deus à Casa Dom Inácio foi marcada por confusão entre jornalistas que tentavam se aproximar e frequentadores e funcionários do centro que tentavam afastá-lo dos profissionais de imprensa. Segundo assessores da casa, João de Deus sentiu-se mal logo após o tumulto e, sem condições de atender às centenas de pessoas que o aguardavam, deixou o local cerca de 10 minutos depois.

 

 

Gaúchas relatam ter sido vítimas do médium

 

Desde que relatos de mulheres sobre abusos por parte de João Teixeira de Faria, 76 anos, o João de Deus, foram divulgados no sábado (8) pelo programa Conversa com Bial, histórias semelhantes tem se replicado pelo país. O Ministério Público decidiu criar força-tarefa para colher depoimentos das vítimas. GaúchaZH ouviu três mulheres do Rio Grande do Sul que contam ter sido vítimas do médium.

 

João de Deus fazia atendimentos no Estado em uma casa no limite entre Canela e Três Coroas, na Serra. Arrastava multidões em busca de cura. As mulheres ouvidas pela reportagem estiveram neste local e também em Abadiânia, no interior de Goiás, onde o médium realiza atendimentos. Ele mantém no município a Casa Dom Inácio de Loyola, espécie de hospital espiritual, fundado em 1976.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Acidente entre carro e caminhão mata quatro pessoas na RS-453 em Farroupilha

Um acidente envolvendo um Corsa e um caminhão matou quatro pessoas na RS-453, em Farroupilha, na Serra, por volta das 23h30min desta quarta-feira (12). Segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar, o carro trafegava no trevo com a RS-448 quando colidiu na lateral do caminhão, na altura do km 113 da rodovia.

 

A condutora e uma passageira do Corsa morreram no local. Outra mulher e um homem, que também estavam no veículo, chegaram a ser levados ao Hospital São Carlos, de Farroupilha, mas não resistiram.

 

As vítimas ainda não foram identificadas. O motorista do caminhão não sofreu ferimentos.

 

O Corsa tinha placas de Farroupilha. A condutora estava na RS-448, no sentido Nova Roma do Sul – Farroupilha, quando colidiu com o caminhão, que seguia no sentido Farroupilha – Garibaldi.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

13/12/2018 - Suspeitos de assalto, policial morre e outro é preso em confronto com a BM na Serra

Um policial militar, suspeito de integrar quadrilha de assaltantes, foi morto por colegas da Brigada Militar durante cerco na BR-116, no limite entre Nova Petrópolis e Caxias do Sul, na Serra, no final da noite de quarta-feira (12). O PM era lotado em Canela e, segundo a corporação, estava escondido no matagal após participar do roubo de mais de R$ 500 mil de três residências em Caxias, na terça (11).

 

O policial foi identificado como Christian Roman. Ele estava afastado do trabalho por problemas psicológicos. Outros dois homens – ainda não identificados – foram mortos no cerco.

 

Um segundo PM, que também faria parte da quadrilha, foi preso no mesmo cerco. Conforme a Brigada Militar, ele seria o responsável por resgatar os bandidos, que estavam escondidos na mata.

 

O soldado preso, que é lotado em Alvorada, na Região Metropolitana, é Diego Mangia. No celular dele, teriam sido encontradas informações sobre o roubo e o paradeiro dos outros membros da quadrilha. Além dele, outro homem e duas mulheres foram presos na ação.

 

O grupo era procurado desde terça-feira, quando fizeram reféns durante um assalto na localidade de Mato Perso. Ainda na terça, foram recuperadas 10 armas de fogo e uma mala com mais de R$ 548 mil que foram abandonadas pelos assaltantes.

 

A Brigada Militar diz que há parte da quadrilha que fugiu ainda na terça e não se sabe o paradeiro.

 

Tiroteio  e prisões

O comandante do 1º Batalhão de Áreas Turísticas da BM, tenente-coronel Gilson Wagner de Oliveira Alves, afirma que foram três momentos distintos do cerco – que resultou em três mortes e quatro prisões.

 

O primeiro momento terminou na morte de um homem. De acordo com o comandante, ele estava escondido no matagal e decidiu seguir sem o restante do grupo. Para isso, invadiu uma residência e exigiu do morador comida e roupas limpas. O dono da casa conseguiu avisar a polícia, que assim teve noção exata de onde os bandidos poderiam estar escondidos e reduziu o tamanho do cerco.

 

Após alguns instantes, o homem teria fugido por um milharal. Nesse momento, no entanto, policiais viram o homem e houve um confronto a tiros. Ele ainda invadiu uma segunda casa e tentou roubar uma bicicleta que estava no pátio, mas foi baleado e morreu.

 

Em um segundo momento, em um lugar próximo, outros dois homens saíram do matagal e entrariam em um carro. Policiais em uma viatura discreta, que estavam escondidos,  entraram em tiroteio com a dupla, resultando na morte de ambos. Um deles era o PM que integraria a quadrilha.

 

O comandante diz que a tropa se surpreendeu ao descobrir que um dos mortos era colega:

 

— Quando olhamos e começamos a reconhecer como colega, ou ex-colega, porque vai ser excluído, assustamos. Ele escolheu o lado errado, escolheu o crime — disse.

 

Em um terceiro ponto, o outro policial estava com um carro e foi detido. Um outro carro que estava no local fugiu em alta velocidade e foi parado na BR-116, a aproximadamente cinco quilômetros do local do tiroteio. Um homem e duas mulheres, que ainda não tiveram os nomes revelados, foram presos no veículo.

 

Roubo com refém

Conforme informações da BM, quatro bandidos armados e vestidos como policiais militares renderam o morador da residência em Mato Perso. Foram roubadas uma grande quantia em dinheiro e três espingardas. Na sequência, os assaltantes atacaram uma segunda moradia e roubaram outras duas armas de fogo e um celular.

 

O morador da primeira casa assaltada foi levado como refém, mas liberado na estrada momentos depois. Na fuga, os criminosos atearam fogo a um veículo Corsa.

 

O grupo seguiu a fuga em dois automóveis: um Ka, que seria das vítimas, e em um Corolla preto que, segundo a BM, havia sido furtado em Alvorada na manhã da terça-feira. Este veículo foi abandonado em uma estrada vicinal de Vila Cristina — que foi o ponto de início das buscas no matagal.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

12/12/2018 - Jovem é morto a facada pelo sogro em Santa Maria

Um jovem de 27 anos foi morto com uma facada na madrugada desta quarta-feira (12) em Santa Maria, na região central. O sogro da vítima, um homem de 52 anos, foi preso. 

 

Conforme a Brigada Militar, por volta de 0h30min a guarnição foi acionada no bairro João Goulart, por um caso de esfaqueamento. Chegando ao local, encontrou Isaias Comin da Silva com um ferimento de faca.

 

O jovem foi socorrido pelos bombeiros e encaminhado para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Perpétuo Socorro, mas não resistiu aos ferimentos. 

 

Os policiais retornaram à casa para prender o autor do golpe. Segundo relatos da filha do homem, e companheira da vítima, todos moravam no mesmo endereço. O casal estaria tendo uma discussão quando o sogro tentou intervir, em defesa da filha. Ele teria dado o golpe fatal no jovem.

 

Este é o 45° homicídio do ano em Santa Maria. A cidade também contabilizou três latrocínios (roubo com morte) ao longo de 2018.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

12/12/2018 - Lixo retirado do Arroio Dilúvio vai gerar renda para famílias

Boa parte da montanha de resíduos recolhidos pela Ecobarreira Arroio Dilúvio passará a gerar renda para dezenas de famílias. Até agora, o lixo era todo enviado para o aterro sanitário de Minas do Leão.

 

Um estudo realizado pela Engebio comprovou, porém, que uma grande fatia desses materiais pode ser manuseada sem riscos para a saúde humana. Até esta terça-feira (11/12), mais de 475 toneladas haviam sido recolhidas desde a instalação do equipamento, em 2016.

 

A partir dessa conclusão, toneladas de resíduos abastecerão uma unidade de triagem, onde serão lavados, separados e revendidos como matéria-prima para indústrias. O anúncio será feito hoje, durante uma entrevista coletiva do Instituto Safeweb e da Braskem. O secretário municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, deverá estar presente.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

12/12/2018 - Em um ano, 65,7 mil pessoas entram em extrema pobreza no Rio Grande do Sul

Recorrer aos amigos foi o único caminho que Tatiane Maciel, 33 anos, e Marcelo da Rocha, 46, encontraram para sobreviver diante da crise.  As doações são o que têm garantido a alimentação do casal e dos cinco filhos, hoje pertencentes à classe social que o Banco Mundial chama de extrema pobreza – quando a soma da renda familiar dividida pelo número de pessoas fica abaixo de US$ 1,90 por dia (R$ 140 mensais em 2017).

 

No ano passado, 383,7 mil gaúchos (3,4% da população) estavam nessa situação, 65,7 mil a mais do que no ano anterior, conforme dados da Síntese dos Indicadores Sociais, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada.

 

Tornou-se corriqueiro para Tatiane, quando a despensa não está vazia, fazer fogo na rua para cozinhar, já que gás é item de luxo para ela. Latas velhas servem de fogão e a chama que aquece os alimentos é mantida por lenhas catadas no mato nos fundos da casa.

 

Materiais de construção e a mão de obra que ergueram o imóvel de dois quartos em um terreno irregular no bairro Jardim Carvalho, em Porto Alegre, foram fruto de caridade. A faxineira desempregada não se constrange ao mostrar os buracos no telhado, mas o sorriso se retrai quando mostra o quarto dos filhos, mobiliado com camas e colchões encontrados no lixo:

 

– Eles queriam um quarto mais bonito, mas é o que conseguimos.

 

É quando os filhos são atingidos que a angústia cresce. Tatiane não consegue emprego e o dinheiro que Rocha ganha com o táxi alugado não paga, muitas vezes, nem a diária de R$ 90 do veículo. Quando sobra R$ 50 é muito, diz, mas a regra é voltar para casa com R$ 20.

 

Os insucessos dos Rocha começaram em 2016, quando, por desavenças, precisaram deixar a casa em que moravam e tudo o que tinham. O casal e os cinco filhos passaram a viver no táxi, na rua ou em uma casa de sete metros quadrados até surgir a ideia de ocupar a área na Zona Norte.

 

Assim como a família Rocha, outros milhares ingressaram na extrema pobreza em 2017. Os motivos para que o índice de gaúchos nessas condições passasse de 2,8% para 3,4% em um ano podem ser interpretados como parte da herança deixada pela recessão.

 

– Em períodos de crise, as primeiras demissões são de salários menores. Esse é o grupo que fica em situação mais delicada. A produção nas indústrias, por exemplo, vai morrendo pelas beiradas, com o fechamento de linhas – observa o economista Ely José de Mattos, professor da Escola de Negócios da PUCRS.

 

Para Ely, o avanço na pobreza extrema também evidencia o alto nível de desigualdade social, que dificulta a ascensão de camadas mais desfavorecidas. Conforme o IBGE, no ano passado, o rendimento dos 10% mais ricos de Porto Alegre foi, em média, 17,3 vezes superior ao do grupo formado pelos 40% mais pobres.

 

Pesquisador do IBGE, Leonardo Athias salienta que, em 2017, mesmo com alta do PIB, houve redução do números de beneficiários do Bolsa Família. O cientista político destaca, ainda, a importância da estabilidade de programas públicos, pois podem ajudar pessoas em situação de pobreza a se reerguerem.

 

– Se essa pessoa não está se alimentando e nem se vestindo, não vai ter condições de pagar transporte público para procurar emprego – explica Athias.

 

Professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o economista Felipe Garcia acrescenta que, no Estado, entraves burocráticos também freiam a abertura de empresas e, consequentemente, a criação de postos de trabalho, prejudicando parcelas mais pobres.

 

– No Rio Grande do Sul, o ambiente de negócios é mais complexo do que em outras regiões. Processos mais rápidos para abertura de empresas são fundamentais para o crescimento – avalia Garcia.

 

A elevação do percentual de pobreza extrema no Estado é inferior à registrada em nível nacional, que passou de 6,6% para 7,4%, mas, mesmo assim, os gaúchos tiveram o pior desempenho da Região Sul. Para Ely, esse é mais um dos indícios de perda de fôlego da economia gaúcha em relação aos vizinhos, já demonstrada no Índice de Desenvolvimento Estadual (iRS), parceria de ZH e PUCRS. Parte do movimento guarda relação com a crise fiscal gaúcha, diz o professor.

 

Entre 2016 e 2017,  o Rio Grande do Sul manteve o sexto melhor índice do país. Santa Catarina (1,7%) e Maranhão (19,8%) aparecem nas extremidades do ranking. Mudança na metodologia impede a comparação com dados anteriores a 2016.

 

Sinais de melhoria no futuro

No curto prazo, especialistas avaliam que tanto o Rio Grande do Sul quanto o Brasil terão alívio no mercado de trabalho, o que poderá beneficiar parcelas mais pobres da população até o final do ano.

 

A projeção está ancorada na leitura de que datas como Natal costumam abrir espaço para a contratação de temporários. Para 2019, caso a economia confirme perspectivas e apresente desempenho mais vigoroso, a geração de empregos será estimulada de maneira gradual, apontam analistas.

 

– No próximo ano, expectativas de empresários tendem a ser renovadas. Deve haver retomada no mercado de trabalho, mas ainda não de maneira tão consistente – pondera o professor Ely José de Mattos, da PUCRS. – O movimento de reação é lento – completa.

 

O professor da UFPel Felipe Garcia ressalta que o nível de crescimento econômico dependerá das condições da política. Segundo ele, para melhorar o ambiente de negócios, o país precisa equilibrar suas contas com a realização de reformas, como a da Previdência.

 

– A reação mais consistente depois da recessão depende do ambiente político. Reformas não podem ser postergadas – defende o professor da UFPel.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

12/12/2018 - RS tem quatro casos de feminicídios em menos de 48 horas

 

O Rio Grande do Sul registrou, em menos de 48 horas, quatro casos de feminicídio. Os crimes têm uma característica em comum: foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

 

O caso mais recente ocorreu em Porto Alegre, na noite desta terça-feira (11). Michele Pires, 35 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, o policial militar afastado Alisson Frizon, em um condomínio na zona sul da cidade.  Michele fazia um jantar para amigos quando o ex-companheiro invadiu o local.

 

Ainda na terça-feira, por volta das 19h40min, Natiele de Ávila Aleixo Siqueira foi esfaqueada pelo ex-companheiro no município de São Nicolau, na Região das Missões. O suspeito – que não teve o nome divulgado – foi localizado horas depois do crime e foi preso pela Brigada Militar. A vítima deixa dois filhos, um de 12 anos e um bebê de dois anos.

 

Já na noite de segunda-feira (10), Lucrécia da Silva, 34 anos, foi morta com dois tiros em Canela, na Serra. Segundo a BM, Gilmar Pires Pereira, ex-companheiro, foi encontrado morto a duas quadras do local. A suspeita é de que ele tenha se suicidado após matar a vítima.

 

Também na segunda-feira, Noemi Camargo Pereira, 48 anos, foi encontrada morta a facadas dentro da própria casa, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. O suspeito, Marco Antonio Piecha Pereira, 50 anos, marido dela, foi encontrado enforcado nos fundos da casa.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

12/12/2018 - Ladrão invade academia e é preso após ser encontrado dormindo no local

Um homem foi preso em flagrante após invadir uma academia e ser encontrado dormindo dentro do local, no começo da manhã desta quarta-feira (12). O caso ocorreu na Smart Fit da Avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

 

Segundo o gerente da unidade, Cláudio Dotto, o alarme tocou pouco depois das 5h, quando três pessoas teriam arrombado o local. A empresa que presta serviço de segurança e o gerente do estabelecimento chegaram à academia e encontraram a recepção e a sala da gerência reviradas. Em uma busca, encontraram uma pessoa dormindo perto das bicicletas.

 

— Até achei que era uma roupa jogada, porque não esperávamos encontrar uma pessoa dormindo lá. Foi uma cena bem estranha. Aí decidimos trancar a academia e chamar a Brigada Militar — contou Dotto.

 

A BM chegou depois das 6h e prendeu o homem em flagrante por furto e arrombamento. No bolso dele, havia um saco plástico, retirado da sala da gerência, que continha R$ 989, além de notas fiscais.

 

O dinheiro foi recuperado. Segundo a BM, o homem - que não teve o nome divulgado - tem aproximadamente 30 anos e diversas passagens pela polícia. Não há informações sobre as outras pessoas que teriam invadido o local durante a madrugada.

 

— Ele foi muito tranquilo, não esboçou reação e admitiu ter invadido e ter pego dinheiro. Parecia estar alterado, bêbado — disse o gerente.

 

O recepcionista Júlio Malta chegou pouco depois da equipe de segurança. 

 

— Estava tudo fechado porque estávamos aguardando a BM. À medida que os alunos chegavam, a gente ia avisando. Quando entrei, tive que arrumar a recepção porque várias coisas estavam jogadas, como camisetas e kit médico — comentou.

 

A academia só foi reaberta depois das 6h30min, com pouco mais de meia hora de atraso. Alguns alunos chegaram a perder a aula.

 

— Eu tinha um aluno às 6h. Ele veio e esperou um pouco a aula, mas desistiu quando viu que ia demorar — relatou o personal trainer Diogo Tavares.

 

O registro será feito no Palácio da Polícia. Enquanto o gerente aguardava para registrar a ocorrência, o homem ainda dormia por volta das 8h. A Smart Fit já havia sido arrombada no ano passado, quando quatro televisões foram levadas do local.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

12/12/2018 - Policial militar mata ex-companheira a tiros na zona sul de Porto Alegre

Uma mulher foi morta a tiros dentro de um apartamento na Avenida Juca Batista, bairro Ipanema, zona sul de Porto Alegre. O crime ocorreu por volta das 23h30min desta terça-feira (11).  

 

A vítima foi identificada como Michele Pires, 35 anos. Ela foi atingida por três disparos. O suspeito é o ex-companheiro dela e foi preso em flagrante.

 

Alisson Frizon, 31 anos, é soldado da Brigada Militar e está afastado das funções desde junho, quando uma operação da Corregedoria e do Ministério Público investigou a ligação de um grupo de policiais com uma facção da Capital. À época, na casa de Frizon e no armário dele no batalhão, foram encontradas drogas.

 

Segundo a polícia, Michele fazia um jantar para amigos quando o ex-companheiro invadiu o local. Não há registro da passagem dele pela portaria do condomínio e a informação é de que ele teria pulado um muro.

 

Ainda conforme a BM, ao chegar ao apartamento de Michele, o policial mostrou as mãos machucadas e alegou estar precisando de ajuda. Testemunhas disseram que uma discussão entre os dois começou e, em seguida, o homem teria dito que "de hoje não passava", sacado uma pistola .380 e atirado três vezes.

 

A mulher morreu no local. O soldado foi preso por um vizinho, que é policial civil. A arma era de uso particular do PM e estava registrada.

 

O comandante do Comando de Policiamento da Capital, tenente-coronel André Córdova, afirmou que o casal teve um relacionamento de quatro anos e estava separado havia dois meses.

 

— Tudo leva a crer que ele não aceitava o fim do relacionamento e, por esse motivo, cometeu o crime. Alegou também que havia consumido bebidas alcoólicas e misturado com os medicamentos — disse o comandante.

 

O tenente-coronel também confirmou que o soldado estava afastado das funções devido à investigação da Corregedoria e do MP.

 

— Ele não exercia nenhuma função. Estava afastado totalmente da atividade policial desde junho desse ano — concluiu.

 

A ocorrência foi registrada na 2° Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), e a investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia da Mulher. O soldado está preso no Presídio Policial Militar.

 

 

 

Fonte : Gaúcha/ZH

12/12/2018 - Polícia investiga ligação de facção com políticos em Novo Hamburgo

Por trás de uma articulada rede de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, a Polícia Civil descobriu ligações de uma facção criminosa com a política em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. Os principais investigados da Operação Consilium – que significa política em latim –, deflagrada nesta quarta-feira (12), são o vereador Emerson Fernando Lourenço, o Fernandinho, do Solidariedade, e o subsecretário de Obras Pedro André Arenhardt.

 

Há suspeitas de que o vereador recebeu em sua campanha dinheiro do tráfico por intermédio de Arenhardt. Foram identificadas movimentações de dinheiro e outros negócios ligando os dois suspeitos ao traficante Juliano Biron da Silva, líder de facção e que está no Presídio Federal de Mossoró. Entre 2012 e 2018, o grupo teria movimentado R$ 15 milhões.

 

Arenhardt seria um dos elos do vereador com os criminosos. Os negócios suspeitos envolveriam a compra e a venda de imóveis registrados em nomes de "laranjas", o uso de contas bancárias de empresas de transporte e de demolição de carros, além de transferências de dinheiro entre Biron e Arenhardt.

 

— O trabalho teve como foco verificar a tentativa de ingresso das facções, por meio de seus membros ou de indivíduos vinculados às mesmas, nos diversos setores da sociedade, entre eles, o relevante setor político. Depois de ocupar espaços para o tráfico, as facções buscam permear outros setores — diz o delegado Márcio Zachello, um dos responsáveis pela investigação.

 

Policiais cumprem nesta quarta-feira 15 mandados de busca e apreensão em Novo Hamburgo. A Consilium é um desdobramento de investigações feitas pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) desde 2016 e que atingiram a célula da facção comandada por Biron.

 

A investigação é da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro do Denarc, tendo utilizado um inquérito da 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, que já investigava o vereador por lavagem de dinheiro. O trabalho teve acompanhamento da Promotoria de Justiça de Combate à Lavagem de Dinheiro e Organização Criminosa.

 

Foram documentos apreendidos em outras operações que ajudaram a polícia a traçar o caminho do dinheiro do tráfico, reforçando as suspeitas em relação a Fernandinho e a Arenhardt.

 

 Um dos indícios de ligação de Fernandinho com a facção é o fato de ele ser responsável por uma empresa de transportes que funciona no mesmo endereço que seria de um ponto de recolhimento de dinheiro de Biron – local que já foi alvo de operação policial. Também foi achado na casa do vereador, em buscas no ano passado, cheque emitido por um homem com antecedentes por tráfico e homicídio.

 

Um imóvel do parlamentar em Tramandaí, por exemplo, foi usado como parte do pagamento de uma casa de R$ 1,2 milhão que, segundo a polícia, pertence a Biron. O imóvel do traficante fica em um condomínio fechado em Cachoeirinha. O contrato de aquisição da casa no Litoral, em nome do vereador, foi apreendido em outra operação na residência de um homem apontado como sendo braço direito de Biron.

 

A apuração também revelou que o vereador seria responsável por controlar três empresas de transporte que estão em nome de familiares e da ex-mulher dele. Apesar de se beneficiar dos negócios, o parlamentar não os declara no imposto de renda, conforme a polícia apurou.

 

Em 2016, a mulher do vereador comprou uma casa em Imbé, no Litoral Norte, por R$ 550 mil, apesar de não ter renda declarada compatível com a transação. A investigação indicou que os pagamentos foram feitos por Fernandinho. A família não teria poder aquisitivo para fechar o negócio, segundo declarações feitas ao fisco.

 

Também chamou a atenção dos policiais o fato de o político usar diversos carros sem registra-los em seu nome, de acordo com a polícia, uma estratégia típica de lavagem de dinheiro. Foram identificados um Honda Fit, uma Toyota/RAV 4, um HB20, um Fiat Brava e um Santana.

 

Relacionado ao vereador, foi identificado Arenhardt, que teria sido indicado a um cargo em comissão da prefeitura de Novo Hamburgo justamente por Fernandinho. Conforme registro no site do município, ele está lotado na Secretaria de Obras Públicas e Serviços Urbanos e Viários no cargo de subsecretário leste, com salário de R$ 4,9 mil.  

 

Arenhardt tem em seu nome uma empresa de peças e acessórios de carros que, conforme a investigação, está inativa. Apesar disso, a empresa movimentou em suas contas, em cinco anos, R$ 7 milhões. A partir de quebra de sigilos, a polícia descobriu que Biron fez transferências de dinheiro para Arenhardt, que também reverteu valores para o traficante.

 

Na campanha de 2016, Arenhardt doou R$ 6 mil para a campanha de Fernandinho. Acabou respondendo a processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por ter feito doação superior ao limite de 10% de seu rendimento bruto.

 

A Consilium aponta ainda que Arenhardt teria adquirido três imóveis depois da aproximação com Biron: um terreno em Triunfo por R$ 20 mil, um apartamento em Campo Bom por R$ 149 mil e uma casa em Novo Hamburgo avaliada em R$ 240 mil.

 

Oito pessoas são investigadas, além de seis empresas. O vereador Fernandinho já foi indiciado em inquéritos por porte e posse ilegal de arma de fogo (foi preso ano passado durante operação policial), tráfico de drogas e jogos de azar. E responde a processo por tráfico de drogas.

 

Para o delegado Rodrigo Zucco, de São Leopoldo, a ação é um complemento à repressão que a polícia tem feito à facção de Biron, que também é  suspeito de ter matado o fotógrafo  José Gustavo Bertuol Gargioni, 22 anos, em Canoas.

 

Contrapontos

Procurado, o vereador Emerson Fernando Lourenço afirmou: "Não nada a temer, estou tranquilo. A polícia está no papel dela". GaúchaZH ainda tenta contato com Pedro André Arenhardt.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

12/12/2018 - RS tem alerta de chuva intensa, granizo e vento de até 100 km/h nesta quarta-feira

Após o Rio Grande do Sul registrar uma terça-feira (11) de calor intenso, a chuva retorna de forma generalizada ao RS durante esta quarta-feira (12). Na maior parte do Estado, a precipitação ocorre sem grande intensidade, porém a formação de instabilidades no interior do continente potencializam os núcleos de chuva na metade sul gaúcha. Em áreas do extremo sul, os acumulados devem ser bastante expressivos, enquanto que no oeste do RS há potencial para temporais com ventos fortes e queda de granizo.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta informando sobre a possibilidade de chuva em grandes acumulados, ventos intensos (60-100 Km/h) e queda de granizo para as áreas da Campanha, Encosta Do Sudeste, Serra Do Sudeste, Depressão Central, Missões e Litoral. Há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos. O comunicado é válido até a próxima quinta-feira (13).

 

O instituto recomenda que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

 

De acordo com a Somar Meteorologia, apesar do retorno da chuva, ainda faz muito calor em todo o Rio Grande do Sul devido aos ventos que sopram do quadrante norte.

 

Precipitações seguem na quinta-feira

A chuva não dá trégua e a quinta-feira (13) será mais um dia de tempo instável, com pancadas de chuva, mas também com calor e tempo abafado no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, os maiores acumulados se espalham pela fronteira com o Uruguai, além da faixa leste, inclusive em Porto Alegre. No entanto, a chuva, apesar de persistente, ocorre em forma de pancadas rápidas e intercaladas com períodos de sol. Em áreas do oeste, centro e Região Metropolitana, não se descarta o risco para temporais com ventos fortes e até com queda de granizo. É somente no noroeste gaúcho que o potencial para chuva forte é menor e as pancadas ocorrem de forma pontual.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

07/12/2018 - Conheça 13 casos que possibilitam pedir revisão ao INSS para melhorar o valor da aposentadoria

Diferentes situações podem justificar um pedido de revisão no valor do benefício que é pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conforme advogados especializados em direito previdenciário, há vias administrativas (junto à própria Previdência Oficial) e também a opção de ingressar na Justiça para tentar corrigir valores recebidos pelos beneficiários que se sentem, de alguma forma, injustiçados devido a falhas em cálculos e fiscalizações do órgão.

 

Como a legislação teve várias mudanças nas últimas décadas, criou algumas brechas que são interpretadas de diferentes formas. Por isso, é comum que o segurado necessite de uma revisão de aposentadoria ou de benefícios por estar ganhando menos do que lei determina. Além disso, situações que não sejam de conhecimento do INSS também podem ser levadas à Previdência Social para que o valor da aposentadoria seja ampliado.

 

— Um caso que ocorre bastante é alguém ganhar uma reclamatória trabalhista que amplie o valor de remuneração (por horas extras não pagas, por exemplo) ou vínculo trabalhista. Quando isso é levado ao INSS, pode representar ampliação do tempo de contribuição ou do valor salarial — explica Jane Berwanger, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) — Casos de trabalho rural prestados em algum momento da vida também são bastante demandados — completa.

 

Para realizar o pedido, basta acessar o site Meu INSS, fazer um cadastro caso ainda não tenha, e providenciar a entrega de documentos e comprovantes. Hoje, a Previdência Oficial tem levado cerca de sete meses para avaliar a documentação e dar uma resposta. Outro caminho é agendar atendimento pelo telefone 135. É necessário apresentar a carteira de trabalho, documento com o número do benefício e carta com os motivos do pedido de revisão.

 

Os diferentes tipos de revisão de aposentadoria e de benefício vão variar segundo alguns critérios, como a data de início do recebimento, o tipo de benefício e se o segurado continuou contribuindo para o INSS após a concessão da aposentadoria. Entretanto, como há falta de consenso sobre muitos dos temas, o INSS costuma negar boa parte dos pedidos de revisão apresentados no posto. Aí, a opção de conseguir um novo cálculo é ingressando na Justiça.

 

Alguns casos que tiveram mudança recente na interpretação da lei também têm dado chance de ampliar o benefício, embora, nesses casos, o caminho com maior possibilidade de vitória é mesmo o judicial. É o caso da chamada reaposentação (diferente da desaposentação), quando o aposentado preenche novamente os requisitos de concessão de uma aposentadoria, descartando completamente o tempo e os salários que foram considerados na aposentadoria original.

 

 — Quem tem mais de 15 anos de contribuição após a primeira aposentadoria pode tentar obter uma elevação no valor mensal recebido a título de aposentadoria através desta tese judicial de reaposentação — afirma Luiz Pereira Veríssimo, diretor do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev). 

 

Os 13 casos que possibilitam pedir revisão para melhorar a aposentadoria

 

1 - Vitória em reclamatória trabalhista

Qualquer pessoa que tenha algum vínculo empregatício reconhecido na Justiça posteriormente à saída do emprego e que não tenha sido incluído no cálculo do benefício pode pedir a correção. Isso pode aumentar tanto o tempo de contribuição (quando se reconhece o vínculo adicional) quanto o valor do salário (com a inclusão de horas extras, por exemplo), ambos fatores que ampliam o benefício.

 

2 - Tempo no trabalho rural

Muita gente trabalha um breve período no campo antes de ir para as cidades, mas não inclui esse período no cálculo do benefício. A atividade em regime de economia familiar rural pode ser contada a partir dos 12 anos de idade. Esta é uma situação em que o INSS, quando recebe adequadamente os comprovantes, concede o benefício. Para comprovar esta atividade, é possível utilizar documentos em nome dos pais, desde que eles não tenham nenhuma fonte de renda por meio de trabalho urbano.

 

3 - Período trabalhado como servidor público

Quem já trabalhou como servidor público com regime próprio de previdência poderá requisitar o aumento do período total de contribuição, aumentando o valor da renda mensal. Devem ser apresentados todos comprovantes de recebimentos e contribuições. É um pedido que costuma ser feito por via administrativa, com boa possibilidade de ganho.

 

4 - Pagamento de contribuições em atraso

Autônomos ou empresários que não contribuíram para o INSS em determinados períodos de atividade profissional podem solicitar recolhimento em atraso. Para isso, é necessária a realização de um cálculo para verificar se o recolhimento em atraso é viável. Esse recálculo pode aumentar o valor médio do cálculo ou o tempo de contribuição.

 

5 - Aluno aprendiz

Quem exerceu atividades como aluno aprendiz matriculado em escolas profissionais mantidas por empresas em escolas industriais ou técnicas até 1998 pode incluir este tempo em seu benefício, desde que comprove com matrícula ou registro na escola. A regra é a mesma para quem prestou serviço militar: o INSS deve incluir esse tempo na contagem do cálculo do benefício.

 

6 - Tempo insalubre

É uma situação um pouco mais difícil de receber o parecer favorável do INSS, pois o órgão exige comprovantes específicos de cada atividade e utiliza critérios próprios para calcular o peso da tarefa à atividade. Ainda assim, quem exerceu qualquer tipo de atividade elencada como especial, ou seja, que envolva risco à saúde ou integridade física, e que não tenha sido considerada para a aposentadoria, pode fazer este pedido.

 

7 - Revisão do teto

Os benefícios concedidos antes de 2003 podem ser revisados pelo INSS para recomposição, desde que o valor do salário de benefício tenha ficado limitado ao teto da época da concessão. A mudança tem base nas Emendas Constitucionais nº 20/1998 e 41/2003, que embasam a correção.

 

8 - Apoio para acompanhante

Conforme decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pode haver uma revisão de 25% na pensão para quem depende de auxílio de terceiros para realização de tarefas cotidianas, como cozinhar e tratar da higiene, casos de pessoas com limitações físicas ou mentais. O valor bancaria, por exemplo, o trabalho de enfermeiros ou auxiliares. Ao fazer o pedido, o segurado passará por uma nova avaliação médico-pericial do INSS. O tema ainda é polêmico, e aguarda uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

9 - Recuperação dos descontos do IR

Aos segurados que recebem benefício e têm o desconto de imposto de renda na fonte, é possível solicitar a isenção de imposto de renda nos casos de doença grave. As pessoas portadoras de doenças graves são isentas do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF). Também será preciso apresentar laudos médicos ou participar de perícia no INSS.

 

10- Revisão de artigo que determina o cálculo do benefício

 Entre 1999 e 2009, o INSS alterou os cálculos dos benefícios, pois fez a média considerando 100% dos salários (atualmente, é feito com base em 80% apenas dos maiores salários). Em geral, o INSS não concede esse tipo de revisão por via administrativa e, para corrigir o problema, após ter a solicitação negada pelo órgão, é preciso entrar com ação judicial pedindo revisão de Artigo 29, que é o artigo que determina o cálculo através dos 80% maiores salários.

 

11-Inclusão do auxílio-acidente

 Uma medida que, apesar de ser legal, não costuma receber pareceres favoráveis pela Previdência Oficial é a inclusão de auxílio-acidente no cálculo da aposentadoria. Em 1997, uma lei determinou que não seria possível receber cumulativamente o benefício auxílio-acidente e aposentadorias a partir de 1997, mas também ponderou que o trabalhador acidentado não tivesse prejuízo em virtude da redução laboral. É uma questão que deve ser ponderada junto a um advogado.

 

12 -Reaposentação

Uma tese que vem ganhando força nos tribunais é a da reaposentação ou transformação da aposentadoria, na qual o aposentado preenche novamente os requisitos de concessão de uma aposentadoria após o início do primeiro benefício, descartando-se completamente o tempo e os salários que foram considerados na aposentadoria original. Desse modo, caso você tenha mais de 15 anos de contribuição após a primeira aposentadoria e a idade mínima de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres, é possível obter uma elevação no valor mensal recebido a título de aposentadoria. Este é um caso que costuma ser negado em pedido por via administrativa e precisa ser levado à Justiça.

 

 

13 - Diferença por auxílio-doença

Forma de compensar o pagamento feito pelo INSS pelo período em que o beneficiário recebeu auxílio-doença enquanto aguardava a definição do órgão para aposentadoria por invalidez. Isso por que o auxílio-doença paga 91% do valor médio da aposentadoria que o beneficiário receberá — ou seja, este é um mecanismo para recuperar os 9% restantes, e com efeito retroativo. Entretanto, também é uma situação que dificilmente o INSS aceita revisar.

 

Fontes: Koetz Advocacia, INSS e Jane Berwanger, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), e Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev)

 

Como pedir a revisão

- Para pedir a revisão nos 13 casos, você precisa solicitar atendimento, o que pode ser feito pela internet, pelo Meu INSS. Se for necessário entregar documentos adicionais, depois terá de comparecer ao INSS na data e hora agendados.

 

- Caso não possa comparecer pessoalmente, você pode nomear um procurador para fazer o requerimento em seu lugar.

 

- Para ser atendido nas agências do INSS, o trabalhador deve apresentar um documento de identificação com foto e o número do CPF acompanhados do pedido de revisão escrito e assinado, além de outros documentos que queira juntar para justificar suas alegações, como carteira de trabalho, comprovantes de rendimentos, decisões judiciais etc.

 

- Após análise do pedido de revisão, o INSS comunicará o resultado oficialmente ao interessado (conforme advogados, o processo todo leva cerca de quatro ou cinco meses em Porto Alegre, e três no Interior), e abrirá prazo de recurso caso o segurado discorde da decisão tomada pelo órgão.

 

- Se o beneficiário ainda assim discordar da decisão e não tiver, por exemplo, os valores retroativos inclusos, poderá ingressar com processo por via judicial.

 

- Você pode encontrar mais informações sobre pedidos de revisão no site do INSS.

 

Fonte: INSS

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

07/12/2018 - Sol e elevação nas temperaturas; confira como será o tempo no fim de semana

A sexta-feira (7) terá o predomínio de tempo firme e o dia será ensolarado sobre a maior parte do Rio Grande do Sul. Algumas áreas da Serra e Litoral Norte podem apresentar chuvas fracas e isoladas no decorrer do dia. As temperaturas ficam ainda mais amenas devido à aproximação do centro de alta pressão atmosférica empurrada por ventos de Sul, ocasionando a diminuição da sensação térmica com o passar das horas.

 

No sábado (8), o centro de alta pressão atmosférica avança ainda mais pelo RS. Assim, o tempo firme segue predominando em todo o Estado. Será mais um dia com sol brilhando forte, mas ainda com temperaturas amenas.

 

No domingo (9), a tendência é de mais um dia com tempo firme e sol predominando. Ao longo do dia, os ventos mudam de direção e passam a soprar do quadrante norte. Com isso, a elevação das temperaturas acontece de forma mais expressiva, garantindo a volta do calor.

 

Confira a previsão do tempo para algumas cidades:

Capital: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 23°C

Pelotas: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 20°C

Caxias do Sul: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 20°C

Santa Maria: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 11°C e máxima de 23°C

Santa Rosa: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 14°C e máxima de 24°C

Erechim: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 23°C

Uruguaiana: tempo firme e ensolarado. Mínima de 12°C e máxima de 23°C

Torres: chuviscos ocasionais, com períodos de melhoria. Mínima de 17°C e máxima de 21°C

Rio Grande: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 16°C e máxima de 20°C

Mostardas: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 17°C e máxima de 23°C

Passo Fundo: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 22°C

Bagé: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 7°C e máxima de 20°C

Tramandaí: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 17°C e máxima de 21°C

Xangri-Lá: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 17°C e máxima de 21°C

Capão da Canoa: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 17°C e máxima de 21°C

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

07/12/2018 - Incêndio atinge pensão no bairro Floresta; um homem é encontrado morto

Um incêndio atingiu uma pensão de dois andares na Rua Comendador Coruja, no bairro Floresta, em Porto Alegre, na noite desta quinta-feira (6). Um homem foi encontrado morto.

 

O fogo começou por volta das 21h. As chamas foram controladas perto das 22h. Em um primeiro momento, vizinhos tentaram combater as chamas com extintores de incêndio, enquanto os residentes da pensão fugiam do local. Logo depois, duas guarnições dos bombeiros trabalharam na ação.

 

No rescaldo, com o fogo já controlado, os Bombeiros encontraram o corpo de um homem em um dos quartos do segundo andar, em cima de uma cama, sem esboço de reação. O cadáver não apresentava queimaduras. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios.

 

O 1º tenente Deroci Almeida Costa, oficial de serviço dos bombeiros na operação, afirmou que o fogo já está controlado, mas as equipes trabalham no rescaldo, tentando identificar possíveis novas vítimas. O oficial destacou que é incerta a causa da morte da vítima.

 

— A gente não consegue precisar se foi pela fumaça. Fogo não foi, porque o lugar em que ele estava nem queimou.

 

O garçom Juliano Marcelo Loreno de Oliveira, 40 anos, mora em um prédio ao lado da pensão e tentou, com a ajuda de outros residentes da região, combater o incêndio antes da chegada dos bombeiros. O morador relatou a ação:

 

— Tentamos apagar o fogo, mas as chamas já estavam muito fortes. Gastamos quatro extintores de incêndio, mas não conseguimos —  lamentou.

 

Segundo Oliveira, o prédio é habitado, principalmente, por adultos.

 

No dia 29 de novembro, três homens e uma mulher morreram em incêndio em um prédio localizado a cerca de 300 m de distância deste, na Rua Garibaldi, entre a Voluntários da Pátria e a Avenida Farrapos, no centro de Porto Alegre. 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

07/12/2018 - Acusado de matar menino de apenas dois anos é preso, e confessa o crime

A Brigada Militar (BM) de Santa Cruz prendeu, na noite desta quinta-feira, dia 6, o suspeito da morte do menino Enzo Gabriel Quintana Dilemburg, de apenas dois anos de idade, em Encruzilhada do Sul. O homem, identificado como Jonatas Gomes de Melo, padrasto da criança, foi encontrado em uma residência de uma familiar, no Loteamento Beckenkamp, após denúncia anônima recebida pela BM.

 

Melo confessou à polícia ter matado o enteado, dentro da casa onde morava com a mãe da vítima, em Encruzilhada. A confissão ocorreu durante interrogatório da delegada Raquel Schneider, após o homem ter sido capturado pela Brigada Militar no Loteamento Beckenkamp.

 

Segundo o relato do indivíduo à polícia, ele chegou em casa, por volta das 2h da madrugada desta quarta, dia 12, drogado e bêbado. Melo contou que tomou um remédio calmante, dormiu, acordou, bateu na criança e voltou a dormir. Na manhã seguinte, percebeu que a criança estava gelada, acordou a mãe e fugiu. Conforme a delegada, o homem declarou que a intenção não era matar a criança. “Não queria que ele morresse, ele nem chorou”, disse o suspeito.

 

Além disso, o padrasto de Enzo contou que praticou as agressões com as mãos. Hoje, ao ser preso, a BM encontrou Jonatas escondido embaixo de uma cama, na casa de uma familiar, em Santa Cruz do Sul. Mesmo com a tentativa de escapar, ele não demonstrou resistência e acabou confessando o homicídio na delegacia.

 

Conforme a delegada, a mãe de Enzo relatou que ele já havia agredido o menino pelo menos uma vez. “Ela relatou que esse fato aconteceu há cerca de três meses. Na ocasião ela também teria sido agredida. O agressor então saiu de casa, mas acabou voltando”, disse.

 

 

 

Fonte: Giro do Vale

07/12/2018 - Criminosos rendem pedreiros para atacar lotérica na zona sul de Porto Alegre

Criminosos levaram momentos de pânico a trabalhadores de uma obra no bairro Vila Nova, na zona sul de Porto Alegre, entre a noite passada e a madrugada desta sexta-feira (7). Para atacar uma lotérica, o bando rendeu três pedreiros e os mantiveram reféns durante três horas.

 

Conforme a Brigada Militar, três criminosos chegaram por volta das 23h de quinta-feira (6) ao local, vestidos com camisetas da Polícia Civil. Os trabalhadores dormiam quando foram surpreendidos pelos assaltantes, que inicialmente falaram se tratar de uma vistoria.

 

As vítimas foram algemadas em uma peça na obra. Um dos bandidos ficou observando os pedreiros, com uma arma em punho, enquanto os outros dois seguiram pelo terreno, localizado na Rua Miguel Ascoleze, que termina nos fundos da lotérica.

 

Com uma escada, os bandidos subiram até uma janela da lotérica Vila da Sorte, que tem fachada para a Avenida Rodrigues Alves. Dois cofres do estabelecimento foram abertos com maçarico e o dinheiro, levado. Durante todo o roubo, os criminosos mantiveram as luzes apagadas para não alertar a BM.

 

Após pegar o dinheiro, revirar gavetas e armários, o grupo deixou o local. Antes, tiraram as algemas dos pedreiros, que não ficaram feridos. Depois da fuga, os trabalhadores foram até um posto de gasolina, onde avisaram a BM, por volta das 3h45min. Os criminosos não foram localizados.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

07/12/2018 - Nova estratégia de articulação com Congresso impõe riscos a Bolsonaro

Ao conceber seu ministério ignorando partidos tradicionais, Jair Bolsonaro (PSL) deixa em suspense um Congresso habituado a sustentar governos por meio de barganhas e conchavos. Deputados e senadores não sabem como reagir à inédita estratégia que privilegia a interlocução com bancadas temáticas, como ruralistas e evangélicos, e recusa indicações partidárias no loteamento da Esplanada.

 

Nos principais gabinetes de Brasília, a dúvida é se essa articulação dará certo. Alertado para os riscos da iniciativa, Bolsonaro se reuniu com mais de cem parlamentares de MDB, PSDB, PR e PRB nos últimos dias. Para frustração geral, houve conversas genéricas sobre propostas legislativas e apenas um aceno de espaços em escalões inferiores do governo. O PR aderiu prontamente, enquanto as demais siglas não afiançaram apoio incondicional.

 

Com experiência de 33 anos acompanhando o dia a dia do Congresso, o cientista político Antônio Queiroz afirma nunca ter visto um presidente formar equipe e construir sua relação com o parlamento virando as costas para os partidos. Queiroz salienta que Bolsonaro está cumprindo promessa de campanha ao nomear um ministério técnico e escorado em militares, mas põe em dúvida a eficácia da iniciativa.

 

— São os partidos que encaminham votação, orientam bancada, distribuem assentos nas comissões do Congresso, punem os deputados infiéis. Nenhuma bancada temática tem esse poder. Na largada de governo, essa estratégia pode dar certo porque Bolsonaro é extremamente popular e tem um ministério intimidador, cheio de militares e com o juiz da Lava-Jato. Mas em algum momento ele terá de ceder — aponta analista.

 

Por enquanto, ninguém ousa cobrar Bolsonaro publicamente. Nos bastidores, a insatisfação aumenta à medida que restam apenas cargos de menor envergadura. Veteranos da articulação política suspeitam que o Planalto pretende negociar no varejo, atendendo a demandas pessoais dos deputados em detrimento das siglas.

 

— Na real, nenhum de nós sabe o que vai acontecer. Antes se atendia aos presidentes dos partidos. Agora, pelo jeito, será cada deputado separadamente. O pessoal está aguardando. É um sistema que terá de ser testado — diz o vice-líder do governo na Câmara e deputado em quinto mandato, Beto Mansur (MDB-SP).

 

O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, admitiu que irá individualizar as conversas e que não projeta exigir fidelidade em todas as votações, respeitando questões de “foro íntimo”. Quem acompanha as reuniões da transição diz que, em vez de cargos, os deputados serão convidados a inaugurar obras em seus Estados, com direito a nome gravado em placa de metal.

 

— Vamos ter atenção muito grande com a base de cada parlamentar — afirmou Onyx.

 

Reformas serão obstáculos mais difíceis

É voz corrente nos corredores do Congresso que Bolsonaro não terá dificuldades em aprovar temas afins às bancadas temáticas, como a agenda dos ruralistas, a revisão do estatuto do desarmamento e pautas comportamentais simpáticas aos evangélicos. As dificuldades aumentam quando se trata de reformas que enfrentam rejeição popular, como a da Previdência, ou contrariam interesses econômicos, caso da tributária. Nessas discussões, raramente há consenso nas bancadas temáticas e cada partido costuma fechar questão para evitar dissidências.

 

— Os partidos têm programa, uma identidade definida. Então é mais fácil articular apoios nas votações que envolvem temas macroeconômicos. É mais republicano também, porque é mais transparente. As bancadas trocam votos por concessões objetivas — pontua Queiroz. 

 

A própria natureza da composição ministerial assusta os parlamentares. Dos 21 titulares já indicados por Bolsonaro, 17 nunca ocuparam cargos na administração pública e 15 jamais atuaram no Legislativo. No próprio PSL, partido do presidente, 38 dos 52 deputados estão debutando em função pública.

 

Ciente dessa carência, Onyx escalou ex-deputados para auxiliar na relação com a Câmara. Em compensação, Onyx, Tereza Cristina (Agricultura), Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Osmar Terra (Cidadania) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) têm passagem pelo Congresso e irão atuar como facilitadores em seus partidos de origem, respectivamente DEM, MDB e PSL.

 

— É cedo para avaliar. O governo nem começou. Tem muito por aqui uma conversa do tipo “vamos ver quando ele precisar de voto”. Pode acontecer de darem um susto numa votação importante. Quando tem de dar o troco, político dá o troco — lembra um tarimbado conhecedor das traições de plenário.

 

Observadores atentos apontam o que seria outra falha dos novos inquilinos do Palácio do Planalto. Revisor das votações da Câmara e mais afeito à liturgia do poder, o Senado foi completamente ignorado na formação do ministério. Para agravar o panorama, seus integrantes rejeitam negociar com o segundo escalão e tampouco Onyx tem bom trânsito pelos carpetes azuis da Casa.

 

— Muito graúdo aqui no Congresso não reconhece esse pessoal como interlocutor. É gente do baixo clero, que nunca teve poder, e que agora tem muito poder. Bolsonaro monta a equipe como quiser. Mas quando começa a votar, quem põe o dedo pra dizer sim ou não é o deputado e o senador — alerta um graduado assessor parlamentar.

 

As divisões da Câmara

O tamanho das bancadas temáticas*

Frente Parlamentar Mista da Agropecuária

Parlamentares registrados: 255

Parlamentares atuantes: 118

 

Frente Parlamentar Evangélica

Parlamentares registrados: 202

Parlamentares atuantes: 39

 

Frente Parlamentar da Segurança Pública

Parlamentares registrados: 299

Parlamentares atuantes: 36

 

Frente Parlamentar da Educação

Parlamentares registrados: 252

Parlamentares atuantes: 40

 

Frente Parlamentar da Saúde

Parlamentares registrados: 211

Parlamentares atuantes: 28

 

*Levantamento dos cientistas políticos Silvio Cascione e Suely Araújo

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

07/12/2018 - Operação aprende R$ 3,5 milhões em bens e prende 37 integrantes de facção no Vale do Sinos

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7), operação contra uma facção que tem base no Vale do Sinos e que, além de traficar drogas, estava ameaçando policiais da região. Até as 8h, 37 pessoas haviam sido presas nas ações, que ocorreram em 12 cidades gaúchas.

 

Cerca de 150 agentes cumpriram 48 mandados de prisão, sendo 42 preventivas e seis temporárias. Os crimes investigados são lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, coação no curso do processo e denunciação criminosa.

 

Os alvos da operação também ostentavam dinheiro, armas e drogas nas redes sociais. Conforme a polícia, 35 contas bancárias foram bloqueadas e R$ 3,5 milhões em bens foram apreendidos – R$ 2,5 milhões em imóveis e R$ 1 milhão em veículos.

 

A investigação da 3ª Delegacia Regional Metropolitana começou em maio deste ano, após ameaças a policiais civis do Vale dos Sinos. Durante a apuração, os agentes conseguiram identificar suspeito de ser autor das ameaças.

 

O homem seria Márcio Fabiano de Carvalho, o Márcio Gordo, apontado como líder de uma facção baseada em Novo Hamburgo. Ele está na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) e, mesmo de dentro da cadeia, continuaria exercendo a função de comando no esquema criminoso.

 

Cidades

As ações ocorreram em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Alvorada, Poço das Antas, Arroio do Meio, Tramandaí, Três Cachoeiras, Montenegro, Charqueadas, Caxias do Sul e Lajeado.

 

A facção investigada é a mesma que deu ordens para construção de um túnel para fuga em massa do Presídio Central no ano passado, que teve líderes transferidos para presídios federais, também em 2017, e que estaria enviando maconha para o Uruguai devido à grande demanda no país vizinho.

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7), operação contra uma facção que tem base no Vale do Sinos e que, além de traficar drogas, estava ameaçando policiais da região. Até as 8h, 37 pessoas haviam sido presas nas ações, que ocorreram em 12 cidades gaúchas.

 

Cerca de 150 agentes cumpriram 48 mandados de prisão, sendo 42 preventivas e seis temporárias. Os crimes investigados são lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, coação no curso do processo e denunciação criminosa.

 

Os alvos da operação também ostentavam dinheiro, armas e drogas nas redes sociais. Conforme a polícia, 35 contas bancárias foram bloqueadas e R$ 3,5 milhões em bens foram apreendidos – R$ 2,5 milhões em imóveis e R$ 1 milhão em veículos.

 

A investigação da 3ª Delegacia Regional Metropolitana começou em maio deste ano, após ameaças a policiais civis do Vale dos Sinos. Durante a apuração, os agentes conseguiram identificar suspeito de ser autor das ameaças.

 

O homem seria Márcio Fabiano de Carvalho, o Márcio Gordo, apontado como líder de uma facção baseada em Novo Hamburgo. Ele está na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) e, mesmo de dentro da cadeia, continuaria exercendo a função de comando no esquema criminoso.

 

Cidades

As ações ocorreram em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Alvorada, Poço das Antas, Arroio do Meio, Tramandaí, Três Cachoeiras, Montenegro, Charqueadas, Caxias do Sul e Lajeado.

 

A facção investigada é a mesma que deu ordens para construção de um túnel para fuga em massa do Presídio Central no ano passado, que teve líderes transferidos para presídios federais, também em 2017, e que estaria enviando maconha para o Uruguai devido à grande demanda no país vizinho.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

06/12/2018 - Sol predomina no Rio Grande do Sul nesta quinta

O Rio Grande do Sul repete o tempo bom nesta quinta-feira com a presença do sol e nuvens esparsas. Segundo a MetSul Meteorologia, o amanhecer no Estado será novamente com mínimas baixas para o mês de dezembro, especialmente na Serra e Aparados. Mas o tempo logo melhora e será um dia com temperatura agradável.

 

A Metade Oeste e Noroeste devem ter um aquecimento maior durante a quinta. Já o Litoral Norte pode receber uma chuva isolada na costa até o fim do dia por causa das nuvens que avançam do mar. A Região Sul terá o ingresso de ar frio que pode chegar com muito vento.

 

Em Porto Alegre, o dia será de tempo seco com a presença de sol e nuvens. Na Capital, as marcas devem ficar entre 14°C e 28°C.

 

Mínima e Máxima

 

Chuí 12°C | 23°C

 

Pelotas 12°C | 24°C

 

Capão da Canoa 16°C | 24°C

 

Bagé 12°C | 25°C

 

Passo Fundo 11°C | 26°C

 

Santa Maria 14°C | 27°C

 

Cruz Alta 12°C | 28°C

 

Santa Rosa 13°C | 30°C

 

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

06/12/2018 - Segurança do Carrefour pode responder ação criminal por matar cão

O segurança da rede de supermercados Carrefour acusado de envenenar e matar a pauladas um cachorro em Osasco, na Grande São Paulo, pode ser responsabilizado criminalmente pelo ato, avaliam advogados. "Alguém que age com tamanha violência contra um inocente cachorro demonstra ausência de senso de civilidade e mostra ser um risco à própria sociedade", afirma o criminalista Daniel Bialski, mestre em processo penal pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 

Segundo denúncias, o caso ocorreu na última sexta em uma loja da rede Carrefour de Osasco, onde a cadela conhecida como 'Manchinha' vivia e era alimentada por funcionários e clientes. O segurança do estabelecimento é acusado de ter dado veneno de rato ao animal antes de agredi-lo a pauladas. As agressões teriam sido filmadas por testemunhas.

 

O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito para apurar o caso. Bialski afirma que o ato está tipificado na Lei de Crimes Ambientais, que prevê em seu artigo 32 maltrato a animais. O crime pode levar à detenção de três meses a um ano, e a pena pode ser aumentada em até um terço no caso de morte.

 

"Atos cruéis como este evidenciam personalidade deformada, podendo-se dizer que quem age assim poderia atentar contra uma criança, mulher ou homem, desde que desafiado ou que esteja numa situação de tensão", avalia Bialski. "Esse brutal ato tem que ser punido de forma severíssima porque é inconcebível tolerarmos essa atrocidade."

 

De acordo com o professor de direito penal João Paulo Martinelli, do IDP-São Paulo, o caso se trata de abuso e maus-tratos. "O infrator incorre nas mesmas penas de quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos." A Polícia Civil de Osasco investiga o caso e afirma ter ouvido a gerência do supermercado e pessoas que testemunharam a violência contra 'Manchinha'. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança que podem ter registrado as agressões.

 

Segundo a nota de esclarecimento sobre o caso da Loja Osasco, de São Paulo, o "Carrefour reconhece que um grave problema ocorreu em nossa loja de Osasco. A empresa não vai se eximir de sua responsabilidade. Estamos tristes com a morte desse anima. Somos os maiores interessados para que todos os fatos sejam esclarecidos. Por isso, aguardamos que as autoridades concluam rapidamente as investigações. Desde o início da apuração, o funcionário de empresa terceirizada foi afastado. Qualquer que seja a conclusão do inquérito, estamos inteiramente comprometidos em dar uma resposta a todos. Queremos informar também que estamos recebendo sugestões de várias entidades e ONGs ligados à causa que vão nos auxiliar na construção de uma nova política para a proteção e defesa dos animais. Carrefour Brasil"

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

06/12/2018 - Criminosos assaltam empresa de ônibus em Gravataí

Entre oito e 10 homens assaltaram a sede da empresa Sogil na RS-030, em Gravataí, na madrugada desta quinta-feira (6). Armados, eles renderam um vigia na guarita e um funcionário que estava na empresa, por volta das 4h.

 

Os criminosos levaram os dois até o cofre da empresa e os mantiveram reféns enquanto o equipamento era aberto com uso de uma serra. O funcionário chegou a ser agredido durante a ação.

 

Depois, os bandidos fugiram em três carros. Ainda não há confirmação se eles conseguiram levar o dinheiro do cofre.

 

Um veículo Focus foi localizado nas proximidades e um homem foi preso - ele seria o olheiro do grupo. Os outros dois carros, um Clio e um Strada, foram perseguidos pela RS-030, RS-118 e RS-020. Houve pelo menos dois confrontos com a Brigada Militar.

 

Como os bandidos soltaram miguelitos durante a fuga, seis viaturas tiveram os pneus furados, e os criminosos conseguiram fugir. A polícia ainda faz buscas na região. Os assaltantes cortaram os fios da rede de câmeras de segurança, mas a BM tenta recuperar alguma imagem para tentar identificar o grupo responsável pelo crime.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

06/12/2018 - Motociclista morre ao ser atingida por caminhão na BR-386, em Estrela

A condutora de uma motocicleta morreu após colidir com um caminhão na BR-386, em Estrela, no Vale do Taquari, por volta de 23h30min desta quarta-feira (5).  O acidente, uma colsião trasnversal, ocorreu na altura do km 351.

 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a motociclista, moradora de Estrela, estava manobrando para atravessar a rodovia quando foi atingida pelo outro veículo, com placas de Pareci Novo, que transitava pela BR-386 no sentido Interior-Capital.

 

A condutora, identificada como Jaqueline Santos, 28 anos, morreu no local.  O motorista do caminhão não se feriu.

 

O trânsito foi liberado por volta das 3h30min desta quinta-feira (6).

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

06/12/2018 - Quem era a mulher esfaqueada por ex-companheiro dentro de ônibus em Porto Alegre

A filha de quatro anos era o xodó da mãe. Possivelmente era nela que Ariana Arias dos Santos, 34 anos, pensava quando voltava de ônibus do trabalho como operadora de telemarketing em uma imobiliária em Porto Alegre para casa em Alvorada, na Região Metropolitana. Não sabia que, ao subir no coletivo, estava sendo monitorada pelo ex-companheiro Maximiliano Rodrigues Freitas, 36 anos.

 

Atriana não percebeu a aproximação do homem em sua direção. Segundo familiares, o ex-companheiro tinha embarcado duas paradas antes dela. Freitas sentou no fundo do ônibus articulado e pelas janelas de vidro avistou a movimentação de Ariana para o interior do ônibus. Ele conhecia a rotina da ex-companheira.

 

Sem lugar para sentar, Ariana decidiu ficar de pé na parte articulada. Uma passageira, que estava sentada no último banco antes da parte móvel do coletivo, estranhou a movimentação de Freitas, que inclusive passou a mão no rosto da ex-companheira. No segundo seguinte, um grito:

 

— Ela disse: "Socorro. Ele vai me matar". Só deu tempo de me virar e ver ele segurando o ombro dela e desferindo as facadas. Presenciei cinco estocadas. Na saída do ônibus, ele disse: "Eu falei que ia fazer e fiz" — conta a passageira.

 

Ao tentar fugir do ônibus, Freitas foi contido pelos próprios passageiros e preso. Ele cumpria prisão domiciliar e deveria estar usando uma tornozeleira eletrônica.  Ariana já havia registrado duas ocorrências contra ele por agressão.

 

Horas depois, Ariana acabou morrendo no hospital, para onde foi levada. Até a conclusão desta reportagem, não havia informações sobre velório e enterro.

Casal se conheceu em festa

Ariana e Freitas se conheceram há cinco anos, em uma festa em uma boate no Centro de Porto Alegre. Três dias depois, ele foi preso e foi levado para o Presídio Central. O relacionamento continuou e Ariana engravidou de uma menina.

 

Entretanto, logo após o nascimento do bebê, os dois se separaram. Ariana se incomodava com o consumo de drogas do companheiro, seguido de surtos e ataques de fúria, que resultavam em agressões físicas e verbais à mulher.

 

Em outubro deste ano, o casal acabou reatando. Ficaram juntos por cerca de um mês. A dependência química dele voltou a incomodar. Em uma briga do casal, Freitas acabou batendo na filha, segundo familiares. Ariana decidiu passar dois dias na casa de uma prima.

 

O homem acabou preso, mas seguia fazendo ameaças à mulher por telefone.

 

— Ela teve que trocar o número do telefone. Não aguentava mais isso — conta uma prima, que pediu para não ser identificada.

"Sempre alegre", diz tia

Com olhos cheios de lágrimas, uma tia lamentou a morte repentina da sobrinha. Segundo a familiar, o envolvimento dela com Freitas era visto com temor pela família, devido ao passado violento.

 

— A gente sempre avisou ela para ter cuidado — conta a mulher.

 

Segundo a familiar, Ariana era conhecida pelo bom humor.

 

— Ela estava sempre sorrindo, não tinha maldade no coração. Era sempre alegre, mesmo nos altos e baixos. É muito triste tudo isso.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

06/12/2018 - Estradas para o litoral norte do RS: um raio X das condições de trânsito de oito rodovias

A poucas semanas do Natal e do Ano-Novo, quando milhares de gaúchos devem ir de mala e cuia para a praia, GaúchaZH pegou a estrada para ver como estão os caminhos que levam ao Litoral Norte. De 26 a 28 de novembro, repórteres, fotógrafos e motoristas percorreram 1,4 mil quilômetros de oito rodovias (ida e volta) para antecipar o que os motoristas terão de enfrentar para chegar ao seu lugar ao sol.

 

A reportagem levou em conta cinco aspectos. Três deles foram inspirados na metodologia da Pesquisa CNT de Rodovias, que avalia anualmente todas as estradas do país: geometria da via, em que são observadas as condições de tráfego, como presença de faixa adicional, de pontes e viadutos, e a situação dos acostamentos; pavimento, que diz respeito à situação do asfalto e presença de buracos; e sinalização, tanto a horizontal (faixas centrais e laterais na pista) quando a vertical (placas).

 

GaúchaZH ainda analisou a limpeza, em relação à presença de lixo e vegetação nas margens, e serviços, sobre a disponibilidade de guincho e ambulância.

 

Depois de 21 anos, este será o primeiro verão em que o trecho entre Porto Alegre e Osório da BR-290, conhecido como freeway, não terá cobrança de pedágio (devido ao fim do contrato com a Concepa) – ao menos até fevereiro, quando a nova concessionária começará a operar.

 

Se as cancelas abertas podem ser positivas para o bolso dos motoristas num primeiro momento, as condições da estrada foram motivo de preocupação às vésperas do veraneio.

 

Em setembro, quando a estrada chegou a apresentar mais de 600 buracos, uma empresa contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) começou a atuar e, desde então, a situação melhorou. O prejuízo com danos aos veículos pode ter diminuído, mas se houver necessidade de guincho ou de ambulância, é o contribuinte quem vai ter de arcar.

 

Caso a freeway congestione de motoristas atraídos pelo fim do pedágio, a alternativa pode ser a RS-030. A chamada Estrada Velha, que era a única opção para ir da Região Metropolitana a Osório até a década de 1970, entretanto, faz cada vez mais jus ao nome. Além das curvas sinuosas em pista simples, a vegetação cresce livremente e encobre placas importantes, a sinalização sumiu em muitos pontos e há buracos profundos que já causaram graves acidentes.

 

Ligação entre a Região Metropolitana e as praias mais ao sul do Litoral Norte, como Cidreira e Pinhal, a RS-040 deverá ser um pesadelo para os veranistas. A rodovia, que já registrava longos congestionamentos nos finais de semana de verão, estará em obras durante toda esta temporada. A conclusão de um novo viaduto no entroncamento com a RS-118, em Viamão, deve aliviar o trânsito, mas somente depois de junho. Ate lá, a construção obriga o motorista a fazer desvio por dentro da cidade e a reduzir a velocidade.

 

Única estrada pavimentada entre a Serra e o Litoral Norte, a Rota do Sol desafia os motoristas não só pelos declives, como pelos buracos e ondulações, que persistem em muitos pontos, mesmo após obras de recapeamento feitas nos últimos anos, além de placas velhas e sinalização apagada.

 

Quem for utilizar a BR-101, seja para as praias mais ao norte do Estado ou as de Santa Catarina, se surpreenderá com a queda na qualidade da via em comparação a temporadas anteriores. A rodovia exibe trechos longos de pista descascada, daqueles que fazem o carro trepidar porque não tem por onde escapar. A nova concessionária que atuará na freeway, bem como nas BRs 386 e 448, também será responsável pela 101, mas deverá começar as intervenções somente a partir de fevereiro. O pedágio a ser instalado em Três Cachoeiras fica para 2020.

 

A RS-389, conhecida como Estrada do Mar, passou a ser menos utilizada pelos motoristas desde que a duplicação do trecho gaúcho da BR-101 foi concluída, há quase oito anos, mas nem por isso seu estado de conservação melhorou. Asfalto rachado, falta de acostamento e sinalização apagada são alguns dos principais problemas da via.

 

Quem for para Xangri-Lá e Capão da Canoa e quiser evitar a Estrada do Mar pode se estender pela BR-101 e ingressar na RS-407. Mas não evitará problemas. A falta de acostamento e de um viaduto na rótula com a Estrada do Mar são os principais desafios do trecho. Nada comparado com a Interpraias, avaliada pela reportagem como a pior via do Litoral Norte. Buracos, imperfeições no asfalto, problemas de sinalização horizontal e vertical, lixo às margens, pista simples e sem acostamento, trechos urbanos com pedestres caminhando no leito da via e um trecho final de paralelepípedos fazem parte do caos que se tornaram os 70 quilômetros que conectam internamente grande parte das praias.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

06/12/2018 - Criminosos armados com fuzis atacam agências bancárias em Redentora

Um grupo de pelo menos 10 criminosos, armados com fuzis, explodiu caixas eletrônicos das agências do Banrisul e do Sicredi em Redentora, município de cerca de 11 mil habitantes localizado no noroeste do Estado. As agências ficam no centro da cidade, a cerca de 50 metros uma da outra. Os ataques aconteceram por volta de 2h30 desta quinta-feira (6).

 

Segundo o major Diego Munari, comandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, de Três Passos, os criminosos se dividiram em dois grupos: um deles atacou as agências e o outro foi monitorar o posto da Brigada Militar, onde havia apenas um policial de folga que aguardava para começar o turno.

 

Algumas pessoas saíram de casa para ver o que estava ocorrendo após as explosões, e os bandidos chegaram a atirar para cima para assustar os moradores. A ação durou cerca de 20 minutos.

 

A cidade estava sem efetivo fixo da BM durante a madrugada – o policiamento era feito por meio de uma patrulha intermunicipal, que também era responsável pela segurança em outros municípios da região. Havia, no entanto, uma patrulha de repressão a assaltos a bancos a cerca de 15 quilômetros de Redentora. Os agentes chegaram ao local e entraram em confronto com os bandidos.

 

— Nós fizemos cerco a uma das possíveis saídas do município e encontramos eles. Eles espalharam miguelitos, aqueles pregos retorcidos, na fuga e atiraram contra os policiais. Nenhum de nós ficou ferido, mas não sabemos em relação a eles — relata o major.

 

Além de terem espalhado os miguelitos, os criminosos conseguiram atingir uma viatura da BM. Três veículos foram apreendidos a cerca de 20 quilômetros do local: um Corsa, um Renault Oroch e uma Ecosport. No terceiro veículo, foram encontradas cápsulas de munição e malotes de um dos bancos, mas ainda não se sabe se havia dinheiro.

 

A polícia ainda faz buscas a pelo menos outros dois carros nos quais os criminosos fugiram, um Santana e um Gol. Ninguém foi preso até agora. As agências bancárias foram isoladas enquanto é aguardada a chegada do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

06/12/2018 - Governo do Estado antecipa R$ 475 milhões, mas não fecha as contas

Para atenuar os efeitos da crise e o impacto da sobreposição das folhas de pagamento de novembro e dezembro, o governo do Estado planeja arrecadar pelo menos R$ 475 milhões extras até o fim do ano — parte do dinheiro será antecipada da primeira quinzena de janeiro de 2019, quando Eduardo Leite (PSDB) já estará no comando do Palácio Piratini. O objetivo é reduzir o rombo nas contas, mas o valor será insuficiente para cobrir todas as despesas pendentes e aquelas que ainda estão por vir.

 

— Será um quebra-galho para quitar os salários de novembro e começar a pagar os de dezembro, mas não vai resolver o problema. É como graxa em focinho de cachorro. Não dura nada. Com uma lambida, já era — diz o especialista em finanças públicas Darcy Carvalho dos Santos.

 

Hoje, há mais de R$ 3,2 bilhões em obrigações à espera de recursos, incluindo os contracheques dos servidores, a dívida com prefeituras e hospitais e o passivo com fornecedores. Nas próximas três semanas, a lista de compromissos receberá mais dois itens de impacto: as remunerações de dezembro (R$ 1,5 bilhão) e o 13º salário (R$ 1,5 bilhão), que será parcelado — o servidor que desejar, poderá fazer empréstimo bancário para obter o valor integral, com a garantia de que o financiamento será bancado pelo Estado.

 

Fora isso, ainda haverá o duodécimo dos poderes para honrar e série de outros compromissos, como precatórios, dívida externa e juros dos depósitos judiciais.

 

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, a cada mês, os gastos passam de R$ 3,6 bilhões, enquanto a arrecadação líquida fica em R$ 2,5 bilhões.

 

O Piratini aposta em três frentes para melhorar os resultados. Uma delas é o Refaz, programa de refinanciamento de débitos tributários, e as outras envolvem o adiantamento de impostos — ICMS e IPVA — que só entrariam em caixa em 2019.

 

Na pior das hipóteses, a expectativa é de que as medidas rendam R$ 475 milhões, mas o secretário estadual da Fazenda, Luiz Antônio Bins, espera conseguir R$ 600 milhões. Tudo dependerá do nível de adesão ao Refaz, da capacidade do empresariado de antecipar o ICMS e da disposição de contribuintes de pagar o IPVA antes da virada do ano. Há, também, a esperança de que a arrecadação do mês aumente em razão das festas de fim de ano, período de maior consumo das famílias.

 

A verba extraordinária, segundo Bins, será aplicada na folha dos servidores e no custeio de serviços essenciais, em especial na área da saúde, que padece.

 

— Com certeza, não vai dar para pagar tudo, mas é uma ajuda importante, equivale a meia folha do Executivo. O propósito é carrear recursos para o Estado encerrar o ano cumprindo o máximo das obrigações financeiras possíveis — diz o secretário.

 

Embora o avanço sobre as receitas de 2019 preocupe a equipe do futuro governador, Bins argumenta que não haverá prejuízos:

 

— Os recursos serão usados para pagar despesas que, em janeiro, estariam acrescidas de juro e multa.

 

Principais pendências

Confira quais são as contas de maior impacto em atraso no momento

R$ 1,5 bilhão: Folha de novembro (+R$ 180 milhões das consignações de outubro)

A folha começará a ser honrada depois que o governo quitar as consignações de outubro. A tendência é de que as primeiras faixas salariais sejam pagas entre as próximas segunda e quarta. As demais serão definidas de acordo com o fluxo de caixa.

R$ 885 milhões: Dívida com hospitais e prefeituras

Para os municípios, o Estado deve R$ 675 milhões e, para as instituições hospitalares, são mais R$ 210 milhões.

R$ 70 milhões: Passivo com fornecedores

A conta soma cerca de 40 dias de atraso e inclui valores do Departamento Autônomo de Estradas  de Rodagem (Daer).

O que vem pela frente

Até o fim do ano, outras obrigações entram na lista de pagamentos. Confira as de maior impacto:

 

R$ 1,5 bilhão: Folha de dezembro (bruto)

R$ 1,5 bilhão: 13º salário (bruto)

R$ 380 milhões: Duodécimo dos poderes

Recursos extras

Para reduzir o rombo, o governo Sartori decidiu adotar medidas extraordinárias até o fim do ano, no encerramento do mandato.

 

1) Antecipação de ICMS

Por meio de decreto, o Piratini determinou que o imposto gerado pela indústria e pelo comércio na primeira quinzena de dezembro seja pago em 26 deste mês (normalmente, a tributação seria cobrada apenas no dia 12 do mês seguinte). Já o vencimento do ICMS sobre energia elétrica e telecomunicações passará do dia 27 para 26 de dezembro.

 

Valor líquido mínimo previsto: R$ 200 milhões

 

2) Novo Refaz

No último dia 22, foi lançada mais uma edição do programa de refinanciamento de dívidas tributárias, conhecido como Refaz. A iniciativa oferece desconto nos juros e na multa para que devedores de ICMS regularizem sua situação junto ao Fisco.

 

Valor líquido mínimo previsto: R$ 200 milhões

 

3) Cobrança do IPVA

Dessa vez, quem quiser garantir desconto máximo (em torno de 25%) terá de pagar o imposto até 28 de dezembro. Em anos anteriores, a vantagem valia para quem quitasse o tributo até o primeiro dia útil de janeiro.

 

Valor líquido mínimo previsto: R$ 75 milhões

 

Como ficam os salários

Desde o início do governo Sartori, em janeiro de 2015, são 36 meses de parcelamentos ou atrasos nos salários do Executivo. Em tese, os vencimentos deveriam ser pagos sempre no último dia útil do mês, o que não acontece em razão da crise financeira. Desde novembro, as folhas passaram a se sobrepor.

 

Custo

A folha do Executivo custa cerca de R$ 1,5 bilhão por mês, incluindo R$ 180 milhões em consignações (empréstimos feitos pelos servidores descontados direto do salário).

 

Arrecadação

A receita líquida do Estado gira em torno de R$ 2,5 bilhões por mês.

 

Matemática da crise

Embora a arrecadação supere o custo da folha, o governo tem uma série de outras despesas a quitar e falta dinheiro para tudo. Como a folha vem sendo atrasada e sempre fica um saldo para o mês seguinte, o resultado é déficit mensal superior a R$ 1 bilhão — em outubro, faltaram R$ 1,22 bilhão para fechar as contas. 

 

Histórico dos atrasos

Em 2015, os contracheques foram parcelados duas vezes, em julho e agosto.

Em 2016, foram 11 meses (de fevereiro a dezembro) e, em 2017, mais 12 meses.

Em setembro de 2017, o governo decidiu mudar a forma de pagamento. Até então, depositava parcelas iguais para todos os servidores. De lá para cá, paga primeiro os vencimentos mais baixos e, à medida que ingressam recursos em caixa, quita os demais contracheques.

Em 2018, os parcelamentos se repetiram de janeiro a novembro, e deve continuar assim em dezembro.

Projeção para 2019

A tendência é de que os atrasos continuem, embora o governador eleito Eduardo Leite (PSDB) tenha prometido normalizar a situação no primeiro ano de governo.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

06/12/2018 - MP investiga suspeitas em contrato de R$ 1 bilhão para gestão da saúde de Canoas

O colapso na saúde de Canoas virou caso de polícia. Em meio a uma greve de profissionais de enfermagem, técnicos, farmacêuticos e radiologistas por causa de atraso nos salários pagos pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), o Ministério Público Estadual (MP) deflagrou operação na manhã desta quinta-feira (6), na qual solicitou mandados de prisão contra quatro pessoas ligadas à entidade.

 

Até as 7h30min, três pessoas foram presas: Michele Aparecida da Câmara Rosin, atual presidente do Gamp, e Cássio Souto Santos, médico que participou da fundação do grupo e é considerado o principal nome da entidade, que foram detidos em um hotel na zona norte de Porto Alegre; e Marcelo Bósio, ex-secretário da Saúde  de Canoas e que participou do processo de contratação do Gamp.

 

O grupo administra os hospitais Universitário (HU), de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), duas unidades de pronto atendimento e quatro de atendimento psicossocial. A terceirização da saúde em Canoas envolve contrato de R$ 1 bilhão por cinco anos, um dos mais vultosos valores para essa área no país.

 

Conforme o promotor João Beltrame, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Saúde), do MP, os envolvidos são suspeitos de crimes relacionados a gestão de recursos do contrato com o município.

 

 Além dos mandados de prisão, também estão sendo cumpridos 70 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em mais quatro Estados. O Gamp e outras 15 empresas ainda tiveram decretada a suspensão de contratação com o poder público.

 

Conforme o MP, foram detectados, entre as irregularidades, superfaturamento de medicamentos em até 17.000%, utilização de laranjas e testas de ferro do chefe do esquema na direção do Gamp, a cooptação de agentes públicos, desvio de dinheiro da saúde pública para os envolvidos na fraude, além do pagamento de viagens de férias pagas com dinheiro público da saúde de Canoas.

 

A investigação apontou ainda a ocorrência de desvios de recursos da prefeitura que seriam destinados à saúde pública para contas bancárias de pessoas ligadas ao grupo. Conforme o MP, o Executivo municipal transferiu R$ 426 milhões para o Gamp desde dezembro de 2016. Deste valor, suspeita-se que pelo menos R$ 40 milhões foram desviados para contas pessoais de integrantes do esquema.

 

Para o Ministério Público, o Gamp, "travestido de entidade assistencial sem fins lucrativos, se trata de uma típica organização criminosa voltada para a prática de inúmeros delitos, em especial peculato e lavagem de dinheiro, entre outras fraudes que esvaziam os cofres públicos".

 

Contrato em Canoas

A terceirização da saúde em Canoas foi assinada no final de 2016 pelo então prefeito Jairo Jorge (PDT) e pelo universitário Brayan Souto Santos – à época, presidente do Gamp, entidade sem fins lucrativos nascida na periferia de São Paulo, em fevereiro 2007, sob comando de um motorista e de uma costureira.

 

Após o início da execução do contrato, surgiram suspeitas de irregularidades, conforme auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Gestor de quase metade do volume de serviços de saúde em Canoas, o Gamp estaria comprando remédios superfaturados e gastando indevidamente verbas públicas com consultorias, aluguéis de escritórios, passagens aéreas, locação de carros, hospedagens e até consumo de bebidas. Enquanto isso, estaria faltando recursos para salários, medicamentos e insumos.

 

Até fevereiro deste ano, a prefeitura de Canoas identificou R$ 17,6 milhões em despesas indevidas ou não comprovadas pelo grupo. Por causa disso, desde maio de 2017, a prefeitura vem descontando dos repasses à entidade valores que considera gastos inadequados.

 

Atualmente, o Gamp deveria receber R$ 21,3 milhões mensais, mas ocorrem abatimentos. E isso seria um dos motivos para restrição no acolhimento de pacientes, atraso de salários e escassez de remédios e insumos, agravando a crise que aflige moradores de Canoas e de 156 municípios da região atendidos, sobretudo, no HPSC.

 

Uma troca de ofícios em 14 de novembro expõe o descompasso. Documento do grupo reclama de atraso em repasses por culpa do governo do Estado, afirmando ter direito a receber R$ 128,2 milhões. Enquanto isso, o texto da Secretaria de Saúde de Canoas assegura que os pagamentos estão devidamente em dia e que a entidade não vem cumprindo o pactuado.

 

O processo de contratação do Gamp pelo município de Canoas chegou a ser vetado por auditores do TCE. Medida cautelar foi emitida pelo conselheiro Alexandre Postal, que, depois, mudou de entendimento. A entrada da organização no município ocorreu por meio de chamamento público e foi concretizada pelos termos de fomento de número 01  e 02 de 2016. A assinatura ocorreu em 28 de outubro, pouco mais de 30 dias antes de se encerrar o mandato de Jairo Jorge.

 

Na época, o controle sobre os dois hospitais e os postos de saúde esbarrava em uma questão formal. Outra entidade, a Associação Educacional São Carlos (Aesc) era a prestadora do serviço, com saída marcada para meados de janeiro de 2017. Como prefeitura e Gamp tinham interesse em concretizar a substituição ainda em 2016, foi costurado acordo. A Aesc aceitou se afastar antes da data oficial, desde que o Executivo municipal e a nova prestadora assumissem débitos pendentes com fornecedores. Termo de transição e cooperação foi assinado em 30 de novembro de 2016.

 

O documento não teria valor legal. Quem representou Canoas no acordo foi Marcelo Bósio, então secretário da Saúde, quando deveria ter sido o próprio prefeito, de acordo com a lei orgânica do município. Outro problema surgiria tempos depois. Os débitos da Aesc não teriam sido quitados pelo Gamp e pela prefeitura, conforme havia sido combinado. Em setembro de 2018, a antiga contratada entrou com ação na 5ª Vara Cível de Canoas, cobrando R$ 50,4 milhões da prefeitura.

 

O Gamp ganhou a concorrência pela modalidade conhecida como "melhor técnica". Ou seja, o custo ficou em segundo plano. O primordial era prestar o serviço com excelência. A entidade se credenciou apresentando atestados de experiência. Um deles foi assinado em 2015 por Michele Aparecida da Câmara Rosin, à época, secretária da Saúde do município de Amparo (SP) – onde o Gamp já prestou serviços e é alvo de investigação do MP de São Paulo e de apontamentos do TCE paulista. No ano seguinte, Michele seria contratada como prestadora de serviços do Gamp e, mais tarde, se tornaria presidente da entidade.

 

Outro comprovante de expertise do grupo apresentado em Canoas teve a chancela do coordenador de outra organização, com sede no Jardim Rodolfo Pirani, na periferia da capital paulista. O homem é integrante do Gamp desde a fundação, em 2007, quando foi nomeado segundo secretário. Depois, foi diretor de eventos e, desde fevereiro de 2011, é membro do conselho de administração.

 

Embora vitorioso na disputa por demonstrar melhor aptidão para o trabalho em Canoas, o Gamp quarteirizou serviços, alegando necessidade de assessoria para a atividades que ele próprio garantiu em contrato estar habilitado a executar. Entre as consultorias, chama atenção a prestada pelo ex-presidente da entidade, o médico Cássio Souto Santos, com salário de R$ 90 mil por mês, cuja contratação processo teve aval do então presidente do Gamp, Brayan Souto Santos, de quem ele é tio.

 

O Grupo de Investigação da RBS (GDI) está tentando contato com a defesa de todos os citados. O espaço está aberto para manifestações.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

04/12/2018 - Sul do RS pode ter chuva e vento de até 80 km/h

A terça-feira (4) será mais um dia com o tempo firme predominando sobre a maior parte do Rio Grande do Sul. As temperaturas devem sofrer grande variação, sendo a amplitude térmica uma das marcas de hoje. A chuva ocorre, mas de forma fraca e pontual, no sul gaúcho. De acordo com a Somar Meteorologia, há possibilidade de rajadas de ventos de até 80 km/h na região.

 

A chuva no sul do RS não dura muito tempo e, na quarta-feira (5), o tempo firme já retorna com sol entre poucas nuvens. Podem ser registradas precipitações apenas nas áreas da Serra.

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 14°C e máxima de 28°C

Pelotas: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 16°C e máxima de 26°C

Caxias do Sul: tempo firme e ensolarado. Mínima de 8°C e máxima de 23°C

Santa Maria: tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 26°C

Santa Rosa: tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 27°C

Erechim: tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 23°C

Uruguaiana: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 14°C e máxima de 28°C

Torres: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 26°C

Rio Grande: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 19°C e máxima de 25°C

Mostardas: tempo instável, com chuva isolada. Mínima de 20°C e máxima de 26°C

Passo Fundo: tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 21°C

Bagé: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 13°C e máxima de 26°C

Tramandaí: tempo firme e ensolarado. Mínima de 16°C e máxima de 27°C

Xangri-Lá: tempo firme e ensolarado. Mínima de 16°C e máxima de 27°C

Capão da Canoa: tempo firme e ensolarado. Mínima de 16°C e máxima de 28°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

04/12/2018 - Homem exibe pistola em meio à multidão na orla do Guaíba

O sol começava a descer em Porto Alegre, por volta das 20h de domingo (2), mas, no trecho mais movimentado da orla do Guaíba, não foi a explosão de cores a atração principal. Os olhares se voltaram para um homem de barba, com idade em torno de 30 anos, que circulava em meio à multidão exibindo uma pistola na cintura.

 

Seu objetivo era coibir um princípio de tumulto envolvendo jovens embaixo do mirante de aço. Com a mão direita, ele segurava a coronha – todos podiam vê-la, devido à camiseta levantada – e, com a mão esquerda, fazia sinal para que os ânimos se aplacassem. Não sacou a arma em momento algum. Mas assustou quem passeava por lá.

 

– Não havia motivo para aquilo. Teve uma briga entre duas gurias, uma puxando o cabelo da outra, mas em seguida o pessoal já separou. Dois garotos se estranharam também, começaram a se empurrar. Eram adolescentes, não tinham mais do que 16 anos – conta uma frequentadora que pediu para não ser identificada.

 

Ela, naquele momento, bebia uma cerveja a poucos metros da confusão, no Sheik Burger – lancheria vencedora da licitação para ocupar o primeiro bar da orla. E foi de dentro do estabelecimento que o homem armado saiu. Mas, segundo a proprietária, Soraia Rosso, não era um segurança particular: tratava-se, conforme ela, de um policial à paisana que consumia no local como um cliente qualquer.

 

Duas pessoas ouvidas pela coluna, no entanto, dizem que antes de sair o homem estava em uma área interna do Sheik, de acesso exclusivo a funcionários. Mas a versão de Soraia é diferente também em relação ao tamanho do tumulto:

 

– Era uma multidão de 150, 200 pessoas brigando desde as 17h.  Ficaram umas três horas naquela brigaçada, uma coisa apavorante! Quebravam garrafas para usar como arma, vinham para cima dos clientes, foi horrível.

 

A empresária afirma ter chamado a Brigada, mas ninguém apareceu durante a tarde. Segundo o tenente-coronel Rodrigo Mohr Picon, comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, o único registro ocorreu pelo 190, às 19h58min - horário próximo ao pôr do sol. Uma viatura teria chegado em poucos minutos, mas, quando os policiais se aproximaram, os envolvidos fugiram correndo.

 

– Vou levantar o máximo de informações para identificar quem era esse rapaz armado. Salvo em caso extremo, não pode usar arma para amedrontar ninguém – diz o tenente-coronel.

 

Já a Guarda Municipal, que tem um posto na própria orla, informou que não soube de tumulto algum. E o homem da pistola, até aqui, ninguém faz ideia de quem seja.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

04/12/2018 - Polícia combate facção que investia em iluminação, calçamento e lazer para aumentar venda de drogas

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), nova operação contra o tráfico de drogas na região metropolitana de Porto Alegre. Além de fechar 50 pontos de venda de entorpecentes e de desarticular um grande esquema criminoso montado em Viamão, cerca de 200 agentes também tiveram como objetivo reforçar a presença do Estado nas regiões onde traficantes estavam agindo.

 

Conforme a investigação, para atrair mais usuários, os criminosos passaram a comprar lâmpadas para iluminar as vias, melhorar o calçamento, arrumar praças, construir quadras de futebol, bem como fazer outras melhorias para aumentar o movimento na comunidade e despistar a compra e venda de drogas. Teriam sido feitos também investimentos no comércio local, como lancheria, bar com música ao vivo e em uma unidade de reciclagem de lixo.

 

A polícia, com apoio do canil e de um helicóptero, cumpre 12 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão em oito bairros da cidade. Até as 9h, 13 pessoas foram presas.

 

Investigação

Segundo investigação de seis meses da 2ª Delegacia do Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc), uma facção criminosa que tem base no Vale do Sinos se aliou a um grupo presente em oito bairros de Viamão – mas que atua também em outros municípios –, para comandar a venda de drogas nestas localidades e ainda para evitar o avanço de rivais.

 

Os dois suspeitos apontados como líderes do esquema são irmãos: Robson Juliano Benedik, preso em julho, em Santa Catarina, e Carlos Antônio Benedik, foragido há dois anos.

 

O delegado Thiago Lacerda, da 2ª Delegacia do Denarc, diz que os mandados judiciais foram cumpridos justamente nos bairros onde os traficantes agiriam: São Lucas, Viamópolis, Santo Onofre, Vila Orieta, Sepé Tiaraju, Recanto da Lagoa, Parque Jaguaribe e Vila Martinica.

 

Além das prisões, os policiais também apreenderam entorpecentes, armas e dinheiro, bem como fecharam depósitos de drogas para enfraquecer a ação criminosa nestas localidades.

 

"Investimentos"

O diretor de Investigação do Denarc, delegado Mario Souza, diz que o inquérito comprovou a compra de lâmpadas, pelo valor de R$ 250, além dos constantes alertas que os supostos líderes faziam para que os pontos de venda não ficassem em locais escuros e de difícil acesso. Por isso, também foi providenciado calçamento no entorno das chamadas boca de fumo, tanto para usuários de drogas, quanto para moradores.

 

Estes últimos passaram a contar ainda com melhorias em algumas quadras de futebol e praças. Os traficantes investiram também em bares, lancherias, inclusive com telentrega – que a polícia apura se também servia de fachada para o transporte de entorpecentes –, e na reciclagem de lixo em um dos bairros onde a facção agia.

 

Neste caso, a polícia comprovou que o objetivo dos investigados era fomentar o tráfico. Segundo apuração, a mesma pessoa que fosse levar a sucata para este estabelecimento, poderia usar o dinheiro obtido com a venda dos materiais na compra de drogas ou no comércio local.

 

— Eles estavam investindo inicialmente em infraestrutura, agindo como um grupo empresarial, para lucrar posteriormente nos vários ramos de atividade, desde os pontos de venda de drogas aos bares. Mas o lucro também era obtido no lazer dos vendedores e dos moradores, através de praças e canchas. Não porque são bonzinhos, mas porque o movimento disfarçava o tráfico — diz Souza.

 

A operação recebeu o nome de Coringa, devido ao apelido de Robson Benedik, que está preso.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

04/12/2018 - Preso suspeito de torturar e matar idosa em Canoas

A Polícia Civil divulgou, na manhã desta terça-feira (4), que prendeu um homem de 39 anos, suspeito de torturar e assassinar uma idosa de 91 anos, no início de novembro, no centro de Canoas. O homem – que não teve o nome divulgado pela polícia – foi detido enquanto caminhava por uma rua do bairro Mathias Velho.

 

A prisão foi realizada por agentes da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo a delegada Kátia Rheinheimer, o preso foi reconhecido em imagens de câmeras de segurança. Ele tem antecedentes pelos crimes de furto, roubo e cárcere privado.

 

O crime

Maria Pasqua Dall Pra Dall Pizzol, 91 anos, foi encontrada morta dentro de casa no dia 11 de novembro. Ela estava com as mãos e os pés amarrados e amordaçada.

 

O ladrão roubou iPad, notebook, uma aliança e R$ 300. Segundo a polícia, foi constatado que a idosa foi torturada antes de ser assassinada.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

04/12/2018 - STF julgará pedido de liberdade de Lula nesta terça-feira

Prestes a completar oito meses na prisão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta à arena jurídica nesta terça-feira (4) com o julgamento de um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de liberdade será apreciado pela 2ª Turma da Corte, a partir das 14h. A defesa do petista pede a anulação do processo do triplex do Guarujá, pelo qual Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão, alegando parcialidade e perseguição política do juiz Sergio Moro. 

 

O processo

Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, ele recebeu propina por meio da reforma, mobília e aquisição de um triplex no Guarujá (SP). Em troca, teria facilitado contratos para a empreiteira OAS junto à Petrobras.

 

O pedido da defesa

Em 73 páginas, os advogados requerem a nulidade do processo e a imediata liberdade de Lula. Eles dizem que Moro foi parcial e perseguiu o petista. A principal prova da suposta atuação política seria a ida do juiz para o governo de Jair Bolsonaro (PSL) como ministro da Justiça.

 

A posição do MPF

Em parecer enviado ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirma que as acusações são "ilações infundadas". Raquel diz que, ao condenar Lula, Moro jamais poderia imaginar que "seria chamado para ser ministro". Ela também cita a insistência com que Lula alega ser vítima de perseguição.

 

As chances de Lula

Até pouco tempo, a 2ª Turma era chamada de "Jardim do Éden", pela condescendência dispensada aos réus. Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli integravam o núcleo garantista, preservando ao máximo direitos dos acusados. Com Toffoli na presidência do STF, sua vaga foi ocupada por Cármen Lúcia. Em sintonia com Celso de Mello e Edson Fachin, ela tende a formar maioria mais severa.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

04/12/2018 - Seis assaltantes morrem em tiroteio com a polícia após ataque a bancos

Seis assaltantes que roubaram bancos em Ibiraiaras, no norte do Estado, nesta segunda-feira (3), foram mortos durante cerco policial entre o fim da tarde e o início da noite, segundo a Brigada Militar (BM). A informação foi confirmada pelo tenente-coronel Cláudio Feóli, comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da BM. Os bandidos teriam sido mortos em meio a tiroteio com o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

 

— Continuamos avançando na mata, atrás de quem atirou contra nosso grupo. Dois ainda estão escondidos.

 

A ação foi registrada no interior do município. Seis tiroteios teriam ocorrido em um período de 45 minutos a uma hora, segundo Feóli.

 

— A região é muito remota. Nós cercamos a mata.

 

Ainda segundo o tenente-coronel, vários fuzis foram encontrados pela polícia após o confronto. Nenhum policial ficou ferido no embate com os criminosos.

 

Refém morto

Fazia apenas alguns meses que Rodrigo Mocelin da Silva, 37 anos, estava trabalhando no Banco do Brasil de Ibiraiaras, no norte do Estado. O gerente adjunto ainda não atuava no local quando a agência do município de pouco mais de 7 mil habitantes foi alvo de assaltantes pela primeira vez neste ano, em maio. Feito refém, Silva foi baleado na fuga. Eles abandonaram a vítima, que chegou a receber atendimento no Hospital São José, mas acabou morrendo.

 

Ainda não se sabe em que circunstâncias ele foi baleado. A delegada Alexandra Nunes Ferreira, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Lagoa Vermelha, que auxilia no caso pretende conversar com os policiais que atenderam à ocorrência:

 

—  Queremos entender de que forma ocorreu.

 

O gerente havia sido transferido para a cidade em setembro deste ano. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Passo Fundo, Silva é natural de Tapera, também no Norte, e ingressou nos quadros do Banco do Brasil em setembro de 2005. Antes, trabalhava em uma agência de Marau. Ele era casado e deixa, além da mulher, dois filhos.

 

Confronto

O comandante do 10º Batalhão da Brigada Militar (BPM) de Vacaria, tenente-coronel Fabiano Paim, deu alguns detalhes, em entrevista ao programa Estúdio Gaúcha, de como foram os confrontos que acabaram com a morte dos seis criminosos. Segundo Paim, a ação da polícia ocorreu após os assaltantes investirem contra as forças de segurança. Cerca de sete ou oito embates entre agentes e o bando teriam ocorrido no interior da mata.

 

— Eles estavam em pontos separados. E quando houve a voz para entregarem as armas, baixarem, eles tentaram alvejar o pessoal que estava na mata. Nosso pessoal, inclusive, sequer tinha localizado um ou dois deles, e acabou conseguindo quando eles disparam em direção ao nosso efetivo.

 

A localização do bando ocorreu com o auxílio de uma aeronave da polícia que sobrevoava a região São Pio X na busca pela quadrilha.

 

Os ataques

A ação do bando contra os bancos — um do Banco do Brasil e outra do Banrisul — foi registrada por volta das 14h. O grupo criminoso, portando armas longas, obrigou clientes e funcionários a fazerem um cordão humano.

 

Um dos criminosos foi preso pela polícia antes dos confrontos que resultaram na morte de seus comparsas. O nome dele não foi divulgado pelas autoridades. Segundo a BM, ele era o motorista de um dos carros usados na fuga de parte do grupo. A polícia conseguiu recuperar valores roubados na ação.

 

O cerco na região na busca pelos dois criminosos segue na região. Na manhã de terça-feira, a polícia deverá realizar novas incursões na mata.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

04/12/2018 - BM apreende mais de R$ 115 mil, armas e munição com quadrilha que atacou bancos no norte do RS

A Brigada Militar apreendeu mais de R$ 115 mil com a quadrilha que assaltou duas agências bancárias na tarde de segunda-feira (3), em Ibiraiaras, no norte do Rio Grande do Sul. São notas de R$ 100, R$ 50, R$ 20, R$ 10 e R$ 2. Mas a contagem ainda não terminou. Ainda falta somar a grande quantidade de moedas encontradas em bolsas usadas pelos criminosos. 

 

Já era madrugada desta terça-feira (4) quando a reportagem de GaúchaZH presenciou policiais civis analisando o material apreendido com os criminosos. Tudo foi reunido em uma sala da Delegacia de Pronto Atendimento de Lagoa Vermelha, que ficará responsável pela investigação. Policiais da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) já estão na cidade e vão trabalhar no caso.

 

Além do dinheiro, foram apreendidas cerca de 10 armas, entre metralhadoras, revólveres e pistolas, munição, coletes à prova de balas e celulares.

 

Um refém foi morto durante a fuga dos criminosos após o ataque aos bancos. Gerente adjunto de uma das agências,  Rodrigo Mocelin da Silva, 37 anos, foi baleado e não resistiu aos ferimentos. Ainda não se sabe de onde partiu o tiro que atingiu a vítia, se dos PMs ou dos criminosos.

 

Dois assaltantes seguem foragidos, segundo a BM. Um foi preso e foi ouvido pelos policiais durante a madrugada. Seis criminosos foram mortos durante troca de tiros.

 

A BM segue com cerco na localidade de Pio X, em Ibiraiaras. O objetivo é evitar que eles deixem a área para, quando amanhecer, retomarem o ingresso na mata e tentar prendê-los.

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/12/2018 - Jovem que teve mais da metade do corpo queimado em Santa Maria é transferida para Argentina.

A jovem argentina que teve mais da metade do corpo queimado pelo namorado em Santa Maria embarcou neste domingo (2) para Santa Fé, na Argentina. O avião decolou por volta das 14h30 do aeroporto do município da Região Central do Rio Grande do Sul.

 

Bernarda Licitra Massolo, de 20 anos, estava internada em estado grave no Hospital Universitário de Santa Maria, desde a madrugada da última sexta-feira (23), quando aconteceu o crime. O suspeito, Angel Gabriel Rolon, de 30 anos, foi preso nesta quarta (28), após ser encontrado pela polícia em Candelária, no Vale do Rio Pardo, e está na Penitenciária Estadual de Santa Maria.

 

O casal fazia um mochilão no Brasil, e, para se sustentar, realizavam malabarismo na rua. Segundo a Polícia Civil, testemunhas que prestaram depoimento reforçaram que Angel ateou fogo na namorada. Além disso, Bernarda, quando chegou ao hospital, afirmou que o namorado tentou matá-la, relatando que ele teria jogado querosene e um fósforo no corpo dela.

 

Esse foi o primeiro voo internacional recebido pelo Aeroporto de Santa Maria que não tem autorização pra essa finalidade, por se tratar de um aeroporto pra voos domésticos. A empresa aérea que levou Bernarda para Buenos Aires foi contrato pelo governo Argentino.

 

 

 

Fonte: G1/RS

03/12/2018 - Três acidentes de trânsito causam cinco mortes no Rio Grande do Sul

Em menos de 12 horas, cinco pessoas morreram em três acidentes de trânsito no Rio Grande do Sul. O mais recente ocorreu na madrugada deste domingo em Ijuí. Um Fiat Toro e uma moto Honda colidiram na ERS 155, na localidade de Chorão. O motociclista e o passageiro faleceram no local.

 

Já em São Sepé, também na madrugada deste domingo, a Brigada Militar foi mobilizada para uma tragédia familiar no trânsito. Na avenida Júlio Vargas, no bairro Lili, um homem perdeu a vida após ser atropelado pelo sobrinho que conduzia um Chevrolet Celta. O condutor relatou que voltava do trabalho e teve tempo apenas de visualizar um vulto na via pública, não conseguindo evitar que o atingisse. Ele ficou em choque ao constatar que a vítima era o próprio tio.

 

Já em Lagoa Vermelha, a colisão de um Chevrolet Chevette com uma carreta Volvo na BR 285 resultou na morte de dois ocupantes do automóvel, na noite de sábado. As vítimas chegaram a ser socorridas e hospitalizadas, mas não resistiram aos graves ferimentos. Uma terceira pessoa que estava no carro ficou ferida. O caminhoneiro escapou ileso.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/12/2018 - Homem é preso com 18 quilos de maconha em Viamão

A Brigada Militar apreendeu um total de 18 quilos de maconha durante a ação iniciada no final da noite desse domingo e início da madrugada desta segunda-feira em Viamão. O efetivo do 18º BPM realizava um patrulhamento na rua Costa Gama, no bairro Augusta, quando surpreendeu um traficante, de 26 anos, com a droga distribuída em tijolos.

 

Além da maconha, os policiais militares recolheram também crack e cocaína já embalados para comercialização, além de dois celulares, material de embalagem de entorpecentes e uma balança digital.

 

O homem detido possui antecedentes criminais e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Viamão.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

03/12/2018 - Tempo firme e ventos fortes marcam a segunda no RS

O tempo fica firme em todo o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (3). Uma massa de ar seco predomina e o sol aparece entre poucas nuvens. Com o predomínio de céu aberto, as temperaturas sobem e mantêm o clima agradável durante a tarde.

 

De acordo com a Somar Meteorologia, às 2h desta madrugada a temperatura em Porto Alegre chegou aos 14,6°C. Este valor é o menor deste mês e o mais baixo para dezembro em dois anos.

 

Para hoje, ventos de forte intensidade são esperados no sul e leste do RS, com rajadas superiores a 60km/h. Deve chover apenas na região de Chuí, no final do dia, em forma de pancadas rápidas.

 

Na terça-feira (4) são prevista rajadas de vento de mais de 70km/h no litoral do Estado. Há condições para pancadas de chuva fraca e isolada na região sul do RS. Em relação às temperaturas, o começo do dia tem mínimas baixas e sensação de frio, principalmente nas áreas de planalto. À tarde, ainda que com predomínio de sol, as temperaturas voltam a subir, o que gera grande contraste térmico.

 

 

Confira a previsão para as principais cidades do RS nesta segunda-feira:

 

Capital: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 23°C

 

Pelotas: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 12°C e máxima de 18°C

 

Caxias do Sul: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 11°C e máxima de 18°C

 

Santa Maria: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 19°C

 

Santa Rosa: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 12°C e máxima de 22°C

 

Erechim: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 11°C e máxima de 20°C

 

Uruguaiana: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 24°C

 

Torres: Tempo instável, com chuvas isoladas. Mínima de 16°C e máxima de 21°C

 

Tramandaí: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 16°C e máxima de 20°C

 

Capão da Canoa: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 15°C e máxima de 21°C

 

Xangri-Lá: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 16°C e máxima de 21°C

 

Rio Grande: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 15°C e máxima de 21°C

 

Mostardas: Tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 19°C

 

Passo Fundo: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 12°C e máxima de 21°C

 

Bagé: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 8°C e máxima de 21°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/12/2018 - Carro é flagrado a 193 km/h na freeway

Apesar do limite de 110 km/h e da chuva forte que atingiu a Região Metropolitana, um carro foi flagrado a 193 km/h na freeway por volta das 17h30min do sábado (1º). O desrespeito aos limites de velocidade não foi uma exceção neste fim de semana. Durante a fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) desde a manhã de sexta-feira (30) até este domingo (2), mais de 1,8 mil multas foram aplicadas por excesso de velocidade. 

 

Só neste domingo, foram mais de 800 multas pela infração. O número é considerado alto pela instituição e ocorre após o uso intenso de radares na freeway durante o fim de semana. A alta velocidade é ainda mais perigosa em dias de chuva, como no sábado. Na rodovia, são comuns os acidentes por colisão traseira ou lateral.

 

— Observamos que as pessoas não respeitam os limites de velocidade. É um número de multas alto para um fim de semana. Isso reflete o aumento de fluxo de veículos, pelo início de dezembro, e o desrespeito de boa parte dos motoristas — avalia o chefe de comunicação da PRF, Alessandro Castro.

 

A multa para trafegar acima do limite de velocidade varia de R$ 127 a R$ 880, podendo gerar registro de quatro pontos até suspensão da carteira de motorista.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/12/2018 - 90 mil estão sem emprego há mais de dois anos no RS

As dificuldades no mercado de trabalho podem ser medidas, em parte, pelo tempo destinado à busca por vagas. No Rio Grande do Sul, dos 487 mil desempregados no terceiro trimestre, 90 mil estavam à procura de ocupação por pelo menos dois anos, estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de pessoas nessa situação segue o mais elevado desde o início da série histórica, em 2012. No trimestre anterior, abril a junho, o grupo também havia sido projetado em 90 mil pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

 

Ou seja, um de cada cinco desempregados estava em busca de recolocação há 24 meses ou mais. O contingente poderia ocupar um estádio de futebol e meio como a Arena do Grêmio, cuja capacidade é de cerca de 60 mil pessoas.

 

– Com a atividade econômica fraca, a necessidade de novas contratações é menor nas empresas – diz o coordenador da Pnad Contínua no Rio Grande do Sul, Walter Paulo de Sousa Rodrigues.

 

No Estado, esse grupo dos 90 mil desocupados é formado por 55 mil mulheres e 35 mil homens. Por nível de escolaridade, os mais afetados são os com o Ensino Médio concluído, seguidos por aqueles com o Fundamental incompleto. A parcela que está em busca de vaga há dois anos ou mais só é inferior ao grupo formado por 277 mil pessoas que procuram emprego no intervalo de um mês a um ano – que respondem por 56,9% dos 487 mil desempregados no Estado.

 

Para o IBGE, pessoas de 14 anos ou mais são consideradas desocupadas quando estão afastadas do mercado e seguem em busca de recolocação, com disponibilidade para voltar a atuar. Se exercerem atividades informais – os populares bicos – no período de procura por vaga com carteira assinada, deixam de integrar o contingente de desempregados.

 

– Quem pode esperar vagas por mais tempo é aquele extrato da população com alguma reserva de dinheiro ou com familiar que pode ajudar a bancar sua sobrevivência – explica o gerente nacional da Pnad Contínua, Cimar Azeredo.

 

Moradora de Porto Alegre, Giseli Canabarro, 31 anos, conta que está afastada do mercado desde o primeiro trimestre de 2016. À época, a então funcionária de uma empresa que coletava lixo obteve licença por causa da gravidez de seu segundo filho. Após o bebê nascer, em março, viu a companhia fechar as portas. Diante da situação, começou a buscar novo trabalho no início de 2017. Quase dois anos depois, é o marido que segue bancando as contas de casa – ele atua como motorista de caminhão que recolhe lixo.

 

– Devo ter largado mais de 30 currículos, mas não achei nada até agora – lamenta Giseli, que não conseguiu completar o Ensino Médio.

 

A exemplo dela, Kamila Alves dos Santos, 27 anos, busca trabalho formal. A moradora de Viamão, na Região Metropolitana, relata que não encontra oportunidade com carteira assinada há cerca de quatro anos. Para pagar suas despesas e de seus dois filhos, tem recorrido a bicos, como o de entregadora de panfletos, além de contar com auxílio do namorado.

 

– Busco o que aparecer. Quero trabalho. Não aguento mais esperar – sublinha Kamila, que completou o Ensino Fundamental.

 

No Brasil, no terceiro trimestre, 3,2 milhões de trabalhadores estavam à procura de vaga há pelo menos dois anos – um em cada quatro dos 12,5 milhões de desocupados à época. Como o resultado gaúcho, o número nacional é o mais elevado desde o início da série histórica do IBGE.

 

Conforme especialistas, o grupo de desempregados que buscam vagas há pelo menos 24 meses só não é maior por causa do elevado nível de desalento com o mercado de trabalho. Essa definição abrange homens e mulheres sem ocupação, que desistiram de procurar oportunidades porque perderam a esperança de alcançá-las.

 

O IBGE aponta que, no terceiro trimestre, havia 4,8 milhões de desalentados no país – 83 mil no Rio Grande do Sul.

 

– É como em qualquer fila: quem fica muito tempo parado, pode desistir – compara Azeredo.

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/12/2018 - Após três anos, família quer solução para assassinato em Porto Alegre

 

Sirlei Goulart da Silva, 77 anos, lembra com detalhes da última vez que viu Jorge Vicente Goulart da Silva, o filho do meio de uma prole de seis. Em jantar na casa onde mora com a primogênita e uma neta, em Porto Alegre, em meados de abril de 2015, recebeu Jorginho, como era chamado, na época com 42 anos. Apesar de ter passado mais de três anos do encontro, a mãe ainda consegue recordar o cardápio preparado por ela naquela noite: arroz com linguiça.

 

— Aquele dia foi diferente. Parecia uma despedida. Jantou comigo, não se queixou. Não queria me preocupar — conta Sirlei.

 

Dias depois do encontro com os parentes, Jorginho foi assassinado. Ele chegava a sua casa, na Rua Santo Antônio, no bairro Bom Fim, área central da Capital, por volta da 1h de 25 de abril de 2015, um sábado, quando foi atingido por três disparos, um deles perfurou o pulmão. Jorge, que trabalhava como instrutor de tiros, estava em sua Harley-Davidson quando um Fiesta prata parou ao lado – o carro nunca foi identificado. Um dos ocupantes atirou. Depois, os criminosos fugiram sem levar nada. A mulher dele ainda ouviu os pedidos de socorro. Jorginho chegou a receber atendimento no Hospital de Pronto Socorro, mas morreu.

 

Passados três anos e sete meses, o crime ainda é um mistério. O caso foi investigado pela 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No primeiro momento, o delegado Filipe Bringhenti comandou a apuração. No ano seguinte, o inquérito foi remetido à Justiça pela delegada que assumiu a 2ª DHPP, Roberta Bertoldo, sem indiciamentos. Cerca de 20 pessoas foram ouvidas, mas não foi encontrado nenhum suspeito ou motivação para o homicídio.

 

Segundo a delegada, esse é mais um crime que a Polícia Civil não conseguiu elucidar, ainda que tenham sido realizadas diversas diligências. No Ministério Público, o caso acabou sendo arquivado em junho deste ano. O promotor responsável se aposentou. A substituta, que assumiu após o arquivamento, não conhece o caso e não quis falar com a reportagem.

 

Ainda que faça parte da rotina dos investigadores não desvendar todos os crimes, a falta de resposta aumenta a dor dos familiares. Os parentes chegaram a contratar advogado para acompanhar o caso junto à Polícia Civil.

 

—Não vou morrer sem ver preso quem fez isso com meu filho. Quero justiça — desabafa a mãe.

 

Postagens feitas pelo instrutor de tiros em redes sociais antes do crime intrigam a família, que acredita que ele estivesse sendo ameaçado. “Agora vou constituir um advogado e buscar meus direitos na Justiça”, escreveu Jorge em uma publicação. Apesar das supostas intimidações, ele não chegou a registrar boletim de ocorrência.

 

Doença fez com que parasse de trabalhar

Em camisetas, a família exibe a foto de Jorge Vicente Goulart da Silva com sorriso no rosto. Ao lado, o xodó dele: uma Harley- Davidson – a motocicleta que pilotava no dia do crime. Uma frase resume o apelo: queremos justiça. Ao redor, o pequeno Jorginho se mostrava alheio à dor. Uma das sobrinhas, Luciana Goulart, deu ao filho de pouco mais de um ano o nome do tio.

 

— Decidi quando soube que estava grávida — conta Luciana.

 

Segundo os familiares, Jorginho tinha duas paixões: a profissão de instrutor de tiros e a moto, que comprou depois de ter descoberto ter esclerose múltipla – mal que ataca o sistema nervoso central e pode provocar perdas na capacidade motora e na fala. Foi em razão da doença que precisou deixar o trabalho em 2010.

 

— Foi fazer uma apresentação, mas sentiu formigamento na mão. Depois disso, parou de trabalhar — conta a sobrinha Karina Goulart.

 

Com orgulho e nostalgia, uma das irmãs de Jorge, Izabel Cristina Goulart, mostra placas, medalhas e menções honrosas que ele recebeu como instrutor de tiros. Conta que era colaborador da polícia e sonhava ser agente federal.

 

— Não me convenci com o fato de ele ter sido assassinado em frente de casa, na Rua Santo Antônio, e ninguém ter descoberto nada. A gente não sabe o que fazer. Só temos vontade de gritar, de pedir ajuda — complementa a irmã Izabel Cristina.

 

Depois do último encontro e antes do dia do crime, Jorginho chegou a ligar para a mãe dizendo que precisava lhe contar algo. Não teve tempo de dizer o que era. A dúvida sobre qual seria o desabafo sufoca dona Sirlei.

 

— Lamento não ter estado com o meu filho quando ele mais precisou de mim — afirma a mãe, sem conseguir conter as lágrimas.

 

O Ministério Público e a Polícia Civil não têm previsão de reabrir a investigação sobre o caso. Lamento não ter estado com o meu filho quando ele mais precisou de mim.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/10/2018 - Eduardo Leite prepara anúncio de secretários para esta semana

O governador eleito Eduardo Leite (PSDB) se prepara para anunciar nesta semana nomes que vão integrar seu secretariado, a partir de 2019. Até o momento, o único nome confirmado pelo tucano é o do futuro secretário da Fazenda, Marco Aurélio Santos Cardoso. Leite afirmou que Marco Aurélio é "alguém com capacidade, talento e disposição" para a função.

 

À coluna, um interlocutor do futuro governo afirmou que os anúncios devem ser feitos na quinta-feira (6). Também indicou que mais de um nome deverá ser anunciado na data.

 

No fim de semana, o governador eleito esteve reunido com políticos como a senadora Ana Amélia Lemos, do Partido Progressista. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade nesta segunda-feira (3), Ana Amélia confirmou o encontro, realizado no domingo, mas não assegurou que fará parte do governo de Eduardo Leite. A senadora lembrou que também tem conversado com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

 

— Em qualquer situação em que eu estiver, mesmo que não esteja no governo estadual ou no governo federal, eu estarei à disposição para ajudar o Estado. Os desafios são gigantescos, é uma pedreira que tem que ser quebrada na questão fiscal - afirmou.

 

A colunista Rosane de Oliveira avalia que Ana Amélia poderia se encaixar em pelo menos três papéis : chefe da Casa Civil, secretária da Agricultura ou representante do governo do Rio Grande do Sul em Brasília. 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/12/2018 - Já em vigor, novo fator previdenciário reduzirá valor de aposentadorias

O novo fator previdenciário, que entrou em vigor no último sábado (1º), provocará queda no valor pago aos novos segurados por tempo de contribuição pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na comparação com a aposentadoria integral, essa redução será, em média, de 33,6% no valor das aposentadorias de homens entre 49 e 59 anos, e de 44,3% no benefício pago a mulheres entre 44 e 54 anos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

 

Os perfis consideram segurados que contribuíram pelo período mínimo exigido pelo INSS – que é de 35 anos para homens e de 30 anos para mulheres – e que pagaram contribuições sobre o teto da Previdência Social na maior parte da vida profissional. A nova tabela foi divulgada na última quinta-feira (29) e começou a ser aplicada nos pedidos de benefícios feitos a partir de sábado. O novo índice deverá valer até 30 de novembro de 2019.

 

De acordo com o Ministério da Fazenda, a alteração se deve à nova tábua de mortalidade no país, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A tabela do fator previdenciário é atualizada anualmente a partir desse dado para definir o pagamento aos aposentados. Sempre que há aumento na esperança de vida, o fator prejudica as aposentadorias. Isso porque a proposta desta regra é diminuir o valor do benefício de quem tem possibilidade de recebê-lo por mais tempo. Segundo o estudo do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro passou de 75,8 anos em 2016 para 76 anos em 2017, um aumento de três meses e 11 dias.

 

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) explica que o fator previdenciário é utilizado somente no cálculo do valor da aposentadoria por tempo de contribuição do INSS. Nos demais casos, a utilização da fórmula é opcional e aplicada apenas quando aumenta o valor do benefício.

 

Criada na década de 1990 no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o fator diminui a renda de quem se aposenta mais cedo, na casa dos 50 anos. De acordo com especialistas ouvidos pela Folha, um homem que pede o benefício aos 49 anos de idade terá uma queda na renda mensal de 44,7%. Caso ele tenha contribuído pelo teto previdenciário na maior parte da sua vida, o valor seria reduzido de R$ 5.424 (média de quem pagou ao menos 80% das contribuições sobre o valor máximo) para 2.998,41. Para uma mulher de 44 anos com o mesmo perfil de contribuições, a renda cairia para R$ 2,550, um prejuízo de 53%.

 

Quando se comparam benefícios com o fator, usando a tabela antiga e a nova, a redução nas aposentadorias é de, em média, 0,66% para homens e 0,58% para mulheres, para os mesmos perfis. Se a análise considerar quem tem entre 40 e 80 anos de idade, o novo fator diminui, em média, em 0,77% a renda.

 

Uma alternativa para fugir do fator previdenciário é possível a quem se enquadrar na regra 85/95, cuja exigência é que a soma da idade ao tempo de contribuição do segurado resulte em 85 para mulheres e 95 para homens. Essas somas, no entanto, serão alteradas a partir do dia 31 deste mês, quando a pontuação subirá para 86 (mulher) e 96 (homem).

 

Caso deseje consultar quanto tempo falta para se aposentar e o valor do seu benefício, caso já tenha direito, acesse este link e siga as instruções.

 

 

 

Entenda o fator previdenciário

- O INSS divulgou a nova tabela do fator previdenciário, que serve como base para o cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição.

 

- A tabela é usada pelo instituto para calcular o benefício de quem agendou a aposentadoria desde 1º de dezembro.

 

- O fator é aplicado a quem não consegue a pontuação 85/95, regra que dá o benefício integral e que sofrerá alterações a partir de 31 deste mês.

 

- O fator previdenciário leva em conta: idade do segurado, tempo de contribuição, expectativa de vida do brasileiro, expectativa de sobrevida do segurado na data em que pede a aposentadoria.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

03/12/2018 - Tiroteio deixa três mortos e um ferido na zona norte de Porto Alegre

Três homens morreram e outro ficou ferido após um intenso tiroteio por volta das 4h desta segunda-feira (3) no bairro Jardim Itú-Sabará, na zona norte de Porto Alegre. Conforme a Brigada Militar, a troca de tiros ocorreu na esquina das ruas Carlos Salzano Vieira da Cunha e Pedro Aurélio Barth.

 

As três vítimas estavam em um Renault Logan prata, com placas da Capital. Nenhuma delas estava com documentos. Moradores ouvidos pela Polícia Civil disseram que não as conheciam.  

 

O ferido – que é morador da região – foi encaminhado ao hospital, mas não há informação sobre o estado de saúde dele. Um familiar ouvido por GaúchaZH contou que a vítima estava no banheiro quando um tiro de fuzil perfurou uma parede e o atingiu de raspão.

 

Moradores relataram que ouviram tiros e rajadas por cerca de 10 minutos na região. Peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) recolheram na área cápsulas de fuzil 5.56, pistola 9 mm e de escopeta calibre 12.

 

Os corpos foram removidos do local pouco antes das 7h. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios, que ainda não tem suspeitos do crime.

Três homens morreram e outro ficou ferido após um intenso tiroteio por volta das 4h desta segunda-feira (3) no bairro Jardim Itú-Sabará, na zona norte de Porto Alegre. Conforme a Brigada Militar, a troca de tiros ocorreu na esquina das ruas Carlos Salzano Vieira da Cunha e Pedro Aurélio Barth.

 

As três vítimas estavam em um Renault Logan prata, com placas da Capital. Nenhuma delas estava com documentos. Moradores ouvidos pela Polícia Civil disseram que não as conheciam.  

 

O ferido – que é morador da região – foi encaminhado ao hospital, mas não há informação sobre o estado de saúde dele. Um familiar ouvido por GaúchaZH contou que a vítima estava no banheiro quando um tiro de fuzil perfurou uma parede e o atingiu de raspão.

 

Moradores relataram que ouviram tiros e rajadas por cerca de 10 minutos na região. Peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) recolheram na área cápsulas de fuzil 5.56, pistola 9 mm e de escopeta calibre 12.

 

Os corpos foram removidos do local pouco antes das 7h. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios, que ainda não tem suspeitos do crime.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

30/11/2018 - STF suspende novamente decisão sobre indulto de Natal concedido por Temer

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira o julgamento que decide se o indulto natalino a presos (perdão da pena) concedido pelo presidente Michel Temer em dezembro de 2017 tem validade. O ministro Luiz Fux pediu vista (mais prazo para analisar a ação). O placar parcial está em 6 a 2 a favor do decreto e uma nova sessão ainda não tem data para ocorrer.

 

Além do julgamento inicial, os ministros votaram se eram a favor da manutenção da liminar concedida por Barroso, em março deste ano, que não reconheceu parte do decreto de Temer. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, pediu vista neste caso. Com isso, a liminar permanece. Antes do pedido de vista da segunda votação, o placar estava 5 a 4.

 

O indulto é uma prerrogativa do presidente da República e está previsto no artigo 84 da Constituição Federal. Diferentemente das "saidinhas", o indulto representa um perdão da pena para quem cumprir uma parcela de sua condenação, segundo parâmetros definidos pelo próprio presidente por meio de decreto.

 

Nesta quinta votaram os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Na quarta-feira, já tinham votado os ministros Luís Barroso e Alexandre de Moraes. Ainda três ministros precisam votar: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Dias Toffoli.

 

Veja como ficou a votação

 

Barroso: votou por validar parte do decreto dado por Temer.

 

Para o relator da ação, terá direito ao indulto os condenados por crimes cometidos sem grave ameaça ou violência. Barroso também entende que será necessário o cumprimento de ao menos de um terço da pena em vez de 20%, como foi colocado por Temer.

 

Além disso, o ministro considera que a condenação não pode ter sido superior a oito anos de prisão.

 

Também não serão beneficiados quem foi condenado por peculato (crime cometido por funcionário público), concussão, corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência, crimes contra o sistema financeiro nacional, crimes previstos na lei de licitações, lavagem de dinheiro, ocultação de bens, crimes previstos na lei de organizações criminosas e associação criminosa.

 

Alexandre de Moraes: votou pela validade total do decreto.

 

Fachin: votou com o relator, pela validade em parte do decreto de Temer.

 

Rosa Weber: votou pela validade total do decreto.

 

Lewandowski: votou pela validade total do decreto.

 

Marco Aurélio: votou pela validade total do decreto.

 

Gilmar Mendes: votou pela validade toral do decreto.

 

Celso de Mello: votou pela validade total do decreto.

 

Histórico

 

No ano passado, Temer concedeu o indulto a todos os presos não reincidentes que concluíram um quinto de suas penas. Para os presos reincidentes, receberam o perdão aqueles que completaram um terço da pena. A regra valeria apenas para quem cometeu crime sem grave ameaça ou violência à pessoa, mas Temer quebrou a tradição de estabelecer um limite para quais penas o benefício seria aplicado. Até então, o indulto era concedido apenas a quem tinha pena menor de oito anos, ou com regras mais rígidas para quem tinha pena entre 8 e 12 anos. Além disso, o decreto de Temer permitiria o perdão da pena de quem cometeu crimes de colarinho branco, como os condenados por corrupção, independentemente de pagamento de multa e tamanho da condenação.

 

As regras foram consideradas inconstitucionais pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. “O chefe do Poder Executivo não tem poder ilimitado de conceder indulto. Se o tivesse, aniquilaria as condenações criminais, subordinaria o Poder Judiciário, restabeleceria o arbítrio e extinguiria os mais basilares princípios que constituem a República Constitucional Brasileira”, escreveu Dodge na ação proposta ano passado.

 

Na ocasião, a então presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, atendeu a um pedido da PGR (Procurador-Geral da República) e suspendeu o decreto. Em março deste ano, o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, reconheceu parte do texto aprovado por Temer, mas retirou a possibilidade de benefícios para condenados por crimes de corrupção, peculato, tráfico de influência, crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

 

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

30/11/2018 - Chuva de verão atinge Rio Grande do Sul nesta sexta

O verão ainda não começou oficialmente, mas o Rio Grande do Sul já sente as marcas da estação. Segundo a MetSul Meteorologia, a massa de ar quente que cobre o Estado favorece a precipitação típica de verão, especialmente na virada da tarde para a noite desta sexta-feira. Podem ocorrer pancadas isoladas e tendem atingir principalmente a Metade Norte.

 

Durante o dia, o sol aparece com nuvens em todas as regiões, apesar de maior nebulosidade em alguns pontos. Com a massa de ar quente e úmido sobre o território gaúcho, a sensação mais uma vez será de abafamento com o calor em muitas cidades pela tarde.

 

Em Porto Alegre, a tendência é de uma sexta quente que vai intercalar entre períodos de sol e chuva. Na Capital, as marcas devem ficar entre 20°C e 29°C.

 

Mínima e Máxima

 

Capão da Canoa 20°C | 24°C

 

Vacaria 15°C | 25°C

 

Bagé 19°C | 27°C

 

Pelotas 18°C | 28°C

 

Santiago 18°C | 28°C

 

Alegrete 19°C | 29°C

 

Santa Cruz 20°C | 30°C

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

30/11/2018 - Municípios pedem socorro ao Ministério Público para evitar "colapso completo" na saúde do RS

Com sérios impactos já sentidos em hospitais filantrópicos e santas casas, a crise nas finanças da saúde pública do Rio Grande do Sul começa a trazer efeitos graves aos municípios gaúchos. Segundo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o Estado deve R$ 500 milhões em repasses às prefeituras, recursos destinados à contrapartida do governo gaúcho para programas como Estratégia de Saúde da Família, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Farmácias Municipais.

 

Deste montante, há quantias atrasadas desde o governo Tarso Genro e que foram herdadas por José Ivo Sartori. No começo da atual gestão, em janeiro de 2015, os valores chegaram a ser renegociados e parcelados, mas, como já opera em déficit, o governo nunca conseguiu honrar o pagamento integral das parcelas. A bola de neve atinge a população dos municípios que já restringem atendimentos e reavaliam a continuidade de serviços.

 

Alarmado com a situação, o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS) enviou, na terça-feira (27), uma carta aberta à população para alertar sobre o risco iminente de paralisação geral dos serviços médicos no Estado. No mesmo dia, secretários de Saúde de diversos municípios se reuniram na Capital para tratar do assunto. O grupo entregou uma carta com pedido de socorro ao Ministério Público, que, por sua vez, solicitou ao conselho a criação de um comitê de crise para monitorar, cidade por cidade, como estão os efeitos da paralisação dos hospitais – são ao menos 16 em todo Estado – e dos demais serviços de saúde.

 

— Chegamos ao ponto mais crítico.

 

Nesse momento, os prefeitos têm de pagar 13º salário, férias, e os hospitais estão fechando. O caos não é só do Estado, chegou aos municípios, que arrecadam cada vez menos. Queremos que o MP nos dê garantia de que o Estado vai empenhar e reconhecer essa dívida. Também vamos pedir (ao governo do RS) um plano emergencial para que os hospitais não fechem em cadeia e não se tenha um colapso completo no final do ano – avalia o presidente do Cosems-RS, Diego Espíndola.

 

O Ministério Público informou que fará parte do comitê de crise para tentar resolver o problema sem entrar com ação judicial. O assunto é acompanhado pela promotora Liliane Dreyer.

 

Espíndola reconhece que, embora o total da dívida seja muito maior, os secretários pedirão prioridade ao pagamento a hospitais – cujo valor devido pelo Estado chega a R$ 210 milhões hoje, referente ao atraso de parcelas de R$ 70 milhões de agosto, setembro e outubro.

 

Na disputa entre hospitais e municípios por recursos, as instituições de saúde normalmente saem na frente por estarem mais próximas da população. Secretário do governo Sartori até abril, João Gabbardo explica que, com a falta de dinheiro, ao fim de cada mês, o dilema se repete:

 

— A saúde tem três despesas principais: remédios, repasse aos municípios e hospitais. A tendência é sempre quitar primeiro os hospitais em detrimento dos municípios.

 

Além disso, com a saída dos médicos cubanos do programa do governo federal Mais Médicos, muitas unidades de saúde estão sendo fechadas porque ainda não receberam profissionais para substituí-los. Pacientes da atenção básica passam a procurar o pronto-atendimento e hospitais.

 

Coordenador-geral da Famurs, Darci Lauermann lembra que os atrasos em repasses aos municípios começaram em 2009 e se agravaram a partir de 2013 e 2014. Todos os meses, R$ 42 milhões do Estado são divididos entre os 497 municípios gaúchos. É como se 12 parcelas estivessem em atraso ao longo de cinco anos. Na prática, cada governador vai pagando um pouco e deixando de pagar uma parte, diz  Lauermann:

 

— Todo governador recebe essa herança maldita. E além de não conseguir pagar inteiramente o débito recebido, aglutina o passivo dele mesmo. Com o governo Sartori, foi o que ocorreu. Tem se tornado rotina.

 

A exemplo de Sartori, Eduardo Leite também receberá uma dívida volumosa e, provavelmente, muito maior do que a do seu antecessor. O atual secretário de Saúde Francisco Paz, entretanto, ainda não sabe precisar os valores que ficarão para a próxima gestão quitar. Coordenador da transição do governo Leite, Lucas Redecker assegura que o governador eleito reconhecerá a dívida com municípios e hospitais. Segundo ele, não só para recuperar as contas da saúde, mas para reaver o fôlego do Tesouro do Estado como um todo. Assim que a próxima gestão assumir, a equipe de Leite dará início a uma reforma da estrutura do Estado, que envolve a venda de estatais, a renovação das alíquotas do ICMS e a revisão dos planos de carreira, em diálogo com as categorias dos servidores.

 

— Sabemos que vamos começar com muitos problemas e que não será no primeiro dia que iremos resolvê-los, mas nosso objetivo é promover uma reforma que estanque o déficit nas contas – afirma Redecker.

 

Segundo monitoramento do Cosems-RS, os municípios afetados pelo atraso dos repasses de verbas com maior reflexo na desassistência de serviços são Sapucaia do Sul, Viamão, Caxias do Sul, Santa Maria, Montenegro, Canoas, Uruguaiana e Bagé. Alumas cidades sequer informam os procedimentos que estão sendo interrompidos por temor do impacto político que isso possa gerar.

 

Na avaliação de Lauermann, até o momento, não existem mais municípios em situação emergencial porque os prefeitos utilizam recursos livres para aplicar na saúde:

 

— Os prefeitos não têm outra alternativa porque a saúde tem reflexo direto e impacto político muito grande. Aos olhos da população, se o hospital atende mal, a culpa é do prefeito.

 

UPA só para emergências em Cruz Alta

Em Cruz Alta, a situação agravada pela restrição de cirurgias e internações eletivas no Hospital São Vicente de Paulo fica ainda mais crítica com a limitação de atendimento da UPA 24h. Da mesma forma que o hospital, está atendendo apenas urgências e emergência. Os funcionários da empresa Salus e Salutis, responsável pela administração da UPA, entraram em greve em 12 de novembro porque não receberam parte dos salários de setembro e a integralidade dos vencimentos de outubro.

 

— Chega muita gente e vai embora sem atendimento. Se não tiver ao menos febre, não é atendido — explicou um funcionário em greve, que não quis se identificar.

 

Já os servidores da prefeitura estão com o pagamento de horas extras atrasado, e os salários são quitados com cinco dias de atraso. Cargos de confiança e profissionais contratados recebem apenas no dia 20. Para pagar o 13º salário do funcionalismo, a prefeitura recorrerá a um empréstimo junto ao Banrisul.

 

No terceiro mandato como prefeito, Vilson Roberto Bastos dos Santos afirma que Cruz Alta vive sua pior crise na saúde.

 

O Estado deve R$ 1,3 milhão em repasses ao município. Deste valor, apenas para UPA, o Piratini tem atrasado R$ 200 mil, e a prefeitura, outros R$ 500 mil. No final da semana, a prefeitura chegou a encaminhar R$ 100 mil para a UPA, mas só foi possível colocar em dia os salários dos médicos.

 

Tendo em vista a restrição de atendimentos na UPA e temendo o não repasse dos Estado aos hospitais, Santos trabalha para contratar uma UTI Móvel para encaminhar pacientes até os hospitais regionais mais próximos de Cruz Alta.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

30/11/2018 - Bolsonaro anuncia almirante da Marinha como futuro ministro de Minas e Energia

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou, nesta sexta-feira (30), o diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, para o cargo de ministro de Minas e Energia.

 

Nascido no Rio de Janeiro, Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior começou a carreira na Marinha em 1973. Foi comandante em chefe da Esquadra, chefe de gabinete do Comando da Marinha e comandante da Força de Submarinos Brasileira. No exterior, o almirante atuou como observador militar das forças de paz das Nações Unidas em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina.

 

 Este é o 20º nome anunciado por Bolsonaro para o primeiro escalão do futuro governo. A previsão é que permaneçam 22 ministérios, dos atuais 29. A intenção de Bolsonaro é enxugar as pastas para economizar recursos.

 

Repercussão

O atual ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, elogiou nesta sexta-feira, na sua conta do Twitter, a confirmação do almirante para a pasta.

 

“[O] presidente Bolsonaro acertou na indicação do Almirante Bento para o MME. Muito bem preparado para as responsabilidades técnicas e de comando do setor. Conhece o funcionamento e os desafios da convivência no parlamento e é de uma família de superdotados.”

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

30/11/2018 - Operação no RS e em mais quatro Estados combate fraude de R$ 150 milhões no ICMS

O Ministério Público (MP) e a Receita Estadual realizaram, na manhã desta sexta-feira (30), operação no Rio Grande do Sul e em mais quatro Estados para desarticular um esquema criminoso que já teria causado prejuízo de R$ 150 milhões no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

 

Segundo a investigação, empresas de fachada foram montadas para simular compra e venda de metais e sucata de alumínio. Em troca, recebiam créditos do imposto de outras empresas do ramo, situadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, Santa Catarina e no Paraná, criadas apenas para emitir notas fiscais frias.

 

Foram cumpridos 13 mandados de busca em Porto Alegre, em três residências e em duas empresas, além do cumprimento de ordens judiciais em três firmas de Santa Catarina - em Tubarão e em Pescaria Brava - e em uma casa na capital paulista. No Paraná, os alvos foram duas empresas em Curitiba, e no Rio, os agentes apreenderam documentos e computadores em mais duas empresas na cidade de Duque de Caxias.

 

Ao todo, são nove empresas investigadas e quatro empresários. Por enquanto, os nomes dos suspeitos e dos estabelecimentos não foram divulgados, porque a apuração continua. Os crimes apurados são contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, associação criminosa e demais delitos interligados.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

30/11/2018 - Criminosos atacam banco e fazem refém durante fuga em Herval, no sul do RS

Uma agência do Banrisul no município de Herval, no sul do Estado, foi alvo de criminosos na madrugada desta sexta-feira (30). Um homem chegou a ser feito refém pelos assaltantes durante a ação.

 

Segundo a Brigada Militar, um grupo de criminosos chegou por volta das 3h30min na agência e usou explosivos no ataque. Ao perceberem a chegada da polícia, eles deram tiros para cima e fugiram levando dinheiro – a quantia ainda não foi informada.

 

Um homem, que trabalha como segurança de um parque próximo ao local, foi levado como refém. Conforme a polícia, ele foi liberado em seguida, na localidade de Basílio, e não sofreu ferimentos.

 

Os criminosos fugiram em três veículos – uma Spin branca, uma Hilux preta e um terceiro carro não identificado. Miguelitos foram jogados nas vias pelos assaltantes.

 

A polícia faz buscas pelo grupo, mas, até o momento, ninguém foi preso. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) também foi acionado para atender a ocorrência.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

30/11/2018 - Mais de 500 policiais bloqueiam acessos de duas vilas de Porto Alegre em ação contra o tráfico

Em ação conjunta contra o tráfico de drogas, que envolve mais de 500 agentes, a Polícia Civil e a Brigada Militar bloqueiam na manhã desta sexta-feira (30) os principais acessos a duas grandes comunidades da zona leste de Porto Alegre: a vila Maria da Conceição e o Campo da Tuca. Policiais também agem em endereços da vila Resvalo e nos bairros Restinga, Cascata e Glória, mas sem bloqueios.

 

O objetivo é realizar buscas em 57 residências e bares suspeitos de funcionar como bocas de fumo e esconderijo de criminosos. São procuradas também 20 pessoas supostamente envolvidas em tráfico e homicídios, cujas prisões temporárias foram decretadas pela Justiça. Até as 9h30min, 14 pessoas haviam sido presas.

 

Os policiais usam viaturas, helicópteros e cães farejadores nas buscas. A investigação é conduzida pelo Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, que denominou a ação de Operação Dama da Noite.

 

O nome faz alusão à cocaína de tipo "Viviane", que teria alto grau de pureza, coloração amarelada e aroma de baunilha, famosa por gerar grande rentabilidade aos traficantes e atrair legiões de usuários. O apoio no cerco é feito pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE) da BM.

 

As investigações e os monitoramentos começaram em 2015 e são tocadas pela 2ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, do Denarc. Os policiais, por meio de campanas, obtiveram diversos flagrantes de tráfico feito a céu aberto, em locais de comércio e, também, registraram em filmagens tiroteios travados pelas diversas facções que tentam o domínio dessas regiões de periferia.

 

O Denarc monitorou mais de 12,4 mil telefonemas e mensagens de WhatsApp trocadas pelos suspeitos desde 2015. O principal alvo das investigações era João Carlos da Silva Trindade, o Colete, que acabou assassinado em 23 de agosto de 2017, quando já era investigado pelo Denarc.

 

Colete foi uma das vítimas da violenta disputa pelo poder na vila Maria da Conceição e no Campo da Tuca após a prisão dos "patrões" do tráfico nesses bairros. Paulo Ricardo Santos da Silva, o Paulão, mandava na Conceição, enquanto Juraci Oliveira de Souza, o Jura, era o líder dos traficantes da Tuca. Os dois continuam presos desde 2010, por homicídios.

 

Conforme o delegado Mário Souza, do Denarc, gerentes do tráfico que atuavam para os dois líderes presos articularam uma espécie de "golpe de estado", se articulando com outros grupos para a tomada de poder.

 

Nesses quatro anos de investigações, o Denarc constatou duas frentes de batalha na Conceição e na Tuca. Uma delas é interna, envolvendo remanescentes dos bandos de Paulão e Jura. A outra é desses antigos gerentes contra a facção considerada a mais violenta do Rio Grande do Sul, com sede no bairro Bom Jesus, que tenta tomar as bocas de fumo que pertenciam aos dois líderes do tráfico presos desde 2010.

 

Além de Colete, a guerra matou outro gerente do tráfico na Conceição, Adão Adilson Ferreira da Silva. Após a morte do patrão, Adão foi preso em novembro de 2016 pelo Denarc. Libertado no ano seguinte, ele foi emboscado por grupos rivais em setembro de 2017, na própria vila onde se criou.

 

Ao longo das investigações, o Denarc apreendeu mais de 100 quilos de maconha destinada a abastecer os pontos de tráfico na Maria da Conceição. Os agentes também constaram a adoção de um sistema de "drive-thru" de venda de cocaína e maconha por parte dos traficantes daquela vila.

 

As investigações se expandiram para localidades como Restinga, Vila Cruzeiro, Vila Resvalo, Campo da Tuca, Cascata e Gloria, devido à fragmentação da quadrilha e também às guerras envolvendo grupos rivais, ligados a essas regiões.

 

A investigação foi chefiada pelo delegado Tiago Lacerda, que destaca:

 

— Foi complexo e, por isso, o trabalho atinge muitos bairros.

 

O delegado Mário Souza, chefe do Denarc, diz que existem relatos de moradores que teriam sido expulsos de suas residências por conflitos entre quadrilhas, e isso também é objeto da operação.

 

— Vamos focar nos autores das extorsões aos moradores, que acabam tendo de pagar aluguel aos traficantes.

 

O delegado ressalta que o trabalho só ocorre porque envolveu troca de informações com o setor de inteligência do Comando de Policiamento de Capital (CPC) da BM, que ajudou no monitoramento das bocas de fumo.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

29/11/2018 - Previsão do tempo no RS: quinta-feira pode ter chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento

Na quinta-feira (29), a instabilidade ganha força no Rio Grande do Sul. Há condição para  chuva forte e volumosa, acompanhada de descargas elétricas e rajadas de vento na Região Central, no Norte e na Região Metropolitana. Além disso, no Litoral, o vento pode chegar aos 60 km/h.  

 

No Sul, o dia ainda será bastante nublado, mas com pouca condição para chuva. Nas demais regiões, pancadas fracas são esperadas ao longo do dia.  Com a nebulosidade aumentando, a temperatura cai levemente no período da tarde. A mínima, de 11ºC, está prevista para São José dos Ausentes, na Serra, e a máxima, de 31ºC, para Santa Rosa, no Noroeste.

 

Em Porto Alegre, a quarta-feira (28) teve céu nublado e garoa. A temperatura mínima foi de 19,3ºC e a máxima, 25,2ºC. A previsão é que a chuva comece a se intensificar na Capital durante a noite e a madrugada da quarta. Entretanto, na manhã de quinta, as precipitações dão uma pausa, retornando no começo da tarde. Os termômetros variam entre 20ºC e 28ºC.

 

 Nebulosidade continua predominando

 A sexta-feira (30) ainda deve ser de chuva forte no Norte, com risco de temporais. Nas demais regiões, o céu segue nublado, com pancadas fracas e baixos acumulados. 

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 28°C

Pelotas: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 15°C e máxima de 23°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 22°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 18°C e máxima de 26°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 18°C e máxima de 31°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 15°C e máxima de 26°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 29°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 16°C e máxima de 24°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 23°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 23°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 23°C

Rio Grande: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 24°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 23°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 28°C

Bagé: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 14°C e máxima de 23°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

29/11/2018 - Bolsonaro aumenta para 22 número de possíveis ministérios no seu governo

O anúncio de mais três ministros do próximo governo elevou para 19 os nomes confirmados para o primeiro escalão de Jair Bolsonaro (PSL). Acima das 15 pastas projetadas durante a campanha eleitoral, o novo cálculo poderá contar com até 22 nomes, caso Direitos Humanos — que incluiria políticas públicas para mulheres, LGBTs e igualdade racial — mantenha status de ministério. Ainda não foram apresentados os responsáveis pelo Meio Ambiente e por Minas e Energia.

 

— Mais três está de bom tamanho. Semana que vem saem os (nomes dos) demais ministérios — destacou Bolsonaro, em entrevista ontem, após pedir auxílio ao futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que estava ao seu lado.

 

Na última terça-feira, o presidente eleito havia afirmado que o número final de pastas não passaria de 20. Atuando como bombeiro, Onyx minimizou o recuo do futuro chefe:

 

— Tem uma explicação (para chegar a 22). O Banco Central é provisório. No momento em que ele tiver a independência, perde o status (de ministério). A AGU (Advocacia-Geral da União) vai ser analisada oportunamente.

 

Nesta quarta-feira foram divulgados mais detalhes sobre a movimentação de peças na Esplanada. O Ministério da Cidadania será ocupado pelo deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), sexto gaúcho na linha de frente de Jair Bolsonaro (PSL). O setor irá agregar as funções exercidas pelas atuais estruturas do Esporte, da Cultura e do Desenvolvimento Social, chefiada por Terra até abril, além de parte da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. É também o primeiro nome do MDB a ocupar uma pasta no novo governo.

 

A pasta será responsável por gerir o programa Bolsa Família, que deverá ser ampliado, com o pagamento de uma parcela equivalente ao 13º salário no final do ano, compromisso incluído no plano de governo do PSL.

 

— O presidente pediu e vai ser cumprido. Com o ajuste (pente-fino que cancelou o benefício de cinco milhões de famílias nos últimos dois anos) é mais fácil colocar o recurso do 13º — disse Terra, indicado para a função pelas bancadas temáticas ligadas à assistência social e à saúde do Congresso.

 

A pasta do Desenvolvimento Regional terá o engenheiro Gustavo Canuto à frente. A estrutura é resultado da fusão dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, onde o futuro ministro atua como secretário-executivo. Entre as atribuições, estarão programas de habitação, como o Minha Casa Minha Vida, e ações contra a seca. Canuto é considerado indicação técnica.

 

O deputado federal mineiro Marcelo Álvaro Antônio, mais votado do Estado na última eleição, foi confirmado como ministro do Turismo. Nome defendido pela bancada que atua em defesa da área, é o terceiro integrante do PSL alçado ao primeiro escalão do futuro governo. Os dois outros são Gustavo Bebianno, que ocupará a Secretaria-Geral da Presidência, e Marcos Pontes, futuro ministro da Ciência e Tecnologia.

 

O anúncio do trio foi antecipado por Bolsonaro a um grupo de cerca de 80 deputados, reunidos a portas fechadas na sede da transição de governo. Grande parte dos parlamentares presentes pertence à bancada evangélica do Congresso, que tentou emplacar um indicado para o Ministério da Cidadania – o grupo chegou a apresentar lista com cinco nomes, entre eles o do ex-ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), mas não foi atendido.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

29/11/2018 - Exigência de venda do Banrisul trava plano de recuperação fiscal do RS

Ao declarar, em entrevista à Rádio Gaúcha, que o Estado está impedido de aderir ao regime de recuperação fiscal se não privatizar o Banrisul, a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, aprofundou as incertezas sobre o futuro das contas do Rio Grande do Sul – e sobre o rol de opções disponíveis ao governador eleito Eduardo Leite (PSDB) para enfrentar a crise, que se agrava a cada dia.

 

Desde 2017, a economista acompanha de perto as negociações entre a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão que comandou os trâmites por parte da União, e a gestão de José Ivo Sartori (MDB), na tentativa de aderir ao programa federal. A iniciativa foi criada pela União para socorrer Estados em calamidade financeira em troca de uma série de contrapartidas.

 

Nos últimos dois anos, Sartori e sua equipe sempre disseram que o banco não entraria no negócio – o que de fato se confirmou – e que sua venda não estava entre as exigências do Ministério da Fazenda. Na última campanha eleitoral, a assinatura do acordo foi o principal compromisso assumido por Sartori e, após o pleito, o governador garantiu que um pré-acordo (espécie de carta de intenções, sem validade oficial) estaria pronto para ser firmado, o que ainda não ocorreu.

 

Até então distante dos holofotes e pouco afeita a entrevistas, Ana Paula falou nesta quarta-feira (28) por mais de 30 minutos e jogou areia nas promessas de Sartori – dando indicativos de que a atual gestão sabia que, sem vender o Banrisul, não haveria chances de levar tratativas adiante.

 

Didática, deixou claro que "existem dois pontos principais que não permitiram a adesão do Rio Grande do Sul ao regime": a dificuldade de comprovar que compromete no mínimo 70% da receita com pessoal e pagamento da dívida e a não inclusão do banco público na lista de estatais a serem vendidas. Sobre esse último ponto, destacou que, sem o Banrisul, há “impedimento total” à adesão. A venda representaria cerca de R$ 4 bilhões em caixa, o que, na avaliação dela, ajudaria a abater o passivo do Estado.

 

— Isso (a decisão de Sartori de manter o banco sob controle estadual) foi, sim, uma restrição para a entrada no regime. Em três anos, o Rio Grande do Sul vai poder ficar sem pagar suas dívidas, e isso tem o valor de R$ 9 bilhões. Mas isso não elimina, isso aumenta a dívida pública — sintetizou Ana Paula.

 

As revelações tiveram repercussão imediata. Da Inglaterra, onde participa de um curso na Universidade de Oxford, Leite disse, por telefone, que cabia a Sartori "responder pelas declarações que fez ao povo gaúcho". Durante a disputa eleitoral, o tucano garantiu que daria continuidade ao acordo, porém com alterações. Como Sartori, comprometeu-se a não privatizar o Banrisul.

 

Agora, Leite terá o desafio de cumprir duas promessas, em tese, conflitantes: garantir a adesão ao regime, sem ceder o banco. E terá de fazer isso em uma nova conjuntura, com Paulo Guedes, ferrenho adepto das privatizações, à frente do Ministério da Economia.

 

No fim da tarde, pelo Twitter, Sartori acusou “alguns setores” de criar “falsa polêmica midiática” sobre o assunto e “fomentar tensão entre o atual e o futuro governo”. Conforme o governador, “a privatização do Banrisul nunca fez parte das negociações” e é “compreensível que agentes do Tesouro Nacional tivessem esse desejo”. Apesar disso, garantiu não ter dado margem a essa possibilidade e disse que, “mesmo assim, as negociações prosseguiram”, resultando na “minuta de acordo prévio, a qual já foi entregue formalmente para o futuro governo”.

 

Ele concluiu afirmando que “governar um Estado em crise exige perseverança, paciência e competência técnica das equipes. Não é por meio de discussões na imprensa ou de falsas polêmicas que vamos resolver os problemas”.

 

O que disse Ana Paula Vescovi

Existem dois pontos principais que não permitiram a adesão do Rio Grande do Sul ao regime de recuperação fiscal. O primeiro foi não estar com os demonstrativos das contas públicas ajustados às regras da lei de responsabilidade fiscal, e aí, sim, nesses demonstrativos, estariam reveladas as despesas de pessoal da ordem de 70% de todas as receitas correntes líquidas.  Esse é o critério de entrada, e o Estado não publicou os demonstrativos segundo as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

 

Análise

Nos documentos oficiais, o Estado seguiu declarando gastos com pessoal conforme os critérios do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que são mais brandos — deixam de fora, por exemplo, as despesas com pensões e auxílios, o que acaba reduzindo a fatia da receita comprometida com a folha e seus encargos ( livrando, historicamente, os governadores de punições). Para aderir ao regime, o Estado precisa provar para a Secretaria do Tesouro Nacional que compromete 70% ou mais da receita com pessoal e juros e amortizações da dívida. Embora, na prática, isso já seja realidade, até agora não ficou claro nos relatórios contábeis.

 

O que disse Ana Paula Vescovi

"A segunda (razão pela qual o Estado não conseguiu aderir ao programa) foi de fato o plano de privatizações, que faz parte desse plano de ajuste das contas públicas com todas as medidas que o Estado teria de adotar. O Estado fez um esforço nos últimos quatro anos, mas não o suficiente.

 

Então, qual é a questão do Banrisul? O Banrisul é importante entrar no plano de privatização. Isso foi, sim, uma restrição para a entrada no regime.  No regime, em três anos, o Rio Grande do Sul vai poder ficar sem pagar suas dívidas, e isso tem o valor de R$ 9 bilhões. Mas isso não elimina, isso aumenta a dívida pública. Agora, quando você fala em privatizar, qual é a lógica do plano?

 

O Rio Grande do Sul só entra no plano se tiver medidas que demonstrem o equilíbrio fiscal em 2021, em três anos. Ou seja, o Estado tem de sair arrumado, equilibrado, lá na frente.   Para que saia equilibrado, suspendendo os R$ 9 bilhões de dívida, seria muito importante abater essa dívida por meio da venda de ativos. Não é para fazer despesa corrente. "

 

 

 

Análise

Os principais benefícios do regime de recuperação fiscal são a suspensão da dívida por pelo menos três anos e a obtenção de financiamento (mesmo sem margem para isso) para sanar pendências financeiras.

 

Para aderir ao programa, o Estado precisa apresentar um plano detalhado com as medidas que serão adotadas em três anos para reequilibrar as contas. Esse plano tem de ser aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional, o que, até agora, segundo Ana Paula, não ocorreu.

 

Para a quitação de passivos, o Estado deve listar empresas dos setores financeiro, de energia e de saneamento, entre outros, para privatização. Caso avalie a necessidade de financiamento para regularizar o caixa, tem de oferecer ativos como garantia à União.

 

 

O que disse Ana Paula Vescovi

"Impedimento total (sobre a adesão ao regime sem o Banrisul ser privatizado).   Por quê? Sendo muito clara: as três companhias que até agora foram colocadas no plano de privatizações têm valor estimado de R$ 1,8 bilhão.   

 

Suspendo R$ 9 bilhões de dívida, estou ofertando R$ 1,8 bilhão em três companhias? Por que o Banrisul é essencial? Porque é a companhia mais valiosa do Estado, (vale) cerca de R$ 4 bilhões.   É óbvio que todo esse plano tem de ser voltado para a melhoria dos serviços prestados à população.

 

 

Os serviços bancários podem, sim, ser providos pelo setor privado, e com excelência. Então, isso não vem em prejuízo à população gaúcha. É um ativo valioso que pode tornar muito menos doloroso o processo de ajuste das contas para todos os gaúchos."

 

Análise

Ana Paula afirma que o Rio Grande do Sul é impedido de assinar o acordo de adesão com a União se não incluir o Banrisul na lista de privatizações por um motivo simples: as estatais listadas para privatização (CEEE, CRM e Sulgás), além de até agora não terem sido privatizadas, podem render cerca de R$ 1,8 bilhão, o que é considerado pouco pelo Tesouro para fazer frente aos problemas.

 

Somando com o Banrisul, seria possível chegar, por baixo, a R$ 5,8 bilhões, valor considerável para abater parte da dívida jogada para frente. Ainda assim, ficariam valores por pagar, incluindo os juros e a correção do passivo no período, estimado em cerca de R$ 1 bilhão.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

29/11/2018 - Dois anos após tragédia, Chapecoense responde a 54 ações na Justiça

Enquanto no campo a Chapecoense briga para se manter na elite do Brasileirão, nos bastidores os últimos dias forçaram uma corrida contra o tempo no departamento jurídico do clube. Como o prazo de dois anos em relação ao acidente faria a Chape perder o direito de judicializar determinadas reivindicações, esta semana advogados do time moveram novas ações na Justiça, desta vez na Colômbia.

 

Os processos têm como alvos o governo colombiano e órgãos de controle da aviação no país, além das empresas envolvidas com a apólice de seguro da tragédia. O clube entende que as autoridades da Colômbia devem ser responsabilizadas por permitir um voo marcado por irregularidades, enquanto as empresas ligadas ao seguro são cobradas por terem negociado o valor da apólice em escala abaixo do que praticavam meses antes.

 

No ano passado, a Chapecoense já havia ajuizado processos na Justiça Federal da própria cidade contra autoridades da Bolívia e da companhia aérea LaMia. Ainda não previsão sobre quando as ações podem ter desfecho.

 

—Temos uma segurança jurídica boa para buscar valores que possam nos ajudar a indenizar as famílias e para a Chapecoense buscar o ativo que ela perdeu — diz o vice-presidente jurídico da equipe, Cesair Bartolomei.

 

Clube é alvo de ações na Justiça

Por outro lado, a Chapecoense também responde a uma série de processos judiciais, principalmente trabalhistas, ajuizados por familiares de atletas e de funcionários vítimas da tragédia. Se todas as 54 ações civis e trabalhistas conhecidas resultassem em condenação ao clube, diz Bartolomei, o montante a ser pago chegaria a U$ 100 milhões. Mas, na prática, esse valor é considerado apenas hipotético porque a Chapecoense também pode ganhar parte das causas e garantir acordos de interesse do clube.

 

Segundo o departamento jurídico, oito conciliações já foram firmadas com base em valores e condições de pagamento propostas pela Chapecoense, nenhuma delas com pagamento à vista. A equipe mantém um fundo de contingência para honrar os acertos.

Como o caixa do clube depende do rendimento da equipe em campo, Bartolomei reconhece que o risco de rebaixamento no Brasileirão levou o jurídico a não firmar novos acordos desde agosto.

 

—Os acordos que fizemos é porque temos condições de honrar — aponta.

 

Famílias preparam ações contra autoridades

Familiares de atletas e das demais vítimas do voo na Colômbia dedicaram os últimos dois anos a reunir documentos e provas sobre as circunstâncias do acidente. Uma das entidades fundadas após a tragédia, a Associação dos Familiares das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C), ainda prepara ações para buscar reparação judicial.

 

Viúva do fisiologista Cesinha e hoje presidente da AFAV-C, Fabienne Belle diz que a entidade já tem elementos para apontar a cadeia de responsáveis pela queda do avião. Nos últimos dias, a associação providenciou uma ação de protesto de prazo para ganhar tempo e evitar que o caso prescreva na Justiça. Na avaliação da entidade, as responsabilidades envolvem os governos de Bolívia, Colômbia e Brasil.

 

—Quem regulamenta a aviação civil tem obrigação de olhar pela vida dos passageiros, mas infelizmente negligenciaram esse direito à vida. Os três países que deveriam olhar para isso o negligenciaram — lamenta.

 

Fundação deve garantir assistência

Enquanto a busca por direitos espera, familiares agora apostam numa parceria com o clube para receber apoio mais efetivo. Trata-se da Fundação Vidas, um projeto em fase final de elaboração que deve estabelecer um fundo assistencial às famílias voltado à saúde, educação, moradia e alimentação. A sede será em Chapecó e terá diretoria composta por membros do clube e representantes das famílias. A Chape espera captar fundos junto à iniciativa privada para garantir repasses mensais aos beneficiados.

 

—Os prazos dos processos são muito longos e levam as famílias à necessidade financeira. São dois anos sem renda. Os familiares precisam se manter durante o tempo que durar as ações — diz Fabienne.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

29/11/2018 - 16 hospitais que são referência para 259 municípios têm atendimento restrito

Sucessivos anos de déficit nas contas da saúde pública do Estado estão levando ao colapso um dos serviços mais sensíveis ao cidadão: os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Rio Grande do Sul, segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos, são pelo menos 16 instituições com restrição de atendimento.

 

Com isso, cirurgias e internações eletivas não estão sendo feitas, há restrição de exames, greve de funcionários por atrasos de salários e atendimentos apenas quando há risco de morte. Estes 16 hospitais são referência de atendimento para 259 municípios – sem levar em conta os 156 municípios que têm como referência o Hospital de Pronto Socorro de Canoas, que está com atendimento restrito há duas semanas. Ou seja, mais da metade do Estado já sente o reflexo da crise.

 

A cada dia que passa, a situação se agrava e as cifras se multiplicam. Os hospitais têm a receber do Estado valores de agosto e setembro que, juntos, somam R$ 140 milhões. Nesta sexta-feira (30), vence mais uma parcela de R$ 70 milhões referente ao mês de outubro, fazendo a dívida saltar para R$ 210 milhões.

 

Superintendente da Federação das Santas Casas, Jairo Tessati é enfático ao afirmar que esse é o pior momento enfrentado pelos hospitais filantrópicos nas últimas décadas:

 

— A todo momento, uma nova instituição começa a restringir atendimento. É o caos. Se nada for feito, será uma quebradeira a cada mês. Não tem como exigir que alguém preste serviço, se ele não tem condições de comprar os insumos. A população ficará cada vez mais desassistida.

 

Aberto há 97 anos, o Hospital São Vicente de Paulo, de Cruz Alta, no noroeste do Estado, vive um dos capítulos mais dramáticos da sua história recente. Além de amargar um déficit mensal de R$ 900 mil, o hospital está sem receber R$ 1,8 milhão do Estado referente a repasses de incentivos dos meses de setembro e outubro. A situação forçou a direção a suspender todas as cirurgias eletivas e internações clínicas. As portas estão abertas apenas para casos de urgência e emergência. As 20 cirurgias diárias despencaram para seis, no máximo. Já as internações, que diariamente variavam entre 20 e 25, hoje estão em nove e 10.

 

Com 175 leitos, dos quais 82% são destinados aos SUS, a instituição atende uma população total de 888 mil pessoas de toda a Macro Região Missioneira e parte da região central do Estado. É referência em especialidades de alta complexidade como oncologia, traumatologia, neurologia e nefrologia. Para 13 municípios da 9ª Coordenaria Regional de Saúde (CRS) – que compreende a região de Cruz Alta –, é referência em todas as especialidades, para os 20 municípios da 17ª CRS, na região de Ijuí, é referência em traumato, e para 32 cidades da 4ª CRS, que abrange a região de Santa Maria, é referência em neurologia.

 

— Muitas cidades do nosso entorno não têm hospital nenhum. Cruz Alta mesmo só tem este que atende SUS. O impacto dessa situação é regional — assinala o assessor jurídico do hospital Marco Aurélio Dreher, que avalia a possibilidade de manter o hospital aberto por, no máximo, mais 30 dias, caso a falta de repasses continue.

 

Com parte dos salários de setembro atrasados e com nenhum valor depositado do mês de outubro, e sequer perspectivas de pagamento dos vencimentos de novembro e da primeira parcela do 13º salário, os funcionários do hospital estão em greve desde 2 de novembro. Um acampamento foi montado em frente ao Pronto-Atendimento do Hospital.

 

A direção do São Vicente de Paulo afirma que 50% dos 500 funcionários aderiram ao movimento. O sindicato da categoria diz que este índice chega a 80% em turnos de revezamento, para que ao menos 30% do serviço do hospital seja mantido.

 

— Apenas a administração, a portaria e a lavanderia não aderiram ao movimento. Mesmo assim, não temos perspectivas de nada, estamos desesperados. Tem colegas nossas passando fome — afirma a representante do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sinesca) de Cruz Alta, Juliana Sales Heger.

 

O diretor-administrativo Leandro Martins reforça que as cirurgias não estão ocorrendo devido à falta de materiais, insumos e medicamentos e não porque os funcionários estejam se negando a executá-las. O hospital tem R$ 1,7 milhão em dívidas com fornecedores.

 

— Não é má vontade de fazer os procedimentos. O problema é que temos falta de materiais como gaze, antibióticos mais caros, luvas cirúrgicas e órteses e próteses para cirurgias de traumato — exemplifica.

 

Sem previsões de quando chegarão recursos do Estado, a direção do hospital corre por fora na tentativa de garantir recursos extraordinários, via emenda parlamentar. Nesta semana, conversou com deputados estaduais na Capital e, na próxima, deve ir a Brasília, em novas tentativas de conseguir verbas.

 

Para a Federação das Santas Casas, se não forem imediatamente quitados os R$ 140 milhões devidos aos hospitais do RS, o problema sequer será amenizado. Os R$ 20 milhões repassados pelo Estado aos hospitais no final da semana passada sequer tiveram efeito na crise. Tessati explica que este recurso diz respeito à produção SUS do mês de cada hospital e, por isso, não diz respeito aos valores devidos referentes aos programas e incentivos específicos. Ou seja, não interfere na dívida.

 

Ala fechada, remédios no fim e silêncio incomum

Na farmácia do Hospital São Vicente de Paulo, o cenário é muito diferente do habitual. Os equipos – material usado para aplicar medicação de quimioterapia em tratamento de câncer – estão praticamente no fim. O estoque de Omeprazol, na terça-feira (27) pela manhã, resumia-se a duas caixas com 20 comprimidos cada, o suficiente para apenas dois dias.

 

A qualidade das refeições oferecidas aos pacientes só não se inviabilizou porque 95% dos alimentos consumidos dentro do hospital são doados pela comunidade, por agricultores e empresários.

 

Um dos quatro postos de atendimentos, que funcionam como alas, foi fechado e está completamente vazio. Restaram as macas, algumas, inclusive, sem colchões. Nos corredores do hospital, além do silêncio mais incomum que o normal para uma instituição de saúde, o medo em relação ao que virá prevalece.

 

— Aqui o comentário é que vai fechar, tenho muito medo disso porque é nossa única opção de SUS em Cruz Alta — afirma a dona de casa Irene Ribeiro, 75 anos, moradora da cidade, que acompanha o marido em internação após uma cirurgia na vesícula.

 

Pela primeira vez em 10 anos, a dona de casa Terezinha do Amaral Bullé, 62 anos, está perdendo o sono por causa do tratamento da filha Luciana, 27 anos. A jovem faz hemodiálise no Hospital São Vicente de Paulo três vezes por semana. A mãe a acompanha de Salto do Jacuí, a 74km de Cruz Alta, em todas as sessões.

 

— Estou com muito medo de que o problema do hospital chegue nas hemodiálises. Já perdi o sono por causa disso. Na van que nos traz até aqui, todos têm a mesma preocupação — desabafou a mãe, enquanto aguardava a filha concluir o procedimento de três horas e meia.

 

O Hospital de Caridade de Canguçu, referência em maternidade para outros dois municípios, vive situação parecida ao de Cruz Alta. Também está com funcionários em greve desde segunda-feira (26) devido a atraso de salários e ao não depósito do FGTS. Apenas a maternidade e o serviço de urgência é mantido.

 

A situação também é grave no Hospital de Caridade de Ijuí, que é referência para 120 municípios, com 1,5 milhão de pessoas. Como único centro oncológico de alta complexidade do interior do Estado, executa, em média, 150 sessões de quimioterapia para tratamento do câncer por dia. Para este hospital, o Estado deve R$ 7 milhões. A crise levou ao não pagamento de fornecedores e os medicamentos usados na quimioterapia estão com os dias contados. Caso o governo gaúcho não aporte novos recursos, em dezembro as sessões terão que ser suspensas.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

29/11/2018 - Quatro pessoas morrem em incêndio de prédio no centro de Porto Alegre

Três homens e uma mulher morreram em incêndio em um prédio localizado na Rua Garibaldi, entre a Voluntários da Pátria e a Avenida Farrapos, na madrugada desta quinta-feira (29), no centro de Porto Alegre. As vítimas ainda não foram identificadas e a causa do incêndio ainda é desconhecida.

 

De acordo com a Brigada Militar, uma pensão irregular funcionaria no local. Alguns ocupantes teriam conseguido sair a tempo, antes que o fogo se alastrasse. Ainda não se sabe se as vítimas eram hóspedes fixos ou eventuais. Nenhum responsável pelo local se apresentou.

 

A polícia deve verificar, junto aos Bombeiros e a prefeitura de Porto Alegre, quem é o proprietário do prédio e se o imóvel estava regular. Imagens de câmeras de segurança na região também serão analisadas.

 

A perícia chegou ao local por volta das 9h. Equipes também fazem buscas nos escombros do prédio.

 

— Encontramos quatro corpos carbonizados na parte superior do prédio. Pela análise, são quatro adultos, mas somente a perícia poderá confirmar — afirmou o tenente Leonardo Siqueira, oficial de serviço dos Bombeiros.

 

Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 3h e foi, inicialmente, considerado de grandes proporções. Um corpo foi encontrado carbonizado por volta das 5h e, cerca de meia hora depois, os bombeiros confirmaram mais três mortes.

 

No trânsito, o trecho está bloqueado na Rua Garibaldi, entre a Voluntários da Pátria e a Avenida Farrapos, e também na Rua Dr. Barros Cassal com a Rua Voluntários da Pátria, para deslocamento dos bombeiros.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

29/11/2018 - Operação combate tráfico internacional de drogas que movimentou quase R$ 1,4 bilhão no RS e mais quatro Estados

A Polícia Federal e a Receita Federal realizam, na manhã desta quinta-feira (29), operação de combate ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul e em mais quatro Estados – Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

 

A ação, batizada de Planum, investiga um grupo que seria responsável por transportar cocaína da Bolívia para Rio Grande do Sul. Depois, a droga era despachada para a Europa.

 

São cumpridos 21 mandados de prisão e 40 endereços são alvos de mandados de busca e apreensão. No Rio Grande do Sul, policiais fazem buscas em nove municípios – Cachoeirinha, Capão do Cipó, Estância Velha, Gravataí, Itaqui, Novo Hamburgo, Palmares do Sul, Tramandaí e Uruguaiana.

 

Segundo as investigações da PF, que começaram em junho de 2017, pequenos aviões partiam do Mato Grosso do Sul para a Bolívia, onde eram carregados com, em média, 500 quilos de cocaína. Em seguida, as aeronaves seguiam para o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas adquiridas pela organização criminosa. A droga era, depois, levada para a Europa pelo mar, através de portos brasileiros.

 

Ainda conforme a PF, o esquema também usava doleiros de São Paulo e uma espécie de banco informal para fazer o pagamento das transações. A prisão de um narcotraficante em Tramandaí, em agosto do ano passado, possibilitou o rastreamento do fluxo financeiro do grupo criminoso, com análise de dados bancários e informações compartilhadas pela Polícia Civil gaúcha.

 

Aproximadamente R$ 1,4 bilhão teriam sido movimentados nos últimos três anos pelo esquema nos últimos três anos. Cerca de 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como “laranjas” foram rastreadas por participarem das operações de lavagem de dinheiro e de câmbio de forma ilegal.

 

Nesta manhã, policiais localizaram dólares dentro de uma máquina de lavar durante cumprimento de mandado em São Paulo. Uma aeronave também foi apreendida no Mato Grosso do Sul.

 

A Operação Planum investiga os crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de drogas, operação de instituição financeira sem a devida autorização, operação de câmbio não autorizada e lavagem de dinheiro.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

28/11/2018 - Litoral gaúcho pode ficar sem guarda-vidas no Natal

No Natal e no Ano-Novo, os veranistas correm o risco de ficar sem segurança na orla, pois os guarda-vidas ameaçam deixar as guaritas vazias devido à falta do pagamento das diárias referentes ao período de treinamento. Essa triste rotina se repete praticamente todos os anos no Rio Grande do Sul. Convocados para iniciar os treinamentos em 20 de outubro, em Tramandaí, os 150 militares que participam das atividades se mantêm, há quase 40 dias, com recursos próprios, o que inclui alimentação e hospedagem. Sem dinheiro para continuar a etapa inicial, 10% dos profissionais já abandonaram o curso. A Operação Verão, segundo o Corpo de Bombeiros Militar, começa na segunda quinzena de dezembro.

 

Acostumada com reclamações relativas ao pagamento dos servidores, a Associação dos Salva-vidas Militares do RS (Asavime) alerta que a falta de guarda-vidas e a desmotivação por falta de pagamento podem trazer riscos aos veranistas. “Chega num determinado ponto que fica inviável se manter nessa situação, pois afeta a família. Dezesseis profissionais não conseguiram se manter com recursos próprios e desistiram”, contou o presidente da Asavime, Fábio Eduardo Spohn, salientando que já foram substituídos.

 

Os militares que aceitaram o desafio de atuar como guarda-vidas no Litoral deveriam receber diárias de R$ 122,99. Sem o pagamento destas, os profissionais conseguiram contar com o apoio dos administradores de algumas pousadas, que aceitaram negociar a partir de um “acordo de cavalheiros” o pagamento da estadia. “Estão alugando pousada no Litoral e conseguindo segurar no fio de bigode. Muitos dizem que vão pagar quando entrar o dinheiro”, destacou Spohn.

 

Apesar de reconhecer que este ano há limitadores para o pagamento das diárias, com a crise econômica enfrentada pelo Estado, Spohn ressalta que as dificuldades se acentuaram. “Só depende do aval do governo, mas temos a informação de que não tem dinheiro”, afirmou o presidente da associação de classe.

 

Sefaz ainda estuda como quitar diárias

 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o planejamento para o veraneio foi concluído e encaminhado à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), responsável por determinar o empenho dos recursos. Por sua vez, a Sefaz informou, através de nota, que mesmo com recursos previstos para as diárias dos guarda-vidas que estão em treinamento, está em estudo como quitar o primeiro mês de trabalho.

 

A instituição está avaliando a situação e deverá divulgar nesta quarta-feira uma data para colocar em dia as diárias. A Sefaz acrescentou “ser importante observar que ainda restam R$ 210 milhões para quitar a parte líquida dos salários de outubro”.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

28/11/2018 - RS deve ter chuva e calor nesta quarta-feira

Há possibilidade de chuva em todas as regiões do Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (28). No oeste e no sul do Estado as pancadas acontecem na primeira metade do dia e podem apresentar maior intensidade. Do centro ao leste do RS a chuva ocorre de forma mais isolada a partir da tarde. Há alto risco para trovoadas na Fronteira Oeste e na Campanha. De acordo com a Somar Meteorologia, as temperaturas seguem elevadas e o calor é intenso principalmente no oeste. No sul do Estado, no entanto, os termômetros registram valores abaixo dos 24°C.

 

Na quinta-feira (29), a instabilidade ganha força no centro-norte do Rio Grande do Sul e há condição de chuva forte e volumosa, acompanhada de descargas elétricas e rajadas de vento. No Sul, o tempo volta a ficar firme, com o sol aparecendo durante o dia. Com a nebulosidade aumentando, as temperaturas ficam amenas no período da tarde.

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 26°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 15°C e máxima de 22°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 25°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 26°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 18°C e máxima de 29°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 14°C e máxima de 28°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 18°C e máxima de 29°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 16°C e máxima de 25°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 13°C e máxima de 23°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 23°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 16°C e máxima de 30°C

Bagé: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 14°C e máxima de 21°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 24°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 24°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 24°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

28/11/2018 - Cai valor de cálculo do ICMS e já tem posto anunciando gasolina a R$ 3,79 no RS

 

A mais recente pesquisa da Receita Estadual, realizada na primeira quinzena de novembro, verificou queda de preços dos combustíveis nos postos do Rio Grande do Sul. Com isso, o valor de referência para cálculo e recolhimento do ICMS terá reduções em todos os itens a partir de sábado (1º).

 

A gasolina comum, por exemplo, cairá em R$ 0,17 por litro. O óleo diesel ficará R$ 0,10 menor para aplicação da alíquota do tributo.

 

"Pela pesquisa anterior, o litro da gasolina comum apresentava um preço médio de R$ 4,99, enquanto que na virada do mês ficará em R$ 4,82. O diesel comum sairá dos atuais R$ 3,69 para R$ 3,59 e o diesel S10, de R$ 3,79 para R$ 3,69. O gás de cozinha igualmente terá redução para fins de tributação: de R$ 5,75/kg para R$ 5,53/kg", avisa a Receita Estadual.

 

O levantamento da Receita Estadual leva em conta as NF-e (Notas Fiscais eletrônicas) emitidas pelos postos de combustíveis, considerando o volume de consumo em cada região. Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda, os valores são semelhantes às pesquisas da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Esclarecimentos

Ainda assim, os preços nas bombas não estão apresentando toda a redução que ocorre na refinaria, onde o valor é determinado pela Petrobras. Desde setembro, a queda lá supera 30%.

 

Nessa terça-feira (27), a ANP solicitou, em um prazo máximo de 15 dias, esclarecimentos às principais empresas distribuidoras sobre os preços dos combustíveis. A agência reguladora argumenta que foi observada a redução significativa de preços da gasolina A pela Petrobras, sem ter chegado ao consumidor final.

 

De acordo com a pesquisa divulgada pela ANP na semana passada, o valor da gasolina C, que estava, na média nacional, em R$ 2,1381, no dia 18 de setembro, tinha se reduzido para R$ 1,6761. No entanto, apenas R$ 0,04 tinham sido repassados ao consumidor final.

 

Já o último acompanhamento da ANP indica que, embora o preço final da gasolina C tenha caído cerca de R$ 0,51 nos dois últimos meses, só R$ 0,26 foram repassados pelas distribuidoras. O consumidor final, por sua vez, somente constatou uma redução da ordem de R$ 0,10 nos preços praticados na bomba.

Gasolina a R$ 3,79

Mas o Rio Grande do Sul já começa a ter gasolina comum a R$ 3,79 na bomba. É o preço que será cobrado a partir desta quinta-feira (29) pela rede de postos Boa Vista para clientes com cartão fidelidade da empresa, que também é dona de supermercados e é conhecida no mercado por praticar preços mais baixos.

 

Para os demais clientes, o dono da rede Boa Vista, Henrique Leonhardt, chegou já a colocar o preço a R$ 3,99. A empresa é dona de postos em Erechim, Palmeira das Missões, Carazinho e Estrela. 

 

No último sábado (24), o empresário explicou para a coluna Acerto de Contas que o segredo está na escala. Compra em grandes quantidades, negocia bem com a distribuidora, mantém uma margem de lucro pequena e vende bastante.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

28/11/2018 - Quatro pessoas são baleadas em ataque na zona sul de Porto Alegre

Quatro pessoas ficaram feridas em um tiroteio na noite desta terça-feira (27), no bairro Cascata, na zona sul de Porto Alegre. Segundo informações preliminares, dois grupos rivais começaram a trocar tiros por volta das 21h na Avenida Herval, a bordo de um Corolla preto, um Logan de cor vermelha e um Sandero branco.

 

Um motorista de aplicativo, que estava em um Fiesta preto com um passageiro, foi baleado na cabeça. Ao ser atingido,  perdeu o controle do veículo e colidiu em um poste, na esquina das avenidas Herval e Oscar Pereira.

 

A vítima, que ainda não teve a identidade divulgada, foi levada por uma ambulância para atendimento hospitalar.  O passageiro não se feriu.

 

Além do motorista, outras três pessoas ficaram feridas. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das quatro vítimas.

 

— Ouvi o estouro e me abaixei. Depois, sai rolando pelo meio dos carros — contou o passageiro que estava no carro com o motorista baleado, que pediu para não ser identificado.

 

A Brigada Militar está no local. As autoridades não descartam que a troca de tiros tenha deixado outras pessoas feridas.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

28/11/2018 - Gaúcha é encontrada morta em Santa Catarina

Uma tragédia chocou a pequena cidade de São João Batista, em Santa Catarina, na noite da última segunda-feira (26). Natural de São Leopoldo, Daiane da Silva Martins, 27 anos, foi encontrada morta em casa e, segundo a polícia, ela teria sido assassinada. A suspeita é que o autor do crime seja o companheiro, Cléber Machado Camargo, 30 anos, que teria se suicidado em seguida.

 

A Polícia Civil suspeita de que Daiane tenha sido asfixiada, mas aguarda a perícia para confirmar a causa da morte. De acordo com o delegado Vinícius Benedet Brandão, um caminhoneiro acionou a polícia afirmando que uma pessoa teria se jogado no seu veículo na SC-410.

 

Policiais foram até a casa de Cléber para avisar a família sobre a morte, mas tiveram que arrombar a porta, que estava trancada. Ao entrar no local, encontraram Daiane morta, sem roupas, na cama do casal. Os agentes localizaram o celular dela e uma carta escrita por Cléber.

 

— Tudo indica que ele tirou a vida da companheira e depois se jogou em frente ao caminhão, cometendo o suicídio. Esta é a linha inicial de investigação, mas outras possibilidades podem surgir — afirmou o delegado.

 

Os pais e irmãos de Daiane também moram em São João Batista, que tem cerca de 38 mil habitantes e é considerado um polo calçadista. De acordo com o delegado, depoimentos devem ser colhidos na próxima semana, pois os familiares estão envolvidos com o traslado do corpo e demais serviços fúnebres. O corpo de Daiane será encaminhado para o Rio Grande do Sul. Apesar de ela ter sido encontrada sem roupas, o delegado descarta a possibilidade de crime sexual.

 

— Vamos esperar a perícia, mas não acredito na hipótese de abuso sexual. Estamos ouvindo familiares da vítima, mas em princípio o casal não costumava ter brigas graves. Nunca houve um boletim de ocorrência registrado por Daiane apontando violência doméstica — afirmou.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

28/11/2018 - Leite condiciona distribuição de cargos à votação do ICMS

Prioridade do governador eleito Eduardo Leite (PSDB), o projeto de manutenção das atuais alíquotas de ICMS será usado como condição para a concessão de espaços na montagem do secretariado. Após anunciar apenas o nome do futuro titular da Fazenda, Leite irá aguardar a votação da matéria na Assembleia Legislativa, no dia 18, para só depois definir os espaços de cada legenda. Com isso, a fotografia da primeiro escalão só será conhecida pouco dias antes da posse, em 1º de janeiro.

 

— Ele vai esperar para ver quem realmente está compromissado com o governo — avisa um membro da equipe de transição.

 

O governador eleito tem procurado atuar de forma pragmática. A escolha do economista Marco Aurélio Cardoso para a Fazenda foi tratada como prioridade e fechada antes de qualquer outra discussão. Alheio às pressões da imprensa e da própria base, Leite não tem pressa.

 

O próprio anúncio de Cardoso só seria feito em dezembro e acabou antecipado, devido ao receio de perder o secretário para a equipe do futuro presidente do BNDES, Joaquim Levy. O ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) pretendia aproveitá-lo na nova direção do banco no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

 

Enquanto aguarda o teste de fidelidade na votação do ICMS, Leite trabalha na montagem de uma equipe técnica.

 

Há outros três nomes praticamente definidos. A Secretaria da Comunicação deve ficar com a jornalista Tânia Moreira, uma das chefes da campanha e que comandou a mesma pasta no início da gestão de Nelson Marchezan (PSDB) na prefeitura de Porto Alegre. Para o Planejamento, Leite tem preferência por Paulo Gastal. Ex-diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo e especialista em gestão, ele é natural de Pelotas e já atua como coordenador-técnico da equipe de transição. Gastal está em Londres com o tucano, participando de um curso na Universidade de Oxford.

 

Leite já convidou um executivo vinculado à iniciativa privada para a Secretaria da Ciência e Tecnologia. O escolhido aceitou o convite, mas ainda precisa se desvincular do emprego e formatar também o novo perfil da pasta, cujo foco deve privilegiar a inovação.

 

Nas secretarias de forte aspecto social, como Saúde, Educação e Segurança, Leite também gostaria de ter nomes de excelência técnica. A indicação para a Segurança ficou a cargo do vice-governador eleito, delegado Ranolfo Vieira Júnior (PTB). Ele tem discutido indicações com especialistas e só deve submeter a escolha ao tucano no início de dezembro.

 

Na Saúde, um dos cogitados é o sanitarista Fernando Ritter. Ligado ao PTB, ele foi secretário da Saúde de Porto Alegre nos dois últimos anos da gestão de José Fortunati e é o atual presidente da Fundação Municipal de Saúde de Canoas, cidade administrada pelos trabalhistas. Caso seja confirmado, atende à preferência técnica de Leite e ainda contempla o partido aliado de primeira hora na campanha.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

28/11/2018 - Policiais entram em lista de clientes no WhatsApp para monitorar telentrega de drogas

Para desarticular o negócio de telentrega de drogas coordenado de dentro da Cadeia Pública (Presídio Central) de Porto Alegre, policiais civis se passaram por usuários, passando a integrar a lista de clientes que fazem encomendas por meio do aplicativo WhatsApp.

 

Para não levantar suspeitas, os agentes ingressaram no grupo por indicação de um cliente já conhecido dos criminosos. A partir disso, passaram a monitorar entregas e também a fazer pedidos de drogas, com autorização judicial.

 

O trabalho contou com diferenciadas técnicas de investigação. Os encontros com criminosos para receber porções de maconha e de cocaína estão todos registrados em áudio e vídeo e descritos no inquérito.

 

Foi uma denúncia anônima que colocou as atividades de Mayco Daniel Bergmann, o Vagalume, 32 anos, novamente sob a mira do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). O homem, preso em 2016, segue comandando um organizado sistema de telentrega de drogas na zona sul da Capital.

 

Segundo a polícia, ele é firme na coordenação do negócio, que funciona com estrutura empresarial. Abaixo dele, atua, conforme a investigação, Andrea Luciana Mendia, que seria a principal gerente do grupo. Ela seria a responsável por toda a parte operacional – como o cuidado para manter os telefones celulares com bateria e créditos – e financeira, e cobrar produção e eficiência dos entregadores, não aceitando atrasos nas entregas. Segundo apuração policial, ela chega a ligar para subordinados para acordá-los e mandá-los trabalhar em momentos de muita demanda.

 

No trânsito, os entregadores enfrentam percalços como qualquer motorista. Durante a apuração, um deles sofreu acidente. O motivo do impedimento para entregas foi colocado no status do telefone para que os clientes soubessem do incidente. Em outra situação, o entregador teve a moto apreendida durante uma blitz por falta de documentação.

 

Também foram flagrados episódios em que os entregadores ficaram sem gasolina, tendo que empurrar as motos até postos de combustíveis. Quando há problemas com os veículos, a gerente exige solução urgente.

 

— O bagulho não pode ficar parado — chegou a dizer para um dos "funcionários".

 

Outra forma de controle da movimentação de drogas e de dinheiro envolve os telefones celulares. A gerência não aceita que os entregadores usem seus telefones particulares no contato com os compradores. A ordem é para que todas encomendas sejam feitas por meio dos telefones comuns à quadrilha.

 

Em algumas ocasiões, uma pessoa fica responsável por receber os pedidos e repassar aos entregadores. Em outras, os pedidos podem ser feitos diretamente a quem entrega, mas somente por meio do telefone que é comum a todos. Os funcionários ser revezam. Quando acaba o expediente, o entregador repassa o telefone para o colega que assumirá o posto.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

28/11/2018 - Telentrega de drogas leva atuação de criminosos a faculdade, supermercados e shopping da Capital

Uma esquema que funciona 24 horas por dia, com atividades executadas por gerentes que respondem diretamente ao chefe – um homem que passa dia e noite em seu "escritório", uma cela da galeria 1 do Pavilhão H da Cadeia Pública (Presídio Central) de Porto Alegre.

 

Segundo a polícia, assim é a organização da quadrilha que abastece usuários de drogas da zona sul da Capital por meio de um sistema de telentrega que chega a shoppings, supermercados e até faculdade. Alguns dos entregadores disfarçam as ações criminosas usando caixas térmicas com o logotipo de aplicativos de entrega de refeições.

 

Depois de monitorar por quatro meses o trabalho da "empresa", a Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Conde, na qual estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. Os policiais calculam que cada moto do grupo faça a entrega 200 porções de drogas por dia, movimentando R$ 120 mil por mês e um total de cerca de R$ 1 milhão por ano.

 

A investigação do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) mostra que criminosos que podem se tornar alvo de ataques ou protagonizar confrontos com rivais circulam em áreas de grande movimentação de pessoas para atender aos pedidos dos clientes. As encomendas são feitas via WhatsApp – só entra na lista com acesso aos telefones dos entregadores pessoas que tenham sido indicadas por consumidores já conhecidos.

 

Nessa modalidade de negócio, conforme a polícia, o traficante afasta de sua região os riscos inerentes ao trânsito de pessoas junto ao ponto de venda de drogas – já que pode haver policiais à espreita – e joga para locais públicos e condomínios residenciais o perigo da guerra de facções. Em uma das entregas monitoradas pela investigação, o negócio foi feito dentro de um shopping na Avenida Wenceslau Escobar, no bairro Tristeza.

 

A cliente trabalha em uma loja de classe média alta do local. O entregador chegou a discutir com uma gerente do grupo criminoso o risco de ter que estacionar e entrar no centro de compras, mas acabou fazendo a entrega. Tudo foi gravado em imagens pelo Denarc.

 

— O uso da telentrega gera risco grande para o próprio usuário e para a comunidade. É um risco considerável, pois pode haver confronto ou um crime secundário que pode colocar todo mundo em perigo. O viés democrático da droga, potencializado pela telentrega, amplia a possibilidade dos confrontos — avalia o delegado Mário Souza, diretor de investigações do Denarc.

 

A Operação Conde tem como alvo sete pessoas, entre elas Mayco Daniel Bergmann, 32 anos. Há exatos dois anos, os mesmos policiais da 1ª Delegacia de Investigações (1ª DIN) do Denarc prenderam Bergmann em um apartamento no bairro Vila Nova, durante a Operação Austral.

 

À época, ele era um dos gerentes do esquema, recebia ordens vindas de dentro da cadeia e executava as ações de telentrega nas ruas. Hoje, é apontado como chefe do grupo, de dentro da prisão.

 

— A brecha que existir, eles (criminosos) vão encontrar. Entraram no presídio e lá conseguiram se organizar e até melhorar a atividade criminosa. Cabe a nós detectarmos essa atividade fora da cadeia e enfrentá-la — destacou Souza sobre o fato de Bergmann coordenar crimes de dentro da cadeia.

 

O detento é a pessoa que, por meio de celulares, daria as ordens, cobraria eficiência nas entregas e no cumprimento de horários e fiscalizaria a contabilidade do negócio. Em 2016, ele tinha um Civic recém adquirido com o lucro do tráfico. Nos últimos meses, foi esse o carro usado por policiais para seguir os passos do grupo. A Justiça autorizou o repasse do veículo para a polícia.

 

A atuação desta célula do grupo, que é ligado à facção V7, ocorre principalmente nos bairros Vila Nova, Hípica, Cavalhada, Teresópolis, Nonoai e Tristeza. A operação foi batizada de Conde por causa de um dos redutos dos criminosos: a Vila Monte Cristo (o nome é referência ao romance francês O Conde de Monte Cristo).

 

Entre os pontos de entrega, o Denarc registrou ações em um shopping da Zona Sul, junto ao estacionamento de um supermercado que fica na Avenida Juca Batista e em frente a uma faculdade no bairro Cavalhada, além de condomínios residenciais.

 

O Grupo de Investigação (GDI) da RBS acompanhou pelo menos duas dessas ações. Durante a apuração, a polícia identificou quatro entregadores diferentes, que usavam motos próprias para realizar as entregas.

 

Os investigados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A polícia ainda vai apurar se entregadores têm alguma relação formal de trabalho com o Uber Eats - cuja logomarca aparece na moto usada por um deles. Quanto aos compradores da droga, o delegado Guilherme Calderipe, que comandou a investigação, diz que aqueles que "forem identificados durante a apuração poderão ser chamados para esclarecer detalhes do funcionamento do esquema de tráfico".

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

27/11/2018 - RS pode ter chuva e trovoadas nesta terça-feira

 

Novas áreas de instabilidade voltam a atuar no oeste do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (27) e aumentam a condição para pancadas de chuva. As precipitações devem ocorrer entre a tarde e a noite e podem ser acompanhadas por trovoadas, mas sem grandes volumes acumulados. De acordo com a Somar Meteorologia, há possibilidade de chuva fraca no Litoral Norte. Porto Alegre deve ter tempo firme e poucas nuvens.

 

Na quarta-feira (28), a condição para chuva se espalha por todo o Estado. A faixa oeste já apresenta precipitação pela manhã. Na região deve chover com maior intensidade e a qualquer hora do dia. Na região da Capital, a chuva ocorre de forma mais isolada. Na Fronteira Oeste e na Campanha, há alto risco para trovoadas. As temperaturas seguem elevadas e o calor é intenso principalmente no Oeste.

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 21°C e máxima de 27°C

Pelotas: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 23°C

Caxias do Sul: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 15°C e máxima de 28°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 16°C e máxima de 28°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 18°C e máxima de 31°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 30°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 16°C e máxima de 29°C

Torres: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 19°C e máxima de 24°C

Tramandaí: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 19°C e máxima de 24°C

Capão da Canoa: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 19°C e máxima de 25°C

Xangri-Lá: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 19°C e máxima de 24°C

Rio Grande: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 19°C e máxima de 21°C

Mostardas: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 20°C e máxima de 22°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 16°C e máxima de 29°C

Bagé: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 25°C

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

27/11/2018 - Governo do RS não descarta quitar salários de outubro a partir de 10 de dezembro

 A quitação da folha de outubro do funcionalismo estadual pode ficar para depois do dia 10 de dezembro. Conforme a Secretaria da Fazenda, o pagamento do duodécimo aos outros poderes, que soma R$ 380 milhões, será feito na quarta-feira (28), utilizando o dinheiro do ICMS que entra no dia anterior no Caixa Único do Estado.

 

Pelo cronograma, o valor que deve entrar nos cofres entre quinta (29) e sexta (30), quando o governo deveria iniciar os pagamentos de novembro, não será capaz de pagar os vencimentos de outubro dos servidores que ganham acima de R$ 10 mil, mais os créditos consignados, a serem pagos depois que todo o funcionalismo receber. Para quitar os vencimentos de outubro, o governo precisa de R$ 390 milhões.

 

Entre 30 de novembro e 9 de dezembro, não há previsão do ingresso de receita. Sendo assim, não está descartada a chance de que a quitação da folha de outubro só aconteça a partir do dia 10 de dezembro, quando começa a entrar dinheiro novamente no Caixa Único do Estado.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

27/11/2018 - Gaúcha morta no RJ: o que se sabe e o que ainda é mistério sobre o crime

O assassinato de Fabiane Fernandes, 30 anos, encontrada morta na última quarta-feira (21), perto de uma trilha em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, já teve alguns pontos esclarecidos pela Polícia Civil — mas segue envolto por mistérios. O corpo da administradora foi levado em voo da Gol na tarde de domingo (25) para Florianópolis, em Santa Catarina, onde a gaúcha morava há cerca de 25 anos. O velório e o sepultamento aconteceram no cemitério do Rio Vermelho, no norte da Ilha.

 

Natural de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, Fabiane administrava a pousada da família na Praia dos Ingleses, onde morava com a mãe e o filho, de nove anos.  O laudo pericial, que esclarecerá detalhes importantes do assassinato, deve ficar pronto no mês de dezembro.

 

GaúchaZH reúne abaixo série de pontos sobre o crime conhecidos pela polícia e alguns que ainda não foram esclarecidos.

 

O que a gaúcha estava fazendo em Arraial do Cabo?

Fabiane estava na cidade da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, desde 15 de novembro, onde pretendia curtir o feriadão da Proclamação da República. Ela viajou sozinha para encontrar um amigo.

 

Qual foi a última vez em que ela foi vista?

Em 18 de novembro, a câmera de segurança de uma loja de conveniência registrou Fabiane tomando café. Ela aparece usando boné, tranquila e digitando no celular. Depois de entrar em uma trilha, a última pista deixada pela administradora foi uma foto publicada nas redes sociais, identificando o local como Atalaia. Segundo os bombeiros, isso mostra que Fabiane desconhecia a região, já que ela estaria na trilha da Prainha.

 

Quem avisou a polícia sobre o desaparecimento da administradora?

O amigo com o qual Fabiane se encontraria informou a polícia sobre o desaparecimento. O homem, segundo a Polícia Civil, é gaúcho, morador de Porto Alegre e tem negócios na Região dos Lagos. 

 

Quando e onde o corpo foi encontrado?

O corpo de Fabiane foi encontrado pelos bombeiros por volta das 15h de quarta-feira (21), na trilha do Morro da Cabocla. Foram três dias de buscas na região até que a encontrassem morta em meio a arbustos, a 30 metros da rota da trilha, nua e com os pertences ao lado.

Como ela foi assassinada?

De acordo com o Instituto Médico-Legal (IML) de Araruama (RJ), Fabiane tinha sinais de golpes na cabeça e no rosto, além de vestígios de violência sexual. 

A suspeita é de que ela tenha sido atingida por uma pedra e morrido no mesmo dia em que acessou a trilha. A polícia fluminense não deu detalhes sobre as agressões, pois aguarda o laudo pericial, que deve ficar pronto em dezembro.

 

Qual a linha de investigação da Polícia Civil?

O delegado responsável pelo caso, Renato Mariano, titular da 132ª Delegacia de Polícia de Arraial do Cabo, não descarta o crime de latrocínio (roubo com morte). Mariano afirma que, por mais que o celular tenha sido encontrado ao lado do corpo, a carteira da vítima estava vazia.

 

Ela foi vítima de crime sexual?

O laudo cadavérico preliminar realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Araruama (RJ)  afirma que Fabiane foi vítima de violência sexual antes de ser assassinada. O delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcos Ghizoni, afirmou que ainda não é possível saber a circunstância do crime e qual foi o abuso cometido.

 

Quantas pessoas já foram ouvidas?

Os agentes já ouviram pelo menos sete pessoas. Uma delas foi um homem que estava acampando com um amigo na mesma trilha onde Fabiane foi encontrada morta. Ele prestou depoimento e foi liberado.

 

Já se sabe quem matou Fabiane?

A Polícia Civil de Arraial do Cabo não revela detalhes da investigação e nem revela se já possui suspeitos da autoria do crime. 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

27/11/2018 - Quatro caminhões tombam em rodovias do RS e provocam bloqueios parciais

Quatro caminhões tombam durante a madrugada e causam bloqueios parciais em rodovias do Estado na manhã desta terça-feira (27). Nenhum dos motoristas teve ferimentos graves.

 

O primeiro tombamento ocorreu por volta da 0h no km 59 da freeway em Gravataí. Um caminhão de batatas tombou no sentido Litoral. O trânsito foi liberado, mas o fluxo é intenso no trecho. O segundo tombamento foi por volta da 1h30min, no km 24 da freeway, em Santo Antônio da Patrulha. O caminhão estava carregado de batatas. Duas faixas no sentido Litoral foram bloqueadas.

 

O terceiro caso também foi na freeway. Um caminhão carregado de canos de ferro tombou na altura do km 13, em Osório. Houve somente danos materiais e não há bloqueios na via. O quarto tombamento ocorreu na RS-287, cidade de Taquari. Um caminhão com uma carga de água mineral tombou no km 42, sentido Interior-Capital. O motorista teve ferimentos leves. O trânsito tem desvio no trecho.

 

Porto Alegre

Uma Spin bateu na traseira de um Peugeot nesta manhã na Neusa Goulart Brizola com a Lucas de Oliveira, no bairro , na Capital. Houve apenas danos materiais.

 

Região Metropolitana

Na BR-116, motoristas encontram lentidão em dois pontos: nas imediações da ponte dos Sinos, em São Leopoldo, e entre Esteio e Canoas. Na RS-040, os pontos de congestionamento começam na altura da parada 33 entre Viamão e Porto Alegre. Quem circula pela RS-118 também encontra fluxo trancado nesta manhã, em Sapucaia do Sul, devido às obras de duplicação da rodovia, que atrapalham os dois sentidos.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

27/11/2018 - Grupo alvo de operação é investigado pelo roubo de mais de 500 cabeças de gado em sete meses no RS

O grupo desarticulado nesta terça-feira (27) pela força-tarefa de combate a crimes rurais e abigeato seria responsável pelo roubo de mais de 500 cabeças de gado em sítios e fazendas, em 19 municípios gaúchos, desde maio. Segundo o delegado Cristiano Ritta, responsável pela investigação, o prejuízo estimado das vítimas é de R$ 1,2 milhão.

 

Além de roubar e furtar gado, o esquema seria responsável também pelo abate de vacas e ovelhas nas próprias propriedades rurais, furto de implementos e maquinários agrícolas, bem como roubo de residências.

 

A Polícia Civil conseguiu confirmar 20 roubos, registrados em ocorrências que viraram inquéritos policiais. O primeiro caso foi em maio deste ano, quando foram furtadas várias cabeças de gado de uma fazenda.

 

No entanto, Ritta estima que são mais de 50 casos. O delegado ressalta ainda que os bandidos saíam praticamente todas as noites para cometer pequenos ou grandes crimes – em propriedades de 19 municípios que vão de Capão da Canoa, passam pela Região Metropolitana e vão até Camaquã, no sul do Estado.

 

Na chamada Operação Patrulha, deflagrada nesta terça, mais de 200 agentes cumpriram cerca de 100 mandados judiciais, sendo 24 de prisão preventiva, 33 de busca e o restante sobre bloqueios de bens e contas bancárias.  Até as 8h30min, 11 pessoas foram presas.

 

Para a polícia, esta é a maior organização criminosa que atua no Rio Grande do Sul e se dividiria em dois grupos: um responsável pelos furtos de gado e outro que, além de praticar o crime, furta implementos agrícolas. O primeiro grupo também faria os abates nas áreas que são alvos dos ataques, e o segundo é apontado por também roubar residências rurais.

 

A Polícia Civil diz que que esta é uma das maiores ações contra abigeato do Brasil e a maior do Estado.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

27/11/2018 - Polícia Civil deflagra operação contra abigeato em sete cidades do RS

 

A força-tarefa de combate a crimes rurais e abigeato (furto de animais) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma grande operação para desarticular uma organização criminosa, dividida em dois grupos, que atuava em 19 cidades nas regiões Metropolitana, Sul e Litoral Norte.

 

A chamada Operação Patrulha conta com mais de 200 policiais, que cumpriram cerca de 100 mandados judiciais em sete municípios da Região Metropolitana – sendo 24 de prisão preventiva, 33 de busca e o restante sobre bloqueios de bens e contas bancárias. Até as 8h30min, 11 pessoas haviam sido presas.

 

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Sapucaia do Sul, Gravataí, Cachoeirinha, Esteio, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo. O grupo seria responsável pelo roubo de pelo menos 500 cabeças de gado em sete meses.

 

A investigação começou em maio, quando integrantes do grupo furtaram animais em uma fazenda no município de Santo Antônio da Patrulha, no Litoral. De acordo com o delegado Cristiano Ritta, responsável pela apuração, os ladrões atuam de Capão da Canoa, passando pela Região Metropolitana, até Camaquã, na Zona Sul.

 

Ao todo, são cerca de 50 pessoas investigadas, que fariam parte de vários “escalões” do grupo – dos responsáveis por comandar os furtos aos receptadores de gado ou carne roubados. A maioria é da região de Canoas.

 

Para a polícia, esta é a maior organização criminosa que atua no Rio Grande do Sul neste tipo de crime e as ações são, praticamente, diárias. Além do furto e roubo de gados, os ladrões roubam implementos e maquinários agrícolas, bem como residências rurais.

 

Eles se dividiram em dois grupos: um responsável pelos furtos de gado e outro que, além deste crime, furta implementos agrícolas. O primeiro grupo, em alguns casos, mata os animais nas propriedades rurais durante os roubos para levar apenas as partes nobres dos bovinos. O segundo grupo é apontado ainda por roubar residências rurais.

 

— Esta é a maior operação contra abigeato no Rio Grande do Sul e uma das maiores, se não a maior, do país — diz Ritta.

 

Até o momento, a organização criminosa é investigada em pelo menos 20 inquéritos policiais sobre abigeato e crimes rurais.

 

Furtos e roubos

A quadrilha agia nas seguintes cidades: Sapucaia do Sul, Canoas, Esteio, Santo Antônio da Patrulha, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Montenegro, Maquiné, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Tapes, Camaquã, Sentinela do Sul, Glorinha, Picada Café, Arroio dos Ratos, Encruzilhada do Sul e Campo Bom.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

27/11/2018 - Dívida do Rio Grande do Sul é 2,3 vezes maior do que a arrecadação

Dono de um dos quadros financeiros mais graves do país, o Rio Grande do Sul é o Estado com a segunda pior relação entre o que deve e o que arrecada. De acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a dívida consolidada — que inclui precatórios e pendências da administração direta e indireta no país e no Exterior — voltou a crescer e superou em 2,3 vezes o valor da receita corrente líquida (RCL). Isto é, de tudo o que o governo contabiliza em tributos no ano, descontadas as transferências exigidas por lei (como repasses para municípios).

 

A situação só não é mais complicada do que a enfrentada pelo Rio de Janeiro, com uma diferença: o governo fluminense conseguiu, em setembro de 2017, aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Com isso, assegurou a suspensão do passivo por três anos e obteve financiamento de R$ 2,9 bilhões, o que permitiu a regularização de contas penduradas. 

 

No caso gaúcho, apesar dos esforços do governador José Ivo Sartori, a adesão ainda não se concretizou. O pagamento das parcelas está suspenso  por liminar judicial, que pode cair a qualquer momento, e o Estado vem penando para cumprir todas as suas obrigações, em especial salários do Executivo e repasses para hospitais e prefeituras, todos em atraso.

 

— O Rio Grande do Sul realmente tem uma situação um pouco mais delicada do que a média. É um caso complexo, principalmente porque o Estado tem dívida muito elevada e o percentual do gasto com servidores inativos é bastante expressivo — avalia Mônica Mora, pesquisadora do Ipea e uma das autoras do levantamento.

 

Os números apresentados pelo instituto — de agosto de 2018 — indicam que o cenário se agravou em comparação com o último relatório anual da dívida produzido pela Secretaria Estadual da Fazenda. Divulgado em junho, mostrou que, até dezembro de 2017, os débitos do Estado eram 2,19 vezes maiores do que a receita. De lá para cá, essa correlação não só se complicou, como o volume devido subiu: passou de R$ 76,7 bilhões para R$ 81,46 bilhões. Considerando a inflação, o aumento real foi de 3,25%.

 

O agravamento, segundo o secretário da Fazenda, Luiz Antônio Bins, já era esperado, e a tendência é de que a cifra continue avançando, inclusive se o Estado assinar o acordo com a União — que garante carência no valor cobrado pelo governo federal e também pode permitir suspensão do pagamento das demais dívidas.

 

— Estamos desde julho do ano passado sem repassar nada para a União, e os juros e a correção seguem incidindo. Ou seja, o aumento é natural, não tem nada fora do script — afirma Bins.

 

Gastos com ativos e inativos avançam

O Rio Grande do Sul integra o grupo de 10 Estados que, segundo o Ipea, registrou aumento real tanto nos gastos com servidores ativos quanto inativos. Dados do período de setembro de 2017 a agosto de 2018 foram comparados aos números dos 12 meses anteriores.

 

No intervalo, as despesas do governo gaúcho com funcionários em atividade cresceram 1,97% — acima da média nacional, de 0,88%. No caso dos aposentados, a elevação foi maior, de 5,9%.

 

Ainda que esse percentual tenha ficado abaixo da média (8%), a pesquisadora Mônica Mora afirma que um dos grandes problemas do Palácio Piratini é alto custo da folha — e, especialmente, o comprometimento crescente de recursos com aposentados e pensionistas.

 

— Quase 70% da receita corrente líquida é dispendido com o funcionalismo no Rio Grande do Sul. É um percentual muito elevado, entre os maiores do Brasil. E nada menos do que 61% das despesas com pessoal, em 2017, foram para inativos —  descreve Mônica.

 

Secretário da Fazenda, Luiz Antônio Bins reconhece a situação. Desde 2015, o número de aposentados é superior ao de ativos, e reposições não têm no mesmo ritmo — por falta de verbas e restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal. Quanto ao crescimento nos desembolsos, Bins diz que a principal causa são os reajustes aprovados no governo de Tarso Genro (PT) para categorias da segurança pública — com parcelas escalonadas até 2018. Além disso, a gestão atual contratou novos servidores para a área.

 

— Na segurança, há cerca de 70% de inativos para 30% de ativos. Qualquer aumento impacta o dobro — ressalta Bins.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

26/11/2018 - Novos profissionais do Mais Médicos começam a trabalhar na próxima semana

Parte dos médicos inscritos às 630 vagas do edital do programa Mais Médicos do Ministério da Saúde, para atuação no Rio Grande do Sul, já começa a trabalhar nesta semana, prevê o diretor do Departamento de Ações de Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Elson Farias. "Não sabemos quantos serão, mas aqueles inscritos, por exemplo, na quarta e quinta-feira passada certamente estarão habilitados", observa.

         

Parte dos médicos inscritos às 630 vagas do edital do programa Mais Médicos do Ministério da Saúde, para atuação no Rio Grande do Sul, já começa a trabalhar nesta semana, prevê o diretor do Departamento de Ações de Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Elson Farias. "Não sabemos quantos serão, mas aqueles inscritos, por exemplo, na quarta e quinta-feira passada certamente estarão habilitados", observa.

 

• Vagas para o RS no Mais Médicos são preenchidas

 

Os candidatos ao programa preencheram duas páginas. Uma sobre cadastro pessoal (nome, identidade, CPF, endereço, título eleitoral, etc) e outra relativa à alocação (cidade escolhida e outros dados). De posse das informações, o ministério fará a validação: conferir dados e informações, como ver se o profissional está ativo junto Conselho Regional de Medicina (CRM). O ministério tem pressa diante da importância do atendimento do Mais Médicos.

 

O programa no RS

 

Hoje, há 2.158 equipes de Estratégia Saúde da Família (EFS) no Rio Grande do Sul, informa o médico Elson Farias - 630 ainda estão sem médicos. Para suplementar o ESF, criado em 1994, o governo lançou em 2013 o programa Mais Médicos. Quando o quadro estiver completo no Estado, o atendimento será de 6 milhões a 7 milhões de pessoas (apenas as 630 equipes respondem por um público entre 1,8 milhão a 2 milhão de pessoas), ou mais de 60% da população.

 

Cada médico do ESF, segundo o diretor do Departamento, atende uma média de 20 a 40 consultas por dia. Já a equipe é composta por um médico, enfermeiro, técnico em enfermagem e agente comunitário. Mais de 1 mil equipes no Estado tem um dentista com auxiliar de consultório ou técnico em higiene dental. Na média, uma equipe fica responsável pela consulta de 3 mil pessoas cadastradas.

 

Como registra o edital, os profissionais do Mais Médicos tem direito a uma bolsa formação de R$ 11,8 mil por mês. Recebem também entre R$ 10 mil até R$ 30 mil a título de ajuda de custo inicial. O recurso serve para cobrir a despesa do profissional relativa a sua mudança de cidade. Em todo o Brasil, as inscrições ao Mais Médicos continuam abertas até o dia 7 de dezembro. No Rio Grande do Sul, as vagas já foram ocupadas. "O interessado fica sabendo, como se fosse assento em avião após a compra da passagem", diz Farias.

 

Médicos devem procurar secretarias municipais

 

Da parte do Estado, a secretaria da Saúde tem promovido reuniões com o CRM e Conselho dos Secretários Municipais de Saúde. O objetivo é orientar os profissionais. Segundo o diretor Farias, o médico selecionado pelo ministério da Saúde deve imediatamente procurar a secretaria municipal de Saúde da cidade que escolheu. Todos necessitarão de uma capacitação para trabalharem na atenção primária da saúde, junto às famílias e conhecerem os processos de trabalho.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

26/11/2018 - RS terá tempo firme e temperaturas amenas nesta segunda

A segunda-feira (26) será de tempo firme com sol entre poucas nuvens no Rio Grande do Sul. De acordo com a Somar Meteorologia, o calor volta a ganhar força entre o noroeste e oeste gaúcho. Já na faixa leste, a expectativa é de temperaturas mais amenas.

 

Na terça-feira (27), novas áreas de instabilidade voltam a atuar no oeste do Estado e aumentam a condição para pancadas de chuva. Devem ocorrer precipitações entre a tarde e a noite. Elas podem ser acompanhadas por trovoadas, mas sem grandes volumes acumulados. Na faixa leste, há possibilidade de chuva fraca, especialmente no Litoral Norte. Nas demais áreas o tempo fica firme, apenas com variação da nebulosidade.

 

Confira a previsão do tempo para esta segunda-feira (26)

 

Porto Alegre: dia com poucas nuvens e tempo aberto. Mínima de 14°C e máxima de 26°C.

 

Pelotas: tempo firme, assim como na região sul. As temperaturas variam entre 16 e 23°C.

 

Caxias do Sul: poucas nuvens e previsão de tempo aberto. O dia terá temperaturas amenas, com mínima de 12°C e máxima de 21.

 

Santa Maria: tempo firme e com poucas nuvens. As temperaturas não sobem tanto, com mínima de 15 e máxima de 24°C.

 

Santa Rosa: tempo aberto e temperaturas mais altas. Mínima de 15°C e máxima de 27°C

 

Erechim: início de segunda mais ameno, com elevação de temperatura durante o dia. Mínima de 13 e máxima de 26°C.

 

Uruguaiana: tempo aberto e temperaturas amenas. Mínima de 16°C e máxima de 23°C.

 

Torres: tempo firme e pouca variação nas temperaturas. Mínima de 19°C e máxima de 22°C

 

Capão da Canoa: poucas nuvens e tempo firme. Mínima de 18°C e máxima de 23°C.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

26/11/2018 - Mistério sobre desaparecimento de gerente de banco em Anta Gorda completa 12 dias

Mistério que intriga Anta Gorda, município de 6 mil habitantes no Vale do Taquari,  estende-se por 12 dias. O gerente de uma agência do Sicredi Jacir Potrich, 55 anos, foi visto pela última vez em 13 de novembro. Desde então, buscas tem sido feitas e a Polícia Civil investiga o desaparecimento, sem respostas.

 

— É uma situação terrível. Até agora não sabemos nada, nada — lamentou a mulher dele, Adriane Balestreri Potrich, 53 anos, no fim da manhã deste domingo (25).

 

Casada com o bancário há 26 anos, a contadora diz que a família não teve mais nenhuma informação sobre o possível paradeiro de Potrich. Segundo a mulher, no dia do desaparecimento, como costuma fazer às terças-feiras, ela havia viajado a Passo Fundo. No município do norte do Estado, reside o filho do casal, de 26 anos. Ela diz que só percebeu o sumiço do marido no dia seguinte.

 

Os familiares chegaram a oferecer recompensa de R$ 50 mil para quem apontar pista sobre o paradeiro de Potrich. Depois da oferta, mais de 30 ligações foram recebidas. Mas nada de concreto chegou até os parentes.

 

Enquanto isso, a Polícia Civil tenta unir peças de uma espécie de quebra-cabeças. Vem ouvindo pessoas próximas ao gerente, de maneira informal. Para o delegado Guilherme Pacífico nenhuma hipótese pode ser descartada: homicídio, suicídio, mal súbito ou até mesmo eventual perda de memória.

 

A polícia chegou a cogitar a hipótese de sequestro como uma das mais fortes, por conta da ligação do desaparecido com instituição financeira. No entanto, neste período, não houve pedido de resgate.

 

— Todas as pessoas são alvo de investigação.  Buscas de amigos são feitas diariamente, ininterruptamente. As forças policiais também estão vistoriando locais com indicativos de serem possíveis  cativeiros ou de desova de corpo. Estamos trabalhando — relatou o policial, que já ouviu mais de 50 pessoas.

 

A polícia tem recorrido às imagens de câmeras de residências e comércios para tentar encontrar alguma pista sobre o caso. Com cães farejadores, foram feitas buscas próximo da casa de Potrich e em matagais. Um açude chegou a ser esvaziado. Também houve procura em casas abandonadas, consideradas possíveis cativeiros.

 

Quando sumiu, segundo a família, Potrich vestia camiseta clara, bermuda jeans e chinelo. O carro do bancário permaneceu na garagem, com documentos dentro. Apenas o celular teria desaparecido. A Polícia Civil indica que informações sobre o caso sejam repassadas pelo Disque Denúncia, no número 181.

O sumiço

O sobrinho do casal, de 24 anos, que mora com eles, teria sido o primeiro a perceber a falta de Potrich. A mulher do bancário relatou que o jovem entrou em contato com ela por WhatsApp comentando que o tio não estava na casa, por volta das 20h30min de terça-feira (13).

 

Adriane disse que imaginou que ele estava em alguma pescaria e só começou a se preocupar na manhã seguinte. Ao tentar falar com o marido por telefone para avisar que estava saindo de Passo Fundo, na quarta-feira (14), a chamada teria caído na caixa de mensagens. No mesmo dia, o desaparecimento foi informado à polícia.

Câmeras

A casa da família está localizada em condomínio fechado, afastado da área urbana de Anta Gorda, com apenas outras duas moradias. Para chegar até a residências, é preciso passar pela portaria. No entanto, há acesso a pé pela área dos fundos.

 

Câmeras mostram o gerente chegando ao condomínio às 19h07min de terça-feira (13). Ele entra na casa e passa pela porta dos fundos, com balde, no qual estariam peixes fisgados no açude de um amigo, e um copo. Ele caminha em direção ao quiosque da piscina.

 

Os peixes foram limpos e guardados na geladeira. A pia, as facas e a tesoura usadas ficaram sujos. Potrich não teria dormido em casa, já que o quarto do casal estava intacto.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

26/11/2018 - Há três meses, família busca por respostas sobre desaparecimento de jovem na Capital

Há três meses, a dúvida sobre o paradeiro de Thamara Cristina de Andrade Barbosa, 22 anos, atormenta os familiares. Em 17 de agosto, a jovem sumiu do bairro Agronomia, zona leste de Porto Alegre, onde morava com parentes do companheiro. Desde então, A Polícia Civil investiga o caso.

 

— Estamos totalmente às cegas. Pior do que essa dúvida, de não saber o que aconteceu, é saber que minha avó acorda toda noite chamando pelo nome dela, perguntando. É uma coisa que dói. São três meses de dor e aflição — conta o irmão Fagner Barbosa, 25 anos.

 

Thamara, que estava desempregada, frequentava curso de cabeleireiro. Para o rapaz, a irmã não tinha motivo para sumir. O jovem chegou a fazer buscas por conta, espalhou cartazes e divulgou fotos em redes sociais.

 

Após o sumiço, a família percebeu a falta de algumas roupas de Thamara, de um chinelo, dos documentos e do celular, que continua desligado. A garota sumiu da casa onde vivia, na Vila do Herdeiros. Ela morava em uma peça anexa à casa de familiares do companheiro.

 

O homem está detido no Presídio Central há dois anos, por tráfico de drogas. A jovem costumava visitá-lo regularmente. Em 18 de agosto, um sábado à tarde, a avó dela recebeu uma ligação pela qual ficou sabendo que a neta não tinha ido vê-lo na cadeia. Familiares do rapaz relataram que a última vez em que ela foi vista foi na sexta-feira, 17 de agosto.

 

A Polícia Civil ouviu o companheiro de Thamara, mas ele não soube dar informações sobre o desaparecimento. Ele também negou saber o que pode ter motivado o sumiço dela.

 

O tempo do desaparecimento da jovem leva a polícia a suspeitar que ela tenha sido morta. Buscas chegaram a ser feitas pelos policiais na área da Represa Lomba do Sabão, onde havia suspeita de que o corpo pudesse ter sido depositado. Nenhum vestígio foi encontrado.

 

Caso semelhante na Lomba do Pinheiro

Há quase quatro meses, outra família aguarda por notícias do paradeiro de uma jovem, também na Capital. Daiane Oliveira, 23 anos, foi vista pela última vez na Estrada João de Oliveira Remião, bairro Lomba do Pinheiro, em 29 de julho.

 

A jovem teria feito limpeza numa casa, depois bebeu cerveja com amigos e foi vista perto da parada 15. O celular dela foi desativado.

 

— Acreditamos que não estejam vivas e que tenham sido vítimas de homicídio, por isso, estamos fazendo investigações bem amplas — afirma a delegada Roberta Bertoldo, da 2ª DHPP, que investiga os dois casos.

 

Colabore

Informações sobre os casos devem ser repassadas à polícia. O contato pode ser feito pelo telefone 197, da Polícia Civil, ou 08006420121, do disque-denúncia da Delegacia de Homicídios.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

26/11/2018 - Motorista envolvido em acidente com morte de criança em Vacaria é liberado após pagar fiança

O microempresário envolvido no acidente de trânsito que resultou na morte de uma criança de 12 anos em Vacaria, no domingo (25), foi liberado após pagar fiança de R$ 10 mil. Ele irá responder em liberdade pelo inquérito que o autuou em flagrante por homicídio culposo pela morte de Maria Eduarda Souza do Rosário.

 

A menina era uma das ocupantes do veículo Renault Duster, atingido pela caminhonete F250 que, segundo a polícia, estaria trafegando em alta velocidade quando invadiu a pista contrária.  O acidente ocorreu por volta das 14h, no km 102 da BR-285, entre Vacaria e Bom Jesus.

 

Segundo a Polícia Civil de Vacaria, o condutor da F250 estaria com um grupo de amigos caçando na cidade e se deslocava para uma propriedade de Bom Jesus. Essas pessoas, que estavam em outro veículo, teriam fugido do local após presenciar o acidente.

 

Além de Maria Eduarda, o avô dela, um homem de 71 anos, ficou gravemente ferido e segue internado na UTI do Hospital Nossa Senhora da Oliveira de Vacaria.

 

O velório de Maria Eduarda Souza do Rosário ocorre na Sala 1 da Funerária Lovato, em Vacaria. O sepultamento será às 16h, no Cemitério Santa Clara.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

26/11/2018 - RS registra 16 mortes no trânsito no final de semana O fim de semana foi violento nas estradas do Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento de GaúchaZH, do meio-dia de sexta-feira (23) até as 9h desta segunda-feira (26), 16 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Estado. O caso mais recente ocorreu na manhã desta segunda-feira em Sapiranga, no Vale do Sinos. Uma mulher morreu ao bater o carro contra um muro, por volta das 6h, na RS-239. No domingo (25), quatro pessoas morreram em estradas do interior do Estado. Durante a manhã, um homem de 43 anos morreu ao ser atropelado por um caminhão na BR-386 em Lajeado, no Vale do Taquari. Ele não teve o nome divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caminhoneiro fugiu do local e não foi identificado. Ainda no domingo, uma criança de 12 anos morreu após uma caminhonete colidir contra o carro em que ela estava na BR-285, em Vacaria, na Serra. Os outros casos ocorreram em Arroio do Tigre, no Vale do Rio Pardo e em Victor Graeff, no norte do Estado. No sábado (24), oito acidentes foram registrados. Os casos mais graves aconteceram em São Pedro das Missões, no Noroeste, e em Serafina Corrêa, no Norte. As duas ocorrências totalizaram quatro mortos. As demais ocorrências foram em Garibaldi, Soledade, São Sebastião do Caí, Torres e em Porto Alegre. No total, oito mortes foram registradas em rodovias estaduais, sete em federais e uma dentro de um município.

O fim de semana foi violento nas estradas do Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento de GaúchaZH, do meio-dia de sexta-feira (23) até as 9h desta segunda-feira (26), 16 pessoas morreram em acidentes de trânsito no Estado.

 

O caso mais recente ocorreu na manhã desta segunda-feira em Sapiranga, no Vale do Sinos. Uma mulher morreu ao bater o carro contra um muro, por volta das 6h, na RS-239.

 

No domingo (25), quatro pessoas morreram em estradas do interior do Estado. Durante a manhã, um homem de 43 anos morreu ao ser atropelado por um caminhão na BR-386 em Lajeado, no Vale do Taquari. Ele não teve o nome divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caminhoneiro fugiu do local e não foi identificado. 

 

Ainda no domingo, uma criança de 12 anos morreu após uma caminhonete colidir contra o carro em que ela estava na BR-285, em Vacaria, na Serra. Os outros casos ocorreram em Arroio do Tigre, no Vale do Rio Pardo e em Victor Graeff, no norte do Estado.

 

No sábado (24), oito acidentes foram registrados. Os casos mais graves aconteceram em São Pedro das Missões, no Noroeste, e em Serafina Corrêa, no Norte. As duas ocorrências totalizaram quatro mortos. As demais ocorrências foram em Garibaldi, Soledade, São Sebastião do Caí, Torres e em Porto Alegre.

 

No total, oito mortes foram registradas em rodovias estaduais, sete em federais e uma dentro de um município.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

26/11/2018 - Dívida do RS com precatórios soma R$ 15,1 bilhões

Com milhares de credores na fila, a dívida do Estado com precatórios voltou a crescer e a bater recorde. Incluindo novos títulos já registrados no orçamento de 2019, o passivo atingiu a marca de R$ 15,1 bilhões – 3,7 vezes mais do que o orçado para a saúde em 2019. Em termos reais (descontada a inflação), a cifra avançou 19,3% em relação a 2017 e é mais um motivo de preocupação para o governador eleito Eduardo Leite (PSDB).

 

Para pressionar o Palácio Piratini a reforçar os aportes e garantir que a conta seja zerada até 2024 – como prevê a emenda constitucional nº 99, de 2017 –, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ), Carlos Eduardo Zietlow Duro, decidiu recusar o plano de pagamento apresentado pela atual gestão para o próximo ano.

 

Se até janeiro o impasse não for resolvido, o Judiciário poderá sequestrar verbas dos cofres estaduais para esse fim – correndo o risco de encontrar as contas raspadas em razão do agravamento da crise financeira. A administração de José Ivo Sartori (MDB) deve ser concluída com os salários dos servidores atrasados e o 13º parcelado.

 

Repasses mensais teriam de quintuplicar, avalia TJ

Em razão do cenário de calamidade, o governo propôs manter os repasses mensais em 1,5% da receita corrente líquida (RCL), como vem sendo feito desde 2010. O problema é que o valor equivalente (cerca de R$ 40 milhões ao mês) é insuficiente para quitar o débito no prazo estipulado.

 

Segundo cálculos da Central de Conciliação e Pagamento de Precatórios do TJ, coordenada pela juíza Alessandra Bertoluci, as transferências deveriam, no mínimo, quintuplicar para atingir o objetivo.

 

– O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que os presidentes dos TJs podem ser responsabilizados se os planos de pagamento não estiverem de acordo, e o desembargador Duro entende que a decisão precisa ser cumprida. Não só por essa exigência, mas por se tratar de um dever. Sabemos das dificuldades do Estado, mas não podemos esquecer que por trás dos precatórios existem pessoas – diz a magistrada.

PGE afirma que piratini faz o que pode diante da crise

A dívida cresceu mesmo após o governo ter adotado medidas para reduzir a fatura, com a instalação da Câmara de Conciliação e a criação do programa Compensa-RS . Em ambos os casos, dois motivos contribuíram para o aumento do saldo: a correção dos valores, prevista por lei, e a redução do teto das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) de 40 para 10 salários mínimos.

 

Traduzindo: desde 2015, sempre que alguém ganha uma ação contra o Estado e o valor a ser recebido fica abaixo de 10 salários, esse crédito vira RPV. Se fica acima, se torna precatório. Na prática, a mudança vem contribuindo para engrossar a fila de precatoristas, mais longa e demorada.

 

Na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a avaliação é de que o governo está fazendo o que pode para enfrentar a situação. Procuradora-geral adjunta para assuntos institucionais, Ana Cristina Tópor Beck sustenta que todas as ações determinadas pela emenda nº 99 estão em curso e que não há como ampliar os repasses – vale lembrar que as remunerações do Executivo somam 35 meses de parcelamentos e há uma série de pendências, inclusive com hospitais e prefeituras.

 

A procuradora lembra ainda que a emenda nº 99 determina a abertura de linha de crédito especial, por parte da União, para ajudar os Estados a liquidarem a dívida até 2024. Até agora o governo federal não cumpriu a deliberação, que pode ser a saída para o Rio Grande do Sul. 

 

– Infelizmente, o Estado não tem como aportar mais recursos. Existe impossibilidade material de cumprir e exigência do TJ. Além disso, entendemos que o plano de pagamento está de acordo com a Constituição. Na nossa avaliação, ainda há espaço para conversa e para construirmos uma solução com o Judiciário, que sempre esteve aberto ao diálogo – afirma a procuradora.

 

O QUE SÃO PRECATÓRIOS

São dívidas do poder público resultantes de ações judiciais superiores a 10 salários mínimos (R$ 9,54 mil). No caso do Rio Grande do Sul, decorrem principalmente de questões salariais (envolvendo servidores ativos, inativos e pensionistas), desapropriações e cobranças indevidas de impostos.

A FILA

56.963 é o número de precatórios que aguardam para serem pagos pelo governo gaúcho.

COMO FUNCIONA O PAGAMENTO

O valor repassado mensalmente pelo Estado (cerca de R$ 40 milhões) é dividido da seguinte forma:

 

1) Por ordem cronológica

A quitação é feita pela ordem de apresentação do título, isto é, do mais antigo ao mais novo. Os credores idosos, com doenças graves ou deficiência podem pedir o pagamento de parcela preferencial, no caso de precatórios de natureza alimentar (situações envolvendo pensões e salários). Em novembro, o Tribunal de Justiça conseguiu colocar em dia a quitação das “superpreferências”, destinadas a credores com mais de 80 anos e enfermidades severas.

 

2) Por meio da conciliação

O pagamento se dá via acordo, com redução de 40% no valor atualizado dos títulos. Essa modalidade começou com a criação da Câmara de Conciliação de Precatórios, em 2015. Desde então, os titulares são chamados na ordem cronológica para negociar com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Podem aceitar ou permanecer na fila, à espera do valor integral.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

23/11/2018 - Caminhão carregado com bebidas tomba na BR-386, em Carazinho

Um caminhão carregado de refrigerantes tombou na BR-386, em Carazinho, no norte do Estado, na manhã desta sexta-feira (23). O acidente ocorreu por volta das 6h, na altura do km 172,2 da rodovia.

 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo com placas de Frederico Westphalen fazia o sentido Capital-Interior quando tombou. Não se sabe o que ocasionou o acidente.

 

O motorista - que ainda não teve o nome divulgado - estava sozinho e foi encaminhado ao hospital de Carazinho em estado grave. A carga está espalhada às margens da rodovia e o veículo está tombado no local.

 

Não há bloqueios no trânsito. Um representante da empresa proprietária do caminhão deve ir até o local para fazer o transbordo da carga.

 

Alguns metros adiante, a PRF atendeu um outro acidente. Um carro saiu da pista no km 172,7. O veículo tinha placas clonadas e o motorista fugiu do local.

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

23/11/2018 - Previsão do tempo no RS: saiba onde chove nesta sexta-feira

A chuva retorna ao Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (23). O dia começa com tempo firme na maior parte do Estado, porém, a nebulosidade aumenta na Fronteira, onde pancadas de chuva e trovoadas estão previstas para o período da manhã. As precipitações devem ser mais intensas no Noroeste.

 

Ao longo da tarde, um sistema de baixa pressão atmosférica se desloca do Paraguai para o Sul, o que deve resultar em chuva forte, com possibilidade de descargas elétricas e rajadas de vento. A precipitação deve se prolongar até a madrugada de sábado (24). Na faixa leste, incluindo o Litoral e a Região Metropolitana, a chuva deve chegar somente à noite. Durante o dia, o céu claro predomina e deve fazer bastante calor à tarde. Na Capital, a máxima prevista é de 35ºC.

 

As precipitações devem se espalhar pelo Estado durante o sábado, causando pancadas a qualquer hora do dia, porém, sem causar grandes transtornos. A temperatura máxima deve cair bastante em relação aos dias anteriores por conta do tempo fechado.

 

No domingo (25), a instabilidade se afasta de vez e o tempo firme predomina em todo o Estado. A temperatura volta a subir gradativamente, sem atingir níveis muito elevados. Na Serra, a sensação será de friozinho pela manhã, com nebulosidade variável ao longo do dia. No Litoral, o mar deve ficar agitado e são esperadas ondas de até 3 metros de altura.

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades nesta sexta-feira:

Capital: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 20°C e máxima de 35°C

Pelotas: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 20°C e máxima de 30°C

Caxias do Sul: tempo instável, com chuvas isoladas. Mínima de 18°C e máxima de 30°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 32°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 30°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 33°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 27°C

Torres: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 19°C e máxima de 29°C

Rio Grande: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 22°C e máxima de 26°C

Mostardas: muitas nuvens ao longo do dia. Mínima de 20°C e máxima de 27°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 33°C

Bagé: tempo instável, com chuvas isoladas. Mínima de 19°C e máxima de 29°C

Tramandaí: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 21°C e máxima de 29°C

Xangri-Lá: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 21°C e máxima de 30°C

Capão da Canoa: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 21°C e máxima de 31°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

23/11/2018 - Líder do Cartel de Garopaba, gaúcho preso em operação estava construindo pousada na Praia do Rosa

Um dos traficantes presos na Operação All In, Ricardo Benites Porto, conhecido como Playboy, estava construindo uma pousada na Praia do Rosa, em Imbituba, Santa Catarina. Segundo o diretor de Investigações do Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc), delegado Mario Souza, o imóvel tem 12 apartamentos prontos e o investimento é de cerca de R$ 3 milhões.

 

— Uma construção de grande porte, muito bem feita, com valores milionários investidos - detalha o diretor do Denarc.

 

Playboy vive no litoral catarinense. Ele é considerado pela investigação como o maior fornecedor de maconha para o Rio Grande do Sul.

 

— Ele negociava droga para todo o Brasil, vendendo também cocaína e crack. De maconha, com certeza é o maior fornecedor pro território gaúcho — afirma Mário Souza.

 

Ele já havia sido preso pela Polícia Civil em 2013.

 

Em depoimento à Polícia Civil, Playboy garantiu que não tinha mais envolvimento com o tráfico de drogas.

 

Operação

Conforme a investigação, em apenas quatro meses, o grupo teria movimentado cerca de R$ 2 milhões. Além do tráfico de drogas, os criminosos também traficavam armas e lavavam dinheiro com depósitos em contas bancárias e compra de veículos de luxo.

 

Em 10 meses de apuração, a polícia identificou 46 envolvidos. A investigação começou após apreensão de cerca de duas toneladas de maconha, no início do ano, em Garopaba.

 

Mais de 200 policiais cumpriram nesta quinta-feira 92 mandados judiciais, sendo 35 de prisão – 15 deles em seis cidades no Rio Grande do Sul. As ações no Estado foram na Região Metropolitana, no Vale do Sinos e em Passo Fundo.

 

Até as 19h, 27 suspeitos haviam sido presos em Santa Catarina (22) e no Rio Grande do Sul (5). Os nomes dos detidos não foram divulgados. Conforme a polícia, os dois líderes foram presos, um gaúcho e um catarinense.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

23/11/2018 - Um dia após anúncio de recompensa, família de bancário desaparecido recebe mais de 30 ligações

Um dia após anunciar uma recompensa de R$ 50 mil por informações do gerente de banco Jair Potrich, 55 anos, a família dele recebeu mais de 30 ligações. Segundo a esposa do filho dele, Samara Portella, os dados foram repassadas à polícia ou apurados por conta própria.

 

— Por enquanto não há nada de concreto — observa Samara.

 

 O sumiço do gerente ocorreu na noite de terça-feira (13), após chegar de uma pescaria. Câmeras de segurança mostram a entrada dele no condomínio fechado onde mora, em Anta Gorda, no Vale do Taquari.

 

Procurado por GaúchaZH, o delegado Guilherme Pacífico não foi localizado.

 

Açude foi esvaziado, mas nada foi encontrado

Um açude que fica nas proximidades da casa foi esvaziado na última quinta-feira (15), mas nada foi localizado. Imagens de câmeras de segurança mostram que Potrich chegou em casa às 19h07min da terça-feira (13), sozinho, e se dirigiu para os fundos da casa carregando um balde onde estaria levando os peixes fisgados no açude de um amigo.

 

O carro ficou na garagem com a carteira e outros documentos dentro. Potrich só levou com ele o telefone celular. Uma das câmeras mostrou ele entrando e outra registrou sua passagem pela porta dos fundos carregando o balde e um copo, caminhando em direção ao quiosque da piscina.

 

A esposa do bancário, Adriane Balestreri Potrich, 53 anos, ficou sabendo do sumiço do marido só no dia seguinte. Na data do desaparecimento, como costuma fazer às terças-feiras, ela havia viajado para Passo Fundo, onde mora o filho do casal, de 26 anos.

 

Ela foi avisada pelo sobrinho, que notou a ausência do tio.  A empregada da família, que percebeu que o quarto do casal estava intacto, confirmou. A contadora, então, tentou ligar para o marido, mas, segundo ela, desde então, todas as chamadas caem na caixa de mensagens.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

23/11/2018 - Bolsonaro anuncia Ricardo Vélez Rodríguez como ministro da Educação

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou, nesta quinta-feira (22), a indicação do professor Ricardo Vélez Rodríguez para a chefia do Ministério da Educação. Bolsonaro divulgou a informação por meio de sua conta oficial no Twitter. Rodríguez é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

 

"Vélez é Professor de Filosofia, Mestre em Pensamento Brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica RJ, Doutor em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho, Pós-Doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, Paris, com ampla experiência docente e gestora", escreveu Bolsonaro na rede social.

 

Perfil

Nascido em Bogotá, na Colômbia, em 1943, Rodríguez é formado em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana (1964). Ele tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: pensamento brasileiro, filosofia brasileira, filosofias nacionais, liberalismo e moral social.

 

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Embora não tenha nascido no Brasil, Vélez Rodríguez pode assumir o ministério como naturalizado. São privativos de brasileiro nato apenas os cargos de presidente e vice da República, presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, ministro do STF, cargos da carreira diplomática e de oficiais das Forças Armadas.

 

O colombiano é professor associado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

 

A indicação de Vélez Rodriguez ocorre após a bancada evangélica reagir negativamente às especulações em torno do nome de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, para o comando da pasta ganharem força na quarta-feira (21). O presidente eleito chegou a publicar no Twitter que não havia definição em relação ao futuro ocupante do posto.

 

Nesta quinta-feira, o nome do procurador regional da República Guilherme Schelb ganhou força nos bastidores. Schelb, que tem perfil conservador e é defensor do projeto Escola Sem Partido, era o preferido da bancada evangélica para o cargo.

 

Em meio ao desconforto criado em relação ao futuro chefe da Educação a partir de 1º de janeiro de 2019, o colombiano foi chamado às pressas de Juiz de Fora (MG) para conversar com Bolsonaro ainda na quarta-feira, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

 

O anúncio foi feito em meio ao casamento de Onyx Lorenzoni, celebrado na noite desta quinta. O presidente eleito chegou na cerimônia às 20h30.

 

No seu blog, o professor afirma, em um post do dia 7 de novembro, que foi indicado por Olavo de Carvalho para o cargo.

 

"Enxergo, para o MEC, uma tarefa essencial: recolocar o sistema de ensino básico e fundamental a serviço das pessoas e não como opção burocrática sobranceira aos interesses dos cidadãos, para perpetuar uma casta que se enquistou no poder e que pretendia fazer, das Instituições Republicanas, instrumentos para a sua hegemonia política", afirma.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

23/11/2018 - Gaúcha, mãe e apaixonada por esportes: quem era a turista morta no Rio de Janeiro

O sorriso era uma marca de Fabiane. É assim que a empresária, moradora de Florianópolis há mais de duas décadas, é lembrada pelos amigos. Mãe de um menino, a gaúcha de 30 anos costumava praticar esportes com frequência. Após desaparecer em uma trilha no domingo, em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, onde estava a passeio, foi encontrada morta.

 

Fabiane é natural de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, mas há cerca de 25 anos morava em Santa Catarina. Atualmente, segundo amigos, a empresária se dividia entre os cuidados com a mãe, o filho de nove anos e a pousada da família. O pai dela já é falecido.

 

— Era uma pessoa maravilhosa, cheia de vida. Amava muito o filho. Está sendo um choque para todo mundo — conta uma das amigas de Fabiane, que prefere não ser identificada, em respeito à família, que, abalada, não quis se manifestar.

 

Nas redes sociais, a empresária costumava publicar com frequência fotografias com o filho. "Minha maior herança, meu maior patrimônio, ser mãe é participar... Te amo filho!", escreveu em uma publicação no Facebook. Ela também tinha o hábito de publicar fotografias praticando exercícios, como caminhadas, corridas ou ciclismo, e exaltava o amor pela capital catarinense.

 

Fabiane cursou Direito na Faculdade Cesusc, em Florianópolis, mas administrava uma pousada na Praia dos Ingleses, na mesma cidade. Os familiares relataram aos amigos dela que souberam do desaparecimento pela imprensa. A empresária teria seguido para o Rio de Janeiro para se encontrar com um morador de Porto Alegre, conforme o jornal Extra, que havia conhecido pela internet. Os dois também tinham se encontrado em uma festa, em Florianópolis, há cerca de um mês. Ela pretendia passar o feriadão no local e depois retornar para Santa Catarina.

 

O desaparecimento foi informado à Polícia Civil no domingo. Depois disso, os bombeiros passaram a fazer buscas por Fabiane. Em uma última postagem nas redes sociais, ela publicou uma foto de uma trilha. "Exercício diário", escreveu. A empresária se referiu equivocadamente ao lugar como Trilha do Atalaia. No entanto, estava a cerca de seis quilômetros desse ponto.

 

De acordo com o tenente-coronel Marcelo Fidalgo, do 18º Grupamento de Bombeiros Militar de Cabo Frio, o local onde ela estava era relativamente movimentado.

 

— Não era uma área isolada. Essa trilha é muito frequentada, principalmente por pescadores — relatou.

 

O corpo de Fabiane foi encontrado na quarta-feira, durante as buscas com uso de cães farejadores. O cadáver, sem roupas, estava em meio às árvores, a cerca de 30 metros do ponto conhecido como Trilha da Cabocla. O corpo foi encaminhado para necropsia e, depois disso, deve ser liberado para sepultamento. Os familiares não informaram onde deve ocorrer o enterro.

 

Delegado não descarta latrocínio

 

O delegado responsável pelo caso, Renato Mariano, titular da 132ª Delegacia de Polícia, em Arraial do Cabo, não descarta o crime de latrocínio (roubo com morte). Ainda que o celular tenha sido encontrado ao lado do corpo, a carteira da vítima estava vazia, de acordo com Mariano. O policial também disse que ainda não é possível saber se ela sofreu violência sexual.

 

O laudo que deverá indicar a causa da morte de Fabiane poderá demorar cerca de 30 dias para ser concluído. A Polícia Civil localizou imagens que mostram a mulher tomando café da manhã sozinha em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis, no bairro Prainha, antes de seguir para a trilha. O vídeo mostra Fabiane digitando no celular. No local, ela chegou a perguntar aos funcionários sobre a trilha.

 

Ainda conforme o delegado, outros dois casos semelhantes ao assassinato da empresária ocorreram na região próxima de Arraial do Cabo no ano passado. As outras duas vítimas também seriam turistas e estavam em pontos isolados. Para Mariano, no entanto, não há como afirmar se há ligação entre os casos ou algum tipo de assassinato em série.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

23/11/2018 - Atraso em repasses do governo do RS cancela 32 mil exames, 370 consultas e 376 cirurgias

O atraso em repasses do governo do Estado a hospitais do Rio Grande do Sul já afeta milhares de pacientes. Quem tinha procedimento eletivo marcado para esta semana ainda não sabe quando será chamado. Na Região Metropolitana, Canoas, São Leopoldo e Sapucaia do Sul suspenderam consultas, exames e cirurgias que estavam agendadas para esta semana. Nas três cidades, deixaram de ser realizados, até quinta-feira (22), mais de 32 mil exames, 370 consultas e 376 cirurgias.

 

Grande parte dos números é de Canoas, onde a paralisação está em vigor desde segunda-feira (19). Na cidade, os locais atingidos são o Hospital Universitário da Ulbra (HU), o Hospital de Pronto-Socorro e o Hospital Nossa Senhora das Graças. As três instituições são referência para 156 municípios do Estado. Segundo a assessoria de imprensa do município, somente no primeiro dia de paralisação, deixaram de ser realizados 7,5 mil exames eletivos no HU e no Gracinha. A administração informou que o valor em repasses atrasados, hoje, é de R$ 26 milhões, mas que deve chegar aos R$ 37 milhões até o dia 30.

 

Em Sapucaia do Sul, desde terça-feira (20), estão sendo realizadas somente consultas que já estavam agendadas, além de casos de urgência e emergência. Segundo a assessoria do Hospital Getúlio Vargas, a unidade faz cerca de 180 cirurgias eletivas e 1,2 mil exames por mês. Desde a suspensão, deixaram de ser atendidos 21 pacientes que passariam por cirurgia. Além disso, 90 exames que já estavam agendados não têm data para serem feitos. A prefeitura diz que o governo gaúcho tem dívida vencida com o hospital de Sapucaia no valor de R$ 7,8 milhões. No próximo dia 30, esse valor chegará a R$ 12 milhões.

 

O Hospital Centenário, de São Leopoldo, onde atualmente são realizadas apenas consultas e cirurgias eletivas, parou com os atendimentos na quinta-feira (22). A assessoria da instituição informou que foram canceladas 30 consultas e sete cirurgias eletivas. Para esta sexta (23), serão canceladas mais nove cirurgias. Não havia consultas marcadas para hoje. Por mês, são realizadas no Centenário, em média, 290 consultas e 170 cirurgias.

 

Nenhuma das cidades deu previsão de retomada dos trabalhos. A expectativa é de que isso ocorra somente quando o governo regularizar os pagamentos. Feito o repasse, os procedimentos eletivos cancelados começarão a ser reagendados.

Atendimento segue em outras cidades

A falta de verba ainda não ocasionou cancelamentos em outras cidades da Região Metropolitana. Segundo o Instituto de Cardiologia, que administra o Hospital Viamão, o Hospital Alvorada e o Hospital Padre Jeremias, em Cachoeirinha, as demandas eletivas, como exames, cirurgias e consultas já marcadas, seguem sendo atendidas. A assessoria também disse que o Instituto de Cardiologia da Capital não vai parar com os trabalhos eletivos.

 

Em Esteio, o Hospital São Camilo segue funcionando normalmente. Segundo a direção da instituição, o local atende "situações eletivas menos complexas", que ainda não foram afetadas pela falta de repasses. O Hospital Dom João Becker, de Gravataí, não atendeu aos telefonemas da reportagem. A prefeitura de Gravataí informou que não responderia pela instituição. Em seus canais oficiais, nenhuma das duas instituições havia informado cancelamento de procedimentos eletivos até a tarde de quinta.

 

Em Novo Hamburgo, foi instaurado um Comitê de Gestão da Crise da Saúde para avaliar a situação. Nesta sexta, deverão ser divulgadas as medidas que serão adotadas no município.

Pagamentos ainda sem previsão

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) informou que ainda não há prazo para que os repasses sejam regularizados. A Secretaria da Fazenda chegou a dizer, na quarta-feira (21), que destinará R$ 20 milhões à área da Saúde nos próximos dias. Não foi dada uma previsão exata, mas a pasta pretende que o pagamento ocorra "antes do dia 30 de novembro".

 

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) estima que o Estado tenha uma dívida de cerca de R$ 500 milhões com prefeituras para manutenção dos serviços de saúde. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS), Diego Espíndola, disse que o repasse anunciado é paliativo.

 

— É muito pouco. Se tu analisar o montante, que é bem maior, eles pegam um pouco de dinheiro e pulverizam.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

22/11/2018 - Quadrilha especializada em tráfico interestadual de drogas é alvo de ação

 

Uma quadrilha, especializada no tráfico interestadual de drogas, é alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira. Mais de 200 policiais devem cumprir 98 ordens judiciais nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

 

De acordo com a investigação da Polícia Civil, a organização criminosa é suspeita de comandar um esquema responsável por abastecer uma rede de tráfico de drogas e armas nos três estados. Em Porto Alegre, uma residência foi alvo de um mandado e no local os policias apreenderam diversas armas. 

 

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

22/11/2018 - Litoral gaúcho tem mais de 700 vagas de emprego temporário

Quem está em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho pode aproveitar o veraneio para se candidatar a uma das 722 vagas temporárias que estão disponíveis no litoral gaúcho. As oportunidades estão em Capão da Canoa, Cidreira, Imbé, Mariluz, Nova Tramandaí, Osório, Pinhal, Quintão, Santo Antônio da Patrulha, Torres e Tramandaí.

 

De acordo com Ticiana Casado Teixeira, coordenadora de recrutamento e seleção da AST Facilities, que oferece 519 vagas temporárias nas praias gaúchas, o grande número de oportunidades se dá pela "falta de comprometimento" dos candidatos, pois muitos confirmam presença no processo seletivo e acabam não comparecendo ou passam seu número de telefone e depois sequer atendem. Ela conta que, a cada dinâmica de grupo de 10 pessoas, apenas quatro comparecem.

 

Ticiana afirma que as vagas temporárias são uma porta de entrada para jovens que estão em busca do primeiro emprego, mas que aposentados também são bem-vindos. Para concorrer, não é necessário ser morador do litoral, os candidatos podem ser de qualquer região, desde que tenham onde se hospedar na praia. As oportunidades são para quem tem Ensino Fundamental e Médio, para atuar por 90 dias.

 

Também há vagas temporárias nas agências FGTAS/Sine do Litoral. São 203 oportunidades — para quem tem Ensino Fundamental incompleto até nível médio e ainda algumas não exigem nível de escolaridade. As remunerações chegam a até quatro salários mínimos (R$ 3.816).

 

 

Confira todas as vagas disponíveis:

AST Facilities

Como se candidatar:

 

Encaminhar currículo para o e-mail vagas@astfacilities.com.br

Comparecer, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30min, com currículo e carteira de trabalho na Avenida Júlio de Castilhos, 435, 2º andar, centro de Porto Alegre

Ou levar currículo em um dos supermercados Asun do Litoral.

Faixa salarial: R$ 1.220 a R$ 1.802

Vagas: 519

 

Confira abaixo cargos e vagas:

 

 

Capão da Canoa

Açougueiro (2)

Auxiliar de açougue (2)

Auxiliar de bazar (2)

Auxiliar de depósito (3)

Auxiliar de fiambreria (6)

Auxiliar de hortifruti (7)

Auxiliar de operações de lojas (10)

Auxiliar de padaria (5)

Auxiliar de limpeza (1)

Conferente (2)

Empacotador (7)

Encarregado de açougue (1)

Fiscal de loja (4)

Operadora de caixa (25)

 

 

Cidreira

Auxiliar de açougue (8)

Auxiliar de depósito (4)

Auxiliar de fiambreria (3)

Auxiliar de hortifruti (5)

Auxiliar de limpeza (6)

Auxiliar de operação (13)

Auxiliar de operações de bazar (3)

Auxiliar de operações de lojas (10)

Auxiliar de padaria (4)

Balconista de padaria (5)

Fiscal de caixa (4)

Fiscal de loja (6)

Operadora de caixa (32)

 

 

Imbé

Açougueiro (3)

Auxiliar de açougue (2)

Auxiliar de bazar (3)

Auxiliar de depósito (3)

Auxiliar de hortifruti (3)

Auxiliar de limpeza (2)

Auxiliar de operações de lojas (13)

Auxiliar de padaria (2)

Balconista de padaria (2)

Conferente (2)

Empacotador (9)

Encarregado hortifruti (1)

Fiscal de caixa (4)

Fiscal de loja (4)

Operadora de caixa (20)

Recepcionista (2)

 

 

Mariluz

Açougueiro (2)

Auxiliar de açougue (4)

Auxiliar de cozinha (1)

Auxiliar de depósito (2)

Auxiliar de fiambreria (1)

Auxiliar de hortifruti (4)

Auxiliar de limpeza (3)

Auxiliar de operações de bazar (2)

Auxiliar de operações de lojas (6)

Auxiliar de padaria (2)

Balconista de padaria (4)

Circularista (1)

Conferente (2)

Empacotador (8)

Encarregado açougue (1)

Encarregado de padaria (1)

Fiscal de caixa (4)

Fiscal de loja (6)

Operadora de caixa (18)

 

 

Nova Tramandaí

Açougueiro (2)

Auxiliar de açougue (3)

Auxiliar de cozinha (1)

Auxiliar de depósito (2)

Auxiliar de fiambreria (2)

Auxiliar de hortifruti (4)

Auxiliar de limpeza (2)

Auxiliar de operações de bazar (2)

Auxiliar de padaria (1)

Balconista de padaria (2)

Conferente (1)

Cozinha (1)

CPD (1)

Empacotador (3)

Fiscal de caixa (2)

Fiscal de loja (6)

Operadora de caixa (10)

Padeiro (1)

Supridor (3)

Osório

Açougueiro (2)

Auxiliar de açougue (2)

Auxiliar de bazar (2)

Auxiliar de depósito (2)

Auxiliar de hortifruti (3)

Auxiliar de limpeza (1)

Auxiliar de operações de lojas (4)

Balconista de padaria (3)

CPD (1)

Empacotador (3)

Fiscal de loja (2)

Operadora de caixa (6)

 

 

Pinhal

Auxiliar de açougue (4)

Auxiliar de depósito (1)

Auxiliar de fiambreria (2)

Auxiliar de limpeza (3)

Auxiliar de operações de bazar (3)

Auxiliar de operações de lojas (4)

Auxiliar de padaria (3)

Conferente (2)

Cozinha (1)

Encarregado bazar (1)

Empacotador (6)

Fiscal de loja (3)

Operadora de caixa (24)

 

 

Quintão

Auxiliar de açougue (3)

Auxiliar de depósito (1)

Auxiliar de limpeza (1)

Auxiliar de operação (1)

Auxiliar de operação de bazar (2)

Auxiliar de operações de fiambreria (1)

Auxiliar de operações de hortifrúti (3)

Auxiliar de operações de lojas (4)

Balconista de padaria (2)

Conferente (1)

Empacotador (10)

Fiscal de caixa (3)

Fiscal de loja (4)

Operadora de caixa (19)

 

Agências FGTAS/Sine

Como se candidatar: comparecer na agência mais próxima com Carteira de Trabalho e Previdência Social. Os horários de funcionamento e endereços podem ser conferidos neste site. 

Faixa salarial: de um a quatro salários mínimos

Vagas: 203

 

Confira abaixo cargos e vagas:

 

 

Capão da Canoa

Ajudante de açougueiro (comércio) (1)

Atendente de lanchonete (31)

Atendente de padaria (2)

Atendente do setor de frios e laticínios (16)

Auxiliar de cozinha (4)

Auxiliar de limpeza (1)

Barman (1)

Caixa de loja (1)

Caixa de supermercado (3)

Camareira de hotel (1)

Cozinheiro de restaurante (1)

Encarregado de hortifrutigranjeiros (10)

Manicure (1)

Monitor de esportes e lazer (10)

Monitor de recreação (60)

Montador de móveis de madeira (1)

Operador de empilhadeira (1)

Operador de instalação de ar-condicionado (1)

Repositor em supermercados (7)

Repositor de mercadorias (2)

Vendedor de comércio varejista (2)

 

 

Imbé

Arraçoador de peixe (1)

Chapista de lanchonete (1)

 

 

Osório

Auxiliar de cozinha (1)

Cozinheiro geral (1)

Santo Antônio da Patrulha

Operador de negócios (1)

 

 

Torres

Ajudante de açougueiro (comércio) (5)

Atendente de balcão de café (2)

Atendente de padaria (2)

Atendente do setor de frios e laticínios (3)

Atendente do setor de hortifrutigranjeiros (2)

Auxiliar administrativo (1)

Auxiliar de estoque (1)

Auxiliar de limpeza (3)

Chapista de lanchonete (1)

Chaveiro (1)

Fiscal de caixa (3)

Fiscal de prevenção de perdas (4)

Garçom (4)

Operador de empilhadeira (1)

Técnico de enfermagem (5)

 

 

Tramandaí

Ajudante de açougueiro (comércio) (1)

Auxiliar de expedição (1)

Fiscal de loja (1)

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

22/11/2018 - Previsão do tempo no RS: veja como fica a temperatura nesta quinta-feira

A massa de ar seco que atua no Rio Grande do Sul mantém o tempo firme nesta quinta-feira (22). Durante a madrugada, as mínimas registradas foram um pouco mais elevadas do que nos últimos dias, com 11,6°C em São José dos Ausentes, na Serra, e 18,6°C em Porto Alegre. Em Uruguaiana e na Capital, a máxima pode atingir 34ºC.

 

Na Fronteira, um sistema de baixa pressão que vem do norte da Argentina e do Paraguai provoca aumento de nebulosidade que, somado com a elevação da temperatura, resulta em sensação de abafamento. No Sul e no Litoral, o calor também aumenta, mas o dia será mais ensolarado, com poucas nuvens.

 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foram registradas rajadas de vento de 59,8 km/h em Mostardas, no Litoral Sul, e 61,9 km/h em Tramandaí, no Litoral Norte.

 

Já na sexta-feira (23), o dia começa com muita nebulosidade em todo o Estado. Ao longo da tarde, a elevação da temperatura em conjunto com um sistema de baixa pressão que avança pelo Norte e pela Fronteira provoca pancadas de chuva nessas regiões.

 

Após as precipitações, a sensação deve ser mais amena. No Sul e no Litoral, a nebulosidade aumenta e a temperatura deve ser mais agradável do que a prevista para a Região Central e Região Metropolitana, onde o calor ainda se mantém.

 

 

Confira a previsão do tempo em algumas cidades:

Capital: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 19°C e máxima de 34°C

Pelotas: tempo firme e ensolarado. Mínima de 18°C e máxima de 32°C

Caxias do Sul: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 15°C e máxima de 33°C

Santa Maria: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 18°C e máxima de 32°C

Santa Rosa: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 19°C e máxima de 32°C

Erechim: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 30°C

Uruguaiana: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 21°C e máxima de 34°C

Torres: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 18°C e máxima de 28°C

Tramandaí: tempo firme e ensolarado. Mínima de 20°C e máxima de 27°C

Capão da Canoa: tempo firme e ensolarado. Mínima de 20°C e máxima de 29°C

Xangri-Lá: tempo firme e ensolarado. Mínima de 20°C e máxima de 28°C

Rio Grande: tempo firme e ensolarado. Mínima de 21°C e máxima de 28°C

Mostardas: tempo firme e ensolarado. Mínima de 22°C e máxima de 28°C

Passo Fundo: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 29°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

22/11/2018 - Corpo de moradora de Florianópolis é encontrado em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro

Os bombeiros do Rio de Janeiro localizaram, por volta das 15h desta quarta-feira (21), o corpo de Fabiane Fernandes, de 32 anos. Moradora de Florianópolis, ela foi passar o feriadão em Arraial do Cabo, na região dos Lagos, e desapareceu na trilha do Morro da Cabocla, na Prainha.

 

Conforme o tenente-coronel Marcelo Fidalgo, do 18º GBM (Cabo Frio), o corpo foi localizado com o auxílio de cães farejadores, a 30 metros da rota da trilha, em meio aos arbustos, nu e com pertences ao lado.

 

Foram três dias de buscas, que contou com policiais militares, embarcações, pescadores e cães. O oficial não soube informar, no entanto, se a vítima estava com sinais de agressões. Essa informação será confirmada pelo Instituto-Geral de Perícias fluminense.

 

Fabiane viajou para o Rio de Janeiro com o companheiro. No domingo, ela teria saído para a trilha sozinha, deixando o parceiro no hotel. A última pista deixada por ela foi uma foto publicada em uma rede social identificando o local como Atalaia, o que, segundo os bombeiros, mostra que ela desconhecia a região.

 

Foi o companheiro de Fabiane que informou os bombeiros sobre o desaparecimento da mulher, segundo o ten-cel Fidalgo. A família da vítima está em contato com ele.

 

Fabiane tinha um filho de nove anos e morava com a família na Praia dos Ingleses, no norte da ilha. Ela era a administradora de uma pousada. A reportagem conversou com familiares de Fabiane após a confirmação da morte. Abalados, ninguém quis se manifestar.

 

 

 

Fonte: Gáucha/ZH

22/11/2018 - Polícia faz operação para recuperar celulares roubados em shopping na zona norte de Porto Alegre

A Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), operação para tentar recuperar celulares que foram roubados de uma loja, em um shopping de Porto Alegre, em junho deste ano. A Operação Recovery apura o crime de receptação.

 

O crime ocorreu no dia 11 de junho, quando foram roubados 92 aparelhos celulares, avaliados em quase R$ 370 mil. Dois criminosos armados entraram na loja, renderam funcionários e levaram os aparelhos.

 

A Polícia Civil já havia prendido um homem com pelo menos três dos celulares.

 

Nesta manhã, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão – seis no Rio Grande do Sul, nas cidades de Guaíba, Cachoerinha e Gravataí, e três em Florianópolis, Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, o principal receptador viajava entre os dois Estados.

 

Ainda não há informações de quantos celulares foram recuperados no total.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

22/11/2018 - "Entrei em desespero. Só sei que pedi socorro", conta vítima de tentativa de estupro em Porto Alegre

Nem a movimentação típica de fim da tarde da Rua José de Alencar, no bairro Menino Deus, na área central de Porto Alegre, intimidou um homem de 32 anos de tentar estuprar uma mulher que chegava em casa. Eram cerca de 17h30min de terça-feira quando a funcionária de empresa de crédito, de 39 anos, desembarcou do ônibus e caminhou até o prédio onde mora com a mãe. Quando entrava no edifício, sentiu os cabelos serem puxados. Foi empurrada para o corredor e percebeu que um braço envolvia sua cintura. A partir daí, momentos de terror se seguiram até os vizinhos aparecerem e frustrarem a ação do criminoso.

 

— Me disse para que não gritasse. Entrei em pânico. Começou a me arrastar. Tinha muita força. Machucou meus braços, meus ombros — relembra a vítima, sem conter o choro.

 

Ao ser atacada, a mulher ofereceu ao criminoso a bolsa e tentava tirar o relógio para lhe entregar. No primeiro momento, pensou que tratar-se de um assalto. Percebeu que o homem tinha outras intenções quando ele continuou a segurá-la. Assustada, começou a gritar, chamando atenção de uma moradora do primeiro andar do prédio. 

 

— Entrei em desespero. Não sei como consegui gritar. Só sei que pedi socorro — contou.

 

O clamor de ajuda foi ouvido pela vizinha, que chamou o filho. Ele abriu a porta e testemunhou a cena. Ao ver o outro homem, o criminoso passou a correr. A moradora do primeiro andar conta que enquanto o autor da tentativa de estupro fugia, era seguido pelo filho dela. A perseguição chamou atenção dos trabalhadores do comércio na região, que passaram a correr no sentido contrário, fazendo uma espécie de emboscada. Em uma esquina, o criminoso foi surpreendido e detido. Uma viatura da Brigada Militar passava pela rua e levou o criminoso até o Palácio da Polícia, na Avenida Ipiranga.

 

Na delegacia, o homem conseguiu escapar. Algemado a uma barra de ferro, onde permanecem os presos que não são levados às celas, fugiu por volta das 3h30min, cerca de 10 horas depois de ter sido detido.

 

— Conseguiram pegá-lo, mas depois fugiu. Já tinha sido assaltada, mas isso nunca tinha acontecido — conta a vítima.

 

Segundo a Polícia Civil, o criminoso rompeu a algema. Parte do objeto ficou presa à barra. Não há informações sobre como conseguiu quebrar o equipamento. Ele havia sido detido em flagrante por tentativa de estupro. O crime não é o primeiro do qual é suspeito. Ele tem uma série de antecedentes por tráfico de drogas, roubo de veículo e furto.

 

Segundo o delegado Fábio Motta Lopes, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, o preso estava em um corredor porque as celas estavam superlotadas. Havia outros homens detidos no local.

 

— Alguns ficam custodiados na triagem, e esse preso, pelo que foi registrado, estava sob custódia de um brigadiano, não dentro das nossas celas, que não tinham capacidade para isso — explicou.

 

O PM responsável pela custódia do preso foi chamado até o 1º Batalhão de Polícia Militar para prestar esclarecimento – a reportagem não conseguiu contato com o comandante da unidade.

 

A fuga do homem deixou a vítima apreensiva.

 

– Os vizinhos se arriscaram. Agora que ele fugiu, tenho medo que volte aqui – diz, sem esconder o medo.

"Nós pegamos e a polícia deixou escapar", diz vizinho

 No prédio, ainda se percebia os sinais da ação do criminoso na tarde de ontem. No chão, havia uma unha postiça da vítima e parte da alça da bolsa, que se rompeu enquanto ela tentava se desvencilhar. Em rodas de conversas, este era o assunto principal. O fato de o homem ter escapado de dentro do Palácio da Polícia gerava espanto entre a vizinhança. 

 

– Nós pegamos e a polícia deixou escapar– reclamava um comerciante.

 

A primeira vizinha a ouvir os gritos da mulher, moradora da rua há 41 anos, conta que já foi assaltada à mão armada, mas diz que nunca soube de crimes sexuais nas redondezas.

 

— O criminoso não esperava que saíssemos atrás dele, se assustou. Agora ele fugiu, não adiantou nada — afirmava a moradora.

 

O criminoso não foi o único a escapar. Um cão de moradores do prédio, da raça shih-tzu, fugiu na confusão. Só foi recuperado na tarde de ontem, quando a dona pagou R$ 150 a pessoa que o encontrou.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

22/11/2018 - Polícia desarticula esquema de venda de drogas envolvendo traficantes do RS e mais dois Estados

Uma operação nacional da Polícia Civil foi desencadeada na manhã desta quinta-feira (22) no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul para desarticular esquema criminoso envolvendo 46 investigados por venderem drogas para vários Estados, principalmente no Sul e no Sudeste. Mais de 200 agentes cumpriram 92 mandados judiciais contra o grupo – que teria movimentado cerca de R$ 2 milhões em apenas quatro meses.

 

Foram 10 meses de investigação da 1ª Delegacia do Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e da Delegacia de Garopaba (SC), com apoio de policiais do MS.

 

O ponto de partida da apuração foi a apreensão de aproximadamente duas toneladas de maconha com traficantes gaúchos em Garopaba, no início do ano. Na ocasião, foram apreendidos R$ 80 mil e veículos de luxo.

 

Depois isso, foi apurado que o grupo do Rio Grande do Sul teria vínculos com traficantes dos outros dois Estados, trazendo para o país maconha, cocaína e crack de Foz do Iguaçu, no Paraná. O esquema envolveria também tráfico de armas, como fuzil e pistolas .40.

 

Com estas informações, a polícia solicitou os mandados à Justiça. São 35 de prisão preventiva, 46 de busca e apreensão e 11 medidas cautelares, estes últimos visando prevenir futuras ações criminosas. Os mandados foram cumpridos em São Leopoldo, Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha, Passo Fundo e Canoas, no RS, além de São José, Florianópolis, Imbituba, Garopaba e Palhoça, em SC, e em Ponta Porã, no MS.

 

Distribuição

O delegado Guilherme Calderipe, do Denarc, disse que o grupo também desenvolveu um grande esquema de distribuição de entorpecentes.

 

— No momento, estamos apurando o número de Estados que recebiam drogas deste esquema criminoso, mas são basicamente todos das regiões Sul e Sudeste — ressaltou.

 

Segundo ele, a base da quadrilha era Santa Catarina, mas a venda de drogas e a lavagem de dinheiro envolvendo investimentos em contas bancárias, bem como a compra de veículos, eram comandadas por líderes gaúchos e catarinenses.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

22/11/2018 - Entenda o que preveem as seis PECs de Bolsonaro

A chegada de Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto marcará o envio ou a defesa de projetos afinados com a guinada conservadora do Congresso. Pelo menos seis propostas de emendas constitucionais (PEC), além de projetos de lei vistos como polêmicos, deverão entrar na pauta, exigindo coesão da futura base aliada e habilidade política do presidente eleito.

 

Aguardada com ansiedade pelo mercado financeiro, a reforma da Previdência deverá ser encaminhada nos primeiros meses de governo. O texto final é discutido em encontros a portas fechadas pela equipe de transição, em Brasília. A tendência é a inclusão de idade mínima para aposentadoria por tempo de serviço, o que só pode ser autorizado via PEC.

 

O mesmo caso se aplica à alteração da maioridade penal. Apesar de incluir em seu plano a intenção de reduzir para 16 anos, Bolsonaro já avisou que deverá adotar via alternativa: 17 anos. A mudança de rumo visa à quebra de resistências em partidos de centro.

 

A autorização para a venda de terras indígenas pelos índios, a inclusão expressa na Constituição de prisão para condenados em segunda instância e até a revogação da PEC da Bengala – apoiada por deputados do PSL e que aceleraria a aposentadoria de magistrados – poderão entrar em discussão em 2019.

 

Para alterar a Constituição, são necessários os votos de 308 deputados (de 513, no total) e de 49 senadores (de 81) em dois turnos de votação em cada Casa.

 

A negociação em busca de apoio já começou. No entanto, o movimento de interlocutores do futuro governo é vista como incerto. Em vez de aproximação com líderes partidários, as conversas são feitas com bancadas temáticas.

 

O grupo que defende o agronegócio foi o responsável pela indicação da ministra da Agricultura (DEM-MS), Tereza Cristina. Já os parlamentares que atuam na área da saúde emplacaram Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

 

Os demais confirmados no governo a partir de janeiro são pessoas próximas a Bolsonaro, técnicos ou militares. O deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), cotado para assumir a presidência da Câmara com o apoio de Bolsonaro, avalia que o novo governo terá apoio para aprovar PECs com temas polêmicos, mas pontua que a negociação política é essencial no processo:

 

— Tem de ter os dois ingredientes (negociações com bancadas e partidos). As bancadas temáticas são importantes, mas a Câmara se organiza em blocos partidários.

 

Como a renovação da Câmara foi superior à do Senado, com troca de metade das cadeiras e maior perfil conservador, Moreira afirma que os deputados vão oferecer mais facilidade para aprovação de temas propostos pelo Executivo.

 

Mirando o quinto mandato na presidência do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) adota tom cauteloso ao comentar as negociações com o Planalto. Diz que ainda não decidiu se irá concorrer ao posto e não teve nenhuma conversa com Bolsonaro sobre o assunto.

 

O MDB terá 11 senadores a partir do próximo ano, mantendo o posto de maior bancada da Casa e tendo posição estratégica para negociações de apoio. Até o momento, apenas o DEM foi contemplado com ministérios. Além de Tereza e Mandetta, Onyx Lorenzoni (RS) será o chefe da Casa Civil. A falta de interlocução incomoda partidos que pretendem integrar a base do governo, mas que ainda não foram procurados oficialmente.

 

— A gente não sabe quem é, como vai ser, se vai dar certo, mas precisamos aguardar porque tudo é muito novo – comenta um dos principais interlocutores do PP no Congresso.

 

Outro candidato à presidência da Câmara é Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ocupa o posto atualmente. Seu nome vem perdendo força devido à grande presença de seu partido no primeiro escalão de Bolsonaro.

 

Além de PECs, há propostas que necessitam apenas de projetos de lei ou projetos de lei complementares, que precisam de votação menor para serem aprovados. Neste contexto, entrariam a privatização de subsidiárias da Petrobras, modificações de leis trabalhistas – como a criação da carteira de trabalho verde e amarela – e a tipificação de invasões de propriedades como terrorismo.

 

Devido à complexidade dos temas, juristas avaliam que eventuais aprovações poderão ter sua constitucionalidade contestada no Supremo Tribunal Federal (STF), gerando disputas jurídicas.

 

O que está em jogo

Medidas que precisam de PEC

Maioridade penal -Redução dos atuais 18 para 17 anos. O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) atenuou o discurso durante a campanha, já que defendia, inicialmente, a maioridade penal aos 16 anos.

 

Prisão após 2ª instância - Em entrevistas, o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, tem defendido mudança na Constituição para prever expressamente a prisão aos condenados em 2ª instância. Atualmente, a decisão de prender está amparada em interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2016.

 

PEC da Bengala - Aliados de Bolsonaro sugerem que a aposentadoria compulsória de integrantes de Cortes superiores ocorra aos 70 anos. Desde 2013, o teto é 75 anos. Caso haja a mudança, o presidente eleito poderia indicar um número maior de magistrados para o Supremo. Juristas acreditam que a regra valeria somente para novas indicações, não limitando a atuação dos atuais ministros.

 

Perda de propriedades - Retira da Constituição punição com perda da propriedade a quem explorar trabalho escravo ou cultivar planta psicotrópica.

 

Reforma da Previdência - A principal mudança que exigiria emenda constitucional é a adoção de idade mínima para a aposentadoria por tempo de serviço. A equipe econômica de Bolsonaro ainda não apresentou uma proposta para a Previdência. O Ministério do Planejamento afirma que há "necessidade imediata de revisão de despesas obrigatórias".

 

Terras indígenas - A Constituição prevê que índios tenham posse permanente de suas terras demarcadas. Bolsonaro quer que eles possam vender ou arrendar suas propriedades.

 

 

DÚVIDA

Outros assuntos em que há discussão sobre a necessidade de PEC ou se seriam constitucionais se fossem aprovados por qualquer meio

 

Fim do regime semiaberto - A Constituição prevê a individualização de penas e, por isso, os regimes aberto e semiaberto não poderiam ser extintos. Porém, é possível mudar as regras via projeto de lei alterando o Código Penal.

 

Simplificação tributária - Bolsonaro já mencionou a intenção de desburocratizar o repasse de tributos da União aos Estados. Isso pode ser feito por projeto de lei. Mas, se houver alterações nas atribuições de cada esfera, será necessário apresentar uma PEC.

 

Carteira de trabalho verde e amarela - As contratações por meio da carteiro verde e amarela – em vez da azul, a tradicional – seriam regidas pelo contrato individual entre o empregador e o funcionário, em detrimento à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os direitos e garantias fundamentais, como 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seriam mantidos. Há dúvidas entre juristas quanto à constitucionalidade do instrumento.

 

Venda da Petrobras -A necessidade de mudanças na Constituição para a privatização da estatal divide especialistas. A Carta define algumas operações envolvendo o petróleo como monopólio da União, mas também destaca que o governo pode contratar com empresas privadas para exercer as atividades. Como a futura gestão sinaliza com a venda de "partes" da companhia, há a possibilidade de questionamentos jurídicos no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Via PL que pode ser derrubado pelo Supremo

 

Lei Antiterrorismo - Ponto que divide Bolsonaro e Moro. O presidente eleito defende endurecer as sanções contra quem invadir propriedades, por exemplo. O ex-juiz afirma ser contra criminalizar movimentos sociais. A alteração seria permitida por meio de projeto de lei, embora analistas acreditem que a medida poderia ser considerada inconstitucional pelo Supremo.

 

Policiais que matam em serviço - O aumento da retaguarda jurídica para policiais que matam em serviço foi uma das bandeiras de campanha de Bolsonaro, embora sem detalhamento. No entanto, o "excludente de ilicitude" já existe na lei brasileira em casos de legítima defesa, mas demandam a abertura de inquérito e julgamento. A medida é vista como "eleitoreira" por juristas.

 

13º salário - Por ser direito fundamental, não pode ser extinto. Mas, por meio de projeto de lei, é possível alterar a forma de pagamento, como fazer a quitação em 12 parcelas em vez de dividir o valor em duas datas, formato atual. Durante a campanha, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão (PRTB), criticou o pagamento do 13º e do adicional de férias aos trabalhadores.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

20/11/2018 - Previsão do tempo no RS: veja como fica a temperatura nesta terça-feira

A terça-feira (20) começa com tempo firme em todo o Rio Grande do Sul devido à atuação de uma massa de ar seco. A manhã começou com temperatura baixa no Estado. A mínima foi de 5,7ºC, com sensação próxima a 0ºC, registrada em São José dos Ausentes, na Serra. Porém, a temperatura deve subir ao longo do dia em consequência da ação do vento que sopra do Norte.

 

Um sistema de alta pressão — que inibe a formação de nuvens de chuva — combinado à massa de ar seco que vem do interior do país resulta em baixos níveis da umidade relativa do ar no Estado, principalmente durante as horas mais quentes do dia, causando grande amplitude térmica. Na segunda-feira (19), a maioria das regiões teve umidade abaixo de 30%, considerado nível crítico. No Litoral, há condição para rajadas de vento superiores a 50 km/h.

 

O calor deve aumentar ainda mais na quarta-feira (21) no Estado. O ar quente que vem do Norte leva as máximas a ficarem próximo de 30ºC em grande parte do Rio Grande do Sul. A umidade relativa do ar deve ficar baixa nas horas mais quentes do dia, principalmente na Fronteira Oeste.

 

Confira a previsão do tempo para algumas cidades nesta terça-feira:

Capital: tempo firme e ensolarado. Mínima de 15°C e máxima de 28°C

Pelotas: tempo firme e ensolarado. Mínima de 15°C e máxima de 27°C

Caxias do Sul: tempo firme e ensolarado. Mínima de 13°C e máxima de 27°C

Santa Maria: tempo firme e ensolarado. Mínima de 13°C e máxima de 29°C

Santa Rosa: tempo firme e ensolarado. Mínima de 15°C e máxima de 33°C

Erechim: tempo firme e ensolarado. Mínima de 15°C e máxima de 31°C

Uruguaiana: tempo firme e ensolarado. Mínima de 13°C e máxima de 30°C

Torres: tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 18°C e máxima de 26°C

Tramandaí: tempo firme e ensolarado. Mínima de 18°C e máxima de 26°C

Capão da Canoa: tempo firme e ensolarado. Mínima de 17°C e máxima de 27°C

Xangri-Lá: tempo firme e ensolarado. Mínima de 17°C e máxima de 27°C

Rio Grande: tempo firme e ensolarado. Mínima de 18°C e máxima de 24°C

Mostardas: tempo firme e ensolarado. Mínima de 19°C e máxima de 24°C

Passo Fundo: tempo firme e ensolarado. Mínima de 15°C e máxima de 31°C

Bagé: tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 27°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

20/11/2018 - RS tem duas barragens sob risco de rompimento

Duas barragens no Rio Grande do Sul apresentam risco de rompimento, de acordo a Agência Nacional de Água (ANA). Os reservatórios Capané, em Cachoeira do Sul, e Santa Bárbara, em Pelotas, aparecem em relatório da autarquia divulgado nesta segunda-feira (19).

 

O levantamento está baseado em dados do ano passado. No estudo anterior, referente a 2016, nenhuma barragem gaúcha estava entre as estruturas que necessitam de reparo para evitar possíveis acidentes. Porém, não significa que as estruturas pioraram — na realidade, o processo de monitoramento vem sendo ampliado.

 

Em todo o país, 45 barragens apresentam risco de romper — no ano anterior, eram 25. Para mapear a vulnerabilidade das barragens, a ANA solicitou dados de 32 entidades fiscalizadoras. No Estado, a responsabilidade é da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

 

De acordo com Fernando Meirelles, diretor do Departamento de Recursos Hídricos da secretaria estadual, não há motivo para alarde:

 

— Risco sempre há, mas estamos monitorando essas obras e não temos indícios de acidentes a partir das providências que temos tomado. Mas mantemos os empreendedores em estado constante de alerta.

 

Construída no final da década de 1940 pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a Capané teve os primeiros problemas identificados em 2015 — entre eles, infiltração e ausência de equipamento medidor de vazão da água. Para evitar acidentes, a barragem vem sendo mantida a 12 metros de altura, seis a menos do que o seu limite.

 

Hoje, a Capané beneficia 35 produtores rurais na irrigação de lavouras de arroz. Para consertá-la, o relatório da ANA calcula uma despesa de R$ 15 milhões. Meirelles, no entanto, considera o valor "modesto" diante da complexidade dos serviços necessários. Desde a identificação das falhas, o uso da estrutura pelo Irga está condicionado ao envio de relatórios de monitoramento.

 

Já a de Santa Bárbara, administrada pelo Serviço Autônomo de Abastecimento de Água de Pelotas (Sanep), opera para abastecer o município da Região Sul. O seu reparo — como a colocação de uma comporta que nunca funcionou — tem custo estimado em R$ 10 milhões e depende da conclusão de uma obra de abastecimento no Canal São Gonçalo para oferecer uma alternativa de fonte de água à cidade.

 

Segundo Meirelles, o Rio Grande do Sul é o Estado com o maior número de barragens do país. São mais de 7,4 mil, mas somente sete consideradas de grande porte. Cerca de 99% são privadas, afirma o diretor.

 

O levantamento da ANA é o segundo elaborado desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, considerado o maior desastre ambiental da história recente do país. Desde a tragédia, que provocou a morte de 19 pessoas, a agência aprimorou o acompanhamento de estruturas vulneráveis.

 

As 45 barragens com estrutura comprometida no país:

Prado (AL)

São Francisco (AL)

Piauí (AL)

Gulandim (AL)

Bosque IV (AL)

Canoas (AL)

Afligidos (BA)

Apertado (BA)

Araci (BA)

Cipó (BA)

Luiz Vieira (BA)

RS1 (BA)

RS2 (BA)

Tabua II (BA)

Zabumbão (BA)

Pinhões (BA)

Duas Bocas (ES)

Santa Julia (ES)

Alto Santa Júlia (ES)

Lajeado (MS)

Esteio (MS)

Cabeceira do Onça (MS)

Jucazinho (PE)

Juturnaíba (RJ)

Gericinó (RJ)

Barbosa de Baixo (RN)

Riacho do Meio (RN)

Capané (RS)

Santa Bárbara (RS)

Sindicalista Jaime Umbelino de Souza (SE)

Calumbi I (TO)

Calumbi II (TO)

Taboca (TO)

PA Destilaria (TO)

Jaburu I (CE)

Passagem das Traíras (RN)

Marechal Dutra (RN)

Calabouço (RN)

Americana (SP)

Pirapora (SP)

Barragem Mina Engenho (MG)

Barragem II Mina Engenho (MG)

Barragem B2 (MG)

Barragem B2 Auxiliar (MG)

Água Fria (MG)

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

20/11/2018 - Mistério do gerente de banco desaparecido causa aflição em Anta Gorda

Na praça principal, um grupo de turistas da terceira idade posa para fotos perante o monumento da Anta, que simboliza o município. Na sequência, ingressa na bela igreja da Paróquia São Carlos. Animados, os idosos não percebem o clima de aflição que impera na pequena Anta Gorda, cidade de pouco mais de 6 mil habitantes, localizada no Vale do Taquari, a 185 quilômetros de Porto Alegre. Há uma semana, nas rodas de conversas dos moradores, o assunto é quase que um só: o misterioso desaparecimento do gerente da agência local do banco Sicredi, Jacir Potrich, 55 anos.

 

Para a própria Polícia Civil, o sumiço é uma incógnita. Desde a terça-feira da semana passada, quando Potrich desapareceu após retornar de uma pescaria para casa, as investigações pouco avançaram. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele chegou no condomínio fechado em que mora às 19h07min. Sozinho, dirigiu-se para os fundos da residência carregando um balde no qual estaria levando os peixes fisgados no açude de um amigo. Chegou a limpá-los e guardá-los na geladeira, mas deixou sujas a pia, as facas e a tesoura usadas.

 

Cerca de uma hora depois, um sobrinho de 24 anos que mora com o gerente e sua esposa, a contadora Adriane Belestreri Potrich, 53 anos, chegou à residência. O gerente não estava mais. O carro ficou na garagem, com seus documentos dentro. Aparentemente, apenas o celular sumiu com ele.

 

— Quando se trata de qualquer pessoa ligada a instituição financeira, abre um sinal de alerta para possível tentativa de atingir a instituição. Por isso, a possibilidade de sequestro é uma das mais fortes — explica o delegado Guilherme Pacífico da Silva, de Arvorezinha, que responde pela Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Soledade e pela DP de Anta Gorda.

 

Nenhuma prova

Por conta do desaparecimento do gerente, o delegado tem permanecido no município e coordenado as ações investigativas. Desde a semana passada, os agentes da Polícia Civil da região, juntamente com a Brigada Militar, o Corpo de Bombeiros e moradores da cidade, já realizaram buscas em um açude próximo da casa de Potrich, que chegou a ser esvaziado, com cães farejadores em matagais e em toda a área rural do município.

 

— Realizamos, inclusive, incursões em possíveis cativeiros, com base em informações recebidas. Estamos usando todas as ferramentas possíveis, mas até agora não tivemos nenhuma prova de vida e nenhum pedido de extorsão — explica o policial.

 

Outras possibilidades, de acordo com o delegado, seriam de ordem pessoal, que incluiria a de suicídio, ou de saúde, como um mal súbito, ou um homicídio.

 

Da calmaria à aflição

Para a população de Anta Gorda, o caso, que inicialmente gerou curiosidade, tem provocado preocupação e medo. Os moradores parecem se conhecer uns aos outros. Potrich, que há 25 anos trabalha na agência local do Sicredi, está entre os mais populares. Dificilmente alguém, por algum motivo, ainda não falou com ele.

 

— Todo mundo está falando em sequestro e isso está deixando a cidade em pânico — conta a comerciante Cristiane Carbone, 37 anos.

 

Suinocultor e cliente da agência em que trabalha o gerente, Clóvis Pinceta, 48 anos, tem a mesma linha de raciocínio.

 

— Pelo jeito que foi, parece sequestro mesmo. Mas hoje (segunda-feira), já deveria ter ocorrido uma solução — diz.

 

Entre os colegas de trabalho, a situação é ainda mais dramática desde a quarta-feira da semana passada (14) , primeiro dia em que abriram a agência sem a presença de Potrich.

 

— Estamos trabalhando com ansiedade, angústia, querendo encontrar uma explicação. Estamos sem chão — define o atendente Alex Alba, 37 anos.

 

Cidade só teve um roubo em 2018

Mas, além da ausência do gerente, a cidade sente um clima de insegurança, e os baixos números da criminalidade explicam a aflição de quem não está acostumado com crimes ou com a possibilidade de que eles ocorram: neste ano, até o final de outubro, foi registrado um único caso de roubo. Em 2017, nos 12 meses, foram dois. O último homicídio registrado no município, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública, foi em 2003. Ou seja: já são 15 anos sem assassinatos.

 

— A cidade é muito tranquila. Aqui se respira segurança. É um local onde as pessoas não costumam fechar suas casas e seus carros, quando os deixam estacionados — afirma o delegado.

 

Por conta das poucas ocorrências policiais, tecnologias de segurança, como sistema de monitoramento por câmeras, não foram adotadas no município. Se houvesse, seria um aliado dos investigadores para desvendarem o misterioso desaparecimento.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

20/11/2018 - Publicitário é condenado a 28 anos de prisão por matar a mãe e concretar o corpo dela em Porto Alegre

O Tribunal do Júri condenou, no início da noite desta segunda-feira (19), o publicitário Ricardo Jardim, 59 anos, a 28 anos de prisão em regime fechado por matar a própria mãe e concretar o corpo dentro do apartamento dela, no bairro Mont'Serrat, em Porto Alegre. Ricardo cumprirá a pena por homicídio duplamente qualificado — motivo torpe e meio cruel —, ocultação de cadáver e posse de arma de fogo.

 

A sessão teve início às 10h desta segunda-feira e se estendeu até as 20h. O crime ocorreu em 2015. A vítima, Vilma Jardim, na época com 76 anos, havia recebido um seguro de vida do marido que morreu em 2014. De acordo com o Ministério Público, o publicitário matou a mãe para ficar com o dinheiro dela. 

 

 

Réu negou as acusações

Ricardo Jardim negou o crime perante o júri. Em depoimento aos jurados, o réu afirmou que a mãe, Vilma Jardim, teria desferido os golpes de faca contra o próprio corpo.

 

Em um primeiro contato com a Polícia Civil, Jardim havia confessado ser o autor do assassinato. No decorrer do processo, ele exerceu o direito de se manter em silêncio. Durante depoimento aos jurados nesta segunda-feira, o réu mudou de postura. Em sua nova versão do caso, Jardim disse que a mãe, que parecia "possuída" após uma discussão entre ambos e desferiu golpes com uma faca de cozinha contra o próprio pescoço e contra a própria cabeça.

 

Antes de morrer, segundo Jardim, a idosa teria feito um carinho no filho na tentativa de acalmá-lo.

 

Na mesma sessão, a médica legista Liliane Borges detalhou as 13 perfurações no corpo da idosa — nas áreas do pescoço e da cabeça.

 

— Pelo estado do corpo, ela havia sido morta há, no mínimo, 15 dias — destacou a especialista.

 

O crime

O crime ocorreu entre abril e maio de 2015 e foi descoberto após outros familiares notarem o sumiço da idosa. Pouco antes de ser assassinada, o marido dela havia morrido e deixado duas apólices de seguro, que somavam aproximadamente R$ 400 mil  e das quais o publicitário teria se apropriado.

 

 Na casa de Ricardo, teriam sido encontrados, descartados no lixo, documentos com informações de Vilma e notas de compra de cimento-cola e de um armário. No apartamento da mãe do réu, a polícia descobriu em um dos cômodos um armário branco, cuja tampa havia sido concretada. Dentro, estava o corpo da idosa, em avançado estado de decomposição. Quando os agentes foram à casa de Ricardo, encontraram o publicitário armado e com o passaporte na mão. 

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

20/11/2018 - Governo publica edital com 8,5 mil vagas para o Mais Médicos

Foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (20) o novo edital para o programa Mais Médicos. São ofertadas 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas, maior parte delas ocupadas atualmente por médicos cubanos que atuavam no país por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). No Rio Grande do Sul, são 630 vagas.

 

Conforme a publicação, as inscrições no programa poderão ser feitas a partir de quarta-feira (21), no site maismedicos.gov.br, e vão até as 23h59min do dia 25 de novembro. O sistema de seleção no site do programa vai informar o número de vagas por município, e fica com a vaga o profissional que se inscrever primeiro e atender aos requisitos.

 

Serão selecionados médicos brasileiros e estrangeiros que tenham registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Caso as vagas disponíveis não sejam preenchidas, elas serão oferecidas – em novo edital, a ser lançado na semana que vem – a profissionais brasileiros e estrangeiros que não possuem registro no CRM e nem foram aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Ensino Superior Estrangeira (Revalida).

 

A publicação do edital ocorre menos de uma semana após Cuba anunciar a saída do programa, depois de declarações que considerou "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A decisão do governo cubano deve afetar 3,2 mil municípios do Brasil, de acordo com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

 

O programa

Criado em 2013, o programa Mais Médicos levou assistência na atenção básica de saúde a regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 vagas, em mais de 4 mil municípios e 34 distritos indígenas, levando assistência a 63 milhões de brasileiros.

 

Os profissionais do Mais Médicos recebem bolsa-formação de R$ 11,8 mil, além de uma ajuda de custo inicial que varia entre R$ 10 mil e R$ 30 mil para deslocamento ao município de atuação. Além disso, todos têm direito a moradia e alimentação custeadas pelas prefeituras.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

20/11/2018 - Em três anos, força-tarefa prende 60 pessoas e fecha 109 desmanches irregulares de veículos

Há quase três anos, transitar pela Avenida Sertório significava deparar com uma série de desmanches lado a lado. Hoje, a realidade é outra na via da zona norte da Capital. Parte dos estabelecimentos foi fechada e a que se manteve aberta acabou se regularizando, passando por processo minucioso de catalogação das peças.

 

Fruto de legislação de dezembro de 2015, cuja previsão é que a desmontagem e comercialização de peças e acessórios de veículos “em fim de vida útil” só sejam feitas por empresas registradas no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), a mudança na Avenida Sertório é apenas a ponta do trabalho maior.

 

Dois meses após a lei entrar em vigor, uma força-tarefa foi criada no combate aos desmanches irregulares. De lá para cá, 109 estabelecimentos foram interditados, 60 pessoas foram presas e 5,6 mil toneladas de sucatas foram recolhidas, o que representa 400 caminhões carregados – se fossem colocados em fila, iriam da Esquina Democrática até as obras da nova ponte do Guaíba, na BR-290.

 

Na Sertório, a força-tarefa fez os desmanches minguarem. Dos 35 que existiam antes da lei, restam quatro que optaram por se regularizar, segundo o proprietário de um deles, que pediu anonimato. Alguns comércios fecharam, outros mudaram de ramo: viraram lavagem de carros e mecânicas.

 

— Antes, a gente não se importava com a procedência. Agora, só compra de leilão — contou o dono da loja, que diz já ter credenciado mais de nove mil peças.

 

Apesar da lei, donos de desmanches regularizados reclamam da competição desigual com sites de anúncios. Por ali, os consumidores acham peças por menor preço. Mas a facilidade acaba fazendo com que o cliente não se preocupe com a procedência das peças, movimentando o mercado do crime por veículos roubados ou furtados.

 

— Tu vê peças sendo vendidas três vezes mais baratas — reclama.

Antes 1,5 mil, agora são 361 estabelecimentos

Na época em que a lei entrou em vigor, em 2015, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) estimava a existência de 1,5 mil ferros-velhos no Estado. Com a fiscalização mais intensa, muitos estabelecimentos fecharam as portas. Hoje, há 361 Centros de Desmanche de Veículos (CDV) no Rio Grande do Sul.

 

Segundo a chefe da divisão do Detran-RS, Amanda Lopes da Rosa, há muitos desmanches que ainda estão à margem da lei.

 

– É de responsabilidade dos donos procurar a regularização – observa, salientando que é preciso atender requisitos, como ter equipamentos para a descontaminação das peças e piso tátil.

 

A coordenadora da força-tarefa, capitã Marta França Moreira, observa que o consumidor que adquire peças de desmanches irregulares, acaba “alimentando” o comércio ilegal e incentivando roubos e furtos de veículos. Além disso, há risco de segurança para quem adquire esses produtos, já que a unidade pode apresentar defeitos. As operações ocorrem após denúncia, levantamento da SSP ou via Ministério Público.

Mais fiscalização, menos roubos

A força-tarefa impacta nos roubos de veículos. Em 2015, quando a legislação não estava em vigor, uma média de 1,5 mil veículos levados pelos criminosos por mês no Estado. Até novembro deste ano, a média é de 1,1 mil.

 

Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, a força-tarefa que combate os desmanches tem papel fundamental, mas não é a única razão para a redução. Para ele, operações da Delegacia de Roubos de Veículos também contribuíram:

 

– Desde fevereiro de 2016, prendemos 556 pessoas por esse crime.

Queda em prisões e apreensões

Em relação a 2017, este ano tem apresentado queda na quantidade de operações, prisões e apreensões de material (veja abaixo). Conforme a capitã Marta França Moreira, a diminuição reflete a interiorização das ações, que levam mais tempo para serem executadas.

 

– É em razão da distância entre os locais. Em uma das edições em Porto Alegre, autuamos cinco estabelecimentos na Avenida Sertório, um ao lado do outro. É diferente – detalha.

 

O secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, entende que a fiscalização dos desmanches gerou movimento pela regularização das atividades, provocando queda nos números.

 

A legislação entrou em vigor  no Rio Grande do Sul em  7 de dezembro de 2015, o que acabou regulando uma lei federal de maio de 2014.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

19/11/2018 - Procons alertam para preços durante Black Friday

O Procon de Porto Alegre está orientando aos consumidores para os preços dos produtos que são costumeiramente vendidos na Black Friday. A entidade ressalta que é preciso estar atento aos valores, para que não haja falsas promoções. Nos casos em que houver publicidade enganosa, a orientação é de que o órgão seja avisado imediatamente.

 

O Procon alerta que o monitoramento está sendo feito em lojas online e presenciais e, na data oficial da promoção, fiscais estarão presentes nas lojas para acompanhar a aplicação das vendas. No Brasil, a sexta-feira dos descontos acontece no próximo dia 23, e promete descontos de mais de 50% em diferentes produtos, principalmente eletroeletrônicos.

 

Confira a lista preparada pelo Procon (Arquivo em PDF) com o levantamento de preços de alguns produtos à venda no mercado.

 

 

• Confira dicas preparadas pelo Procon RS

 

1. Não caia em roubada. Fique atento se os descontos oferecidos são reais ou custam “metade do dobro”.

 

2. Exija sempre a nota fiscal para comprovar a relação de consumo e ter direito à garantia do produto e/ou serviço.

 

3. Produtos com problemas devem ser encaminhados para a assistência técnica e o reparo deve ser feito em até 30 dias.

 

4. Fique atento às compras pela internet, busque informações sobre os sites no Sindec Nacional ou Consumidor.gov.br .

 

5. Quando acessar um site de compras, verifique se tem cadeado de segurança e mantenha o antivírus atualizado.

 

6. Evite clicar em anúncios que chegam por e-mail ou redes sociais. Oportunistas aproveitam a data para enviar mensagens falsa com nomes de empresas conhecidas.

 

7. É obrigação do fornecedor garantir o que foi prometido no site ou anúncios.

 

8. O consumidor pode exercitar seu direito de ou arrependimento de compra feita pela internet no prazo de 7 dias a contar do recebimento do produto.

 

9. Documente todos os passos da compra virtual, inclusive com o e-mail do fornecedor, para casos de troca ou não recebimento do produto.

 

10. Foi enganado? Procure os órgãos de Proteção e Defesa do Consumidor (www.procon.rs.gov.br)

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

19/11/2018 - Chuva causa transtornos em cidades da Fronteira-Oeste no fim de semana

A chuva voltou a castigar municípios da Fronteira-Oeste nesse sábado. Desde a madrugada, a precipitação atingiu cidades da região, que já haviam sofrido com temporais na terça-feira passada. Em Uruguaiana, os pluviômetros variaram de acordo com a área de medição: o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Aeroporto Internacional Rubem Berta anotou 68 milímetros; no Centro, o volume apontado foi de 82mm; e na zona rural, atingiu 110mm no Itapororó.

 

 

 

Fonte: Correio do Povo

19/11/2018 - Segunda-feira é de tempo firme e temperatura amena no Estado

Após um fim de semana chuvoso em todo o Estado, a segunda-feira (19) começa com tempo firme devido ao afastamento da frente fria que atuava sobre o Rio Grande do Sul e ao avanço de uma massa de ar seco. O sol deve predominar em todas as regiões. Porém, por conta da atuação do vento, que sopra do Sul, a temperatura deve ser amena durante a tarde. No Litoral, o vento pode chegar a 70 km/h, principalmente ao longo da manhã e no início da tarde.

 

Depois de nove dias de calor e temperatura maior ou igual a 29ºC em Porto Alegre, a máxima foi de apenas 23,1ºC no domingo (18), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A madrugada desta segunda foi mais fria no Estado, com registro de mínima de 8,9ºC em Cambará do Sul e Vacaria, na Serra, sendo que a sensação térmica foi de 6,5ºC e 6,2ºC, respectivamente.

 

No decorrer da terça-feira (20), o vento muda de direção e o calor deve voltar ao Rio Grande do Sul, ainda com céu limpo. No Litoral, há possibilidade para rajadas com velocidade superior a 50 km/h, mas não deve chover em nenhuma região gaúcha.

Confira a previsão do tempo em algumas cidades nesta segunda:

Capital: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 15°C e máxima de 25°C

Pelotas: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 14°C e máxima de 24°C

Caxias do Sul: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 10°C e máxima de 23°C

Santa Maria: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 12°C e máxima de 24°C

Santa Rosa: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 16°C e máxima de 27°C

Erechim: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 13°C e máxima de 27°C

Uruguaiana: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 24°C

Torres: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 18°C e máxima de 22°C

Tramandaí: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 22°C

Capão da Canoa: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 16°C e máxima de 23°C

Xangri-Lá: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 16°C e máxima de 22°C

Rio Grande: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 16°C e máxima de 21°C

Mostardas: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 16°C e máxima de 22°C

Passo Fundo: Tempo aberto, com poucas nuvens. Mínima de 11°C e máxima de 24°C

Bagé: Tempo firme e ensolarado. Mínima de 11°C e máxima de 23°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

19/11/2018 - Economista Roberto Castello Branco aceita convite para presidir Petrobras

O economista Roberto Castello Branco aceitou o convite para assumir a presidência da Petrobras no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira (19), em comunicado divulgado pela equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Castello Branco tem pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência no setores público e privado,  tendo ocupado cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale. Também fez parte do Conselho de Administração da Petrobras, onde desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás.

 

Castello Branco é visto como homem de confiança de Guedes e seu nome já vinha sendo cogitado para o posto. Mas, como o trabalho de Ivan Monteiro à frente da Petrobras era bem avaliado pelo futuro ministro da Economia, havia disposição para que ele permanecesse no comando da petroleira. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, há conversas para que ele assuma o comando do Banco do Brasil.

 

Caso essa negociação se confirme, o comando da Caixa poderia ficar nas mãos de Rubem Novaes, ex-diretor do BNDES e professor da FGV, ou de Pedro Guimarães, sócio do Banco Brasil Plural.

 

Confira a nota de Guedes à imprensa:

 

"O futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, a indicação para a presidência da Petrobras de Roberto Castello Branco, que aceitou o convite. Economista, com pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência no setores público e privado, Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale, fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás. Atualmente é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas. O atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, permanece no comando da estatal até a nomeação do novo presidente".

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

19/11/2018 - Duas pessoas morrem em acidente entre veículo e caminhão em Soledade

Uma colisão entre um caminhão e um veículo Pampa resultou em duas mortes por volta das 23h30min deste domingo (18), na BR-386, em Soledade, no norte do Estado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma das vítimas era o condutor da caminhonete e tinha 32 anos. A outra seria o passageiro do carro, ainda sem idade divulgada, assim como os nomes dos dois.

 

O veículo tem placas de Soledade e o caminhão é de Sarandi, também no Norte. Por conta do acidente, o trecho da rodovia ficou parcialmente bloqueado por quase cinco horas. O local foi totalmente liberado por volta das 4h15min desta segunda-feira (19), período em que foi aguardada a chegada da perícia.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

19/11/2018 - Criminosos explodem cofre em posto de combustíveis na Estrada do Mar

Quatro criminosos explodiram o cofre de um posto de combustíveis na Estrada do Mar, em Atlântida Sul, por volta das 6h40min desta segunda-feira (19). Segundo a Brigada Militar, os bandidos chegaram em uma camionete Montana, sendo que dois deles estavam escondidos na caçamba do veículo.

 

Conforme o gerente do posto, quatro funcionários e dois clientes foram rendidos durante a ação. As imagens do circuito interno de vigilância mostram o momento em que dois criminosos entram no escritório do posto e colocam os explosivos no entorno do cofre. 

 

Os explosivos foram detonados, mas, segundo os proprietários do estabelecimento, nada foi levado. O escritório onde estava o cofre ficou parcialmente destruído. Ninguém ficou ferido.

 

O veículo utilizado no crime foi encontrado incendiado no interior de Osório. A Brigada Militar faz buscas pelos criminosos, mas, até o momento, ninguém foi preso.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

19/11/2018 - Polícia Federal indicia oito por fraude em auxílio-reclusão no RS

De uma hora para outra, uma professora vira mulher de um preso e um analista financeiro se “transformou” em marido de uma presidiária. Foi assim que uma quadrilha da Serra Gaúcha conseguiu desviar pelo menos R$ 2 milhões do INSS por meio do golpe do auxílio-reclusão. O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado que mais paga o benefício no país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

 

O golpe que transforma cidadãos que nunca estiveram atrás das grades em “presos” foi detectado pela Polícia Federal e teve seus bastidores revelados neste domingo (18) pelo Fantástico, em reportagem produzida pela RBS TV.

 

No Estado, a investigação indiciou oito pessoas por suspeitas de criarem, com documentos falsos, diversos tipos de personagens para a fraude. Entre as vítimas do bando também está uma cozinheira, moradora da Farroupilha, que nunca teve documentos extraviados. A quadrilha criou um falso atestado de reclusão, no qual a cozinheira consta perante o INSS como detenta em Chapecó (SC). Também forjou papéis nos quais ela aparece casada com um homem que não conhece, com o qual teria um filho. Ela soube do esquema ao ser chamada para prestar depoimento.

 

— A primeira pergunta que fiz a eles foi se a minha ficha policial estaria suja. Me disseram que não, que não estaria suja. Na verdade, isso são papéis que eles enviam ao INSS e que lá é feito todo esse trâmite, e eles recebem esse auxílio — lamenta a cozinheira, dizendo que foi informada que seus dados foram usados irregularmente.

 

Na mesma cidade, até um ex-presidiário foi lesado. Em seu nome, a quadrilha conseguiu sacar R$ 27 mil, criando mulher e filha falsas para ele.

 

— Se vou lá no INSS para fazerem o pagamento para mim, chego lá, não tem dinheiro. Por que que não tem esse dinheiro? — pergunta o ex-detento.

 

 

Polícia comprovou saque único de R$ 72 mil

Em Caxias do Sul, uma falsária conseguiu receber o auxílio transformando uma professora em mulher de um presidiário. A vítima diz que teve documentos roubados durante um assalto.

 

— Não consigo imaginar como o INSS consegue liberar e passar uma fraude dessas em que sou uma pessoa que não sou, casada com uma pessoa que nunca casei, e liberar um benefício para uma filha que nunca tive — diz.

 

Ainda em Caxias, um analista financeiro descobriu, ao ser chamado para prestar depoimento, que virou marido de uma presidiária de Santa Catarina.

 

— Me informaram que estava recebendo esse benefício por ser casado com essa presidiária, que tinha uma ligação com ela, somente isso. Meu nome estava sendo investigado por estar recebendo esse benefício do INSS — explica.

 

A investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários da Polícia Federal gaúcha comprovou pelo menos uma centena de saques de até R$ 72 mil cada, de uma só vez. Em média, o auxílio-reclusão médio pago no país é de R$ 1.024,89. Depois de forjar os documentos dos falsos dependentes, os criminosos criavam vínculos de emprego fictícios entre laranjas e empresas de fachada, com duração de vários anos.

 

— Trabalhamos nessa investigação com pelo menos cem benefícios fraudados. Mas isso é uma parcela. A nossa estimativa em cima dessa parcela é de pelo menos uns 500 benefícios que essas pessoas fraudaram, e que pode chegar de R$ 1 milhão, R$ 2 milhões — afirma o delegado José Mauro Pinto Nunes, responsável pelo inquérito.

 

Destinado a dependentes de apenados dos regimes fechado e semiaberto de baixa renda, o benefício custou à Previdência, só no Rio Grande do Sul, R$ 42,2 milhões entre janeiro e outubro deste ano, com 3.980 pagamentos. Especialistas defendem a função social do auxílio, previsto na Constituição e direito de qualquer pessoa que contribui com a Previdência.

 

QUEM TEM DIREITO AO BENEFÍCIO

O auxílio-reclusão é pago pelo INSS aos dependentes de uma pessoa que, na hora da prisão, estava empregada com carteira assinada,  descontava contribuição para a Previdência e fosse de baixa renda (no máximo R$ 1.319 mensais). Só 6,5% das famílias de presos no Brasil recebem o benefício. De janeiro a outubro, foram pagos R$ 10 milhões para parentes de 47 mil detentos.

 

 

Contrapontos

O que diz o presidente do INSS, Edison Garcia

Afirma que, em 2016, o Conselho Nacional de Justiça determinou a criação de um cadastro único de presos brasileiros.

 

— A unificação desses dados de todos os Estados, incluindo também os presos de ordem federal, nos possibilitará ter um cruzamento entre os atos declaratórios de prisão para requerimento do benefício, fazendo cruzamento com o cadastro de presos cujas informações serão fornecidas por todas as entidades prisionais do país. Nosso analista só tem um documento físico, papel, com ato declaratório da autoridade prisional. Quer dizer, se houve uma fraude, se houve falsificação de assinatura, tudo isso ele acaba tendo dificuldade de analisar isso no ato da concessão.

 

 

O que diz o Departamento Penitenciário Nacional

 

Em nota, informa que está desenvolvendo um sistema de informações que vai permitir a visualização do nome de todos os presos, federais e estaduais. A iniciativa prevê também a participação do Tribunal Superior Eleitoral para promover a coleta biométrica de todos os presos. Esse sistema eletrônico deverá dificultar as fraudes, afirma.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

19/11/2018 - Eduardo Leite propõe pacto e descarta concorrer à reeleição

Ao tomar posse em 1º de janeiro, Eduardo Leite assumirá o comando do Estado em meio a uma crise financeira sem precedentes. A atual gestão, de José Ivo Sartori, deve encerrar o mandato com déficit orçamentário (despesas acima das receitas) de cerca de R$ 3 bilhões e com parte dos salários de dezembro e todo o 13º dos servidores (a ser pago por meio de empréstimo do Banrisul) pendentes.

 

Preocupado com a situação, o governador eleito pelo PSDB deverá em seu discurso de posse propor um pacto com todos os partidos representados na Assembleia Legislativa e com os demais poderes. O futuro governador está convencido de que somente com diálogo será possível buscar o que ele chama de consenso estratégico.

 

Leite avalia que o fato de ele ter decidido não concorrer à reeleição daqui a quatro anos vai ajudar na construção de uma agenda comum. Na última quinta-feira (15), em meio ao feriado, Leite recebeu GaúchaZH em uma galeteria na zona sul de Porto Alegre. A seguir, os principais trechos da entrevista.

 

Até agora, o senhor não anunciou nenhum secretário. A demora é estratégica, para ampliar a base do governo, ou dificuldade para encontrar nomes?

 

Tenho feito com serenidade a análise da estrutura do governo. A prioridade foi identificar o nome para comandar a Fazenda e, nesta semana, pretendemos anunciá-lo, antes da minha viagem (à Inglaterra, de 23 a 3/12). Com muita serenidade ver qual será a formatação do nosso governo, quais secretarias se fundem, se desmembram. Uma vez fechada essa formatação, iremos para a etapa de convite. Algumas sondagens já foram feitas, temos uma visão sobre nomes e perfis para cada área.

 

Que perfil de secretário o senhor busca?

 

Depende da área. Algumas demandam mais perfil técnico, outras maiores habilidades políticas, mas todos terão de ter habilidade para gerir gente e poucos recursos. Na Educação e na Saúde temos grupo técnico que está na busca ativa de nomes ligados a essa área.

 

Educação e Saúde não entram na negociação com os partidos?

 

Os partidos estão livres para indicar nomes dessas áreas, mas não serão escolhidos por mera negociação político-partidária, como, aliás, nenhum secretário, mas especialmente Saúde e Educação.

 

Na transição, o senhor trabalha com 14 grupos temáticos. Contando as secretarias ligadas ao gabinete do governador, daria 19 ou 20 pastas. É esse o desenho do secretariado?

 

Cultura, Turismo, Esporte e Lazer juntas entendemos que não é adequado. Vai haver redistribuição. Se serão independentes ou não, estamos definindo.

 

Turismo não tem mais a ver com Desenvolvimento?

 

Pode ser. Assim que trabalhei em Pelotas. Mas como Turismo tem um foco específico, pode se ter uma secretaria específica. Cultura tem uma visão, uma demanda específica. Turismo tem outra vertente de arranjo, dos calendários de eventos, do arranjo da iniciativa privada. Não é o mesmo trabalho do secretário de Cultura, menos ainda do Esporte. São tipos de ações diferentes. Outro exemplo é a Ciência e Tecnologia e Inovação junto com Desenvolvimento. Talvez a gente tenha de avaliar. Queremos dar ênfase para inovação e tecnologia como ferramentas de desenvolvimento. A Secretaria de Desenvolvimento, muito ligada a atendimento de demandas da indústria e do comércio, acaba tendo dificuldade de contemplar ações de inovação.

 

O senhor vem recebendo de diversos setores da economia pedidos para manter a secretária do Ambiente, Ana Pellini. Ela vai estar no seu governo?

 

Tem de ser perguntado para ela também, não apenas para mim. É alguém que respeito muito, elogiei o trabalho dela publicamente durante a campanha. Acho que deu grande contribuição, que já tinha dado durante o governo Yeda Crusius. Certamente está no nosso radar como um nome possível.

 

Há mais alguém da equipe do atual governo?

 

Não tenho nenhum preconceito em relação a alguém ter participado de um governo ou não. A gente tem de ver a competência e a habilidade técnica.

 

Na Secretaria da Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim está fazendo um trabalho reconhecido. Ele é um dos nomes que poderão compor sua equipe?

 

Prefiro não falar sobre nomes (risos). Isso gera muitas especulações. Mas é alguém que nos ajudou no plano de governo. É um excelente nome, faz um belo trabalho na prefeitura. Qualquer coisa relacionada a convidar alguém que está integrando outro governo envolve o chefe desse outro governo. Não quero criar problemas nas equipes já formatadas. 

 

O senhor está conversando com deputados de todos os partidos, inclusive da oposição, o que não é comum. Como está sendo a receptividade?

 

A receptividade tem sido muito boa. A disposição para o diálogo tem de ser das duas partes. A minha ida à Assembleia é um gesto a um Legislativo que realmente toma as decisões e sela o destino do Rio Grande. O governador é um proponente da agenda, e que tem muita força política para sustentar essa agenda, mas, ao final, a decisão é tomada na Assembleia. Por isso, a gente quer ter um mandato de diálogo, de proximidade com os deputados para construir o consenso estratégico. E para que a gente consiga isso é preciso conversar com todos. Fomos muito bem recebidos em cada uma das bancadas, o que não significa adesão à nossa agenda, mas, no mínimo, garante um tratamento leal, correto no debate. Queremos garantir que os temas possam ser debatidos com argumentos de cada lado. Que vença o que se estabelecer pelos melhores argumentos. Que não seja sobre vencer alguém, e sim sobre pautas que estão sendo debatidas. Acho que isso estamos conseguindo.

 

O senhor assume o governo com uma crise sem precedentes. Pensa em propor um pacto no seu discurso de posse? 

 

Sem dúvida. O importante é entender que precisamos dialogar, construir essa convergência que ajude o Rio Grande a superar a crise. A crise impõe a necessidade de dialogarmos, de construirmos saídas e soluções. Tenho buscado isso desde eleito, já fui à Assembleia, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e já tenho agenda marcada com o Judiciário. Tem de ser compreendido que a crise é de todos. Tenho a expectativa de poder ajudar a construir essa agenda comum. Um dos pontos que me ajuda a construir essa agenda comum é também a minha posição em relação à reeleição. Mantenho a minha disposição de não concorrer à reeleição porque acho que isso, inclusive, ajuda a construir essa pauta comum de consenso para o Estado. O governador não será candidato à reeleição, então podemos estabelecer diálogo sem a preocupação dos benefícios eleitorais que terá o governante de plantão.

 

Até a posse, o senhor tem pautas que são cruciais: manutenção da alíquota de ICMS, reajuste dos vencimentos dos servidores dos outros poderes e automaticidade dos repasses do aumento dos subsídios dos ministros do STF. Na conversa com os outros poderes o senhor sente que há clima para darem contribuição para evitar que a crise se aprofunde?

 

Tenho levado meus argumentos, que entendo como razoáveis. Em relação à manutenção do ICMS, defendo a redução da carga tributária, mas falei durante a campanha que não pode ser de forma abrupta, que signifique colapso nas contas. Sobre o reajuste dos poderes, temos de ter a compreensão do momento, que é de tímida recuperação econômica, depois de dois anos de profunda recessão que gerou milhões de desempregados, que há um poder público que não está conseguindo pagar em dia os servidores que já têm a menor média salarial entre os poderes. Não dá para alguns poderes serem uma ilha. Portanto, o momento para esses reajustes me parece inoportuno.

 

O senhor participou do encontro dos governadores com o presidente eleito e com seus ministros. Paulo Guedes deixou claro que, para receber ajuda federal, os governadores vão ter de vender estatais. Se a condição para aderir ao regime de recuperação fiscal for privatizar o Banrisul e a Corsan, o que o senhor vai fazer?

 

O discurso do ministro em nenhum momento pareceu estar condicionando a uma agenda que seja inviável para os Estados. O que ele chamou a atenção na conversa é que o socorro aos Estados pode e deverá ser feito pelo governo federal, mas que exigirá dos Estados também a sua parcela de responsabilidade. Não é uma contrapartida de ser perverso.

 

Paulo Guedes defende um plano de privatizações amplo e irrestrito. E se o Banrisul for a principal exigência da União?

 

Bolsonaro afirmou que a melhor reforma da Previdência é aquela que passar pelo Congresso. Diria que o melhor plano de ajuste fiscal é aquele que passa nas urnas e na Assembleia. Banrisul e Corsan não estão sendo discutidos. Não foram levados às urnas porque sabemos da posição dos gaúchos. Manteremos a posição: Banrisul e Corsan não serão alvos de privatização.

 

O que o senhor entendeu da declaração de Paulo Guedes, de que os Estados que não se enquadrarem vão receber "vouchers" de saúde e educação?

 

Não fiz essa leitura da declaração dele. O grande plano é o de recuperação da economia. Isso que ouvi ele falando. O crescimento econômico consequentemente melhora a arrecadação e se dará à medida que tenhamos ambiente que estimule o setor privado. Isso vem pela reforma da Previdência, tributária e do Estado. Daí, talvez, entre a política de vouchers. Acho válido trabalhar sob novas formas de acesso a serviços de saúde e educação, inclusive na modalidade vouchers, mas exige a formatação de projetos-piloto para que a gente aprenda a fazer dessa nova forma. Enquanto isso, temos de melhorar a rede pública de ensino, porque não dá tempo de a gente aprender,  tem uma geração que está sendo formada na rede pública nas condições em que ela está hoje. Precisa melhorar e, paralelamente, discutir outras formas de serviço.

 

Qual é a sua opinião sobre o projeto Escola sem Partido e sobre a proposta de alunos gravarem professores em sala?

 

Nossa prioridade é melhorar a qualidade do ensino e a proficiência em matemática e português. O foco na aprendizagem do aluno para formá-lo com condições para o mercado de trabalho. A discussão sobre o Escola sem Partido é menos oportuna. Temos tantos outros problemas na educação que devem ser resolvidos, na gestão, na rede, na motivação, na qualificação dos nossos professores, que antecedem discussões ideológicas. Da minha parte, o que vamos patrocinar na educação é melhorar a qualidade do ensino para formar cidadãos integralmente para participar do mercado de trabalho, com autonomia, cidadania plena.

 

A profissão de professor está desvalorizada. Os melhores alunos não querem ser professores. O senhor tem algum plano para reverter essa situação?

 

Em primeiro lugar, queremos garantir o pagamento dos salários em dia. É um foco do nosso mandato que se mantém para o primeiro ano de governo. Em seguida, a reforma das estruturas de carreira. O RS é o único Estado que tem plano de carreira anterior à Constituição de 1988 (o plano é de 1974). Precisamos fazer a discussão. Que tenhamos a entrada na carreira de forma mais atraente e com perspectiva de crescimento suportável pela máquina pública. Tudo passa pelo ajuste das contas.

 

No governo Yeda, houve esforço para avançar a legislação que permite maior parceria público-privada na área cultural, mas há resistência. Quais instituições poderiam se beneficiar de um modelo mais flexível?

 

É sempre válido que a gente possa identificar de que forma pode o legítimo interesse privado se conciliar com legítimo interesse público. Você tem no mercado capacidade de financiamento e maior viabilidade de investimentos por redução de burocracia. Você consegue alavancar investimentos sem ferir o interesse público. Sou muito favorável a se identificar em todas as áreas conquanto que a gente possa identificar o Estado menos prestador, operador direto e mais como um regulador, um fiscal, que contrata, mas não opera diretamente. Claro, sempre construindo modelo com ampla participação social. O segredo está nisso. No momento em que você vai estabelecer uma modelagem na contratação de uma parceria privada, tem de ter ampla participação social que permita a regulação que vai ser feita dessa parceria.

 

As leis de incentivo à Cultura (LICs) foram demonizadas por parte do eleitorado de Bolsonaro. Como aperfeiçoá-las?

 

Pode até ter melhorias, mas isso tem de ser construído com dirigentes culturais dos municípios, com o próprio conselho de cultura, com conselhos municipais. Não é uma lei para atender ao que o governo pensa de cultura. É para atender ao que a sociedade interpreta como relevância cultural. O mérito dos projetos é avaliado no conselho, que é representado pela sociedade. Acho a LIC uma ferramenta muito válida, que cumpre importante papel, mas temos de ter uma política de editais transparente. Há pontos que podem ser discutidos, como os recursos que são aportados para o Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

 

Ao ser eleito governador aos 33 anos, com perspectiva de voos mais altos, terá a vida escaneada o tempo todo. Como lida com essa perda de privacidade?

 

Sou menos preocupado com o que virá pela frente. Minha preocupação é fazer um bom mandato. Percebo, até por ser jovem, diferentemente dos políticos tradicionais, a expectativa de que a gente consiga fazer tudo o que os outros não fizeram até hoje. A gente sabe das dificuldades, dos percalços. A vida pública tem muito menos glamour do que as pessoas possam pensar. Toda tarefa protocolar, de eventos, cerimônias, jantares, é trabalho, não diversão. Significa abrir mão de muita coisa, seguramente, da vida pessoal, da convivência familiar. Mas é o que me realiza. Sentir-me efetivamente útil, dentro de um propósito, de uma missão maior. A vida é feita de escolhas e renúncias.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

 

 

 

 

16/11/2018 - Ex-goleiro do Cruzeiro confirma morte do filho de seis anos

 

Lucca Guilherme, filho do ex-goleiro do Cruzeiro, Elisson, não resistiu ao acidente doméstico do último final de semana e morreu nesta quinta-feira (15) no Hospital Público Prefeito Osvaldo Rezende Franco, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

 

No último sábado (10), um armário caiu em cima do garoto de seis anos enquanto ele jogava futebol com um primo na casa de parentes. Desde então, estava em coma com traumatismo cranioencefálico. A diretoria do hospital ainda não divulgou um boletim médico.

 

Em uma postagem no Instagram, Elisson confirmou a morte e agradeceu ao apoio de todos familiares e amigos e lamentou a perda do filho.

 

Na terça-feira (13), o próprio atleta, em mensagens enviadas a amigos, chegou a anunciar a morte cerebral da criança, mas voltou atrás quando recebeu a informação de que o menino reagiu a estímulos médicos e teve sangue irrigado para o cérebro por meio de uma veia próxima à orelha.

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Passa de 600 o número de desaparecidos por incêndios na Califórnia, que já mataram 66

O número de desaparecidos no incêndio que devasta o norte da Califórnia, nos Estados Unidos, aumentou dramaticamente na quinta-feira (15) e supera 600 pessoas, ao mesmo tempo que as equipes de resgate localizam novas vítimas fatais. Até o momento, 66 mortes foram confirmadas.

 

As autoridades informaram que a lista de pessoas consideradas desaparecidas subiu de 300 para 631 durante a quinta-feira, depois que investigadores revisaram as ligações de emergência feitas quando o incêndio conhecido como "Camp Fire" começou em 8 de novembro.

 

— Quero que entendam que o caos com o qual lidamos foi extraordinário quando o fogo começou —  afirmou o xerife do condado de Butte, Kory Honea, ao tentar justificar a revis]ao do balanço de desaparecidos.

 

O número de mortos no "Camp Fire", o incêndio florestal mais letal da história do estado na costa oeste dos Estados Unidos, subiu para 63, depois que as autoridades encontraram mais sete corpos na quinta-feira.

 

Os socorristas continuam a busca de vítimas do "Camp Fire", incêndio que destruiu 56 mil hectares ao norte da capital do estado, Sacramento. As tarefas de busca se concentram na localidade de Paradise, de 26 mil habitantes, duramente castigada pelas chamas.

 

Materiais para fazer análises genéticas ultrarrápidas são aguardados e "todos que acharem que um membro de sua família morreu podem vir deixar uma amostra de DNA", disse o xerife.

 

No sul da Califórnia em outro incêndio, batizado como "Woolsey Fire", que devastou áresa de Malibu e destruiu as casas de várias celebridades. Perto de Los Angeles, o "Woolsey Fire" já fez arder quase 40 mil hectares, deixando ao menos três mortos.

 

"Uma maratona"

— Estamos no meio de um desastre — disse o governador da Califórnia, o democrata Jerry Brown, enquanto mais de 50 mil pessoas permanecem evacuadas e não poderão voltar para casa por várias semanas.

 

A Casa Branca informou na quinta-feira que o presidente Donald Trump viajará no sábado para a Califórnia para se reunir com as vítimas. Trump se "reunirá com pessoas afetadas pelos incêndios florestais", disse uma porta-voz da Casa Branca. O presidente tinha expressado na quarta-feira seu apoio aos californianos no Twitter. Mas no sábado provocou polêmica ao acusar o estado da Califórnia de "má gestão" florestal em áreas que, em sua maioria, estão sob controle federal.

 

— Paradise estava bem preparada para este tipo de emergência, mas este incêndio foi sem precedentes, resistente, e muita gente ficou presa — apesar das ordens de evacuação, declarou Brown.

 

Os bombeiros californianos receberam uma ajuda importante pelo ar, mas o fogo continuava avançando. No norte do estado, não está prevista chuva até o final da próxima semana. Autoridades locais também emitiram um alerta de poluição do ar devido aos incêndios.  As famílias cujas casas foram incendiadas ainda não podem retornar.

 

— É uma maratona, não um sprint, mas temos que trabalhar todos juntos na reconstrução — declarou Mark Ghilarducci, do serviço de emergências da Califórnia.

 

Complicações de saúde

Carol Hansford, 83, disse em Chico, perto de Paradise, que deseja desistir.

 

— Já fui evacuada duas vezes, acho que acabou para mim. Não quero mais estar no meio de pinheiros. Perdi tudo — lamentou.

 

Vários abrigos de emergência estão cheios e a precariedade causa problemas de saúde, segundo as autoridades locais citadas pelo jornal Sacramento Bee. Em um abrigo em Chico, com 170 evacuados, entre 15 e 20 pessoas foram vítimas de um norovírus, que causa vômitos e diarreia, disse Lisa Almaguer, porta-voz do Departamento de Saúde Pública do Condado.

 

A origem dos incêndios não é clara, mas vítimas abriram um processo coletivo em San Francisco contra a empresa de eletricidade local Pacific Gas and Electric Company (PG&E)

 

Segundo a denúncia, do advogado Mike Danko, que representa 20 vítimas do Camp Fire, o incêndio pode ter sido causado por "faíscas de solda" sobre uma linha de alta tensão da empresa.  A (PG&E) negou qualquer responsabilidade.

 

No último ano, a Califórnia foi afetada por vários incêndios maiores que deixaram um total de quase 100 mortos e queimaram centenas de milhares de hectares. A seca afeta duramente, há vários anos, grande parte deste estado do oeste dos Estados Unidos.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Sexta-feira será ensolarada em todo o Rio Grande do Sul

A sexta-feira (16) começa com tempo firme na maior parte do Rio Grande do Sul. Durante a madrugada, não houve registro de chuva no Estado e a temperatura se manteve amena, com leve sensação de frio em pontos da Serra. Vacaria registrou a mínima, de 11,6ºC, com sensação 9,5°C. Porém, a temperatura deve subir ao longo do dia, principalmente no Oeste, onde o tempo fica mais abafado. A exceção é o Sul, região em que a atuação do vento impede a elevação da temperatura. O sol deve predominar com poucas nuvens em todo o Rio Grande do Sul. Quem está fazendo feriadão poderá aproveitar a sexta ao ar livre. Na Capital, a máxima será de 31ºC.

 

Uma nova frente fria se forma ao longo do sábado (17) no Estado, com risco de temporais. O Sul deve ser a principal região atingida pela chuva logo no início do dia. Já no Norte, a temperatura sobe e aumenta a nebulosidade por conta da massa de ar que antecede a frente fria na região. A chuva deve chegar à noite nessa área. Na Fronteira, são esperados os maiores volumes, podendo resultar na elevação do nível dos rios e em pontos de alagamento.

 

Confira como será o tempo nesta sexta no RS:

Capital: tempo firme e ensolarado. Mínima de 18°C e máxima de 31°C

Pelotas: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 18°C e máxima de 20°C

Caxias do Sul: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 15°C e máxima de 24°C

Santa Maria: tempo firme e ensolarado. Mínima de 16°C e máxima de 29°C

Santa Rosa: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 16°C e máxima de 27°C

Erechim: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 17°C e máxima de 27°C

Uruguaiana: tempo firme e ensolarado. Mínima de 18°C e máxima de 29°C

Torres: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 19°C e máxima de 26°C

Tramandaí: tempo firme e ensolarado. Mínima de 20°C e máxima de 26°C

Capão da Canoa: tempo firme e ensolarado. Mínima de 19°C e máxima de 26°C

Xangri-Lá: tempo firme e ensolarado. Mínima de 19°C e máxima de 26°C

Rio Grande: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 19°C e máxima de 21°C

Mostardas: tempo firme e ensolarado. Mínima de 17°C e máxima de 21°C

Passo Fundo: tempo aberto e com poucas nuvens. Mínima de 16°C e máxima de 28°C

Bagé: tempo firme e ensolarado. Mínima de 15°C e máxima de 25°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/ 2018 - Imposto de Renda 2018: Receita paga nesta sexta-feira restituições do sexto lote

A Receita Federal paga nesta sexta-feira (16) o sexto lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física da declaração de 2018. O pagamento também contempla lotes residuais das declarações de 2008 a 2017.

 

Ao todo, a Receita restituirá R$ 1,9 bilhão a 1.142.680 contribuintes. Desse total, 991.153 declarações são do Imposto de Renda deste ano, cujo pagamento totalizará R$ 1,676 bilhão. A consulta ao sexto lote foi liberada na sexta-feira (9).      

 

As restituições terão correção de 4,16%, relativa às declarações de 2018, a 106,28%, para as declarações de 2008. Os índices equivalem à taxa Selic - juros básicos da economia - acumulada entre a data de entrega da declaração até este mês.

 

A relação dos contribuintes está disponível na página da Receita Federal na internet. A consulta também pode ser feita pelo telefone 146 ou nos aplicativos da Receita Federal para tablets e smartphones.

 

Caso o valor não seja creditado nas contas informadas na declaração, o contribuinte deverá receber o dinheiro em qualquer agência do Banco do Brasil.

 

Também é possível ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, no nome do declarante, em qualquer banco.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Entenda o projeto do novo governo para criar mais vagas no sistema prisional

Um dia após o resultado das eleições, foi anunciada a criação da Secretaria de Administração Penitenciária, que terá como missão agilizar a construção de novas prisões. Com a nova pasta, o governo eleito pretende reduzir o déficit de mais de 11,9 mil vagas no sistema carcerário gaúcho.

 

As autoridades envolvidas no projeto, no entanto, não estimam o número de vagas a serem construídas nos próximos quatro anos. No atual mandato, a título de comparação, foram entregues cerca de 3,2 mil.

 

Para rebater críticas que apontam risco de inchaço da máquina e aumento de gastos em momento de crise, a cúpula eleita afirma que a nova estrutura será enxuta.

 

— Será uma secretaria sem estrutura grande. Nosso objetivo é abrir vagas no sistema prisional, construir prisões. Temos condições, sim, com maior dinamismo, de abrir mais vagas — diz o futuro vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior (PTB), salientando que a inspiração veio de outros Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Segundo o vice-governador eleito, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) não será extinta, mas deixará de ser subordinada à Secretaria da Segurança Pública (SSP) para ser vinculada à Secretaria da Administração Penitenciária. Até o momento, o governador eleito Eduardo Leite não anunciou os titulares das duas pastas.

 

A intenção do novo governo é seguir com a construção de casas prisionais pequenas, com capacidade entre 300 e 400 apenados. Dentro deste contexto, deve ser mantida a permuta da área do ginásio da Brigada Militar pela construção de um presídio em Sapucaia do Sul. Também devem continuar as negociações com a União para que seja erguida em solo gaúcho a penitenciária federal de Charqueadas.

 

Para sair do papel, a criação da pasta precisa passar pela aprovação dos deputados estaduais. O projeto não está pronto, mas o novo governo já pretende negociar com os parlamentares nos próximos dias.

 

— A ideia é sensibilizar os deputados. Em regra, esse tipo de matéria de iniciativa do próprio Executivo é aprovada pelo Legislativo — salienta Ranolfo.

 

Em 2017, o governo de José Ivo Sartori apresentou projeto para criar uma subsecretaria de administração penitenciária. Sem apoio entre aliados à proposta, foi retirado o caráter de urgência da tramitação no começo deste ano. A ideia sofreu pressões de sindicatos de servidores.

 

Procurado novamente pela reportagem para esmiuçar como deverá ser a estrutura da nova secretaria, o vice-governador eleito encaminhou nota, via assessoria de imprensa. No texto, salientou que a nova pasta está em “fase embrionária, de discussão” e que o detalhamento será informado em “momento oportuno.”

"Superficial", avalia deputado de oposição

 Para o deputado Pedro Ruas (PSOL), o governo de Eduardo Leite precisa atentar para outros problemas relacionados ao sistema prisional. Entre eles, estão a superlotação de presídios gerada pela falta de vagas e a nomeação de novos agentes penitenciários para trabalhar nesses espaços.

 

O deputado salienta que o atual sistema prisional acaba abastecendo as facções criminosas com “mão de obra”. Além de criar vagas e chamar novos servidores, Ruas propõe uma mudança na Lei das Drogas, de 2006. Segundo ele, a legislação gerou inchaço no sistema prisional ao endurecer penas para crimes relacionadas ao tráfico de entorpecentes.

 

— Acredito que as prisões devam servir como espaço para exclusão da sociedade de criminosos graves. A maioria dos que estão nas cadeias são ligados ao tráfico de drogas, não são os homicidas — diz o deputado, que no próximo ano vai assumir a coordenação da bancada do PSOL na Assembleia Legislativa. 

É preciso valorizar agentes penitenciários, dizem pesquisadores

Pesquisadora de questões ligadas à violência, a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Letícia Maria Schabbach entende que uma secretaria específica pode fazer com que se trate com “mais seriedade” a questão prisional.

 

— A gente tem de pensar no sistema de trás para frente e não de frente para trás. Tivemos alunos na especialização que trabalhavam como agentes penitenciários e que nos relataram que a categoria é colocada sempre em segundo plano. Anos atrás, chamavam os agentes prisionais como primos podres da segurança, trabalhavam em condições mais precárias e tinham salários mais baixos. Tem de pensar de outra forma, com novas políticas — conta a pesquisadora.

 

Para Letícia, a nova pasta não pode ser pensada como forma de encarcerar mais pessoas, mas como a maneira de repensar o uso mais frequente de formas alternativas para o cumprimento da pena.

 

Professor aposentado da UFRGS, Juan Mario Fandino acredita que a secretaria deve ser pensada para reduzir a burocracia. – Tem de haver coordenação muito bem pensada, especialmente no caso das prisões. Tem de fazer diálogo com agentes penitenciários, que participem de maneira intensa. Me furto de avaliar se essa autonomia vai ser um passo positivo ou não. Concordo em tomar uma linha – defende o professor.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Brasil tem médicos suficientes para atender população, diz Conselho Federal de Medicina

O Conselho Federal de Medicina (CFM) voltou a defender, em nota, a criação de uma carreira de médico de Estado como medida para estimular profissionais brasileiros a atuar em áreas distantes e de difícil provimento. A manifestação ocorre após o anúncio do governo de Cuba de retirada de seus intercambistas dos quadros do Programa Mais Médicos. Segundo o CFM, "o Brasil conta com médicos formados no país em número suficiente para atender às demandas da população", cabendo aos gestores públicos a responsabilidade de oferecer condições adequadas para o atendimento na saúde pública.

 

"Historicamente, os médicos brasileiros têm atuado, mesmo sob condições adversas, sempre em respeito ao seu compromisso com a sociedade", diz a nota do conselho. "Cabe ao governo — nos diferentes níveis de gestão — oferecer aos médicos brasileiros condições adequadas para atender a população, ou seja, infraestrutura de trabalho, apoio de equipe multidisciplinar, acesso a exames e a uma rede de referência para encaminhamento de casos mais graves", complementa.

 

O conselho lembra que encaminhou a todos os candidatos nas eleições de 2018, "ainda no primeiro turno", uma série de propostas no documento intitulado Manifesto dos Médicos em Defesa da Saúde. Entre as medidas estava justamente a criação de uma carreira de Estado para os profissionais da área.

 

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"Para estimular a fixação dos médicos brasileiros em áreas distantes e de difícil provimento, o governo deve prever a criação de uma carreira de Estado para o médico, com a obrigação dos gestores de oferecerem o suporte para sua atuação, assim como remuneração adequada", argumenta o CFM.

 

Por fim, o conselho "se coloca à disposição do governo para contribuir com a construção de soluções para os problemas que afetam o sistema de saúde brasileiro".

 

Mais Médicos

O governo de Cuba anunciou na quarta-feira (14) que iria abandonar o programa brasileiro Mais Médicos — do qual participa desde a sua criação, em 2013 —, devido a declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, que anunciou mudanças no programa a partir de 1º de janeiro, quando tomará posse. Bolsonaro pretendia submeter os médicos cubanos a um "teste de capacidade", pagar o salário integral aos profissionais e permitir a vinda de suas famílias para o Brasil.

 

"O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim o comunicou à diretora da OPS e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", diz um comunicado oficial de Cuba.

 

Para Bolsonaro, o cancelamento do programa de envio de médicos cubanos ao Brasil foi uma decisão "unilateral" e "irresponsável" da "ditadura" de Cuba, que não aceitou as mudanças pretendidas pelo presidente eleito para manter a cooperação.

 

Cerca de 20 mil médicos cubanos trabalharam no Brasil durante cinco anos, e a decisão cubana afeta cerca de 8 mil que o fazem atualmente. Segundo fontes diplomáticas brasileiras, os médicos cubanos retornarão a seu país antes do Natal, embora calculem que cerca de 2 mil poderiam permanecer no Brasil devido a relacionamentos amorosos e familiares, que lhes permitiriam obter o visto de residência.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Homem é preso por prometer presentes a adolescentes para manter relações sexuais

Um homem de 32 anos que dava presentes e fazia promessas a adolescentes em troca de relações sexuais foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Cruz Alta nesta quinta-feira (15). O investigado, morador de Santa Maria, na Região Central, admitiu aos policiais que se encontrou com pelo menos 26 garotos. 

 

Conforme o o delegado Josuel Muniz, de Cruz Alta, a investigação começou há seis dias, quando a mãe de um adolescente de 14 anos procurou os policiais. A mulher encontrou mensagens do homem no telefone do filho, nas quais ele pedia fotos nuas. Caso enviasse, lhe daria um par de chuteiras. Na conversa, o investigado convence o adolescente a encontrá-lo em um motel, no centro de Cruz Alta.

 

A partir desse relato, os policias cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do investigado na última terça-feira (13).  No celular do homem, encontraram mais de duas mil fotografias de adolescentes em posições eróticas. Havia ainda conversas com outros homens, nas quais eles trocavam imagens e contatos de vítimas. 

 

Em depoimento aos policiais, o homem confessou ter mantido relações sexuais com pelo menos 26 adolescentes, com idade média de 15 anos. Ele contou que, em um primeiro momento, tornava-se amigo das vítimas. Depois, pedia aos garotos fotografias nuas. Ele lhes prometia presentes, como tênis, ou ainda pagamento em dinheiro, para que mantivessem  relações sexuais.

 

Segundo Muniz, o homem será indiciado por por facilitação de participação de adolescente em cena pornográfica e favorecimento de prostituição. Ele foi levado ao Presídio Estadual de Cruz Alta.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Mulher é morta a facadas pelo ex-marido na frente da filha em Pelotas

Uma mulher de 48 anos morreu com golpes de faca dentro da própria casa em Pelotas, no sul do Estado, na noite desta quinta-feira (15). O crime ocorreu na Rua Arnaldo da Silva Ferreira no bairro Guabiroba, por volta das 22h45min.

 

Técnicos do Samu acionaram a polícia. No local, a Brigada Militar (BM) foi informada de que o ex-companheiro da vítima seria o autor das facadas. Os policiais conseguiram capturar o homem quando ele estava chegando na residência dele, minutos depois. De acordo com a Polícia Civil, o ex matou a mulher na frente da filha adolescente. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia na madrugada desta sexta-feira (16).  A identificação da vítima não foi divulgada.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Pais de bebê com doença rara correm contra o tempo para arrecadar R$ 1,4 milhão e salvar a vida do filho

 

Antônio ainda não tem noção do passar das horas. Acorda quando escurece, se agita e dá gargalhadas durante a madrugada. Muitas vezes, dorme quando o sol nasce. Assim como qualquer bebê, ele vive uma rotina que não necessariamente respeita os ciclos naturais do dia. Aos seis meses, porém, Antônio já corre contra o tempo. Diagnosticado com atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, o grau mais grave da doença, ele precisa iniciar o tratamento o quanto antes. Caso contrário, começará a sofrer as graves consequências da enfermidade, que pode levar à morte.

 

Dado o curto tempo que resta – o indicado é iniciar o tratamento antes dos sete meses de vida –, os pais do menino, o casal de servidores públicos de Porto Alegre Thales Ferreira da Conceição, 33 anos, e Giovana Oliveira Canuso, de 31, iniciaram uma campanha que pretende arrecadar, em tempo recorde, o suficiente para pagar a etapa inicial do tratamento: cerca de R$ 1,4 milhão.

 

— Ainda estamos aguardando o laudo para poder pedir na Justiça para que as doses do remédio sejam fornecidas pela União. Ocorre que precisamos dar a primeira dose em até um mês. Este tratamento não é uma cura, mas é a possibilidade de dar condição de vida ao pequeno Antônio, evitando o progresso da atrofia — conta o pai.

 

AME é uma condição genética rara que afeta as células do sistema nervoso devido à falha na produção de uma proteína, levando à paralisação gradual dos músculos do corpo.

 

— A tipo 1 começa em bebês porque é mais grave. A criança vai perdendo progressivamente os músculos voluntários, e isso inclui o músculo da respiração, podendo levar à morte por asfixia — explica o neurologista Francisco Rotta, do Hospital Moinhos de Vento.

 

De acordo com especialista,  o tratamento mais indicado, que deve ser aplicado inicialmente a cada 15 dias, desbloqueia um gene que produz a proteína necessária para a sobrevivência dos neurônios motores. Por isso, o quanto antes o tratamento é iniciado, mais se consegue poupar o corpo das consequências da doença.

 

— Temos um prazo exíguo para aplicar a primeira dose da medicação. A intenção era criar uma vaquinha virtual, no entanto, o site tem um prazo de 14 dias para autorizar o saque do valor arrecadado. Devido a essas burocracias, resolvemos solicitar mediante depósito direto numa conta criada em nome do Antônio para este fim, pois temos até 20 de dezembro para aplicar a primeira dose. As demais, seguiremos na via judicial, pois são para os próximos meses — explica Thales.

 

Cada dose do medicamento custa cerca de R$ 367 mil, e os laboratório só vendem pacotes com quatro doses, o que eleva o valor do medicamento para uma quantia de cerca de R$ 1,4 milhão, explica Thales. As primeiras quatro doses do remédio devem ser aplicadas uma a cada 15 dias. Após esse período, Antônio seguirá recebendo as injeções a cada quatro meses por tempo indeterminado, de acordo com a evolução do tratamento.

 

— Parece impossível conseguir a medicação a tempo, mas estamos confiantes. Precisamos cada vez mais que as pessoas se engajem na campanha. O retorno está sendo ótimo, tanto de doações como de todo tipo de ajuda, apoio. Algumas pessoas, muitos que nem nos conhecem, estão se oferecendo para ajudar das mais diversas formas, com rifas, brechós. A gente se emociona muito — acrescenta.

 

A importância do diagnóstico precoce

 

O processo de descoberta da doença de Antônio foi demorado, complexo e envolveu uma grande quantidade de especialistas. De acordo com Thales, a recente história de seu filho pode servir de alerta para que futuros pais prestem atenção a pequenos detalhes em seus bebês. Foi aos dois meses que os primeiros sinais começaram a aparecer em Antônio, ainda que discretamente.

 

— A pediatra realizou alguns testes quando Antônio tinha cerca de 60 dias de vida. Ele parecia super saudável, mas ela notou que ele tinha alguns reflexos diminuídos, então nos pediu para consultar um neurologista. Notamos que ele tinha o corpo mais "mole", que não segurava direito a cabeça, como outros bebês da mesma idade — conta o pai.

 

A partir daí, Antônio, Thales e Giovana entraram em uma rotina de exames, consultas e sessões de fisioterapia para evitar a progressão da doença. Agora, enquanto o bebê segue o tratamento com os fisioterapeutas, os pais concentram suas energias na campanha de arrecadação. O tempo é curto, mas eles acreditam que conseguirão iniciar o tratamento a tempo.

 

Como ajudar

Banco do Brasil

Agência: 2806-1

Conta-poupança (variação 051): 34.075-8

CPF: 058.626.690-94 (em nome de Antônio Canuso da Conceição)

 

Nas redes sociais, siga no Instagram: @ame_o_antonio e no Facebook Antônio Canuso da Conceição.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

16/11/2018 - Suspeitas de fraude pressionam maior hospital de Canoas

A crise que atinge o maior hospital de Canoas, o Nossa Senhora das Graças, não é só financeira, mas, também, de credibilidade. Auditorias do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que centenas de próteses ortopédicas foram cobradas sem comprovação de que todo o material descrito nas cirurgias tenha sido efetivamente colocado.

 

Há suspeita de preços superfaturados e, em alguns casos, de uso de material de qualidade duvidosa. A União cobra do hospital devolução de R$ 3,5 milhões (valores de dois anos atrás), referente a despesas com próteses que foram glosadas (quando o governo decide não pagar pelo serviço). O hospital admite que possa ter havido fraudes, mas diz não ter culpa se médicos ou outros servidores forjaram parte de cirurgias.

 

As irregularidades constatadas pela auditoria atingem 243 cirurgias, de um lote de 273 realizadas em dois anos, 2006 e 2007. Ou seja, 89% delas apresentam comprovação inconsistente. Caso o hospital seja obrigado a devolver o dinheiro dessas cirurgias, as dívidas da instituição (hoje em cerca de R$ 130 milhões) vão aumentar.

 

O problema é que os 243 implantes sob suspeita podem ser apenas a ponta de um iceberg de fraudes, avaliam integrantes do Ministério Público Federal (MPF). Há pedido de auditoria em outros 1,5 mil implantes realizados entre 2008 e 2015, envolvendo cerca de R$ 21 milhões.

 

GaúchaZH  teve acesso a relatório da auditoria das 243 cirurgias suspeitas, feito por três médicos do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus). E ouviu pacientes que sofrem até hoje de dores relativas a implantes cuja qualidade é duvidosa.

 

Elas são objeto de processo judicial que tramita na 2ª Vara Federal de Canoas. Curiosamente, a ação judicial foi movida pelo próprio hospital (no caso, pela sua mantenedora, a Associação Beneficente Canoas – ABC), para questionar por que o governo federal pôs em dúvida os implantes ortopédicos realizados.

 

A principal constatação das auditorias do SUS é que não há comprovação para diversos procedimentos cobrados pelos cirurgiões que atuavam no Nossa Senhora das Graças. Radiografias feitas a pedido dos peritos mostraram que várias peças descritas no prontuário dos implantes não aparecem nos exames. Além disso, algumas próteses foram implantadas sem etiqueta de rastreabilidade (que permite verificar a procedência e validade).

 

“O hospital nos apresentou raio X correspondente a cirurgias em menos de 20% dos casos. Era uma coisa absurda a falta de comprovação radiológica”, descreve um auditor, em depoimento à Justiça Federal. A radiografia no procedimento é obrigatória, conforme o manual da Autorização de Internação Hospitalar (AIH) vigente na época, em 2007.

 

42 pacientes com mais dores após cirurgias

O MPF conseguiu contatar 72 pacientes, dos 243 cujos implantes não tinham comprovação radiológica. Desses 72, apenas 11 não se queixaram de problemas após a cirurgia. Pior: do total, 42 falaram que sentiam mais dores do que antes da operação.

 

"Saltava realmente aos olhos a quantidade de cirurgias sem raio X no Nossa Senhora das Graças, pelo número absurdo de não ter a comprovação", relata um dos auditores ouvidos na Justiça Federal. O processo judicial na 2ª Vara Federal de Canoas está próximo de sentença, segundo informações do Judiciário.

 

O MPF pede para que seja mantida a cobrança pelas cirurgias "não comprovadas", diz o procurador da República Cláudio Terre do Amaral, que lida com o caso. Ele confirma que, fora os 243 implantes sob suspeita, há outros procedimentos, ainda em sigilo, que envolvem o hospital e podem dar origem a processos judiciais por improbidade ou até criminais.

 

Dormir, só com analgésico

 

Desempregada, com serviço eventual de babá, Silene Ferreira dos Passos, 48 anos, não consegue mais exercer a atividade que fazia desde jovem, a faxina, que lhe rendia mais dinheiro do que a atual. A dor na coluna é permanente e não pode mais carregar peso, diz. Tudo seria em decorrência de um desgaste em duas vértebras próximas à cintura.

 

Silene fez cirurgia para colocação de próteses metálicas na coluna, mas as dores continuaram e houve perda da sensibilidade nas pernas. Conforme ela, os parafusos incomodam, e até carregar criança fica difícil. Mas não vê saída, é o serviço disponível, diz.

 

Moradora do bairro Vargas, em Sapucaia do Sul, Silene foi operada em 2007 no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas. Entre os procedimentos que os cirurgiões cobraram do SUS está a colocação de seis ganchos sulcados, ao custo de R$ 3.660 (em valores de 11 anos atrás).

 

Mas um raio X realizado por Silene em 2013 não mostra a existência dos seis ganchos. Auditoria do SUS determinou que o hospital devolva o valor cobrado pela prótese inexistente.

 

Incomodada com a dor constante, que a força a dormir sempre de lado, Silene se inscreveu em 2016 para nova cirurgia na coluna. Ainda não foi chamada.

 

– E está pior, falta analgésico, que eu pegava de graça no posto de saúde. Agora, tenho de pagar do meu bolso, mesmo desempregada, para diminuir a dor – relata.

 

O que diz a direção do Nossa Senhora das Graças

-Informa que o processo no qual Associação Beneficente Canoas(mantenedora do hospital) contesta a dívida de R$ 3,5 milhões que a União cobra do Nossa Senhora das Graças se encaminha para sentença e a eventual confirmação da cobrança de expressiva soma em dinheiro"impactará significativamente as finanças do hospital, que já opera, por muitos anos, em severo regime de sub custeio".

 

- A direção da instituição não descarta que possam ter ocorrido fraudes, mas não teriam sido praticadas com conhecimento do hospital. Se ocorreram, acrescenta,foram por responsabilidade de equipes contratadas para cirurgias.-Sobre o pagamento de 200 consultas por mês em neurologia,feito pelo município, o hospital diz que é verdadeiro e que,efetivamente, prestou poucas consultas desse tipo: 40 no primeiro trimestre de 2017.

 

O diretor administrativo e financeiro do Nossa Senhora das Graças,Francisco Valmor Marques de Avila, diz que, apesar de não realizar as consultas contratadas,o hospital gastou muito mais do que o previsto em exames (raio X e tomografia).

 

"Ou seja, fizemos consultas amenos e exames a mais. No final,um custo compensa o outro. O contrato, portanto, desenvolve-se em total regularidade", detalha Avila.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - PRF indica melhores horários para pegar a estrada na saída do feriadão de 15 de novembro

Para evitar congestionamentos, os motoristas devem se deslocar nas rodovias federais até as 16h de quarta-feira (14) e entre as 23h de quarta (14) e o início da manhã de quinta (15). A Polícia Rodoviária Federal alertou os motoristas que congestionamentos devem ocorrer principalmente na freeway, em direção ao Litoral Norte, e na BR-386, no trecho de Nova Santa Rita.

 

A movimentação maior deverá ser entre as 16h e as 23h desta quarta (14) e na manhã de quinta-feira (15). Na freeway, um dos principais focos da fiscalização dos policiais será o combate ao tráfego pelo acostamento. Quem for flagrado pode ter que pagar multa de R$ 1.467,37, além de perder 7 pontos na carteira nacional de habilitação.

 

Na BR-386, o trecho considerado mais crítico é no trecho de Nova Santa Rita, devido ao trecho de pista simples em cima da Ponte do Rio Caí.  O local costuma registrar longos congestionamentos nos períodos de movimentação maior na estrada.

 

Também está previsto trânsito intenso nas BRs 116 e 290, em direção ao interior do Estado. A Operação Viagem Segura - Proclamação da República nas rodovias federais do RS começa na madrugada desta quarta e vai até o fim da noite de domingo.

Já nas rodovias estaduais, a previsão é de trânsito intenso principalmente na RS-040, entre Viamão e Pinhal, na Estrada do Mar, entre Osório e Torres e em rodovias da Serra e do Sul do estado.

Retorno

A orientação das Polícias Rodoviárias para quem for viajar neste feriadão é tentar retornar antes das 14h de domingo, já que a partir deste horário a previsão é de movimento muito intenso, com possibilidade de congestionamentos.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Criminosos explodem agência bancária e promovem tiroteio em Butiá

Uma quadrilha explodiu uma agência do Banco do Brasil por volta das 3h30min desta quarta-feira (14), em Butiá, Região Carbonífera. Ao menos cinco homens foram vistos por moradores da cidade cometendo o crime. Não há confirmação se eles conseguiram levar dinheiro.

 

Segundo a Brigada Militar, os bandidos primeiro quebraram a marretadas a entrada do banco. Parte do grupo foi direto para o cofre, enquanto o resto ficou nas proximidades da agência. Armados com fuzis, eles atiraram várias vezes para o alto.

 

Depois, os criminosos fugiram pela BR-290 em um veículo Punto de cor branca. A polícia faz cerco na região. Por volta das 7h, um carro abandonado foi encontrado na Estrada da Quitéria, no limite de Butiá com São Jerônimo.

 

A área da agência está isolada para que o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) verifique se há explosivos armados no local que necessitem ser desativados. O SAMU e o Corpo de Bombeiros estão nas proximidades do banco para socorrer policiais em caso de eventual explosão.

 

Este é o ataque a banco de número 147 de 2018 no Rio Grande do Sul, segundo balanço de GaúchaZH. Em novembro, 14 crimes a instituições bancárias foram registrados no Estado.

 

Nesta segunda-feira (12), um supermercado da cidade foi atacado por três criminosos encapuzados e armados. Cerca de 20 clientes e funcionários foram feitos reféns durante o assalto.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Depois de ser dado como morto, filho de ex-goleiro do Cruzeiro reage a estímulos e segue em coma

Lucca, filho do ex-goleiro do Cruzeiro, Elisson, segue lutando pela vida. O menino sobre um acidente doméstico no último final de semana e segue em coma no Hospital Regional de Betim, em Minas Gerias. Um armário caiu em cima do menino, de seis anos, enquanto ele jogava futebol com um primo na casa de parentes.

 

Lucca foi internado com traumatismo cranioencefálico. Na brincadeira, a bola que Lucca brincava bateu no armário, que se deslocou e caiu em cima da criança. O próprio atleta, em mensagens enviadas a amigos, chegou a anunciar a morte cerebral da criança, mas voltou atrás quando recebeu a informação de que o menino reagiu a estímulos médicos e teve sangue irrigado para o cérebro por meio de uma veia próxima à orelha.

 

— Foi um milagre de Deus. Estamos todos em orações — disse, à reportagem do portal SuperEsportes, uma pessoa ligada à família na noite desta terça-feira (13).

 

Jogadores dos Cruzeiro fizeram uma oração na segunda-feira (12), na Toca da Raposa, em intenção do menino, de Elisson e da mãe da criança, Gisele.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Caminhão carregado de frangos vivos tomba na BR-386

Um caminhão carregado de frangos vivos tombou na BR-386, em Pouso Novo, na manhã desta quarta-feira (14). O acidente ocorreu por volta das 5h. O motorista de 44 anos ficou preso nas ferragens e foi levado ao Hospital Bruno Born, em Lajeado.

 

O veículo, com placa de Nova Bassano, trafegava em direção a Criciúma, Santa Catarina, no momento do acidente. Parte da carga morreu no acidente, e o restante, em caixas, deve ser retirado do local. O trânsito foi bloqueado em uma faixa, no sentido Capital-Interior, e liberado por volta das 7h.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Quarta é de chuva e queda na temperatura; veja a previsão para o feriado

A quarta-feira (14) começou com chuva no Rio Grande do Sul, devido à passagem de uma frente fria. A madrugada teve acumulados expressivos. Em Porto Alegre, as precipitações chegaram a 17,2 mm desde a meia-noite. Pode chover forte a qualquer hora do dia, com exceção do Sul e da Fronteira Oeste, onde as instabilidades devem perder força ao longo da quarta-feira. Há possibilidade de trovoadas e queda de granizo. No Norte, as rajadas de vento podem atingir 60 km/h. Na Capital, o dia será chuvoso e há risco de alagamentos.

 

A temperatura deve apresentar queda em relação aos últimos dias, em que os termômetros tiveram registros acima de 30ºC em Porto Alegre. Na terça-feira (13), a máxima foi de 34ºC.

 

A previsão para o feriado da Proclamação da República é de tempo firme em todo o Rio Grande do Sul, pois a frente fria se afasta em direção ao sudeste do país. O sol deve predominar entre nuvens ao longo do dia. A manhã será marcada por temperatura amena, devido a ausência de nebulosidade, mas os termômetros voltam a registrar alta durante a tarde, garantindo as atividades ao ar livre no dia de folga.

 

Confira a previsão do tempo para algumas cidades:

 

Capital: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 22°C e máxima de 27°C

Pelotas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 28°C

Caxias do Sul: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 25°C

Santa Maria: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 27°C

Santa Rosa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 26°C

Erechim: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 27°C

Uruguaiana: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 16°C e máxima de 25°C

Torres: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 29°C

Tramandaí: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 28°C

Capão da Canoa: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 29°C

Xangri-Lá: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 20°C e máxima de 28°C

Rio Grande: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 27°C

Mostardas: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 21°C e máxima de 25°C

Passo Fundo: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 19°C e máxima de 28°C

Bagé: pancadas de chuva e trovoadas. Mínima de 17°C e máxima de 25°C

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Caixa suspende Minha Casa Minha Vida para famílias com renda entre R$ 1,8 mil e R$ 2,6 mil

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (13) que suspendeu, por falta de recursos, a contratação de novas unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda mensal máxima de até R$ 2,6 mil — a faixa 1,5.

 

De acordo com o banco, o orçamento para esta linha de crédito imobiliário foi "utilizado em sua totalidade" e as contratações do programa para esta faixa serão retomadas no início de 2019.

 

Em comunicado, a Caixa informou que somente a faixa 1,5 foi suspensa e todas as outras linhas de crédito continuam contratando novas unidades — inclusive a faixa 1, que atende famílias com renda bruta de até R$ 1,8 mil.

 

As diferentes faixas do programa usam fontes de financiamento diversas. A faixa 1,5 é financiada com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

O orçamento do Minha Casa, Minha Vida para 2018 é de R$ 57,4 bilhões. "Até o momento, foram contratadas cerca de 4,7 milhões de unidades habitacionais.", informou o comunicado.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Funcionários de obra são presos em contêiner por quadrilha durante assalto em Porto Alegre

Pelo menos oito criminosos renderam cerca de seis funcionários em um prédio em obras localizado na Avenida Farrapos, na altura da Avenida Polônia, em Porto Alegre, por volta de 01h30min desta quarta-feira (14).

 

Armados, os assaltantes colocaram os homens dentro de um contêiner enquanto roubavam cerca de 10 bobinas de fios de cobre.  As vítimas ficaram presas durante cerca de uma hora. Ninguém ficou ferido.

 

Conforme a Brigada Militar, os bandidos fugiram com a carga em um caminhão. Os funcionários atuavam no local para instalar a eletricidade de um novo laboratório que é instalado no prédio. 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Três mortes são registradas na mesma noite na Serra

Um homem foi encontrado morto dentro de um veículo Uno por volta das 23h30min desta terça-feira (13), na Linha Baú, em Garibaldi, na Serra. A cerca de 30 metros do local, outra vítima foi morta. O Uno tem placas de Bento Gonçalves e não pertencia às vítimas, conforme a Brigada Militar. Os criminosos fugiram em um veículo não identificado.

 

48º assassinato em Bento Gonçalves

Outro crime foi registrado na Serra na noite desta terça. Um homem foi morto por volta das 22h na Rua Havaí, no bairro Humaitá, em Bento Gonçalves. Conforme a Brigada Militar, o corpo foi encontrado embaixo de uma ponte. Os criminosos fugiram em um veículo. Com este crime, o município chega a 48 mortes violentas neste ano. Em todo o ano passado, foram registrados 34 casos.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

14/11/2018 - Polícia Civil ataca finanças de quadrilha que adquiriu mais de 30 imóveis com dinheiro ilícitoPolícia Civil ataca finanças de quadrilha que adquiriu mais de 30 imóveis com dinheiro ilícito

A Polícia Civil realizou na manhã desta quarta-feira (14) uma nova operação para combater o crime de lavagem de dinheiro. Uma organização criminosa que explorava jogos de azar é investigada por adquirir de forma ilícita 31 apartamentos e estabelecimentos comerciais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. São mais de 50 suspeitos envolvidos e todos os bens, incluindo veículos, foram avaliados em mais de R$ 16 milhões. Ao todo, 27 mandados judiciais foram cumpridos em Porto Alegre, Canoas e em Bombinhas, no litoral norte catarinense.

 

Dos 27 mandados cumpridos por cerca de 120 policiais, 22 foram de busca e cinco de prisão. No entanto, três alvos não foram localizados porque os suspeitos fugiram para fora do país — os outros dois envolvidos no esquema criminoso ainda eram procurados por volta das 7h. Os nomes deles ainda não foram divulgados pelo fato de que a investigação continua.

 

O Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE) da Polícia Civil, responsável pela ação, realiza nesta quarta-feira a segunda etapa ostensiva da operação Repasse. A investigação de dois anos conta com participação do Ministério Público, por meio da Promotoria Especializada no Combate à Lavagem de Dinheiro.

 

O delegado Filipe Bringhenti, titular da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro do GIE, diz que a Justiça ordenou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 24 pessoas investigadas, incluindo o bloqueio das contas bancárias destes suspeitos, além da quebra de sigilo de aplicações financeiras diversas de 57 pessoas.

 

Bringhenti diz que todos os bens foram adquiridos em nome de laranjas e que a polícia ainda conseguiu obter o sequestro judicial de 31 imóveis avaliados em R$ 15 milhões e de 18 veículos avaliados em R$ 1,1 milhão, sendo que quatro deles serão usados pela polícia no combate ao crime.

 

— Alguns dos imóveis são de elevado valor comercial e que eram utilizados para facilitar o acesso, bem como para o sucesso na exploração do jogo de azar — ressalta Bringhenti.

 

Segundo o diretor do GIE, delegado Cristiano Reschke, essa ação reforça a estratégia da Polícia Civil no enfrentamento ao crime organizado, que é seguir o rastro do dinheiro para buscar a descapitalização e a asfixia financeira das organizações criminosas, desestimulando a atividade ilícita. Na primeira parte ostensiva desta investigação, em abril deste ano, mais de 60 veículos e imóveis foram sequestrados judicialmente em 32 mandados judiciais em Porto Alegre, Cachoeirinha, Canoas e Xangri-lá. Os bens, na época, foram avaliados em R$ 15 milhões e, somados ao desta segunda fase, totalizam R$ 31 milhões.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/11/2018 - Nos primeiros oito dias de novembro, 13 agências são atacadas por quadrilhas no RS

Nos oito primeiros dias de novembro, pelos menos 13 ataques a banco foram registrados no Estado, a maioria em municípios com menos de 20 mil habitantes. Balanço da Rádio Gaúcha mostra que, dos 145 ataques neste ano, 94 foram nesses municípios – o que representa 66% do total.

 

Na madrugada de ontem, os três municípios alvos de quadrilhas não chegam a ter 9 mil moradores cada: Joia, Casca e Mato Castelhano. À tarde, duas agências bancárias de Coronel Pilar, de 1,7 mil habitantes, foram atacadas.

 

No primeiro ataque, em Joia, com pouco mais de 8 mil habitantes, ao menos oito homens teriam cometido o crime, após chegarem na cidade em três carros. A Polícia Civil afirma que a quadrilha disparou para cima com fuzis 556 para amedrontar moradores durante a ofensiva. Ainda assim, dois PMs que trabalham no município trocaram tiros com o bando.

 

O delegado Tiago Baldin afirma que os bandidos desistiram da ação sem levar nada. Apesar da reação dos policiais, a hipótese mais provável é de que os explosivos tenham falhado. Por volta das 7h, um Corolla foi encontrado incendiado na área rural da cidade.

 

Em Casca, ataque simultâneo a agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal aconteceu cerca de uma hora depois.  Houve confronto com os policiais, mas os criminosos conseguiram fugir. Nenhum PM ficou ferido. Como houve ataque a uma agência da Caixa, a Polícia Federal assumirá as investigações.

 

O prefeito de Casca, Domingos Claudio Kujawa (PT), relata que os crimes ocorreram na principal avenida da cidade, em frente ao prédio da prefeitura. Segundo ele, o lugar é de muita movimentação durante o dia.

 

— Ainda bem que foi durante a noite. Se fosse durante o dia,  o risco seria muito grande. É no centro da cidade, tem todas as farmácias, as duas agências encostadas, a prefeitura. Ainda assim, foi um susto, um baque para quem mora no entorno — diz Kujawa.

 

Em Mato Castelhano, de 2,4 mil habitantes e a 20 quilômetros de Passo Fundo, criminosos arrombaram um posto bancário do Banrisul. De acordo com a Brigada Militar, o crime ocorreu por volta das 4h. Os bandidos usaram explosivos, que falharam.

 

Já à luz do dia, houve ataques no Banrisul e no Sicredi de Coronel Pilar, na Serra. Ladrões chegaram em dois carros às 14h50min. Segundo o relato de uma moradora, eram de quatro a cinco bandidos com armas longas. Eles fizeram cordão humano e levaram um refém, que foi libertado na fuga.  Um dos carros – um Palio – foi incendiado pelo bando.

Buscas

 

O cerco da Brigada Militar em Coronel Pilar entrou noite adentro porque as pistas indicavam que os criminosos ainda estavam nos arredores. Um dos carros utilizados no ataque, um Meriva, foi roubado em Cachoeirinha, indicativo de que os bandidos são da Região Metropolitana. Para evitar esses ataques, a Brigada Militar usa um estudo de probabilidades, que mapeia horários e locais mais vulneráveis.

 

— Deslocamos nossas patrulhas especiais para estes pontos. Utilizamos helicópteros para mostrar que a Brigada está presente e inibir a ação. Temos feito tudo o que é possível e sabemos que já evitamos muitos ataques no interior — esclarece o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Eduardo Biacchi Rodrigues.

O que diz a SSP

 

Em nota, o secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, disse que os bancos descumprem a lei estadual que obriga maior investimento em segurança por parte das agências. A Lei Estadual 15.105/2018 prevê a instalação de dispositivos nas unidades bancárias. De acordo com o documento, como a regra não é cumprida, as forças de segurança têm “dificuldades na redução de indicadores deste crime no Estado, ao contrário do que ocorre em relação a homicídios, latrocínios e outros delitos”.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/11/2018 - Leite apela a deputados para tentar evitar impacto de R$ 387,8 milhões nas contas do RS

Diante do iminente aval para o aumento dos salários dos servidores estaduais, o governador eleito Eduardo Leite (PSDB) terá de duplicar a pressão sobre os deputados para tentar barrar os reajustes aos demais poderes. Ao aprovar o acréscimo de 16,38% nos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado abriu uma comporta que deságua em todo o funcionalismo público nacional, provocando um efeito cascata nas finanças gaúchas.

 

Futuro herdeiro de um déficit de R$ 3 bilhões no orçamento, Leite já vinha clamando a sua base para rejeitar os projetos de aumento que tramitam na Assembleia. Agora, também pede que também neguem a repercussão do aumento dos magistrados no Estado.

 

Somados, os aumentos nos vencimentos gerariam um impacto estimado em R$ 387,6 milhões ao ano — 225,6 milhões em razão do efeito cascata e mais R$ 162,2 milhões relativos ao reajuste de 5,58% dos servidores do Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria Pública e Assembleia Legislativa.  Enquanto os poderes negociam, os servidores do Executivo sequer receberam o salário de outubro — os depósitos devem iniciar na segunda-feira (12), de acordo com a Secretaria da Fazenda.

 

— A grave crise que o Estado atravessa, com servidores do Executivo sem receber em dia seus salários, torna inoportuna a concessão de reajustes — disse Leite, enquanto cumpria compromissos em São Paulo.

 

No Rio Grande do Sul, o coordenador da equipe de transição do tucano, Lucas Redecker (PSDB), cobrou responsabilidade do parlamento. Segundo o deputado, a orientação ao núcleo do futuro governo é voto contrário a qualquer incremento de despesa.

 

 — Não é o momento, em um Estado que vive uma crise fiscal do tamanho da nossa, de ter qualquer reajuste antes de sanarmos as contas públicas — defendeu Redecker.

 

Para entrarem em vigor, os reajustes precisam serem aprovados pelo Legislativo e sancionados pelo Executivo. A cada poder, cabe o envio do projeto de lei à Assembleia.

 

De despedida, o governo José Ivo Sartori (MDB) garante que determinou à base o voto contra. Líder do Palácio Piratini na Assembleia, Gabriel Souza (MDB) refutou a tradição do plenário de conceder reajustes aos fins dos mandatos:

 

— O aumento de gasto público gera um sentimento de injustiça muito grande por parte dos servidores do Executivo, que, à exceção da área da segurança, estão sem reposição há mais de quatro anos.

 

Diante do aval do Senado, a discussão sobre a automaticidade ganha força na Assembleia — a proposta consiste em atrelar o aumento dos poderes aos ministros do Supremo sem a necessidade de submeter o pedido ao plenário. Para o presidente da Casa, Marlon Santos (PDT), cada poder precisa arcar com a responsabilidade pelos aumentos aos seus servidores:

 

— Enquanto continuar essa lenga-lenga, eles (os poderes) propõe e quem dá o aumento é o próprio parlamento. E aí, tome pressão na cabeça do parlamento.

 

Pelo WhatsApp, o deputado Jeferson Fernandes (PT) disparou uma mensagem de voz sobre o projeto "que está sendo tramado nos bastidores da Assembleia".

 

— Precisamos alertar a sociedade gaúcha a fim de que não passe esse trenzinho de alegria na sociedade gaúcha — alertou o petista.

 

 

 

O impacto

Reajuste de 5,58% aos servidores e o custo anual (dados em R$)

Tribunal de Justiça: 92,6 milhões

Tribunal de Justiça Militar: 754,4 mil

Tribunal de Contas do Estado: 16,6 milhões

Ministério Público: 20,4 milhões

Defensoria Pública: 1,9 milhão

Total: 132,25 milhões

Com a inclusão dos servidores do Legislativo (R$ 30 milhões), deve chegar a R$ 162,25 milhões.

 

 Efeito cascata do reajuste no STF

 Os subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) correspondem ao teto do serviço público nacional. Quando o valor aumenta, acaba provocando reflexos no Judiciário, no Ministério Público e nos poderes Legislativo e Executivo, em todos os níveis.

 

R$ 225,6 milhões é o impacto estimado no Rio Grande do Sul. Em todos os casos, os aumentos devem ser aprovados pela Assembleia e receber sanção do governador.

 

JUDICIÁRIO 

Os vencimentos da categoria são amarrados aos dos magistrados do STF, de forma escalonada. Desembargadores, por exemplo, ganham 90,25% do subsídio dos ministros. Exemplo:

Subsídio de desembargador

Hoje: R$ 30.471,11

Com reajuste: R$ 35.462,28

Impacto anual estimado no RS: cerca de R$ 86 milhões

 

MINISTÉRIO PÚBLICO

A lógica é semelhante à do Judiciário. Procuradores de Justiça, por exemplo, têm o salário limitado a 90,25% do subsídio dos ministros do STF. Exemplo:

Subsídio de procurador

Hoje: R$ 30.471,11

Com reajuste: R$ 35.462,28

Impacto anual estimado no Estado: cerca de R$ 28 milhões 

 

LEGISLATIVO

Deputados estaduais recebem até 75% do subsídio dos ministros do STF. Exemplo:

Salário básico de um deputado estadual

Hoje: R$ 25.322,25

Com reajuste: R$ 29.470,03 

Impacto anual estimado no RS: cerca de R$ 3,4 milhões

 

EXECUTIVO

Na teoria, ninguém deveria ganhar mais que o governador (R$ 25.322,25), mas uma emenda constitucional de 2008 determinou que, no Executivo estadual, o teto é o subsídio de desembargador (R$ 30.471,11). Portanto, se esse subsídio aumenta, automaticamente, cresce o teto (e reduz a parcela devolvida por quem ganha acima). Exemplo:

Salário básico do governador

Hoje: R$ 25.322,25 

Com reajuste: R$ 29.470,03

Impacto anual estimado no RS: cerca de R$ 40 milhões

 

OUTROS ÓRGÃOS 

Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Defensoria Pública

No caso de conselheiros do TCE e de defensores públicos (classe especial), o salário básico passaria de R$ 30.471,11 para R$ 35.462,28.

Impacto anual estimado no RS

TCE: cerca de R$ 28,2 milhões

Defensoria: cerca de R$ 40 milhões

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/11/2018 - Bolsonaro avalia alterar pensões e aposentadorias especiais do setor público

A intenção de aprovar mudanças na Previdência ainda neste ano poderá levar o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) a recuperar uma proposta de 2017.

 

Elaborados por técnicos do Congresso, os textos preveem alterações que não precisam de emendas constitucionais, agilizando a tramitação no Legislativo. Entre os ajustes sugeridos, estão obstáculos a aposentadorias precoces, novos cálculos para pensões e modificações em aposentadorias especiais do setor público.

 

De acordo com o estudo, seria possível manter cerca de 70% do resultado que seria obtido com a reforma encaminhada pelo presidente Michel Temer para trabalhadores da iniciativa privada. Para servidores, a economia, apesar de não estimada, seria menor.

 

A proposta vincula valores de aposentadorias mais altos a partir de maior tempo de contribuição, dificultando manter o salário integral. O cálculo poderia ser adotado para servidores que ingressaram na União após 2004. Pensões seriam limitadas a 50% do valor integral, mais 10% por dependente. Seria possível acumular o benefício com a aposentadoria, mas sem ultrapassar três salários mínimos.

 

Classificada como fonte de “exageros e injustiças”, a falta de regulamentação das aposentadorias especiais a servidores públicos – por risco, atividades expostas a agentes nocivos à saúde e de pessoas com deficiência – também entraria no alvo. O objetivo é evitar interpretações dúbias da lei e dificultar a obtenção judicial dos benefícios.

 

A alíquota a ser descontada de servidores, entre o índice normal e o suplementar, seria de, no máximo, 22%. Nesse caso, a soma com Imposto de Renda não ultrapassaria 50% da remuneração, de acordo com a justificativa do estudo.

 

Parte das propostas estaria contida em um projeto de lei que, para ser aprovado, bastaria ter o apoio da maioria dos parlamentares em plenário. Há itens que necessitam de projeto de lei complementar, que passam por dois turnos de votação, a exemplo de ajustes na Constituição (PEC), mas que precisam de menos votos (257).

 

Os textos ainda não foram protocolados, o que pode levar à velocidade de aprovação menor do que a pleiteada pelo futuro governo. Caso os projetos recebam apoio da equipe de Bolsonaro, há ainda outro empecilho: a falta de votos no Legislativo, até mesmo de aliados.

 

Entre parlamentares, dificuldade para apoio

Além do pouco tempo para analisar projetos, há críticas sobre a ausência da fixação de idade mínima para a aposentadoria (exige PEC, barrada pela intervenção no Rio). A crítica é feita pelo deputado federal Beto Mansur (MDB-SP), principal articulador da proposta de Temer, que naufragou no início do ano sem ser apreciada.

 

— O coração da reforma é a idade mínima. Se tirar isso, não tem por que votar neste ano —critica, salientando que nunca contou com os votos da família Bolsonaro quando projetava o apoio à reforma, no ano passado.

 

Para o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), líder da bancada da bala, as mudanças deverão ser feitas somente pelo novo Congresso, que terá quase metade das cadeiras renovadas. Ele ainda cita outra dificuldade: a fala do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que mencionou “prensa neles”, defendendo pressão sobre o Congresso para agilizar a aprovação.

 

—Tenho conversado com muitos colegas, ninguém disse que vota as matérias. Ainda mais com o desconforto pela declaração do Guedes — pontua Fraga.

 

Um dos parlamentares mais ativos na defesa do texto original de Temer também tem dúvidas sobre a viabilidade de alterações em 2018. Nos bastidores, questiona como o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), irá negociar, já que foi um dos mais ferrenhos opositores da PEC.

 

— Foi mais radical do que o PT, como vai fazer a interlocução com o Congresso? — provoca.

 

Nesta quinta-feira (8), o governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), esteve com Bolsonaro e disse ter recebido a garantia do futuro presidente de que não defenderá a interrupção da intervenção federal no Estado para que seja possível realizar a votação integral da reforma.

 

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/11/2018 - Um dia após agredir professores, mãe de aluna retorna a escola, causa confusão e atropela policial

A mulher que na quarta-feira (7) agrediu professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint'Hilaire retornou à instituição na Lomba do Pinheiro nesta quinta-feira (8) e, após discussão, atropelou um policial militar. Ela é mãe de uma aluna do 7º ano.

 

À tarde, em frente ao colégio da zona leste de Porto Alegre, que não teve aulas nesta quinta, a comunidade escolar realizava um ato de apoio ao grupo que foi agredido. A mulher chegou em um Celta e, sem descer do carro, discutiu com adolescentes. Um policial militar tentou acalmá-la e pediu para que ela descesse do carro. Neste momento, ela atropelou o soldado. Vídeo ao qual GaúchaZH teve acesso mostra o momento em que ela investe contra o policial. Conforme o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Kefren Castro de Souza, o brigadiano só sofreu escoriações leves no braço porque conseguiu rolar sobre o veículo e evitar uma queda brusca.

 

A mulher tentou fugir, mas foi detida e encaminhada à 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (Santana). A filha, que estava junto, foi encaminhada ao Conselho Tutelar.

 

Às 21h, a delegada Elisa Souza terminou a autuação da mulher por tentativa de homicídio com dolo eventual, lesão corporal e desobediência. Ela já possuía antecedentes criminais por homicídio - teria sido mandante da morte do ex-companheiro em 2014 - lesão corporal e ameaça.

 

Devido ao incidente, o colégio não terá aulas por mais um dia: na sexta-feira (9), um ato de apoio será realizado às 13h por ruas do bairro. Nesta quinta, o Conselho Escolar, composto por pais e professores, teve uma reunião para alinhar medidas a serem adotadas.

 

— A direção da escola, o Conselho Escolar e os professores irão à Smed (Secretaria Municipal de Educação). Um grupo vai conversar com o secretário (Adriano Naves de Brito) — afirmou o diretor Ângelo Barbosa.

 

Tanto pais quanto professores demonstram receio em retornar à escola após os episódios de violência.

 

— É complicado para os profissionais dar aula com o grau de tensão que tem aqui. A mãe veio e atropelou um brigadiano. Se ela atropela um brigadiano, qual é a segurança que os professores têm? — questionou o coordenador do Conselho Popular da Lomba do Pinheiro, Francisco Giovani de Souza.

 

Mãe de um aluno e integrante do Conselho Escolar, Norma Regina Lilge acrescenta:

 

— Um ato de violência aconteceu com nossos professores dentro da nossa escola, na comunidade e deixou um sentimento de revolta muito grande. Nossa escola não semeia a discórdia, pelo contrário, tem projetos maravilhosos.

 

Contraponto

 

Conforme o advogado Jorge Cabral, a mulher não teve intenção de matar o policial. A defesa alega que ela se sentiu ameaçada pela presença das pessoas que estavam protestando e tentou fugir.

 

Ainda na versão da mulher, o policial acabou sendo atropelado pois tentou agarrá-la. O advogado vai entrar com um pedido de relaxamento da prisão em flagrante.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/11/2018 - "Fuzilaram meu filho na cama por engano, sem saber quem era", diz pai de jovem morto em hospital

Acompanhado da madrinha, Gabriel Vilas Boas Minossi, foi assassinado por engano durante a madrugada desta sexta-feira (9), no Hospital Centenário, em São Leopoldo. Aos 19 anos, o adolescente, segundo o pai, Marcelo Minossi, era "um guri trabalhador" e deveria ter recebido alta um dia antes.

 

— Ele se acidentou na BR-116 vindo do trabalho. No acidente ele quebrou os dois fêmures, estava aqui desde quarta-feira (7). Ele ia embora ontem (quinta), mas ele estava com pressão alta e seguraram ele mais um dia — explica.

 

Gabriel estava na ala cirúrgica quando foi atacado a tiros. Segundo a Delegacia de Homicídios, os atiradores queriam matar outra pessoa que estava internada no hospital, um homem que tem duas passagens em sua ficha criminal por homicídio e saiu do sistema prisional há 10 dias.

 

Segundo o pai de Gabriel, desde a tarde de quinta-feira (8), havia um "murmurinho" no hospital sobre a intenção dos criminosos de invadirem o local. O jovem estava no mesmo quarto do alvo dos bandidos, "a quatro macas de distância", acompanhado da madrinha, irmã de Marcelo. Devido a pedidos de pacientes, o homem egresso do sistema prisional foi levado a outro lugar, para o andar de cima.

 

— As enfermeiras e os próprios pacientes fizeram um rebuliço para tirar ele (o alvo) dali. O cara que eles queriam estava lá em cima. Fuzilaram meu filho na cama por engano, sem saber quem era — lamenta Marcelo.

 

 

 

Fonte: Gaúcha/ZH

09/11/2018 - Atiradores assassinam paciente dentro de hospital em São Leopoldo

Um paciente do Hospital Centenário, em São Leopoldo, foi assassinado a tiros por volta das 4h desta sexta-feira (9). Conforme a assessoria de imprensa da instituição, a vítima estava na ala cirúrgica quando foi alvejada. O ataque deixou mais um paciente e uma acompanhante dele feridos nas pernas.

 

Os bandidos invadiram a unidade de saúde pela portaria do pronto-socorro e foram rendendo funcionários e vigilantes, apontando armas e mandando ficarem quietos. Câmeras de segurança flagraram toda a ação dos criminosos e mostram eles portando armas longas. A Polícia Civil confirma que os atiradores usaram fuzis e pistolas.

 

A vítima foi identificada como Gabriel Vilas Boas Minossi, de 19 anos, segundo a Polícia Civil. A Delegacia de Homicídios do município afirma que a investigação até o momento aponta que os atiradores queriam matar outra pessoa que estava internada no hospital, um homem que tem duas passagens em sua ficha criminal por homicídio e saiu do sistema prisional há 10 dias.

 

Segundo o delegado Alexandre Quintão, da Delegacia de Homicídios de São Leopoldo, 20 tiros foram disparados dentro do hospital. Os bandidos teriam fugido em um Ford Focus prata, que estava estacionado na entrada da emergência. Eles n